terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mistérios financeiros

Desde que passamos a utilizar trocas como principal método de interação e solução de problemas, passamos também a estruturar nossa sociedade em uma forma piramidal. O topo, representado pela menor parte dos cidadãos, tem chamado o interesse do restante da população, atiçando a imaginação de como chegar naquele patamar, e como seria a vida, uma vez lá. Em busca da resposta, criamos uma realidade que reflete o conflito entre a conclusão lógica e a visão romantizada destas questões.
Para alcançar tal nível na pirâmide social, é necessário o acúmulo de capital. Apesar de simples, tal tarefa tem sido uma das causas dos maiores problemas da sociedade, pois apesar das leis ampararem o lado nobre dos homens, pouco fazem para ajudarem a alcançar o objetivo. Desta forma, tem-se um atrito, pois o maior lucro vem da degradação e restrição da sociedade, e o que liberta e cria abundância na sociedade, não dão lucro.
A elite dificilmente enxerga esta discrepância, pois assim como aqueles que estão abaixo, nasceu e cresceu neste sistema. O que a maioria tende a esquecer, é que as preocupações e alegrias tendem a ser as mesmas, seja qual for o nível em que se encontram. O anunciado, no entanto, é apenas o lado positivo desta imagem, e com tantos exageros quanto possíveis. Afinal, a finalidade continua sendo subir na pirâmide, até mesmo para quem já está no topo. E que jeito mais lucrativo de se fazer isto do que vender ilusões?
:-)

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