quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tirando o véu

Desde a popularização da Internet, podemos notar mais facilmente os caminhos que nossa cultura nos conduz. Temos a oportunidade de ver outros pontos de vista, além daqueles que a grande mídia nos mostra, e conhecer mais do mundo. Ficamos sabendo de fatos que antes não tínhamos como conhecer, pois não era do interesse dos poucos que a controlam.
Apesar das teorias de conspiração que aparecem, podemos observar que, de qualquer forma, esta centralização iria acontecer. Estruturamos nossa sociedade de tal maneira que não deveríamos nos surpreender por ter estas características, independente das pessoas. Enquanto não mudarmos nossa mentalidade individualmente, e colocarmos em prática, a situação continuará a mesma.
Cada um sabe do que é capaz, do que pode fazer para trazer para a realidade os sonhos que tem em sua cabeça. Aos poucos, e um por vez, temos a habilidade de criarmos o que quisermos, inclusive de mudar completamente o mundo em que vivemos. Quanto mais limitados tentam nos tornar, maior nossa vontade de extrapolar estas barreiras artificiais e ilusórias.
:-)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Objetivos reais

Em nossa sociedade atual, raramente notamos quais são nossos objetivos reais, sendo iludidos por propagandas cada vez mais enganosas. Imaginamos toda uma aventura onde salvamos o mundo, enquanto, sem prejudicar ninguém, conseguimos um pequeno lucro para nós. Mas a realidade é justamente o contrário, onde, primeiro, procuramos incansavelmente o saldo positivo financeiro.
Estruturamos nossa cultura de tal maneira que, para sobreviver nela, uma pessoa precisa dispor de dinheiro. Por mais leis e regras que inventemos, no entanto, nada supera os instintos básicos para se manter vivo, que afloram quando nos vemos encuralados. Não deveríamos nos admirar, portanto, com as ações daqueles que são marginalizados no jogo de dança de cadeiras que vivemos.
Por mais nobres que sejam nossos pensamentos e palavras, eles nada adiantam se não forem transformados em atos reais. Para materializarmos nossos sonhos, precisamos agir, construindo nesta realidade o que vemos em nossas próprias cabeças. Assim compartilharemos o que temos de melhor, deixando nosso lado mais irracional para trás, em uma página da história.
:-)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Incoerência

Ao prestarmos atenção em nossas ações, e nos valores que proferimos incessantemente, descobrimos, para nossa surpresa, uma discrepância. Existe uma incoerência sobre o que dizemos ser o melhor caminho, e aquele em que nos encontramos a trilhar. A materialização de alguns sonhos podem, com uma interpretação diferente, se tornar um pesadelo da qual temos dificuldade de escapar.
Certos conceitos, durante o tempo, acabam sendo modificados de tal maneira que chegam a significar o oposto do original. São mudanças que vão acontecendo gradualmente ao longo de anos, e que acabam trocando nossa noção do mundo. Elas podem nos deixar com a impressão de que podemos nos garantir com supérfluos, não precisando dar atenção à nossa base.
Sem perceber quão longa é esta curva, e para onde ela está nos levando, corremos o risco de fechar nossa mente. Podemos regredir para estágios evolutivos que imaginávamos ter deixado apenas em páginas de livros de história. Tudo por não percebermos qual é a cenoura que colocamos em nossa frente, e qual é o motorista da carruagem que puxamos.
:-)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Arrebentando a praia

Sempre existem motivos para uma revolução, pois a inércia, apesar de ser confortável para nosso corpo, pode ser fatal para nossa mente. Somos seres adaptaveis, que precisamos tanto de mudanças que as criamos com facilidade, as vezes até sem notar. Somente assim treinamos nossas habilidades, desenvolvendo-as, fazendo com que prosperem, independente, às vezes, de nós.
Por sermos os senhores destas características, podemos deixá-las mais dependentes, adestrando seus passos. Ao progredir com um aspecto de nossas vidas, deveríamos ter a responsabilidade de observar as consequências de nossos atos. Nossa juventude e impaciência nos impedem, por vezes, de entender o real valor do que está ao nosso redor, e do quanto dependemos dele.
Assim como somos mestres de nossas habilidades, somos aprendizes do universo, e em especial, do planeta em que vivemos. Desenvolver uma simbiose com ele poderia ser nossa prioridade, se não nos preocupassemos tanto com supérfluos. Mas talvez seja este o tipo de mudança que precisamos, para criar a revolução de nossas vidas, que ficará marcada no índice de nossa história.
:-

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Surfando o tsunami

Quando notamos o tipo de mundo em que vivemos, que foi construido para nós e que perpetuamos, descobrimos que temos opções. Mudanças em nossa rotina nos levam à criar uma nova realidade, uma percepção diferente de nosso ambiente, e a sua propagação. Existem diversos exemplos marcados na história, e inúmeros outros que não chegaram em suas páginas, mas que tem o mesmo valor.
Ao entender o que acontece ao nosso redor, podemos nos entregar ao pânico, querendo contra-atacar ou nos isolar, em negação. Com o tempo, no entanto, aprendemos a entender sem polarizar, sem catalogar como certo ou errado, e apenas a viver. Nos despindo destas facetas, conseguimos tirar um proveito consciente de nossas experiências, nos preparando adequadamente para as eventualidades.
Apesar de não ser anunciado pela grande mídia, temos escolhas que podem nos levar à novos conceitos de liberdade. Podemos nos desprender de um sistema abusivo, que nos aprisiona com grilhões psicológicos, nos forçando à trabalhos inumanos. Existe toda uma realidade ao nosso redor que podemos moldar à nossa vontade, se tivermos a consciência de descobrí-la.
:-)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Nascer da onda

Para manter nossa sobrevivência, nosso cérebro prefere nos manter em uma zona de conforto, conhecida e longe de perigo. Isto não se restringe à apenas arriscar nossa integridade física, do nosso corpo, mas também ao que não vemos, como o psicológico. Este último aspecto, inclusive, tende a ser mais difícil de ser abordado, criando prisões imaginárias, que impomos a nós mesmos.
Por não termos um manual do mundo ao nascermos, precisamos descobrir como ele funciona a cada passo que damos. Quando somos crianças, tentamos de tudo um pouco, construindo uma base de conhecimento que irá nos guiar durante nossa jornada. Ao crescermos, no entanto, mantemos certos conceitos que, no mínimo, deveriam ser revistos para serem atualizados com o que descobrimos.
Sem saber da guerra que travamos com nossa própria cabeça, isto não acontece periodicamente, ou com facilidade. Passamos a vida acreditando em contos da carrochinha sem questioná-los, reforçando o hábito em certos casos, quando a história é envolvente. Não notamos que algumas podem nos transformar em escravos, cortando nossa esparca liberdade em pedaços, nos deixando impotentes.
:-)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Razões revolucionárias

Existem certos aspectos de nossas personalidades que, sem o devido controle, podem causar sérios danos. Sem restrição, nos tornamos piores que animais, materializando conceitos que tanto tememos e reprimimos de maneira religiosa. Assim como somos capazes de criar sem limites, também temos o poder de destruir além de nossos sonhos.
De todas as revoluções na nossa história, as que menos prestamos atenção são as mais importantes, que acontecem internamente. Podemos notar que, em todos os eventos, os líderes passam por uma transformação que acabam não chegando às páginas de livros. Justamente este é o passo que precisamos mais entender, pois todos temos a chance de fazer o mesmo tipo de escolha.
Desde crianças somos doutrinados à uma certa cultura, onde damos mais valor para certos aspectos de nossa comunidade. Quando crescemos, somos apresentados à outros pontos de vista, que podem entrar em conflito com o que aprendemos, em certos casos. Optar por adaptação ou inércia, crescer ou se manter do mesmo jeito, é algo que cada pessoa irá fazer sozinha, conscientemente ou não.
:-)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nova Revolução

Com a evolução da tecnologia, nossa cultura sofre mudanças, pois nosso comportamento é modificado pelo uso de novos utensílios. Também descobrimos maneiras adicionais de ver o mundo, pois o observamos sob ângulos desconhecidos previamente. Estas alterações começam devagar, com poucas pessoas aderindo as novidades, mas que, com o tempo, vão ganhando força.
Cada indivíduo que começa a utilizar as ideias em sua rotina as coloca à prova, pois tem uma maneira diferente de ver o mundo. Esta diferença, por menor que seja, acaba testando outro aspecto, expandindo os limites que existiam até então. Isto pode ser visto tanto no uso de ferramentas, quanto em técnicas de exercícios, ou até mesmo maneiras de pensar.
Quando um número considerável de pessoas fica familiarizada com um conceito, ele pode entrar em conflito com o antigo. Em nossa história, temos diversos casos onde isto acontece, ilustrando o tipo de ação que as pessoas consideraram melhor para a época. Com o conhecimento das consequências do passado, estamos melhores preparados para tomar a decisão do que precisa ser feito.
:-)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Idiocracia

Definimos o regime de governo que temos de acordo com uma idealização, uma teoria, e não da forma como realmente vivemos. Por conta de uma imposição a cada dois anos, mantemos a perpétua ilusão de que vivemos em uma utopia, quando a realidade é outra. Ao observarmos o comportamento da sociedade como um todo, não apenas um aspecto ínfimo, chegamos à outra conclusão.
A inércia, o conflito que temos com nosso cérebro para ficarmos na zona de comforto e segurança, acabam nublando nossos sentidos. Não vemos as linhas que manipulam as marionetes que são colocadas em nossa frente para nosso entretenimento. Não notamos o amargo do veneno ao ingerirmos alimentos cada vez mais sintéticos, com menos nutrientes que nosso corpo precisa.
Ao contrário de delegar o governo de nossa vida a terceiros que não temos contato, temos a opção de assumir a responsabilidade. Mesmo sem percebermos, cada ação que realizamos é um voto, seja para a proliferação de empresas sem escrúpulos, seja em prol da vida. Fazemos muito mais diferença ao agir diariamente, do que nos levam a crer aqueles que demandam nossa presença em cerimonias que não mudam nada.
:-)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Levantando da cama

As escolhas que fazemos que não trazem mudança real, vemos constantemente nos meios de comunicação em massa. Mas aquelas que mudam radicalmente nossa vida, de maneiras que nem sonhamos, raramente são anunciadas. A maneira como estruturamos nossa sociedade é uma das causas, pois é mais fácil deixar os instintos aflorarem do que controlá-los.
A praticidade de ter apenas um ponto de vista nos cega para o leque de opções que estamos perdendo, e suas possibilidades. Nos desconectamos do mundo para viver em nossa própria realidade, sem notar que ela é apenas um grão de areia na praia. E por conta disto, nos surpreendemos quando aparecem as ondas e nos levam para longe, mesmo existindo abundância de avisos.
Modificar nossa cultura não é tão difícil quanto parece, mas é trabalhoso, principalmente porque é necessário colaboração. Este conceito quase se perdeu no tempo, submerso em um mar de competição, onde a vida das pessoas acaba valendo cada vez menos. Mas ele sempre é resgatado, por aqueles que entendem sua importância, e que sabem que depende de cada um fazer a sua parte.
:-)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Abrindo os olhos

Desde que nascemos, estamos inseridos em uma cultura que, com o passar do tempo, assimilamos como nossa identidade. Sem conhecer outras, crescemos e morremos achando que este é o único ponto de vista que existe no planeta. Até, dependendo de como somos doutrinados, ao conhecermos outras perspectivas, as combatemos como inimigas pessoais.
Procurar outras formas de ver o mundo é uma forma de aprendermos mais sobre ele, de entender sobre seus habitantes. Da mesma maneira, ficar preso à apenas uma fonte de notícias, é se submeter ao julgamento de um tipo de pessoa. E por vivermos em uma realidade monetária, ficamos à mercê do patrocinador que pagar mais, qualquer que seja seu ramo de atuação.
Sem notar que existem diversas maneiras de se observar o mesmo evento, acabamos presos à nossa própria ignorância. Não notamos nosso encarceramento até ser tarde demais, assim como o gado apenas percebe que está no abatedouro no último instante. Podemos sempre abrir nossos olhos e notar a real função do que nos aprisiona, para termos chance de escolhermos para onde queremos levar nossa vida.
:-)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ao nosso redor

É difícil mudarmos de direção quando tudo ao nosso redor indica que estamos indo no caminho certo, mesmo que superficialmente. Quando esquecemos o conceito de cidadania, deixamos de lado também as pesquisas independentes, por comodidade. Pensamos ter encontrado uma fonte confiável sobre as verdades do mundo, e iludidos por este vaga-lume, perambulamos sem destino.
Deixamos de lado nossa curiosidade e, aos poucos, estamos abdicando de nossa criatividade, em nome do progresso. Raramente nos perguntamos que tipo de senhor estamos servindo, e mais raro ainda é questionar o preço cobrado. As opções que são jogadas em nossa cara são automaticamente desprezadas, de tal maneira que nem notamos mais.
Nossa consciência própria acaba sendo substituída por livros de regras, escritas por aqueles que dificilmente os seguem. Robotizamos nossa vida ao ponto de não entender o sentido de nossos atos, de passarmos nossos dias em um estado semi-consciente. Ficamos na esperança de que um dia iremos acordar para uma vida melhor, até descobrirmos que apenas precisamos abrir os olhos e levantar da cama.
:-)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Inercia

Uma das tarefas mais difíceis para o ser humano é, talvez, voluntariamente conseguir sobrepujar a inércia em que se encontra. Obviamente não estamos falando do lado físico, material do assunto, de mexermos nossos corpos, mas algo além. Deixar nossa zona de conforto é um ato difícil de ser realizado, pois vai contra os instintos de nosso corpo.
Ao realizarmos tal ação, travamos uma guerra contra nosso cérebro, pois ele tenta nos manter em terreno conhecido. É uma batalha antiga que acontece dentro de cada pessoa, que outros não podem lutar por ela, apenas dar pistas, auxiliando. Os resultados são a base de nossa cultura, os primeiros passos que damos na direção de nosso futuro, mesmo que não façamos nada.
De um lado, escutamos nossos sentimentos e nos mantemos em segurança, agindo como qualquer outro animal. De outro lado, usamos a lógica para entender o ambiente, nos adaptando e modificando-o para melhor servir nossos propósitos, agindo como deuses. A escolha de que direção tomamos nós fazemos todos os dias, inconscientemente por vezes, mas que pode ser mudada a qualquer momento.
:-)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Obrigações

Criamos uma sociedade baseada em obrigações que, sob analise, não produzem benefícios concretos para sua população. Exigimos posturas que podem ser sustentadas apenas por uma minoria que, para manter um título, as descartam facilmente. Aprendemos que devemos procurar nossos direitos, mas dificilmente entendemos quais são nossos deveres, e a qual devemos dedicar mais tempo.
Esta incoerência em nossa estrutura organizacional mostra o quanto ainda somos imaturos, e o quanto temos que aprender. Não sabemos manter uma casa arrumada e queremos dar uma de chefes, donos da verdade, nos tornando mandantes do crime. Existem, entretanto, inúmeros caminhos que podemos seguir ao longo de nossa vida, com infinitas possibilidades.
Sempre existe a opção de resgatar certos aprendizados do passado, que deram certo, que podem ser adaptados para nossa realidade. Levar conosco as experiências que deram certo é uma maneira de seguir em frente, em terreno conhecido, sem muitas surpresas. Mas mesmo este tipo de abordagem precisa ser revista periodicamente, para ser atualizada com o tipo de evolução que temos.
:-)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

No Automático

Temos um estilo de vida curioso, onde não temos o menor conhecimento de peças vitais que fazem parte de nossa rotina. Nossa própria comida é um exemplo disto, pois raramente sabemos de onde vem ou do processo que passa para chegar à nossa mesa. Não sabemos sobre conservantes, acidulantes ou aromatizantes, engolindo qualquer semblante de praticidade, por mais plastificada que seja.
Este é apenas um aspecto de nossas vidas que, apesar de batermos o pé no chão afirmando que sim, não temos um real controle sobre ele. Somos muito mais influenciados por imagens e sons trabalhados, do que pela informação que sai dos laboratórios. Mesmo duvidando do carater deles, de sua índole, ignoramos as consequências que vemos ao nosso redor, deixando a lógica de lado.
Deixamos nossa guarda aberta pelo que nos é mostrado pela propaganda, pois somos induzidos a fazer as vontades de nossos corpos. Ignoramos nossa inteligência em prol de nossos instintos, e reclamamos quando somos tratados como animais. Sem fazer uma escolha consciente, não temos o poder da decisão, mas este é um quadro que pode ser mudado a qualquer momento, se quisermos.
:-)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Inconsciente

Nosso inconsciente é capaz dos mais incríveis atos, nos deixando em posições que podem, algumas vezes, serem comprometedoras. Ao longo de nossa vida, vamos aprendendo sobre nosso ambiente, absorvendo todas as informações relevantes para nossa sobrevivência. Por esta questão ser mais instintiva do que lógica, não percebemos o caminho que acabamos trilhando, e o destino que nos espera.
Não estamos acostumados a ver outros benefícios para a vida que não sejam os materiais, e acabamos sofrendo por causa disto. Doenças aparecem com mais frequência, nos mostrando fraquezas que não imaginamos existir em nossa vida. Sem saber priorizar, não damos valor à questões relevantes, exaurindo toda nossa energia em ilusões inúteis.
Vivemos separados como se esta fosse a verdade universal, quando sabemos que prosperamos mais quando nos aliamos. Temos medo de nos isolarmos, e não percebemos que nosso silêncio é o caminho mais rápido para que isto aconteça. A perseguição de um padrão único acaba nos distanciando, enquanto que a diversidade tem o poder de nos unir.
:-)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Falsidade

Temos certos preceitos tão erradicados em nossa sociedade que, dificilmente, notamos que, talvez, eles não estiveram sempre ali. Algumas pessoas falam sobre a natureza humana, mas ao notarmos que nos adaptamos em qualquer ambiente, esta expressão perde o sentido. A única constante sobre nossa espécie é que ela se modifica para sobreviver da melhor forma possível, onde quer que esteja.
Dependendo de sua experiência de vida, um indivíduo pode modificar completamente seu estilo de vida e modo de ser. Dado o tempo necessário para que conheça melhor o meio onde vive, ele logo descobre até como sobrepujar suas leis. Nós nos tornamos mestres em tudo que temos interesse, pois nos dedicamos em sua prática até que se torne parte de nós.
Somos capazes de criar a realidade que quisermos, mesmo sem ter consciência das consequências, das repercursões de nossos atos. Ao aprendermos mais sobre nosso universo, abrimos nossa mentalidade de maneiras que não esperamos, ampliando nosso conhecimento. E notamos se estamos guiando nosso destino, ou se estamos obcecados com a eterna cenoura em nossa frente.
:-)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Artificialidade

Ao observarmos minuciosamente nossa rotina, é difícil de imaginarmos como ela seria sem as artificilidades com as quais estamos acostumados. O mais extraordinário, no entanto, é que buscamos nelas as respostas que poderiamos encontrar facilmente ao natural. Em nossa impaciência, característica da juventude da espécie, trocamos os pés pelas mãos, e acabamos nos acostumando a andar de ponta cabeça.
Nossa cultura está em um momento fenomenal, onde nos encontramos em encruzilhadas, com o poder da escolha. Opções que não servirão apenas para nós, pois não as aproveitaremos em sua totalidade, diferente das gerações futuras. O que decidirmos agora poderá ecoar por milênios à fio ou ser esquecido rapidamente, dependendo da nossa maturidade.
Cada ser humano tem a liberdade de decidir sobre como levará sua vida, com ou sem informação, com ou sem consciência. A soma das ações das pessoas é o que define uma cultura, mesmo que elas não percebam o impacto de seus atos. Cada uma mostra uma faceta diferente do que podemos ser, das direções que podemos seguir, e do que podemos realizar.
:-)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Bastidores

Quanto mais entendemos sobre um assunto, mais vemos quais são as forças que agem nos bastidores, e qual o motivo do espetáculo montado. Descobrimos que, em certos casos, estamos presos às cadeiras, e não podemos nem deixar o recinto, muito menos trocar o canal. Mas não são mãos de carne ou grilhões de metal que nos seguram em nossos lugares: são petiscos, feitos de emoções e sentimentos.
Trazer à tona nossos instintos mais bestiais é, há muito tempo, um dos artifícios mais seguros para prender nossa atenção. Os romanos já faziam uso desta tática, com seu pão e circo, para manter a população em rédeas curtas e guiá-la para onde quisessem. Apesar de termos trocados gladiadores por televisores, o conceito ainda é o mesmo, apesar da tecnologia ser mais moderna.
Deixamos as sensações que o universo nos oferece em segundo plano, presas do outro lado de telas e paredes de concreto. Da infinita gama que temos para experimentar, padronizamos nosso mundo de maneira a ficar cada vez mais com apenas uma. Talvez seja a hora de derrubarmos murros e desconectarmos eletrônicos, sob pena de ficarmos todos com o sentimento de isolamento.
:-)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Desvendando

Em nosso caminho, iremos, por vezes, entrar em atoleiros, mesmo tendo certeza de que o terreno era limpo e seguro. Por mais que pesquisemos sobre certo assunto, apenas iremos ter a experiência sobre ele quando movimentarmos nosso corpo naquela direção. Enquanto pensamentos não se transformarem em ações, a realidade irá continuar a mesma, e estaremos sendo guiados na estrada.
Quando erramos, tiramos lições que nunca aprenderíamos se não tivêssemos nos colocado naquela situação, por mais dolorosa que seja. Vemos com mais clareza quando participamos de tal evento, e nos tornamos pessoas diferentes do que eramos antes do ocorrido. Crescemos, perdemos parte da inocência sobre o mundo, aprendemos sobre suas leis, e sentimos toda a intensidade da realidade.
Viver é experimentar as sensações que o universo oferece, em toda sua diversidade e força, para que possamos aprender sobre ele. Ao entendermos o que ele é, compreendemos quem somos e nosso papel nele, e deixamos para trás certos grilhões que nos prendem. E ao nos libertarmos, temos a chance de fazer o mesmo para outros, distribuindo a informação de inúmeras maneiras.
:-)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Escondido

Quando estudamos nosso corpo, aprendemos sobre os cinco sentidos, e como são as portas de entradas para experimentarmos o mundo. Eles são os filtros que traduzem o que existe ao nosso redor para uma linguagem que nosso cérebro consiga entender. O que raramente notamos é que eles, como quaisquer outras ferramentas, são restritos, e não são as únicas, nem as mais indicadas, para certas tarefas.
Enxergamos uma ínfima parte do espectro de luz, assim como não somos capazes de escutar todas as melodias do universo. Nosso tato não percebe certas texturas, e nosso paladar precisa ser auxiliado pelo olfato, que ainda precisa de muito trabalho para ser considerado bom. Mas ainda assim conseguimos nos tornar a espécie dominante, ignorando as qualidades que mais nos diferem de outros animais.
Características como a intuição, força de vontade, empatia e percepção, entre outras, não são listadas como sentidos, por diversos motivos. Pode-se dizer que elas não são perfeitas, que apresentam falhas, mas o mesmo acontece com nossos outros sentidos, que podem ser enganados. Talvez seja hora de descobrirmos mais sobre nós mesmos, procurando aquilo que une todos estes aspectos, nos tornando indivíduos.
:-)