segunda-feira, 30 de abril de 2012

Levantando a cabeça

Por vezes, ao trilharmos nosso caminho, nos acostumamos tanto com ele, que baixamos a cabeça, perdidos em pensamentos. Acabamos não notando que passamos por desvios cruciais, ou que estamos nos aproximando de obstáculos perigosos, sem nos prepararmos. Sem notarmos, nos colocamos em posições perigosas, pois não prestamos atenção nas armadilhas que a estrada tem. Começamos a acreditar em ilusões, como as propagandas, mesmo existindo evidências de que certos produtos causam mais problemas do que benefícios. Nos vemos agindo segundo nossos instintos, deixando a lógica de lado e nos tornando mais animais do que deuses. Damos o controle de nossa vida para outros, que decidem desde o que podemos vestir, comer, por onde andar e até o que pensar. Neste processo, despimo-nos de diversas características inerentes do ser humano, simplificando-nos até nos tornarmos reles autômatos de carne e osso. Seres que, para aqueles que ainda detêm as qualidades de uma pessoa livre, são alvos fáceis e baratos de exploração. Mas podemos voltar pelo mesmo caminho, pois com vontade de mudar, percebemos as oportunidades com mais clareza. :-)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Bomba de conhecimento

Por ser como uma biblioteca, a Internet está aberta para qualquer um procurar a informação que deseja, em qualquer hora. E, novamente, este é uma característica antiga de nossa espécie que esquecemos com a comodidade oferecida pelos meios de comunicação em massa. Ao contrário de apenas recebermos dados arbitrários, escolhidos por terceiros, devemos procurar o que nos interessa.
Não ficamos mais presos ao ponto de vista de uma ínfima parcela da população, que tem interesses próprios de manipulação. Não ficamos mais presos à horários estipulados por terceiros, tendo a liberdade de fazermos o nosso próprio. Não somos mais alvos fáceis de produtos nocivos, sejam eles para ingerirmos, vestirmos, dirigirmos ou nos governar.
Saber encontrar o que queremos, em um primeiro momento, e o que precisamos, podem fazer uma grande diferença em nossas vidas. Não apenas para informações, mas até mesmo para relacionamentos, acabamos enriquecidos com novas experiências. E elas vão construindo uma outra realidade, diferente da que estamos acostumados, mais dinâmica e autêntica, em todo seu espectro.
:-)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mina de notícias

Por mais moderna que a Internet seja, ela nos ajuda a exercitar uma característica que era muito usada, mas que esta cada vez mais rara. Com tantas pessoas nos dizendo como ver o mundo, como agir nele, e o que tirar de conclusões dele, acabamos acomodados e dormentes. Ao voltarmos a pensar por nos mesmos, no entanto, acordamos para uma realidade que pode chocar os mais desavisados.
Vemos a polícia e o exército, atacando povos de nações que juraram proteger, em nome de corporações, que nem entidades vivas são. Observamos empresas com os direitos de pessoas, mas que despacham os deveres para indivíduos, aumentando a desigualdade. Entendemos como funciona a democracia, quando enxergamos os patrocinadores de campanhas eleitorais, e seus montantes.
Compreender outros pontos de vista não é algo que alguém possa fazer por nós, é um exercício que cada um deve fazer para abrir sua mente. A Internet é uma ferramenta para isto, pois a cada notícia, devemos analisar o que descobrirmos, e classificar como relevante ou não. E para não torná-la inútil, também devemos pensar em que ação tomar com a nova informação que adquirimos.
:-)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Canhão de erudição

Uma das consequências da Internet é o aumento do número de pontos de vista que temos ao nosso dispor, sobre um mesmo fato. O que antes era mostrado por apenas um ângulo, agora aparece em um espectro maior, com várias histórias relatando o mesmo acontecimento. Esta liberdade ameaça algumas entidades, que antes controlavam como o povo ficava sabendo das circunstâncias.
Empresas que usavam propaganda para colocar veneno em nossa mesa, estão perdendo sua fonte de lucro, forçadas à mudar seus hábitos. Meios de comunicação em massa vão perdendo sua credibilidade, ao serem expostas suas filiações, revelando o objetivo de suas matérias. Governantes perdem votos quando seus financiadores são descobertos, indicando quem irá ganhar com as leis que aprovarão.
A Internet está mostrando para seus usuários todas as cores que compõe nossa sociedade, por mais claras ou escuras que sejam. Apesar de existirem aqueles que querem censurar esta nova forma de se comunicar, existem aqueles que lutam para que ela se mantenha como está. Quanto mais pontos de vista temos, mais completo é nosso entendimento sobre o planeta onde moramos, e o universo que habitamos.
:-)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Metralhadora de dados

A Internet é um maximizador de potenciais, fazendo com que qualquer cochicho cruze o globo em poucos segundos. Nosso ponto de vista sobre o planeta mudou, diminuindo-o consideravelmente, uma vez que sabemos instantaneamente o que acontece em qualquer ponto dele. Nossa mente, no entanto, está tendo dificuldade em se adaptar a esta nova realidade, e por isto nos impressionamos com certos comportamentos.
Preconceitos que antes ficavam restritos à comunidades, agora entram em conflito com a diversidade de nosso mundo. Formas de controle populacionais, usados em certos países, são exportados, fazendo com que mais governos tentem a mesma abordagem. No entanto, segredos de estado são mais facilmente expostos, unindo povos em revoluções que estão modificando culturas.
Propagandas estão perdendo sua força, com a realidade sendo exposta a cada novo vídeo ou texto que é colocado na Rede. Táticas usadas por séculos estão mostrando seu propósito, mostrando quem são os que lucram com elas, e quem são os atingidos. A memória das pessoas está sendo reavivada, pois não depende mais de um grupo pequeno para lembrá-las de sua história, e dos pontos de vista.
:-)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Poder da informação

Nossa história é repleta de casos de conflitos, onde se destaca a resolução pela força bruta, contada pelo lado vitorioso. O perdedor, dificilmente tínhamos acesso, pois não existiam as ferramentas para enviar ao outro lado do planeta o seu ponto de vista. Os meios de comunicação de massa eram, e ainda são, controlados por poucos, que escolhem o que a população deve saber ou não.
Era mais fácil de levar países ao conflito, fabricando causas que mascaravam os reais motivos de invasões para roubar recursos. Era mais fácil de se eleger e retirar governantes, beneficiando amigos e familiares, enquanto o resto do povo passa fome e morre em fila de hospital. Era mais fácil de se adestrar as pessoas, repetindo incessantemente o mesmo tema, direcionando o mercado para onde quisessem.
A mão de ferro era anunciada de forma sutil, lembrando a todos das consequências do que aconteceria se não seguissem o padrão social estipulado. Desprezo, solidão e remorso eram sombras que nos perseguiam se não nos enquadrassemos, mas que estão sumindo em nossos dias. Com a chegada da Internet, nosso ponto de vista esta mudando, e estamos aprendendo qual é realmente a mais poderosa das armas.
:-)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Guias controversos

Tratamos estabelecimentos como pessoas, e nos admiramos quando elas se comportam como tais, com suas qualidades e defeitos. Governos e corporações tem o mesmo instinto de sobrevivência do ser humano, principalmente por serem compostos da espécie. Sua reação, portanto, não deveria nos espantar ao se mostrar esquizofrênica, composta por milhares de facetas que nem sempre concordam.
O mesmo governo que é capaz de tirar milhares de pessoas da miséria, também é capaz de erradicar outros tantos em obras de expansão. A mesma empresa que faz trabalhos sociais ajudando comunidades carentes, é a mesma que polui fontes de água em outros locais. O mesmo departamento que é responsável por proteger a população de abusos é o que pega em armas para despejar aqueles que não tem para onde ir.
O que vemos na escala de nossa sociedade, nada mais é do que aquilo que se passa em nossas próprias cabeças. Enquanto não resolvermos a confusão que existe dentro de nós, deixando de tratar o mundo em absolutos, não encontraremos paz. Os verdadeiros líderes sabem que podem apenas mostrar o caminho, mas que quem deve trilhá-lo somos nós.
:-)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Indicações errôneas

Ao delegarmos a responsabilidade sobre certas decisões fundamentais sobre nossa vida para outros, ficamos vulneráveis ao que passa na cabeça dessas pessoas. E por vivermos em um mundo voltado ao lucro, se o que passar no bolso for pesado o suficiente, viramos fonte de renda de terceiros. Nos tornamos mera mercadoria, com nosso valor em constante declínio, enquanto nosso número no planeta aumenta.
Não notamos a escravidão que vivemos ao vendermos nosso tempo em troca de papel pintado que apenas tem valor por que fomos convencidos disso. Não notamos a escravidão ao sermos manipulados para darmos o fruto de nosso trabalho em troca de superfluos cada vez mais descartáveis. Não notamos a escravidão ao encaminharmos nossos filhos para um sistema de doutrinação, que irá substituir sua criatividade por conivência.
Perdemos o controle de nossa vida ao deixarmos que outros façam escolhas básicas por nós, ainda mais se elas derem lucros para outros. Conscientemente, damos este poder para governantes a cada voto, e a cada compra influenciada por propagandas. Inconscientemente, fazemos o mesmo ao nos omitirmos como cidadãos, apenas reclamando uns para os outros, sem mudar nossas ações.
:-)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sinais contraditórios

Por perpetuarmos a romântica visão vendida para nós sobre o mundo, não somos capazes de ver a realidade como ela é. Não conseguimos admitir para nós mesmos que, possivelmente, fizemos um mal negócio, e continuamos insistindo no erro. Um equivoco que pode custar mais do que alguns conseguem imaginar, e que só saberemos o real preço quando for tarde.
Ainda acreditamos na chamada democracia, por mais que ela tenha sido deturpada de seu sentido original, se tornando uma ditadura. Ainda acreditamos no monetarismo, mesmo sendo cada vez mais provado que ele apenas serve para propagar a corrupção, violência e demais males sociais. Ainda acreditamos na justiça, sem notar que o que nos é vendido nada mais é do que uma vingança legalizada, um circo que sacia nossos instintos, mas que não segue a lógica.
Existem diversas cortinas que escondem os bastidores do público, e a cada uma que vamos passando, temos uma visão mais clara do que acontece. Mas para isto é preciso levantar de nossos assentos, deixando de ser passivos espectadores, e subirmos no palco. Uma vez lá em cima, podemos escolher se queremos entreter outros ou desvendar os mistérios por trás do espetáculo que estamos acostumados a ver.
:-)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Roteiro pré-determinado

Vivemos em um mundo de faz de conta, onde não damos a devida importância para o que nos sustenta, dedicando nossa vida à superfluos. Irônicamente, oferecemos mais atenção para os chamados shows de realidade, do que para aquela que rege nossa rotina. Mantemos as condições para que sejamos roubados, descaradamente, enquanto consideramos tudo isto normal.
A cada compra que fazemos, usamos o utensílio de uma indústria monopolista, sem entender as consequências disto. A cada voto, mantemos uma estrutura de poder piramidal, não compreendendo a razão de ainda termos os mesmos problemas que os egípcios antigos. A cada propaganda, damos audiência para corporações que apenas sobrevivem por nos manterem na completa ignorância.
Não apenas somos coniventes, mas defendemos uma estrutura arcaica, tamanha é nossa desinformação sobre nossa realidade. Não nos indignamos facilmente, pois estamos anestesiados com tanta medicação, seja para o corpo quanto para a mente e a alma. Podemos nos livrar deste sistema parasitário, esquentando nosso sangue antes que ele se torne gélito como o de um cadaver.
:-)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Informantes oficiais

Por ainda não termos aprendido o potencial que temos, subestimamos nossas capacidades, delegando certas responsabilidades para outros. Este ato acaba trazendo certos problemas para nossas vidas, que não tínhamos antes, e que está cada vez mais difícil de se livrar. Por vivermos em uma realidade monetárista, somos guiados para onde não é saudável, para que outros lucrem.
Vendemos nosso precioso tempo em troca do que deveria ser abundante e livre para todos, nos escravizando sem notarmos. Não fazemos ideia de como funciona nosso próprio corpo, enchendo-o de entorpecentes, tanto para nos adoecer, quanto para nos curar. Nosso próprio método de ensino se tornou tão arcaico que uma simples caixa com vídeo e som captura mais a atenção de nosso povo.
Criamos uma elite que supostamente deveria nos guiar, mas que virou alvo primário do bolso de corporações e da própria ganância. Não deveríamos nos admirar, pois ao abdicarmos de aspectos tão essenciais de nossa vidas, não poderíamos esperar que outros se importassem mais. Ainda podemos tomar as rédeas da situação ao mudarmos nossas hábitos, pois somente assim teremos consciência do que somos capazes.
:-)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Saindo do caminho

Ao perdermos o caminho de vista, acabamos nos tornando vítima de certas previsões feitas quando começamos a viagem. Nossa perspectiva muda, assim como nossos conceitos, nos deixando perdidos em uma região inóspita. Nos sentimos separados da natureza, de nossa comunidade, e de nós, ao nos pegarmos realizando atos antes impensáveis.
Deixamos de ser cidadãos, entregando completamente o curso de nossas vidas nas mãos de poucos, sem questionar onde nos levam. Não nos preocupamos com nossa realidade, enchendo nossa vida de futilidades, que não preenchem nem corpo nem espírito. Somos forçados à descartar nossos sonhos e a aceitar a loucura coletiva imposta, sob pena do medo, e nada mais.
Quando ficamos sem rumo, acabamos questionando até mesmo nosso propósito, sem lembrar que um está ligado ao outro. Podemos nos tornar quem quisermos, e ir aonde imaginarmos, mas apenas se tivermos a vontade para tal ação. Com ela deixamos de ser gado em abatedouro, e podemos nos tornar uma manada no caminho para a liberdade, sem obstáculos que nos segurem.
:-)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Passo em falso

Acidentes estão sujeitos a acontecer em qualquer jornada, mas se não cuidarmos, somos capazes de maximar seu potencial. Podemos transformar uma situação ruim em uma ainda pior, se não pensarmos direito no que estamos fazendo. E o que antes poderia ter uma saída de fácil acesso, pode mutar para uma armadilha de onde não existe escapatória visível.
Uma simples troca de bens se tornou uma das maiores prisões em nossa história, aniquilando aqueles que não se enquadram. A reunião de alguns para decidir o destino de muitos tem feito cada vez mais vítimas com o passar dos anos. O conceito popular de economia se tornou o inverso do que a própria palavra significa, devastando o planeta em que vivemos.
O caminho que trilhávamos está quase se perdendo no horizonte, com o desvio que nossos antepassados pegaram. A trilha à nossa frente está se fechando cada vez mais, indicando que não teremos condições de ir muito mais longe. Sempre existe a alternativa de voltar para o caminho, mas apenas enquanto soubermos onde ele se encontra.
:-)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Bifurcação esperada

Seja qual for o motivo, nos acostumamos a enxergar o mundo com dualidade, classificando o que vemos como bom ou mal. De acordo com nossa moral, colocamos tarjas que ficam cada vez mais difícieis de serem corrigidas, ou mesmo removidas. Mas não notamos que ela também é alvo desse ponto de vista, e que nossas boas intenções acabam sendo o inferno de outros.
Por causa disto, criamos leis baseadas em folclores e superstições, aprisionando pessoas que tem um estilo de vida diferente do nosso. Mantemos estruturas da sociedade pelos mesmos motivos, sem notar que elas matam, direta e indiretamente, mais do que salvam. Afastamos ideias e indivíduos pelo simples motivo de discordarem de nós, perseguindo-os até serem eliminados.
Em nome de melhorias, muitas atrocidades foram cometidas durante nossa história, sem tirarmos lições delas. Não aprendemos sobre a tolerância, nem a paciência, nos separando cada vez mais, ficando vulneráveis para influências externas. Mas podemos encontrar nossos pontos em comum, nos unirmos novamente, nos fortalecendo onde falhamos sozinhos.
:-)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Decisões inconsequentes

Se fôssemos comparar a história da humanidade com nossa própria, poderíamos dizer que ainda estamos na infância. O comportamento que temos, como espécie, podem ser vistos em qualquer creche ao redor do planeta, assim como as repreensões. A maior diferença é que temos outras crianças fazendo o papel de adultos, criando mais esquisofrênia do que resolvendo algo, realmente.
Apesar de toda birra que fazemos em contrário, somos completamente dependentes e vulneráveis, principalmente de nossos próprios atos. Nossa linha de pensamento não segue uma lógica sustentável, pois não temos noção de quais são nossas fontes de sustento. Vivemos em um mundo abstrato, cheio de faz de conta e histórias da carochinha, descartando a realidade até sermos feridos por ela.
Os mimos com as quais nos acostumamos estão acabando, e por mais choro e escândalo que fizermos, vamos descobrir que ninguém virá nos consolar. Está na hora de crescermos e caminharmos com nossas próprias pernas, de entendermos que não podemos escapar da realidade. É passada a hora de amadurecermos, antes de recebermos a surra que irá nos colocar em nosso devido lugar.
:-)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Nossos desvios

Durante nossa caminhada por este planeta, por mais planos que fizermos, ainda iremos nos deparar com desvios que não esperamos. Alguns irão nos levar à novos caminhos, trazendo experiências que irão enriquecer nossa vida de formas que não imaginamos. Mas alguns podem nos levar à lugares de onde passaremos o resto de nosso tempo procurando uma saída, incapazes de escapar de seu labirinto.
Tentaremos descobrir a verdade sobre nossa realidade, sem conseguir entender o que ela significa, descartando-a quando a encontramos. Procuraremos por uma vivência que seja abundante, descobrindo o peso da comodidade apenas quando a enxergarmos. Desvendaremos os mistérios da honra e da lealdade, apenas para vendê-las para quem pagar mais, sem mais perguntas.
Certos aspectos de nossa sociedade perderam seu rumo ao longo da trilha, e continuam perdidos, desorientados. Aqueles capazes de trazê-los de volta ao nosso convívio nem sempre conhecem suas próprias habilidades, e o valor para a comunidade. Mas aos poucos eles vão escutando seu chamado, aumentando seu número e força, trabalhando para o bem de todo o globo.
:-)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nova vista

Em uma realidade baseada no lucro, a propaganda tem um papel vital, instigando os instintos da população para capturar clientes. Como uma rede jogada ao mar, seu objetivo é conseguir o maior número de espectadores que, uma vez presos, não conseguem se soltar facilmente. A lógica de uma vida sustentável é completamente desprezada, pois este não é o alvo principal, por mais que se negue.
Em suas garras, jovens desinformados e sem opções se alistam à exercítos, dando maior força ào monopólio da idade média. Por ela, comunidades dão preferência para superfluos em suas casas, deixando de lado direitos básicos. Graças a ela, ainda acreditamos no voto, e o fazemos por aparências ou popularidade, deixando de lado conhecimento técnico e habilidades.
O que vemos na grande mídia nem sempre representa a maioria das pessoas, ou algo que seja relevante, no fim das contas. Isto cada um pode decidir de acordo com o seu estilo de vida, e participação na comunidade onde vive. Desligar a televisão e o computador, fechar o jornal, a revista e o livro também são opções, que raramente lembramos que existem.
:-)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Distinguindo miragens

A presente realidade que temos deixou de ser sustentável à algum tempo, o que significa que ela está fadada à sucumbir. Existem aqueles que já perceberam este fato, e procuram alternativas, seja para se beneficiar, ou ajudar outros. E também existem aqueles que preferem deixar de lado o que está acontecendo,talvez por não acreditarem, ou talvez por se beneficiarem da ignorância alheia.
Para manter o ritmo do consumo, pouco ou nada se comenta sobre o pico do petróleo, enquanto ainda se pode lucrar. Remédios alternativos, que podem ser criados no quintal de casa, são negligenciados pela praticidade de pílulas e injeções. Pelo mesmo motivo destruimos nosso solo com químicos, maximizando plantações por décadas, para depois sofrer por séculos.
Apenas aqueles que se sujeitam à um sistema econômico dependente podem usufruir do que a sociedade pode oferecer. Os que não são capazes, ou se negam, são marginalizados, em uma tentativa de descarte longe dos olhos do público. Mas eles também podem se unir e criar sua própria comunidade, uma alternativa que pode se expandir com o tempo.
:-)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Criando cenários

O poder de associação de nosso cérebro é algo que nossa espécie tem treinado e melhorado por milênios. Temos a capacidade de unir formas e ideias que, em um primeiro momento, nada tem de comum, para criar novas soluções. Podemos dizer que nossa criatividade é limitada apenas pela riqueza de material que temos ao nosso redor para juntarmos.
Associamos as mais diversas criaturas com nossos sentimentos e, até hoje, somos capazes de produzir mitos e lendas. Unimos nosso conhecimento com nossa necessidade ao criarmos os utensílios que usamos em nosso dia a dia. Ligamos nosso ambiente presente, ou passado, aos nossos desejos sempre que sonhamos, acordados ou dormindo.
Hoje conseguimos conectar o que antigamente pareceria absurdo, como viagens para a lua, ou carruagens sem cavalos. Tudo graças as informações que vamos acumulando com o tempo, descobertas ao aprofundarmos nossa curiosidade. Graças a elas, temos a oportunidade de criar nossa própria realidade, ao colocarmos em prática o que aprendemos.
:-)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Aproximando o horizonte

Uma das maneiras de mudarmos nosso ponto de vista de forma simples, é procurarmos detalhes sobre um assunto. Por mais que se descubra, sempre existirá algo que não sabemos, e assim acabamos descobrindo novas facetas sobre o mundo. Questionar é o que faz nossas mentes evoluirem, para alcançarmos novos patamares de conhecimento sobre a realidade.
Não debatemos o que vemos na grande mídia, e nos surpreendemos quando dizem que somos manipulados como marionetes. Não interrogamos o governo que deveria trabalhar para nós, ficando indignados quando notamos que nos tornamos reles gado. Não examinamos os produtos que empresas nos vendem, e acabamos morrendo mais cedo por não saber sua composição.
Engolimos informações como glutões, sem saber diferenciar uma da outra, absorvendo tudo até nosso sistema ficar sobrecarregado. Ao treinarmos nosso paladar, acabamos mais seletivos com o que colocamos em nosso corpo, evitando problemas futuros. Pode parecer difícil no começo, mas com o tempo, vamos adquirindo tamanha proficiência, que tudo acontece naturalmente.
:-)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mudando o Panorama

“A teoria na prática é outra”, já dizia um velho ditado, que parece ter sido esquecido no tempo, ao observarmos a sociedade. Nossa certeza sobre certos aspectos de nossa própria vida beiram o fanatismo, se mantendo apenas por teimosia e força bruta. Realizamos atos com justificativas romanticas e utópicas, sem notar que não são práticas, e muito menos lógicas.
Criamos utensílios que já saem das fábricas obsoletos, para mantermos a ideia de lucro, descartando a de economia. Nos apropriamos de ferramentas, utilizando-as por um mínimo de tempo, criando escassez, mais por mimo do que necessidade. Até dentro de nossas empresas somos competitivos e travamos guerras, e nos questionamos o porque não conhecemos a harmonia da cooperação.
Crescemos na ilusão de um conto de fadas, perseguindo sonhos que não eram nossos, vendidos com tanta maestria que achamos que fossem. Mas agora que vimos o que acontece nos bastidores, está na hora de revermos nossos conceitos, e adaptarmos a teoria à prática. Podemos escrever uma nova história para a próxima geração, com heroís tão vivos, que os veremos em qualquer espelho.
:-)