Quanto mais entendemos sobre um assunto, mais vemos quais são as forças que agem nos bastidores, e qual o motivo do espetáculo montado. Descobrimos que, em certos casos, estamos presos às cadeiras, e não podemos nem deixar o recinto, muito menos trocar o canal. Mas não são mãos de carne ou grilhões de metal que nos seguram em nossos lugares: são petiscos, feitos de emoções e sentimentos.Trazer à tona nossos instintos mais bestiais é, há muito tempo, um dos artifícios mais seguros para prender nossa atenção. Os romanos já faziam uso desta tática, com seu pão e circo, para manter a população em rédeas curtas e guiá-la para onde quisessem. Apesar de termos trocados gladiadores por televisores, o conceito ainda é o mesmo, apesar da tecnologia ser mais moderna.
Deixamos as sensações que o universo nos oferece em segundo plano, presas do outro lado de telas e paredes de concreto. Da infinita gama que temos para experimentar, padronizamos nosso mundo de maneira a ficar cada vez mais com apenas uma. Talvez seja a hora de derrubarmos murros e desconectarmos eletrônicos, sob pena de ficarmos todos com o sentimento de isolamento.
:-)
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