sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Reflexo

Descobrimos, ao longo do tempo, que nossos hábitos mudam de acordo com as circunstâncias que encontramos em nosso caminho. Adquirimos conhecimento quando descobrimos novas informações, mas criamos sabedoria apenas quando às colocamos em prática. Erros são esperados, e nos desenvolvemos quando aprendemos tudo o que têm a nos ensinar, para evitarmos o ciclo da repetição.
À medida que mudamos nossa mentalidade, começamos a ver nossa realidade como as de uma célula que compõe um organismo. Entendemos que temos a escolha de agir como vírus ou glóbulos brancos, em benefício próprio ou de todo o sistema. Descobrimos que a consequência de nossos atos acaba influênciando todo o corpo, por menor que ele seja.
Ao olharmos no espelho, podemos ver seres desenvolvidos e complexos, que se consideram o topo da escala evolutiva do universo. Ou podemos notar que somos apenas um pedaço pequeno, mas vital, de algo ainda maior, que raramente observamos. Essa é uma decisão nossa, que fazemos diariamente, a cada segundo, conscientemente ou não.
Feliz ano-novo a todos!
:-)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrato

O retrato que temos de nós mesmos é antigo, proveniente do tempo em que vivíamos em escassez, mais de informações do que outros recursos. Desde aquele tempo, crescemos e aprendemos muito, mas não atualizamos a imagem que temos de nós mesmos. Com uma renovação, iremos descobrir novidades que já sabemos, mas que ainda não visualizamos como uma realidade.
Por ainda mantermos este apego ao passado, acabamos perdendo nosso ritmo, tropeçando em nossos próprios pés. Ainda mantemos um espírito de competição, quando o cenário que criamos ao nosso redor é um onde a cooperação é necessária. Apesar de nossa mentalidade estar evoluíndo, nossa atitude ainda se mantém primitiva, presa à inércia com que nos acostumamos.
Ao nos conhecermos melhor, percebendo nossas falhas e manias, acabamos descobrindo também nossa ligação com o resto de nossa espécie. Abandonamos o sentimento de solitude, de separação, abraçando os de completitude e união, que também temos dentro de nós. Notamos com mais clareza quais ações beneficiam a todos, e quais garantem que continuemos no caminho da extinção.
:-)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Figura distorcida

A imagem que temos de nós, de nossa comunidade local, de nossa nação e de nossa espécie tem mudado ao longo do tempo. E por mais que as vemos como separadas, na realidade elas são a mesma, apenas vistas de distâncias diferentes. Os conflitos que vemos acontecer em nossa sociedade são os mesmos que acontecem em nossas cabeças, as vezes sem percebermos.
Nossa noção de certo ou errado muda conforme a época em que vivemos, a classe social que nascemos, e as experiências que temos. O que é de conhecimento geral pode se perder nas especializações da vida moderna, gerando atritos que não notamos à primeira vista. Pequenos hábitos que criamos em nossa rotina, quando aplicados à sociedade, amplificam suas características.
Alguns destes aspectos são esperados, mas outros tem o efeito contrário do que o previsto, e acabam separando o que deveriam unir. À medida que exploramos mais e mais quem realmente somos, descobrimos os pormenores de nossas feições e suas causas. Desta maneira somos capazes de criar um retrato mais fiel de nossa imagem, e corrigí-la, se necessário.
:-)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Imagem própria

O que as pessoas pensam sobre si mesmas depende, em grande parte, do seu estado de espírito, suas emoções e expectativas. Pessoas mais tímidas tendem a diminuir suas qualidades, enquanto as extrovertidas não notam seus defeitos com facilidade. Nossa moral age como um guia, separando o que devemos ser do que deve ser repudiado e, até, em certos casos, punido.
Mas o que brandamos como certo ou errado se mostra diferente em nossas ações do dia a dia, onde chegamos a fazer o oposto do proclamado. Se é para nosso próprio benefício, rapidamente encontramos desculpas e exceções, que nos permitam passar por uma brecha em nossa lógica. Ao prestarmos atenção, percebemos que nosso raciocínio cultural é puxado mais para o emocional do que para o coerente.
Não notamos que, ao mudar nossa própria bússola, acabamos mexendo na social também, pois mudamos nossos relacionamentos. Nossas interações com outras pessoas passam a ter um tom diferente, onde novas ligações são feitas, e as antigas vão sumindo. E ao mudarmos isto em nossa comunidade, acabamos, como espécie, mudando a maneira como agimos com o resto do planeta e seus habitantes.
:-)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Espelho

Criamos o costume de, ao final de cada ano, fazer uma retrospectiva dos acontecimentos dos últimos doze meses. Observamos o que se passou no planeta, como a vida de multidões foram afetadas, e que influências estes fatos tiveram na nossa. Mas podemos ir mais além, e rever os hábitos que adquirimos como espécie, e as consequências que eles trazem para nosso cotidiano.
Ao olharmos no espelho, podemos notar com mais clareza certos aspectos de nós mesmos que, por vezes, não conseguimos enxergar. Temos a oportunidade de ver o que certas ações fizeram conosco durante o tempo, e tomar as providências necessárias. Vislumbramos nossa pessoa em detalhes pequenos ou no todo, analisando as ligações entre eles e sua relevância.
Algumas pessoas nunca contemplaram seu próprio reflexo, se baseando apenas na imagem residual que tem em sua própria cabeça. Mas como o cérebro é uma ferramenta humana, ela tem suas qualidades e defeitos, sendo passiva de mais erros quando não a calibramos. Nesta jornada para ver quem somos, é difícil de deixarmos a dualidade de lado, mas não impossível.
:-)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Interações

A diversidade do ser humano é imensurável, assim como nossa imaginação, e dela depende nossa sobrevivência. Ao forçarmos um único padrão, destruímos as demais fontes, e sem percebermos, aos poucos vamos nos extinguindo. Para aceitar as diversas facetas de nossa espécie, é necessário uma mentalidade mais aberta, onde as diferenças sejam celebradas, e não punidas.
Este tipo de comportamento acaba florescendo naturalmente onde existe um mínimo de espaço, pois é inerente deste planeta e de seus moradores. Mas sem notar tal aspecto, criamos uma sociedade baseada em uma cultura que fica eternamente em combate com a natureza. Se não notarmos contra quem estamos lutando, podemos acabar vitoriosos em uma guerra contra nós mesmos.
Nossa dependência é total em relação ao nosso ambiente e tudo que está incluso nele, em níveis que nem imaginamos. Para mudar nossa mentalidade e perceber com mais clareza estas interações, podemos começar observando como nos comportamos com nós mesmos. Depois de nos vermos como realmente somos, podemos notar o que fazemos com nossos vizinhos, e tratá-los com mais consciência.
:-)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Associações

Por não notarmos com clareza as associações que temos com o resto da biodiversidade do planeta, perdemos parte de nossa identidade. As consequências podem ser vistas em nosso próprio comportamento, que descreve um cenário de drama grego. Estamos tão confusos que, mesmo sabendo o resultado, com orgulho, tornamos venenos parte de nossa dieta, e de nossos filhos.
Ao observarmos nossa cultura, que é um reflexo de nossas ações, facilmente ficamos pasmos com a incoerência do que encontramos. Nossos atos não condizem com nossa sonhada moral, e mesmo percebendo a discrepância, somos detidos por papéis sem valores. Acabamos criando condições mais propícias para nossa desistência do que para o sucesso, para manter um estilo de vida decadente e sem futuro longo.
Por mais esforço que façamos, sem sabermos da existência de associações entre corpo, alma e mente, ficaremos eternamente em conflito. Ao analisarmos o cenário mundial por este ângulo, podemos perceber com mais clareza o que está acontecendo conosco e nossa sociedade. Todo processo interno acaba sendo exteriorizado, de uma maneira, ou de outra.
:-)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ligações

A natureza se repete constantemente, como em um fractal, onde qualquer parte menor é uma representação completa do todo. Nosso próprio cérebro é um exemplo disto, pois as ligações existentes entre os neurônios representam inúmeras estruturas ao nosso redor. Dos relacionamentos humanos à maneira como evoluímos nosso pensamento, todos seguem a estrutura de uma árvore, com seus galhos e folhas.
Raramente notamos, mas as pontas não representam, necessariamente, o final de uma jornada que começou na raiz. Elas podem ser passagens para o início de novas estruturas, multiplicando as possibilidades ao infinito. Nossa mentalidade tem dificuldade em entender algo deste tipo, mas ao notarmos que somos mais do que apenas o corpo, entendemos a existência de outros níveis de nós mesmos.
Podemos dizer que são dimensões diferentes, com sua física própria, e que ainda não temos os instrumentos necessários para medí-la. Mas a cada passo que a ciência dá, ela se aprofunda em questões deste tipo, tentando compreender o que não pode ser visto, apenas sentido. E isto é seguindo apenas um dos galhos, desta imensa e infinita árvore da vida.
:-)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Dependência

Neste universo, somos todos dependentes uns dos outros, em maior ou menor grau, mesmo que não percebemos com nossos sentidos ou instrumentos. Ainda estamos descobrindo o papel de nosso próprio ambiente, de que não somos capazes de viver sem ele, e que sua manutenção é o que garante nossa sobrevivência. Também não descobrimos ainda a diversidade humana, os benefícios que ela pode trazer, e por isto ridicularizamos, caçamos e destruímos o que é diferente.
Por não termos a experiência, corremos o risco de enfrentar uma realidade de escassez produzida por nós mesmos, tanto de recursos naturais, como humanos. Talvez seja por isto que, no passado, parte das civilizações eram mais focadas na natureza, talvez já tivêssemos passado por tal cenário antes. Se este for o caso, ao deixarmos a mentalidade de domínio tomar o controle de nossa cultura, estamos fadados a repetir o erro novamente.
Existem aqueles que já estão se dando conta do obstáculo se está aparecendo em nosso caminho, e já estão se preparando para ele. Por mais avisos e evidências que apareçam, esta é uma decisão que cada um deve tomar, demonstrando sua resolução em ações. São elas que irão transformar nossa realidade, mantendo nossas ligações com o mundo, ou cortando-as de forma irreversível.
:-)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Conectividade

O ser humano é uma espécie jovem neste planeta, e podemos traçar paralelos das nossas ações como espécie com nosso comportamento individual. De maneira geral, quando somos adolescentes, cresce uma ansiedade em deixarmos o ninho familiar, para voar com nossas próprias asas. Queremos ser independentes, como se deixando os pais para trás significasse nossa total autonomia, nossa tão sonhada liberdade.
Mas aos poucos, vamos notando que a ideia de que “nenhum homem é uma ilha” tem cada vez mais sentido, e que não existe como progredirmos sozinhos. Primeiro vamos notando o quanto precisamos de outras pessoas, e de quantas precisam de nós. Vamos descobrindo um certo significado para responsabilidade, tanto para cobrarmos dos outros, quanto de nós para com eles.
Nesta descoberta da sociedade em que vivemos, talvez por estarmos cercados de concreto, não notamos nossa conectividade com o resto da natureza. Atravês dos noticiários, chega ao nosso conhecimento as consequências em nossas cidades, e em nosso meio de vida. Mas não sentimos o que isto quer realmente dizer, a não ser que tentemos algum contato mais imediato.
:-)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mitos

Existem certas estórias que tem a função de nos ajudar a entender a vida, e aquelas que dão as dicas que servem para mais pessoas, acabam permanecendo em nosso meio. Com o tempo, elas vão se aperfeiçoando, sendo modificadas para melhor atender a realidade daqueles que as passam adiante. Elas se misturam com nossa história, e personagens fícticios acabam sendo confundidos com pessoas, assim como indivíduos se tornam semi-deuses.
Raramente notamos o que os mitos realmente são, e por isto não aproveitamos todo seu potencial, ficando satisfeitos com a sombra deles. Mas assim como no mito da caverna de Platão, podemos seguir a luz que os envolve, e descobrir todo um mundo que nos aguarda. O estudo de cada um pode nos apresentar mais peças para o incrível quebra-cabeças do universo, e da nossa vida.
O entendimento depende de cada um, pois cada indivíduo irá notar o detalhe que mais lhe chama a atenção, de acordo com suas experiências. Cada pessoa tem seu caminho a seguir, e seus próprios mitos para desvendar ou criar. Ao entendermos mais sobre estes artifícios de nossa linguagem, conseguimos compreender melhor a nós mesmos, e ao ambiente em que estamos vivendo.
:-)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Simbolos

Raramente observamos este ponto, mas nossa linguagem não é composta apenas de palavras, sejam elas faladas ou escritas. Ela também é composta de outros símbolos, já que letras são considerados como tais, e os usamos principalmente para designar quantias. Mas apesar de toda confusão causada por esses grupos, ainda existem aqueles específicos de certos conceitos, que podem ter uma definição diferente para os que estudam, dos que apenas ouvem falar.
Um dos casos mais conhecidos é o da suástica, que era um símbolo antigo, parte do budismo e hinduísmo, e que foi deturpado pelos nazistas. Ao estudarmos mais, notamos que muitos são os exemplos que seguem este padrão, onde a definição original foi modificada por outra cultura. As consequências vão desde o simples desentendimento sobre a utilização, até a perseguição e massacre daqueles que o usam.
Sem termos informação, podemos facilmente ser induzidos à discriminar o que não conhecemos, perpetuando a ignorância. Mas ao estudarmos o que nos é apresentado, fazendo perguntas e pesquisando a origem, descartamos as dúvidas, uma a uma. Compreendendo melhor os fatos, podemos chegar à uma decisão por nós mesmos, sem sermos influênciados por pura crendice.
:-)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Metáforas

Apenas por utilizarmos uma linguagem tão aberta à interpretações, criamos diferentes mundos para diferentes pessoas com a mesma frase. Nossa imaginação é constantemente estimulada, em maiores ou menores níveis, que irão depender do nosso conhecimento sobre o assunto. Quanto mais aprendemos sobre as metáforas da vida, e procuramos por todo seu significado, descobrimos conexões que antes não existiam.
Qualquer que seja a alegoria utilizada, vemos sob diferente perspectiva quando somos crianças, e quando já temos mais idade. Mas essas mudanças podem acontecer também em um curto espaço de tempo, dependendo de quão abertos estamos para elas, e de nossa habilidade de ver essa ligações. E esta proficiência pode, como todas capacidades que temos, ser treinada ao ponto de se tornar natural.
Ao prestarmos atenção, conseguimos traçar infinitos paralelos entre a maneira que a natureza e nós nos comportamos. Aprendemos a tirar lições que nenhuma escola poderia nos ensinar do canto dos pássaros, ou da paz da rocha. E com tamanha biblioteca ao ar livre pronta para ser pesquisada, podemos até descobrir como nos tornarmos aquilo que mais sonhamos: deuses.
:-)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Alegorias

Ao observarmos a natureza, podemos notar que cada elemento possui inúmeras funções, que, aos poucos, vamos descobrindo. Ao isolarmos certos aspectos para estudo, cortamos o relacionamento dele com o mundo, impedindo uma visualização ampla. Um ponto de vista que acabamos perdendo ao longo da vida, nos impedindo de olhar o grande cenário, que dá um significado para cada um.
Desde que nascemos, experimentamos o mundo de maneiras diferentes, e construímos nossa percepção baseados no que nossos sentidos captam de nossos aredores. Qualquer som, imagem, cheiro, gosto ou textura, é interpretado por nosso cérebro, que dependendo do que já sentiu, faz comparações e cria/atualiza conceitos. Certas sequências de sons e/ou imagens tem a finalidade de direcionar nosso pensamento em uma direção específica, criando o que chamamos de comunicação.
Por considerarmos estas interações como objetivas, não notamos sua maior função, que é a de estimular nossa imaginação. Ao passarmos uma ideia adiante, estamos fazendo muito mais do que incentivando a criatividade de outras pessoas. Estamos dando combustível para a criação do que mais nos impulsiona: sonhos.
:-)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Subjetividade


Chega a ser irônico como não percebemos certos aspectos de nosso cotidiano como eles realmente são, e as confusões causadas por eles. Talvez o maior exemplo que podemos observar é nossa própria linguagem, onde a tratamos como se fosse objetiva, quando na realidade, é tão aberta à interpretações que é difícil encontrar algo tão subjetivo quanto. E por não saber a diferença entre elas, e mantermos nossa postura de interpretar tudo no literal, criamos cenários absurdos, onde sonhos se tornam pesadelos, e palavras de amor se tornam xingamentos de ódio.
Cada pessoa tem sua experiência de vida, e com ela pode aprender diferentes conceitos para expressões que todos nós compartilhamos. Termos abstratos, como os adjetivos que usamos, dependem muito de ponto de vista, podendo criar um efeito contrário ao que esperamos, em certos casos. A mistura com emoções, onde cada um tem seu tipo de humor e intensidade, torna tudo ainda mais complicado.
O mais incrível é que, apesar de sabermos disto, em certos casos, consideramos que tudo isto é novo, e que não existia para nossos antepassados. Mas como algumas pessoas já descobriram, a realidade se mostra outra, ainda mais quando estudamos a fundo nossa história. Acabamos descobrindo que nossos antepassados eram poetas românticos, escritores de gabarito e, também, comediantes sarcásticos.
:-)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Disco ou CD

Para que consigamos realmente mudar nossos hábitos, descobrir a causa deles e seus efeitos é um passo fundamental para saber onde estamos e para onde vamos. Sem o conhecimento de nossa rota, seja ela atual ou pretendida, corremos o risco de irmos de encontro à obstáculos que podem nos bloquear indefinitivamente. Trocar seis por meia dúzia é mais comum do que parece, pois é difícil de saber o que nos prende, quando é algo rotineiro.
Os problemas que enfrentamos são fruto de nosso estado mental, e apenas veremos a solução definitiva deles quando mudarmos nossa mentalidade. Enquanto isto não acontece, estamos fadados à continuar dando voltas em torno do assunto, até nos exaurirmos completamente. Quem gosta de história já deve ter percebido as inúmeras vezes que a humanidade repetiu os mesmos cenários, onde as mesmas dúvidas foram levantadas, e que até hoje não conseguimos responder.
Ao observarmos a situação que nos prende de uma posição mais afastada, conseguimos notar certas ligações que, de perto, não parecem ter tanto impacto. Mas, como a teoria do caos explica, o bater de asas de uma borboleta em São Paulo produz um tufão em Nova Iorque. Mas enquanto apenas admirarmos o inseto, não temos noção dos efeitos que suas asas criam.
:-)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Canto das sereias

Atualmente, nossa cultura tem convergido para um ponto único, onde a padronização das pessoas se torna uma norma. O descarte da diversidade que existe no ser humano acaba sendo um reflexo do que fazemos com nosso próprio planeta. Ao observarmos o ambiente em que vivemos, podemos notar que a vida sempre encontra uma maneira de acontecer, mesmo entre o concreto de edifícios.
Ignorar a variedade em que o ser humano passou a maior parte de seu tempo nos faz esquecer nossa própria identidade. Somos muito mais do que o padrão pelo qual nos encantamos, e vendemos nossa consciência e alma em troca de êxtase. Agora, mais conscientes dos benefícios e malefícios, temos a capacidade de ignorar o canto das sereias, e nos livrar de armadilhas.
Com educação, nossas capacidades não tem limites, fazendo com que nenhum sonho fique longe do nosso alcance. É preciso nos informarmos sobre as possibilidades que o mundo oferece, pois em alguns casos, nos acostumamos com apenas uma fonte. Sem o conhecimento necessário, ficamos à deriva, completamente expostos àqueles que querem se aproveitar de nós.
:-)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vitrola obsoleta

Ao observarmos os ciclos que regem nossas vidas, podemos ficar pasmos com a semelhança de certas situações em que nos encontramos durante nosso caminho. Nossos professores, os erros, nos colocam em cenários parecidos diversas vezes, na esperança de que sejamos capazes de aprender alguma coisa. Se temos algum hábito, fica mais evidente de descobrirmos, pois ele invariavelmente nos levará à encarar o mesmo tipo de questionamento.
Enquanto não mudarmos nossa mentalidade, continuaremos persistindo na mesma linha de pensamento, e não seremos capazes de passar por certos obstáculos. Existem certos problemas que nossa própria cultura criou, e que apenas podem ser resolvidos se deixarmos certas suposições para trás. Mas elas são difíceis de serem descobertas, pois nós as vemos como as bases de nossa vida, tão profundas que nem mais as consideramos.
Mas nossa perspectiva é apenas o começo das mudanças, pois para que ela tenha efeito, é preciso de uma ação que siga à altura. Ao mudarmos nosso comportamento, acabamos influenciando as pessoas que estão ao nosso redor, alterando nossa cultura. E quando isto acontece, nossa realidade se torna outra, mais consciente de seus atos.
:-)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Rotações interrompidas


Por vezes, o caminho na nossa frente se encontra tão fechado que, mesmo estando no melhor de nosso preparo, ele ainda é insuficiente para vermos para onde estamos indo. Certos comportamentos, que nos são passados quando ainda somos crianças, ficam parecendo verdades absolutas. Ao crescermos, entretanto, nos são apresentadas evidências dos contrário, e entramos em conflito em como agir.
Mudar de ideia é algo difícil para o indivíduo atual, pois fomos doutrinados à considerar erros ou descuidos como nossos inimigos, quando eles são nossos professores. São eles que nos ensinam que nada permanece o mesmo eternamente, e que mudar é necessário. Apesar de considerarmos nosso universo uma constante imutável, ele se parece mais com um fluído, cheio de variáveis instáveis.
Por existirem tantas, mais do que nossa mentalidade consegue compreender, fica difícil de enxergarmos realmente para onde estamos indo. Nossos antepassados pensaram isto, e se equiparam com bússola para achar a realidade que vivemos hoje. Mas o que era o sonho deles, hoje vemos que pode ser o pesadelo da próxima geração.
:-)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Virando o disco

A história da humanidade, assim como a de cada indivíduo, pode ser considerada como um disco em uma vitrola, ou um cd no player, para os mais modernos. Ficamos dando voltas, sempre retornando perto de onde partimos, onde a diferença é o que aprendemos nesta uma rotação. Desde pequenos, nos inclinamos para certas características, onde podemos aprimorar as qualidades e diminuir as falhas.
Cada um destes ciclos pode levar mais ou menos tempo, dependendo de quantos arranhões encontramos nas faixas, fazendo com que a música fique repetindo eternamente. À medida que nós, indivíduos, aumentamos nosso conhecimento sobre o universo, a espécie humana, como um todo, aprende mais uma nota. O paralelo entre a vida pessoal de cada um e a construção da cultura é estreito, sendo difícil de ignorarmos.
Caminhamos influenciados pela força centrífuga, que nos empurra para a borda, em uma evolução inconsciente de nossa mentalidade. Considerar o que acontece quando chegarmos ao fim do disco é algo que evitamos fazer, e vemos que ficar no mesmo lugar é uma vantagem. Existem coisas que são inevitáveis, e quanto antes as encararmos, antes teremos a possibilidade de mudarmos alguma coisa.
:-)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Limpeza Profunda

Quando notamos os problemas oriundos do pó e do lixo que vamos acumulando com o tempo, podemos acabar soterrados por eles, ou mudar nossa situação. Ao escolhermos o segundo passo, temos diversos procedimentos que podemos tomar, e cada tática tem seus benefícios e malefícios. Ao tomarmos a decisão de mudar nosso estilo de vida, podemos fazer uso de artifícios que diminuam ou, até, impeçam a entrada destes entulhos em nossas vidas.
Um destes artifícios é a volta à origens, onde aprendemos a viver como os antigos nômades, aproveitando tudo do mundo, mas sem acumular nada de material. Talvez nossa situação não permita viagens regulares ou distantes, o que não se mostra realmente necessário. Podemos aproveitar ao máximo o que temos em mãos, à nossa volta, se usarmos nossa mentalidade para isto.
Outra destas ferramentas é a utilização do que temos dentro de nós e que procuramos substituir com materiais físicos, mas de pouca substância. Viagens ao nosso próprio centro não custam nada, elas requerem apenas tempo, e nos presenteiam com a paz interior. Muitas das respostas sobre o universo em que vivemos residem dentro de nós, basta apenas prestarmos atenção.
:-)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Limpando as janelas

As metáforas para a arrumação da casa são ilimitadas, e funcionam em diversos níveis, onde podemos aplicá-las tanto para nosso próprio corpo, quanto para nossa cultura. A transparência é um destes aspectos, onde normalmente usamos para instituições, mas esquecemos de observá-lo dentro de nós. Por sermos guiados pelo mundo por forças externas, existem casos onde elas são contrárias à nossa vontade, e onde não somos honestos com nossa própria pessoa.
Muito dos efeitos que a propaganda tem em nossas vidas se dá por não fazermos esta limpeza interna, onde analisamos o que realmente necessitamos. Sem isto, fica fácil para qualquer um impor sua vontade sobre a nossa, pois é preciso pouco comercial para sentirmos atração por um produto. Temos uma natureza curiosa, fazendo com que fiquemos mais inclinados à novidades do que imaginamos.
Assim, nossa casa acaba ficando cheia de entulhos que não necessitamos, mas que adquirimos por não termos controle sobre nossos instintos. E quanto mais deles temos, mais difícil fica da luz entrar e de vermos o que está do outro lado. Até acabarmos soterrados por montanhas de lixo, criadas sem consciência, por animais gananciosos.
:-)