sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sendo o diretor

Quando nascemos, somos ensinados a ver o mundo de certa maneira, dependendo da cultura em que estamos inseridos. Mas com o passar do tempo, vamos acumulando experiências, e descobrindo que, talvez, existam outros pontos de vista que podemos abordar. Podemos, então, escolher entre um ou mais deles, abandonar todos, ou ainda, usar cada um deles em uníssono.
Percebemos que a maneira como nos alimentamos é diretamente relacionada com nossa saúde, apesar da medicina moderna ignorar isto. Entendemos que um sistema monetário de trocas, já em sua teoria, cria corrupção e pobreza, levando à marginalização e a violência. Compreendemos que nossos atos, por menor que sejam, criam repercussões no mundo, e que podemos mudar o globo ao mudarmos nossa mentalidade.
Ao nos informarmos como funciona nossa realidade, sem o romantismo gerado pela propaganda, notamos que nosso papel é o principal. Controlar nossas emoções e instintos são essenciais para não sermos manipulados por aqueles que querem se beneficiar sozinhos. Somos diretor e ator em uma única pessoa, e devemos decidir constantemente qual caminho devemos tomar, e para onde precisamos ir.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aprendendo a dirigir

Em nosso caminho para se libertar, encontraremos muitos obstáculos, cometeremos diversos enganos, e iremos nos frustrar incontáveis vezes. Nosso maior aprendizado será que isto tudo faz parte do processo, e que sem paciência, não iremos para lugar nenhum. Persistência é outra habilidade que nos falta nos dias de hoje, pois nos acostumamos com o descartável e o prático.
Não sabemos mais o que é consertar alguma coisa, pois somos induzidos a fazer trocas materiais cada vez mais, que beneficiam poucos. Não tentamos mais compreender outros pontos de vista, acreditando que o nosso é o único que existe, e o mais correto do universo. Não percebemos que nos trancamos em um mundinho próprio, cada vez mais separados do resto do planeta, nos isolando do que precisamos.
Para alcançar níveis mais altos de consciência, abrindo nossa mente para as possibilidades que existem, é preciso treino. Dificuldades irão aparecer constantemente, mas elas são justamente os professores que o cosmos envia para nos ensinar. A cada uma que vencemos, novas irão surgir, mas não devemos desanimar, pois a cada uma que passamos, ficaremos mais fortes e sábios.
:-)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Subindo no palanque

Quando vemos o mundo como ele realmente é, temos a opção de agirmos livres da prisão que nos cercava, pois notamos que ela é ilusória. Descobrimos novas possibilidades, e vemos as antigas sob outro ponto de vista, modificando nossa rotina para ajustá-la à nossa nova realidade. Ao mudarmos nossa mente, falamos e agimos diferente, criando novos hábitos que mostrarão uma nova personalidade.
Nos tornamos mais conscientes de nossas escolhas, começamos a questionar o que nos é apresentado, e não somos mais facilmente enganados. Prestamos mais atenção em nossos atos, e notamos hábitos destrutivos para nós e o planeta, como o consumismo desenfreado. Deixamos de apenas observar, e começamos a agir em prol do que acreditamos, seguindo nossos próprios sonhos.
Passamos de simples indivíduos para o grau de cidadãos, onde nos tornamos responsáveis pelo mundo em que moramos. Não aceitamos mais as injustiças que acontecem em nossa porta, e talvez até mesmo dentro de nossa própria casa. E nos transformamos nos heróis que viram mitos, e ecoam através de nossa história, inspirando gerações a se libertarem.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dentro dos bastidores

Uma vez que somos capazes de entender o que está ao nosso redor, somos capazes de ver o que existe por trás, em outro nível. Observar quem comanda a peça é essencial para nos desfazer da ilusão que nos é apresentada, e entendê-la melhor. Ficamos conhecendo os truques que nos hipnotizam, mas, mesmo maravilhados, não somos capturados por ela, mantendo nossa liberdade.
Deixamos de ver aqueles que elegemos como representantes, uma vez que mudaram sua função para governar. Os produtos que são oferecidos a nós deixam de ser atrativos, uma vez que entendemos como funcionam as propagandas. Aprendemos que podemos fazer muito mais por nós mesmos, e passamos a ter um estilo de vida mais simples, mas com mais qualidade.
Ao exercitarmos nossa memória, e passarmos a ter conhecimento de como o mundo realmente funciona, deixamos de perder tempo. Começamos a viver com mais intensidade, a usufruir de cada experiência que passamos, por mais singela que ela seja. Descobrimos que a eternidade se esconde em cada segundo, uma vez que ele seja aproveitado em todo seu esplendor.
:-)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Além do palco

Quando observamos o mundo sem olhos críticos, temos a mesma postura de quando estamos parados na frente da televisão. Apenas recebemos informações que foram editadas para nós, mastigadas para tornar nossa digestão mais fácil e agradável. Isto não quer dizer que estamos recebendo algo de qualidade, mas algo criado para não nos sustentar, e nos tornar dependentes.
Quando vemos construções onde o governo tem parte, não nos perguntamos de onde está vindo o dinheiro, se é financiado por bancos particulares. Olhamos o comportamento de governantes, e, hipnotizados, deixamos que ajam como crianças mimadas, fazendo o que quiserem. Compramos produtos baseado no que a propaganda mostra, sem procurar mais detalhes sobre sua procedência e efeitos.
Aprendemos a dar desculpas para nossa falta de disciplina e vontade, transformando nossa realidade em uma grande ilusão. Fingimos uma vida, onde aceitamos uma anestesia cerebral por medo de uma dor corporal, enquanto esperamos alguém que nos salve. Esta fantasia é o espetáculo de nosso dia a dia, que sobrevive de esperanças, substituindo nossos sonhos até nos tornarmos cascas vazias.
:-)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Preocupação futura

Ao observarmos as propagandas das corporações, podemos notar que elas nunca apresentam nenhum defeito sobre seu produto. Tudo sempre parece bom demais para ser verdade, e com esperança, esquecemos de fazer as perguntas mais pertinentes. Caímos nas armadilhas colocadas em nossa frente, pois estamos dando mais atenção as ilusões do que à realidade.
Acreditamos que os juros dos bancos são os menores, e fazemos empréstimos, sem fazer as contas necessárias para comprovar. Compramos carros novos com impostos mais baratos, sem procurar saber de quanto é a margem de lucro, e para quem está indo. Temos preguiça de saber de onde vem nosso próprio alimento, e acabamos comendo quilos de pesticidas por ano.
Para aprendermos como mudar nossa realidade, é preciso primeiro saber como ela funciona, e distinguir o que são ilusões. É preciso entender como funciona a base de nossa estrutura social, e as consequências que ela gera em nosso dia a dia. É preciso compreender que, sem conhecimento, não temos como gerar mais nada, a não ser a pura ignorância, e que seremos governados por ela.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Questionamento social

Por não termos o controle sobre nossas próprias vidas em nossas mãos, deixamos escapar também o da sociedade. Estamos submersos em rotinas criadas por um sistema dependente, que apenas suga vidas, sem nem mesmo proporcionar algum tipo de retorno. Nos vemos presos à um pesadelo, uma chacota dos sonhos que nossos antepassados compraram, e que ainda não vimos o final da dívida.
Nos fazem votar em pessoas, e não em ideias, para que sejam mudadas quando conveniente, independente da escolha. Nos dão inúmeros sabores e cores do mesmo alimento, para não notarmos a falta de nutrientes, e os males que causam. Nos empurram as mais diversas formas de entretenimento, para não vermos o que realmente importa, e nos mantermos obedientes.
Sem questionar o que nos é dado, mesmo que de graça, não teremos noção do que será cobrado de nós mais para frente. Abdicamos muito facilmente de nosso tempo, achando que somos imortais, até ser tarde, e não entendermos o que foi perdido. E enquanto não cuidarmos de nossa própria vida, não seremos capazes de fazê-lo por nossa família, ou pelo resto da sociedade.
:-)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Perguntas Primordiais

Não analisamos nossa vida pois perdemos a arte da filosofia, do pensamento crítico, e da tolerância, principalmente com ideias alternativas. Seguramos os dogmas que nos ensinaram quando crianças como verdades absolutas, mesmo experimentando em primeira mão a mudança do planeta. Aceitamos explicações sem questionamentos, e aprendemos a passar adiante sem aceitar as perguntas dos outros, talvez mais curiosos do que nós.
Não vemos o lado metafórico da nossa própria história, mais rico em lições do que a interpretação literal que nos é passada. Padronizamos a maneira como nos informamos, e se não estiver em livros ou publicações científicas, descartamos o que nos é passado. Deixamos as religiões tomarem conta de nossa fé, sem questionar para onde a guiam, e quais as intenções de seus líderes.
Existem aqueles que estão abrindo suas mentes para um novo paradigma, onde o questionamento é parte da rotina. Aos poucos, estão transformando suas próprias realidades, modificando-as para uma nova linha de pensamento e ação. E a cada pessoa que entende as vantagens desta mentalidade, um novo pedaço do mundo entra em sincronia com ela.
:-)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Transparência política

Ainda existem aqueles que acreditam cegamente no que é anunciado por corporações, sem questionar nenhuma das informações. A única pergunta que se fazem são supérfluas, como a cor do bem, sobre o passado do candidato, ou as calorias que o produto tem. Não se preocupam em ir além, em investigar mais sobre a veracidade do que nos passam, e sobre o que não fazem questão de dizer.
Assim, ficamos sem saber a procedência do que compramos, se respeitam a natureza e o trabalho humano, e como podem ser reciclados. Não procuramos saber sobre os financiadores e patrocinadores de candidatos, e para quem eles prestam contas do que recebem. Não tentamos entender os processos básicos de nossas vidas, como a alimentação, e as consequências de produtos modificados geneticamente ou tratados com pesticidas e herbicidas.
Vemos os acontecimentos em nossa comunidade e tentamos evitá-los, sem notar que ao fazê-lo, estamos dando espaço para a ignorância. Sem participarmos do local onde moramos, não podemos esperar fazer alguma diferença ainda maior no mundo. Grandes cidadãos começam se engajando em causas que atingem sua família ou vizinhos, para depois serem reconhecidos pelas pessoas da cidade, país ou planeta.
:-)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Interesse Público

Apesar das críticas e reclamações, raramente paramos para analisar nosso papel na sociedade, e as consequências de nossa rotina. Não questionamos os motivos que nos levam a criar determinados hábitos, nem o porque de termos a estrutura social atual. Aceitamos respostas prontas, pois fomos doutrinados a perder o interesse sobre certos assuntos, e focarmos apenas no trabalho.
Não perguntamos do porque a saúde e a segurança serem de graça, enquanto o transporte, água e alimentos serem pagos. Não questionamos as práticas de agricultura e medicina, que deveriam estar interligadas, mas que funcionam como antagônicos em nossos dias. Não nos interessamos pelo que nossos representantes representam, e vivemos de ilusões vendidas a cada eleição.
Sem saber como funciona nossa sociedade, se ainda precisamos dos mecanismos criados por nossos antepassados, ficamos perdidos. Não temos um objetivo definido, e nos comportamos como um organismo doente, infectando uns aos outros com nosso distanciamento da realidade. Mas ela está nos puxando de volta, mostrando que é aqui que ainda vivemos, e é dela que necessitamos.
:-)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Falta da humanidade

Por termos um sistema educacional baseado na linha de produção de uma fábrica, ainda nos comportamos como meros produtos. Os anos de nossas revisões aparecem estampados desde nossa certidão de nascimento, passando por boletins e diplomas e encerrando com o óbito. Nossa lógica é estruturada para se tornar mecânica, e para tratarmos o mundo como tal, esquecendo seu lado orgânico.
Ao nos depararmos com um problema, tendemos a separá-lo de seu ambiente, cortando conexões fundamentais para seu entendimento. Procuramos compreender situações como uma linha contínua, sem considerar ramificações que surgem no meio do caminho, levando a alternativas. Construímos uma hierarquia com apenas uma via, onde o caminho contrário é considerado uma aberração da natureza.
Rompemos nossos laços com o planeta, imaginando que somos donos dele, quando somos apenas uma pequena parte. Tiramos lições que encaixavam em nossa limitada mentalidade, descartando o resto do aprendizado que poderíamos ter. Em busca de um resgate dessas instruções, devemos rever nosso conceito de aprendizado, para sermos capazes de absorver o máximo possível.
:-)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Extravio da inteligência

Vivemos na ilusão de que as corporações tem nosso bem-estar como interesse, e esquecemos de que nossa economia é baseada no lucro. Depositamos nossas esperanças em propagandas e promessas, sem pesquisar o que as letras miúdas querem dizer. Não questionamos os sorrisos brancos que se abrem para nos vender produtos, pois ficamos hipnotizados pela postura confiante que nos passam.
Consumimos cada vez mais agrotóxicos e alimentos geneticamente modificados, sem analisar as consequências para nossa saúde. Adquirimos produtos que tem como validade o fim da garantia, pois já são projetados para deixarem de funcionar dentro de um curto período. Participamos de um sistema que cobra cada vez mais das pessoas, dando cada vez menos retorno para a maioria.
Ao utilizarmos nossa maior ferramenta, nosso cérebro, conseguimos ver através das mentiras e enganações, e ignorá-las. Aprendemos a viver com menos do que queremos, mas muito mais do que necessitamos, encontrando a harmonia com o planeta novamente. Ao procurarmos pelas informações relevantes à nossa rotina, descobrimos que somos os donos de nosso destino.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Desaparecimento da noção

Para todo novo dado encontrado, é preciso um certo ceticismo, pois precisamos interpretá-lo para melhor entendê-lo. Ao mensurarmos a notícia que recebemos, a colocamos em um contexto, e descobrimos as distorções que podem vir com ela. Entendemos à que realmente se refere, e, possivelmente mais importante, o que não está sendo mencionado nela, talvez propositalmente.
Vemos generalizações sendo feitas, deformando a percepção do espectador, induzindo à um comportamento artificial. O mesmo acontece na descrição de produtos, onde os efeitos colaterais de certos ingredientes não são citados, quando são conhecidos. No mundo da política, a cada eleição vemos este efeito, onde candidatos são vendidos aos eleitores por promessas normalmente vazias.
Enquanto o objetivo de nossa economia for o lucro, veremos as mais variadas artimanhas sendo criadas para realizações de lucro. Desde o uso de materiais nocivos para a saúde por serem mais baratos, até mentiras e distorções da própria lógica. Ao termos conhecimento de como nossa sociedade funciona, ficamos mais preparados para as informações que recebemos dela, sendo capazes de filtrá-la para nosso melhor proveito.
:-)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sumiço da coerência

Nossa realidade se tornou uma paródia de nossos ideais, com imitações que ridicularizam sonhos, fornecendo pesadelos. Somos alimentados com esperanças, forçadamente, que de tão sobrecarregados com elas, temos a visão nublada. Vivemos de promessas vazias de um futuro pronto, e perdemos tempo no presente por não fazê-lo, esquecendo as lições do passado.
Ainda esperamos a pílula que irá curar as doenças do mundo, sem considerarmos mudar os hábitos nocivos que as criam. Ainda esperamos que governos cumpram suas promessas de campanhas, sem considerarmos procurar por alternativas em nossas comunidades. Ainda esperamos que uma realidade nova se materialize por milagre, sem considerarmos arregaçar as mangas e construí-la nós mesmos.
As falsidades acontecem em frente aos nossos olhos, mas por não termos informações, não sabemos reconhecê-las. Aos poucos estamos mudando isto, encontrando outras maneiras de apresentar pontos de vista alternativos. Conhecendo o que realmente temos em nosso mundo, vemos onde estão as oportunidades de mudar o que é preciso.
:-)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Perda da maestria

Deixamos de nos interessar pela melhoria de nossa qualidade de vida, uma vez que aceitamos a máxima da quantidade. Consideramos que o acúmulo é mais importante do que qualquer outra coisa, colocando em risco nossa própria existência. Abandonamos a perseguição da maestria para conseguirmos mais do mesmo, esquecendo o que significa valor, confundindo-o com preço.
Não ficamos mais felizes em usar um bem para satisfazer nossas necessidades, precisamos possuí-lo, e a mais do que um, se possível. Coletamos recursos com uma lógica primitiva, mantendo nossa cultura e mentalidade em tal nível, juntando entulhos para contentar o ego. Deixamos de nos especializar em nossas ferramentas, isolando suas funções, ignorando as complexas relações de nosso mundo.
Observamos o mundo com uma visão mecânica, separando as partes de seu ambiente, perdendo o significado de todo o contexto. Sem notar que existem ligações que não entendemos, nos desconectamos do planeta, e tentamos regê-lo como ditadores. Acordar para sincronizar nossos atos com nossos ideais é fundamental para criarmos uma nova realidade, condizente com nossos sonhos.
:-)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A verdadeira democracia

Muito se fala sobre a democracia, mas se vende uma imagem dela que é conveniente para poucos, quando seu significado é mais abrangente. Se fosse seguida como deveria, teríamos uma sociedade completamente diferente, com objetivos claros e progresso visível. A igualdade deixaria de ser um sonho para se tornar uma realidade, e não existiria mais indivíduos, apenas cidadãos.
Não votaríamos mais em pessoas, mas em ideias, pois as eleitas não se tornariam leis imutáveis, mas guias maleáveis. Deixaríamos de ver a polícia como os aplicadores da lei, uma vez que cada um se sentiria responsável em fazer sua parte. A deturpação da política pelos candidatos sumiria, já que os integrantes desta sociedade entenderiam que ela é parte de suas vidas, e participariam voluntariamente.
Ao compreendermos que é obrigação de todos trabalhar para melhorar o local onde vivemos, deixaríamos de aceitar muita coisa. Apesar de sermos indivíduos, temos uma função social maior, que nos permite evoluir de outras maneiras com as quais não estamos acostumados hoje. Aos poucos, vamos resgatando as conexões que perdemos, e descobrindo que, por menor que nos consideramos, temos um papel fundamental em nosso mundo.
:-)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O poderoso voto

A cada eleição, somos levados a acreditar que nosso voto fará toda a diferença e que os problemas serão resolvidos de uma vez por todas. Por séculos, nos dirigimos às urnas sob a justificativa de que iremos mudar alguma coisa, de que nossa voz será ouvida. Pelo mesmo tempo, observamos a tecnologia evoluir, e a sociedade se manter do mesmo jeito, inclusive com as mesmas dificuldades.
Ainda nos preocupamos em sustentar um sistema durante toda uma vida, na esperança de que ele irá nos conceder algumas décadas de descanso digno, no final. Ainda somos o combustível de uma máquina que apenas consome, e cada vez mais, sem produzir nada em retorno. Ainda seguimos a cenoura em nossa frente, sem prestar atenção na estrada que estamos trilhando, e em quem está guiando.
Somos iludidos com promessas de que nossos representantes são pessoas do povo, quando dispõe de recursos inalcançáveis para os demais. Somos enganados quando nos dizem que eles nos ajudaram, pois devem pagar as contas das campanhas primeiro, onde penhoraram suas almas. Somos ingênuos ao acharmos que irão cumprir alguma das leis que eles mesmos propõem, quando nem na campanha são capazes de fazê-lo.
:-)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A indignada revolta

Evoluimos quando extrapolamos nossos limites, saindo de nossa zona de conforto, e descobrimos novos horizontes onde antes existiam sonhos. Mas, por vezes, somos forçados a esta transformação, ao termos nosso espaço invadido, nossa sobrevivência ameaçada. Prezamos nossa saúde mental, física e espiritual, reagindo ao que vemos como perigo, mesmo que instintivamente. Ficamos irritados quando descobrimos que promessas feitas não serão cumpridas, pois temos nossa esperança despedaçada. Nos sentimos acuados quando somos tratados como criminosos, sendo revistados por preconceito contra um esteriótipo. Queremos revidar toda vez que aprendemos que o fruto de nosso trabalho serve apenas para sustentar uma classe específica. Com a informação circulando em uma velocidade cada vez mais rápida, por meios cada vez mais populares, nossas emoções ficam mais sintonizadas. Basta apenas uma fagulha para estourar o barril de pólvora que se cria, e em diversos lugares do mundo isto já está acontecendo. Um novo paradigma está nascendo, celebrando a diversidade humana já em sua origem, nos mostrando a realidade. :-)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A preguiçosa omissão

O comportamento humano, talvez por fazer parte do resto do universo, pode ser estudado de acordo com as leis da física. Assim como ele responde à lei da ação e reação, que algumas pessoas chamam de karma, ele também se comporta de acordo com a primeira lei de Newton. Uma pessoa, estando em repouso, tende a ficar neste estado, até que algum evento externo venha a modificar sua situação. Deixamos parlamentares aumentarem seus próprios salários, sem produzir nada em troca, e em quantidades cada vez mais abusivas. Permitimos que projetos absurdos virem leis, restringindo nossa liberdade, por pessoas que não tem o mínimo conhecimento técnico. Concordamos com a impunidade, e criamos uma cultura de vítimas, onde a regra se torna a incapacidade de reagir. Para mudarmos nossa inércia, e passarmos para a ação, basta percebermos o que é feito em nosso nome, e por nós. Descobriremos uma realidade onde não passamos de gado de abate, criados como escravos de um sistema que não sobrevive sem nós. E ao ficarmos indignados, percebemos que não custa nada para mudarmos este mundo, e que a melhor ação é a educação. :-)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O velho sistema

Começamos a notar como realmente funciona o sistema em que nascemos, sem os romantismos que nos aprisionam. Percebemos o mundo como ele é, e descobrimos que nosso papel nele é maior do que querem nos deixar realizar. Vemos os subterfúgios criados para nos distrair, para nos distanciar do que realmente importa, e nos manter alienados em uma prisão. Descobrimos que a televisão serve para entreter antes de informar, e nos manter anestesiados em nossos sofás e poltronas. Encontramos os verdadeiros chefes de candidatos, ao seguirmos o rastro do dinheiro de financiamentos, e notamos que não é o povo. Tivemos revelações que a democracia, o ápice do pensamento politico de nossa civilização, foi deturpada ao longo de nossa história. A cada dia novas evidências aparecem, exemplificando os erros de nosso caminho, e de como podemos mudá-lo. Compreendemos que novos modelos são necessários, uma vez que uma nova mentalidade começa a surgir em nosso meio. Eles aparecem das mais diversas formas, mas pela primeira vez estamos nos identificando com eles de maneira a vê-los nos espelhos de nossas casas. :-)