sexta-feira, 31 de maio de 2013

Realizando o sonho

Com uma cultura de egoísmo e acúmulo, dificilmente conseguiremos encontrar um ponto em comum para tornarmos nosso objetivo. Cada pessoa tem sua utopia particular, comprada dos departamentos de publicidade e propaganda de corporações ao redor do mundo. Nossa ambição é infinita, e quando voltada para objetos, ela é capaz de transformar todo um planeta cheio de recursos, em resíduos tóxicos.
A economia atual incentiva a competição e a separação das pessoas, apelando para seus instintos egoístas de sobrevivência. Vemos nas próprias famílias o poder dessa corrupção, onde pais terceirizam a atenção para os filhos, tentando comprar seu amor com presentes. Criamos sujeitos que não tem um senso comunitário, mas que já são treinados em seu papel de consumidores, abraçando-o completamente.
Existem exemplos que nos mostram saídas deste estilo de vida, onde temos a oportunidade de criar a coesão que perdemos com o tempo. Eles mostram como podemos retomar nossas famílias, e transformar nosso bairro, nação e planeta neste seleto grupo de indivíduos. Sem custo nenhum, somos capazes de criar o momento para que outros sejam capazes de fazer o mesmo, até voltar a ser parte de nossa cultura, de nosso ser.
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Controlando a ambição

Nossas necessidades podem ser saciadas, mas nossa ganância não, como apontou Gandhi, pois ela é infinita, e precisa ser controlada. Sem uma limitação, agimos como animais, deixando o racional de lado, agindo apenas para satisfazer instintos e emoções. Vemos estes casos diariamente, nos abusos cometidos por aqueles sem moderação, que causam danos a eles próprios e a outros.
Vemos bancos com lucros cada vez mais exorbitantes, enquanto o resto da população sofre para conseguir sobreviver. Observamos a má conduta de profissionais da segurança e da justiça, criando a criminalidade onde ela não precisaria existir. Vemos representantes do povo serem tomados por sua arrogância e vaidade, se tornando governantes ditadores, indo contra a vontade de uma nação.
Somos testados constantemente, ao sermos induzidos por propagandas a considerarmos que apenas existe uma saída para nossas ambições. A entrega total ao ego é benéfica para o tipo de economia que temos, ao virarmos consumidores que não questionam. Mas para podermos ser considerados humanos precisamos encontrar o equilíbrio, onde focamos nossa cobiça em informações e conhecimento.
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Possuindo o ideal

Quando imaginamos a função do dinheiro na sociedade, imaginamos um artifício criado para facilitar o relacionamento das pessoas, suas negociações. Mas ao observarmos seus efeitos, descobrimos que ele cria a competição e a separação, e intensifica o egoísmo e o acúmulo. O sistema de trocas criado inicialmente perdeu sua função, fazendo o próprio ato se tornar o objeto do desejo.
Não nos importamos mais com o que está sendo trocado, uma vez que consideramos a moeda com mais valor do que a vida. Perdemos a paciência da arte da comunicação, simplificando e, em alguns casos, praticamente eliminando a conversação. Deixamos de fazer o que é preciso para fazer apenas o que somos pagos, negando ajuda aqueles que precisam, aumentando as mazelas em nossas comunidades.
Ao nos separarmos em nossas próprias famílias, nos tornamos animais adestrados, que não se importam de serem enjaulados. Seguimos os ideais daqueles que conseguem se unir e explorar os que abandonaram esta capacidade, e compramos os sonhos que nos vendem. Defendemos este estilo de vida por não conhecer alternativas, desacreditando daquelas que são simples e que o único custo é nossa boa vontade.
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terça-feira, 28 de maio de 2013

Criando o desejo

Existem aqueles que argumentam que a utopia sempre será impossível pois nunca conseguiremos agradar a todas as pessoas do planeta. Que os pontos de vista são tão diversos que não seremos capazes de encontrar um ponto em comum, que satisfaça as populações. Estamos descobrindo que, enquanto deixarmos os egos comandarem nossas rotinas, até mesmo o núcleo familiar se desfaz em pedaços.
Pais estão terceirizando a função de educar os filhos, imaginando que podem comprar o amor, a lealdade e a compreensão com presentes. Empregados deixam de se preocupar com as práticas da empresa em que trabalham, ficando com a consciência tranquila ao receberem seu salário no final do mês. Consumidores não querem mais saber da procedência do que compram, nem de seus malefícios e benefícios, para sentirem um pouco do que vêem nas propagandas.
Intoxicamos corpos e mentes para satisfazer algo que nos transforma mais em animais do que em seres civilizados. Dêmos enfâse aos prazeres individuais, esquecendo que existem os coletivos, de quando preenchemos nosso lado social. Eles podem ser ainda maiores do que imaginamos, precisando apenas de nossa interação com outros membros de nossa espécie, e do planeta.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Entendendo a utopia

Quando Thomas More escreveu o livro Utopia, ele descreveu aquilo que, em seu conceito, seria a sociedade em seu estado mais evoluído. Alguns enxergam isto como um ideal que nunca será alcançado, uma ideia louca que funciona apenas em sonhos, uma impossibilidade. Mas sem um objetivo comum, um alvo a ser mirado, perde-se a coesão e o sentido de comunidade, como temos hoje em dia.
Candidatos ao governo raramente apresentam projetos concretos, se mantendo ao uso de palavras de amplo sentido, mais fáceis de serem maleadas. Corporações buscam apenas o lucro, sem a necessidade de apresentar melhorias palpáveis em seus produtos, ou inovações revolucinárias. As pessoas deixaram de ser cidadãos, preocupadas com o que acontece em seu bairro, ou seu planeta, para virarem meros consumidores.
O propósito de uma utopia é dar a toda uma população um propósito claro do caminho que precisam seguir. Certamente, a cada passo dado, novas informações irão aparecer, e um destino diferente será criado para melhor atender a todos. Se adaptar para crescer e conhecer é o que nos levou a dar os maiores saltos em nossa história, e podemos fazê-lo novamente, assim que decidirmos agir como tal.
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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Desinteresse Total

Ao abdicarmos de nossas responsabilidades, fizemos o mesmo com nossos direitos e com o interesse sobre eles. Estamos aprendendo sobre as consequências diariamente, pois transformamos representantes em governantes, com poderes para escravizar. Somos distraidos constantemente sobre o que é relevante, com propagandas que apelas para os instintos e emoções de nosso ego.
Consideramos que temos escolha em eleições, quando corporações financiam os principais candidatos, garantindo sua posição. Imaginamos ter controle sobre nossa vida, mas coisas básicas como horários de comer e descansar são controlados por terceiros. Pensamos entender como a sociedade funciona, porém deixamos de lado o valor da economia, e o resultado dela sobre nós.
Temos pouco ou nenhum conhecimento sobre a comida que colocamos em nosso prato, mas nos vemos como instruídos. Poucos são os que tem coragem de virar as costas para este estilo de vida e procurar uma alternativa que seja mais coerente com nosso potencial. Aqueles que o fazem conhecem um ponto de vista diferente sobre o próprio universo, mostrando aos demais que é possível.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Apatia Moral

Nos tornamos menos humanos quando seguimos apenas o ego, pois ele é individualista, criando conflitos com nosso lado social. Ele necessita de satisfação imediata, obedecendo o corpo, com seus instintos e emoções, nos transformando em animais. A lógica e a razão deixam de existir sob seu comando, relacionamentos começam a ruir, e nos preocupamos com o instantâneo, esquecendo o futuro.
Procuramos por cada vez mais entretenimento, gerando artificialidade, nos entediando com a simplicidade do mundo. Evitamos os deveres, dando prioridade aos prazeres anunciados em propagandas feitas em laboratórios, com tantos efeitos que esquecemos do que é natural. Nos contentamos com a mediocridade do momentâneo, abdicando da supremacia do eterno e duradouro, largado no tempo.
As comunidades perdem a força quando seus cidadãos viram as costas para elas, imaginando que uma união apenas em época de eleição basta. O que não é praticado constantemente se perde na rotina, é abandonado, retirado de nossas vidas por motivos egoístas. A solidariedade é a essência de qualquer grupo, e sem ela, os vícios tomam conta, trazendo consigo as bases da destruição da sociedade.
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Indiferença Social

Abdicamos de deveres à tanto tempo, que em alguns casos esquecemos quais eles são, nos tornando mais individualistas e egoístas. Abandonamos as responsabilidades para com a comunidade em que vivemos, criando casos que podem se tornar até letais para nós mesmos. As consequências podem ser vistas nas notícias, onde a população aprendeu apenas a cobrar, deixando de fazer sua parte para o bem comum.
Não estendemos a mão para os que precisam, e reclamamos quando eles tentam a sorte nas chances que aparecem, sem encontrar oportunidades. Deixamos de resolver simples tarefas, esperando por terceiros para que façam o serviço, aumentando a burocracia e a demora. Procuramos por uma resposta definitiva, esquecendo que a única constante do universo é a mudança, e que devemos nos adaptar continuamente.
Nos tornamos indiferentes para causas sociais, até o momento em que elas batem em nossa porta, e temos nós que pedir ajuda. Consideramos que nunca seremos afetados, e que se mantivermos nossa rotina estaremos garantindo um futuro tranquilo. Sem prestar atenção ao nosso redor, abandonamos as rédeas de nosso destino, para aqueles dispostos a usá-las para seu próprio interesse.
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terça-feira, 21 de maio de 2013

Omissão Letal

O ser humano é social, pois ele sente que precisa pertencer à algum grupo, desenvolvendo alguma função em benefício daquele conjunto. Começamos o aprendizado em famílias, passando por comunidades, nações e espêcies, e deveríamos ter como objetivo todo o planeta. Mas nossa estrutura social nos restringe, incentivando mais a segregação do que a união, impossibilitando a convivência.
Apesar de desprezarmos a escravidão, vivemos em uma sociedade dividida por classes, sendo pagos com papel pintado por serviço e tempo. Habitamos um mundo repleto de propagandas, ampliando defeitos para vender produtos, sugerindo que quem não os possui, tem problemas. Somos forçados a competir para sobreviver no mercado de trabalho, criando rivalidades onde deveria existir a cooperação.
Nos tornamos consumidores, incapazes de procurar satisfação além de nossos próprios umbigos, esquecendo o que é uma comunidade. Não vivemos mais para o amanhã, e muito menos para a eternidade, nos preocupando com o prazer imediato de hoje. Nosso foco precisa ser ampliado, se quisermos desenvolver a potencialidade que temos, e que esquecemos em um passado distante.
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desapego Fatal

Ao longo dos anos, procuramos terceirizar o máximo de nossas responsabilidades por considerar que esta fosse a verdadeira liberdade. Deixamos de lado assuntos relevantes ao nosso cotidiano, ficando apenas com os desnecessários, criando uma rotina ao redor deles. As consequências de tal decisão estão começando a aparecer, nos fazendo questionar se fizemos o melhor julgamento possível.
Transformamos representantes do povo em governantes, dando poderes sobre nossas vidas para aqueles que, agora, atuam em benefício de corporações. Concedemos à pessoas jurídicas os mesmos direitos de cidadãos, mas sem aplicar os encargos proporcionais a eles. Validamos as decisões de empresas a cada compra, sem se preocupar com a procedência dos produtos, ou as práticas delas.
Abandonamos as obrigações, sem entender que perderíamos também os direitos, que começam a nos fazer cada vez mais falta. Desistimos de agir em nossas comunidades, de conhecer os vizinhos, trocar ideias com eles, e trabalhar em prol de todo o grupo. Nos tornamos mais individualistas, mais preocupados com o próprio umbigo para ver a prisão que foi construída ao nosso redor, com nosso aval.
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Desigualdade Total

Somos mais facilmente separados do universo quando seguimos as diferenças que notamos entre os elementos do cosmos. Aprendemos desde cedo a discernir um objeto do outro por suas características, sem prestar atenção nas semelhanças. Trazemos isto para nossa rotina, quando julgamos outros destacando suas diferenças, e esquecendo que somos da mesma espécie.
Deixamos que questões supérfluas, como o entretenimento, sejam priorizadas e se tornem os guias de nossa rotina. Somos iludidos com qualquer produto que seja anunciado como a satisfação do ego, raramente procurando saber detalhes técnicos dele. Nos obrigamos a votar para manter um sistema que não funcionaria de outro modo, tamanha seria a abstenção de um povo sem interesse.
A manipulação que sofremos diariamente tende a nos levar para uma maior desigualdade, tanto economica quanto cultural. Deixamos de nos ver como parte de uma comunidade, de um planeta ou de uma espécie, a não ser quando somos influenciados por propaganda. Mas na era da informação, isto pode mudar rapidamente, com a divulgação de conteúdos de qualidade, que exercitem nossa mentalidade.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Distanciamento Eterno

Falta de informação nos tira a oportunidade de criar novos conhecimentos, de vivenciar novas experiências, e de evoluir. Sem educação, nos isolamos da sociedade e do universo, nos trancando cada vez mais em nosso próprio mundo, escravo dos sentidos. Deixamos de entender a vida, e viramos presas fáceis para aqueles que ainda utilizam escravos, sejam físicos ou mentais.
Como uma nação, acabamos sustentando aqueles que regem apenas em benefício próprio ou de propinas, negando seus votos. Como consumidores, nos tornamos aterros sanitários, iludidos a comprar produtos tóxicos e com data de validade estipulada por fábrica. Como seres humanos, somos levados a deixar a lógica, a razão e o bom senso de lado, nos tornando animais guiados pelas emoções.
Existem diversas armadilhas no mundo com o intuito de nos distanciar uns dos outros, pois um povo separado é mais facilmente conquistado. A própria cultura nos coloca em lados contrários, por vezes, desde o debate de esportes à política de governo, sem um ponto em comum. Talvez seja a hora de aprendermos a crescer, deixando as pirraças de lado, e nos focando no que realmente interessa, e é relevante à vida de todos.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Desunião Ininterrupta

A cultura que temos, especialmente no Brasil, mostra seu aspecto de separação mais claramente nos festejos anuais. Apesar de envolver toda a população, o objetivo é de satisfazer os desejos, de se entregar aos nossos instintos, não dos outros. O governo, longe de ser capaz de controlar tal fênomeno, é mais uma vítima dele, que unido à economia, criam situações que desafiam a lógica.
Vemos eleitos lutando para restringir o povo que o elegeu, beneficiando corporações por financiarem suas campanhas. Observamos cadeiras parlamentares sendo ocupadas pelas mesmas figuras por décadas, fazendo carreira na política, ao invés de incentivar a renovação. Esquecemos que mais da metade de nossa renda é retida por impostos, e que eles existem ainda nos bens que adquirimos, sem enxergarmos retorno.
Mas não podemos esquecer de que cada nação tem o governo que merece, pois o elegeu ou permitiu que ele chegasse ao poder. A falta de instrução é o principal fator para que a população seja iludida, pois ela limita o conhecimento que se tem sobre a vida. Existem aqueles que estão acordando para este fato e procurando um novo caminho, servindo de exemplo para os outros que ainda não sabem o que perdem.
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terça-feira, 14 de maio de 2013

Segregação Constante

A cultura é influenciada pelo tipo de economia vigente, pois esta foi criada com objetivo nos relacionamentos entre pessoas, e não com o meio. Gerações passadas se preocupavam menos com o ambiente do que com sua interação com outros humanos, e do que eram capazes de fazer. Assim, a estrutura social usada hoje é um reflexo daquele medo, focalizando as ações para o lucro pessoal, pela transformação de recursos em resíduos.
Somos levados a acreditar que estilos de vida mais simples são repulsivos, e que devemos almejar a exuberância e o excesso. Propagandas nos fazem sentir imperfeitos, enquanto sempre oferecem o produto perfeito para resolver defeitos e problemas. A administração diária rege que, por não trazer benefícios materiais imediatos, o simples ajudar o próximo perde o sentido em nossa rotina.
Nos desconectamos do universo em que nascemos, e estamos criando um outro, virtual, para que sejamos capazes de viver como gostaríamos. Mas enquanto não mudarmos a base de como pensamos, iremos transformar este outro no que temos hoje, e em menos tempo. Felizmente, a economia também pode ser influênciada pela cultura, e esta precisa apenas de uma alteração em nossas atitudes para se modificar.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Separação Abrupta

Dizem que a maior ilusão que sofremos é a da separação, de que somos seres individuais, de que não fazemos parte do universo. Nossa cultura confirma que vivemos em um mundo de fantasias, pois seu foco são a satisfação do ego e o esquecimento da sociedade. Nos afundamos no entusiasmo dos instintos, priorizando o superficial e temporário, abandonando deveres e a liberdade no processo.
Não sabemos diferenciar o que é relevante do que não é, pois somos facilmente distraídos com futilidades que invocam nossos impulsos. Somos controlados pelo corpo, e usamos a mente de justificativa para aprisionar a alma, ignorando que deveríamos fazer o contrário. Não nos importamos em ser escravos, se tivermos a opção de fazer o mesmo com outros, gerando um ciclo de enclausuramento.
O contraste entre a estrutura social que temos e a da biodiversidade do planeta demonstra o quanto estamos em conflito com a realidade. O devaneio que temos diariamente jogado em nossa frente começa a mostrar, cada vez mais claramente, suas consequências. E, cada vez mais, temos oportunidades de entender o que é preciso ser feito para crescermos e evoluirmos, além daquilo que tentam nos prender.
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Lei Natural

Tentamos dominar a natureza criando regras que, por vezes, são contrárias a ela, esquecendo que fazemos parte, nos aniquilando no processo. O cerne de nosso estilo de vida demonstra isto, onde impera uma economia de crescimento infinito e destruição de recursos sem questionamentos. Nossa cultura, voltada para o entretenimento e o egoísmo, incentiva a irresponsabilidade e o consumo desenfreado.
Damos preferências à programas de televisão que não adicionam nada de útil em nossas vidas, sendo um anestésico para a realidade. Viramos ratos de laboratório de departamentos de marketing, onde a melhor propaganda vende principalmente o que não precisamos. Nos tornamos escravos de corporações capazes de financiar candidatos ao governo, que fazem leis para elas e não para o povo que os elegeram.
Ajudamos a colocar cada tijolo da prisão que nos cerca, ao tentarmos fazer parte de um sistema exclusivo e opressor. Alternativas existem a muitas décadas, mas não serão encontradas na mídia que lucra com a escravidão de toda uma espécie. Precisamos procurar por elas, em locais que foram escondidos mas que existem, principalmente dentro de nós mesmos.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Regra Ímpar

Criamos regras que nos prendem à um sistema que não apresenta mais benefícios para nossa evolução, e que começa a ruir. Os avanços tecnológico expõem cada vez mais as falhas de uma economia de trocas, baseada em acúmulos, competição e segregação. Vemos com mais clareza as consequências de nossos atos, criando ciclos, trazendo de volta para nós o que lançamos no mundo.
Quando viramos plateia apenas para o entretenimento, ele se torna a norma, e devasta a vida de todos em nome do lazer. Ao consumirmos cada vez mais comidas prontas, debilitamos a saúde, e incentivamos a criação de produtos artificiais. Lembrando que somos cidadãos apenas nas eleições nos deixa vulneráveis para que representantes se tornem governantes, e nós, escravos.
Nossa busca deveria ser por menos mandamentos, ou aqueles que nos libertam do controle das corporações, e não o contrário. Entregamos nossas vidas para terceiros decidirem o que fazer com ela, em troca de um mínimo de conforto, e uma segurança ilusória. Mas podemos mudar este cenário ao alterarmos nossa mentalidade, alterando nossos atos em um processo de libertação pessoal.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Norma Única

Ao procurarmos pelo mandamento único, ignoramos uma das normas da natureza, que impede um crescimento ilimitado em um espaço limitado. Abandonamos nossa conexão com o planeta para adotar um tipo de economia que vai contra ele, transformando recursos em resíduos prejudiciais. E ao mantermos esta linha de raciocínio do passado, prejudicamos o presente e colocamos em risco o futuro.
Trocamos a diversidade pela padronização, pois este foi o modelo encontrado pelas indústrias para produzir mais por preços mais baratos. Nos enfrentamos em competições que se tornam contra-produtivas, uma vez que cooperação pode trazer maiores benefícios para todos os lados. Podemos apenas lucrar quando existe algum problema a ser resolvido, nos incentivando a manter certas questões sempre em aberto.
Fizemos nossas vidas girarem ao redor de um centro monetário, onde o ego se tornou a maior estrela em sua órbita. Perdemos nossa identidade, criando uma de consumidores para tomar o lugar, mascarando o fato de termos nos tornado escravos. Entretanto, ao lembrarmos de quem somos e do que podemos fazer, redescobrimos que nossa alma é verdadeiramente livre, e é capaz de tudo que quisermos.
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terça-feira, 7 de maio de 2013

Obrigação Pessoal

A cultura predominante peca ao não criar a questão da responsabilidade pessoal, deixando claro que todo ato tem uma consequência. As leis são impostas como uma forma de punição, e não são vistas como um guia de conduta para o comportamento da sociedade. Elas são baseadas em decisões políticas, que contrariam à lógica, o bom senso, e até mesmo a ciência, em alguns casos.
Travamos uma guerra contra as drogas, onde as principais armas são a ignorância e o preconceito, deixando estudos recentes de lado. Obrigamos todos os jovens a irem para a escola, e os forçamos a passarem de ano, mesmo sendo incapazes de fazer o básico, como ler e escrever. Cobramos pesados impostos do cidadão comum enquanto corporações ganham reduções e isenções, por terem mais condições para patrocinarem seus candidatos.
Nosso estilo de vida nos faz abrir mão de certos deveres, sem notarmos que perdemos direitos junto com eles. Deixamos de fazer parte da sociedade para sermos escravos dela, sustentando um sistema que nos suga cada vez mais tempo. Se não prestarmos atenção, cada piscada que damos nos tomam anos de vida, fazendo com que passemos nossa existência sem realizar o que queríamos realmente.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mandamento Próprio

Ao analisarmos o comportamento de nossa espécie, podemos chegar a conclusão de que ainda somos jovens, imaturos e mimados. Estamos longe de qualquer conceito sério de civilidade, agindo como bárbaros e trogloditas, incentivando a segregação e o egoísmo. A cultura predominante é a do entretenimento e do lucro a qualquer custo, indiferente aos indícios de que está nos levando ao nosso fim.
Nos tornamos escravos de um sistema que toma cada vez mais tempo: o recurso mais precioso que temos neste plano existencial. Criamos leis que vão contra as da natureza, em uma tentativa inútil de tentar nos impor a ela, como um virús que tenta sobrecarregar um corpo. Nosso estilo de vida transforma, cada vez mais, nossa própria casa em uma montanha de lixo, tóxico para nós mesmos.
Cada vez mais elaboramos mandamentos em ensaios frustantes, ignorantes ao ambiente que temos ao redor e seus ensinamentos. Usamos apenas as lições que nos interessam, abandonando as que realmente precisamos para crescer e nos desenvolver. Queremos liberdade mas sem os deveres que estão atrelados a ela, exatamente como crianças: inconsequentes e sem responsabilidades.
:-)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Plagiando penalidades

Abrimos mão de direitos em troca de segurança e conforto, apenas para, tarde demais, descobrirmos que compramos ideias, e não soluções de fato. Observando o passado, entendemos que isto tem se repetido ao longo dos milênios, não sendo nada original desta geração ou da última. Aprendemos sobre os que tem muito a perder, e os que tem muito a ganhar, pois vivemos em uma desigualdade crescente.
Percebemos que desde os tempos dos faráos, aqueles que comandam são os que fazem as leis, e não as fazem para mudar esta situação. Compreendemos que abolimos a escravidão do chicote, e escolhemos voluntariamente a da mente e da alma, influenciados por propagandas. Sabemos que ainda damos o bem mais precioso, o tempo, em troca de pão e circo, e de uma sobrevivência sem conhecer nosso verdadeiro potencial.
Nos acostumamos com a mediocridade por não estarmos informados de exemplos que nos mostram o que é possível ser feito. Tememos ir contra as corporações e governos por considerarmos que são grandes demais para combatermos, pois somos poucos. Entretanto, ao prestarmos atenção, vemos modelos a serem seguidos em todo lugar, alguns usando uma pedra ou estilingue, enquanto outros usam da mais poderosa arma: a informação.
:-)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Imitando tormentos

Ao olharmos para o passado, aprendemos que, essencialmente, ainda mantemos a mesma estrutura social, apenas modernizamos as ferramentas. Nossos avanços tecnológicos praticamente perdem todo seu sentido por não serem utilizados para resolver questões milenares. Pelo contrário, ao analisarmos seu uso, descobrimos que sua função básica é a de nos manter hipnotizados, distraidos do que é feito com nossas vidas.
Conseguimos aparelhos que nos conectam com o outro lado do globo instantâneamente, mas os empregamos para fofocas e entretenimento. Abolimos o chicote que escravizava nosso corpo, mas colocamos o salário e os preços em seu lugar, nos mantendo prisioneiros do estresse. Criamos meios de dobrar a capacidade de produção de alimentos, mas ainda condicionamos milhões de pessoas à morte por fome, por não terem poder aquisitivo.
Desenvolvemos os mais incríveis brinquedos, capazes de nos maravilhar ao ponto de trocarmos nosso precioso tempo para usufruir deles. Mas ainda não resolvemos como tratar com ganância ou egoísmo, e ainda adotamos uma economia que os incentiva mais. Enquanto não encontrarmos a resposta para aquilo que está dentro de nós, qualquer utensílio externo acaba se tornando inútil, servindo apenas de morfina.
:-)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Copiando castigos

Olhamos para nossa história e vemos os mesmos erros sendo repetidos continuamente, como se não existisse uma maneira de mudar nossos hábitos. Vivemos em uma realidade feita por corporações, para as próprias, onde somos meros peões, esperando ser sacrificados pelo bem maior. Somos bombardeados constantemente com propaganda para mantermos este estilo de vida, e as compramos com um sorriso no rosto.
Adquirimos os últimos enfeites da moda, usando as justificativas criadas em anúncios para esconder o fato de querermos apenas aceitação social. Consumimos venenos por mostrarem pessoas bonitas e saudáveis usando tais produtos, na ilusão de que nos tornaremos as tais. Deixamos de lado as consequências de nossas escolhas de lazer, mesmo quando representam a destruição da vida de milhares de conterrâneos.
Somos convencidos de que, por sermos poucos, não teremos a capacidade de mudar a realidade, deixando-a mais árdua para nós. Mas, em fato, todas revoluções começaram exatamente desta maneira, com uma ideia se espalhando para uma família, uma comunidade, e, finalmente, todo um planeta. Ao mudarmos nossa mentalidade, criamos as condições de alterar nossos atos, ampliando nossa consciência, nos tornando verdadeiros cidadãos do mundo.
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