quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Magnificiência

Deixamos de nos maravilhar com as coisas simples da vida, procurando doses cada vez mais fantasiosas para nos admirarmos. Mas estas ilusões, apesar de nos surpreenderem, não nos atingem por completo pois não fazem parte de nossas vidas. São conceitos artificiais, experiências de outros forçadas em nossa rotina por forças externas, e que são rejeitadas por nosso sistema.
Tentam nos prender em frente à televisão, com sentimentos calculados para manter a audiência sofrendo lavagem cerebral, apelando para nossos instintos. Nos lembram de que somos parte da sociedade ao precisarem de nosso voto, tornando-o obrigatório para validar atos de escravização. Criam festivais com as causas mais nobres, apenas para utilizar os fundos arrecadados de maneira que estas se mantenham, dando lucro aos financiadores.
São tantos artifícios criados para tirar nossa atenção do que acontece em nosso próprio dia a dia, que tornamos nossa vivência nesse planeta um ato banal, sem sentido. Nos sentimos inferiores quando comparados com tamanhas criações, esquecendo que elas foram possíveis apenas por existirmos. Ao erguermos nossa cabeça e olharmos para o céu, descobrimos que todo o universo é mágico e incrível, e que dentro de nós também reside parte de estrelas das mais brilhantes.
:-)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Milagres

Ao observarmos nossa história, descobrimos fatos que são, no mínimo, irônicos, pois destacam o quanto vemos apenas o que queremos. Em um passado não tão distante, por exemplo, pessoas vendendo o elixir milagroso, capaz de curar todo mal com apenas um gole, eram questionadas. Hoje, no entanto, não apenas aceitamos tal lenda como a procuramos incansavelmente, dedicando boa parte de nosso curto tempo no planeta.
Queremos que o mundo mude, mas não queremos mudar nossos hábitos no processo, esquecendo que fazemos parte dele. Exigimos governantes mais responsáveis, que leiam nossos pensamentos e nos representem, sem precisarmos nos informar para darmos nossa opinião. Esperamos ver os problemas de todo o globo resolvidos, mas sem a necessidade de nossa ajuda, ou da alteração de nossa rotina.
Já foi dito que os problemas não podem ser solucionados pelo mesmo tipo de mentalidade que os gerou, e isto inclui as ações consequentes deste tipo de pensamento. Se uma dificuldade foi colocada em nossa frente por causa de nossa mania de praticidade, teremos que suar a camisa para passar por ela. Outras saídas práticas nos deixaram rodando ao redor do problema indefinidamente, até aprendermos a colocar a mão na massa, e tomar as rédeas de nosso destino.
:-)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Filtragem

Com o advento do rádio e da televisão, nos acostumamos a consumir informações como glutões, dando ênfase para a quantidade, e não qualidade. Nos fixamos na realidade apresentada por certas corporações, financiadas por empresas cuju único objetivo é o lucro. Esquecemos como pensar criticamente, e de procurar por outros lados da mesma notícia, de ter os detalhes que compõe o cenário.
Aceitamos quando os meios de comunicação se referem às pessoas como bandidos, sem descobrir as causas que levaram a determinado comportamento. Deixamos que chamem de justiça quando alguém com dinheiro atropela um pedestre e sai livre, pagando uma fiança risória. Permitimos que tribunais se enrolem por anos para julgar governantes que causaram danos a uma nação, mas levam segundos para condenar um simples ladrão.
Com a chegada da internet, voltamos a exercitar nosso cérebro, procurando mais detalhes sobre o mesmo fato, procurando entender o que acontece. Não somos mais enganados tão facilmente, sendo capazes de discernir o que nos é apresentado do que realmente ocorreu. Vemos além da cortina de fumaça, criada para nublar nossa visão, e compreender que, sem espectadores, não existe espetáculo.
:-)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Redescobrindo a sabedoria

Por causa das ilusões criadas para nos confundir, desenvolvemos uma dificuldade em entender o que é realidade e o que é ficção. Não notamos que as histórias de heróis do passado são metáforas para nossas habilidades, e que todos temos estes aspectos dentro de nós. Atualmente, vemos como se fossem pessoas diferentes e especiais, que temos que sentar e esperar que cheguem, ao invés de trabalhar para desenvolvê-las em nós.
A cada eleição depositamos nossas esperanças em uma urna, não notando o quão parecido com uma loteria este ato é, começando com as probabilidades. Viramos espectadores assíduos de novelas e noticiários, sem perceber que ambas são escritas para nos fazer aguardar pelos mocinhos. Continuamos consumindo como se a nossa salvação viesse de objetos criados por estilistas elevados ao grau de deuses.
Estes artifícios tem como propósito desviar nossa atenção de nosso verdadeiro potencial, do que podemos nos tornar. Quando nos desligamos desta realidade que nos consome, descobrimos que o mundo é muito mais simples do que somos levados a acreditar. Deixamos para trás um fardo que foi colocado sobre nós, nos deixando mais leves, capazes de voar mais alto do que qualquer super-herói de faz-de-conta.
:-)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Origens desconhecidas

Os heróis de fantasias, que nos são apresentados pela mídia, tem sua origem em um padrão que ela quer manter em nossas vidas. Este modelo é o antigo “dividir para consquistar”, de séculos atrás, mas que se mantém presente em nossas vidas até hoje. Quanto mais nos separamos de nosso mundo, e de nossa espécie, mais vulneráveis nos tornamos, mesmo tendo a ilusão da força.
Nos tornamos suspeitos de nossos vizinhos e familiares, criando equivocos desnecessários, que acabam desgastando as relações. Deixamos de entender como nossa casa funciona, e por isto acabamos destruindo ela, acabando com peças vitais por estética. Não mais vemos as pessoas como parte de nossa espécie, mas como seres diferentes, que tem uma etiqueta de preço pendurada no pescoço.
Damos mais atenção para objetos do que para nossos irmãos que passam necessidade, e nos perguntamos da causa dos problemas do mundo. Esquecemos de estender a mão para aqueles que precisam, sem considerar que um dia poderemos ser nós na outra ponta, na espera. Estamos, aos poucos, deixando esta omissão de lado, libertando os heróis dentro de nós, para que não se escondam mais do público.
:-)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Confronto com o mal

A mídia tende a nos fazer acreditar que, para ser herói, é preciso necessariamente combater o mal, seja ele qual for. Ela nos induz a ver o mundo de uma forma dual, criando uma distância cada vez maior entre as pessoas, ao separá-las. E nos ilude ao mostrar apenas um ponto de vista da história, nos fazendo acreditar que a violência é justificada em certos casos.
Somos levados a acreditar que existem marginais, esquecendo que as pessoas são marginalizadas pelo resto da sociedade. Destacam os avanços do progresso e as modificações necessárias, sem falar sobre a invasão e desapropriação consequentes destas ações. Mostram qualquer resistência ao poder estabelecido como criminosos, ignorando que o estado possui o monopólio da força bruta, e faz uso dele constantemente.
Nos é apresentado apenas uma perspectiva sobre os fatos, convenientemente realçando o padrão que querem manter. Ao enxergarmos além do que querem nos mostrar, somos capazes de descobrir aqueles que, heroicamente, salvam o dia constantemente. Sem precisar de poderes especiais ou quantias absurdas de dinheiro, eles normalmente multiplicam os escassos recursos que possuem magicamente.
:-)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Novos velhos heróis

Em uma realidade tomada pela mídia, onde perdemos cada vez mais o contato com o planeta, esquecemos dos verdadeiros exemplos. Nos espelhamos em personagens criados em salas de redação, quando deveríamos procurá-los pelo mundo, no meio do povo. Ao iniciarmos esta busca, notaremos facilmente que ainda existem diversos modelos a serem seguidos, mesmo que eles não cheguem no noticiário local.
Temos diversos tipos de professores, capazes de passar pelas mais difíceis provações para conseguir disponibilizar o conhecimento. Muitos agricultores pequenos são ainda os que sustentam nossa sociedade de maneira natural e nutritiva, sem se render às armadilhas do sistema. Não damos a devida atenção aos idosos, cheios de experiência e vontade de compartilhar com os mais jovens.
Iludidos, procuramos nossos heróis nos céus, vestindo uniformes colantes, resolvendo problemas mais com os punhos que com a cabeça. Ignoramos que eles podem estar ao nosso lado, nos ajudando diariamente a resolver problemas que não teríamos como superar sem eles. E eles também podem estar dentro de nós, apenas esperando uma oportunidade para se mostrar, se tornando a diferença.
:-)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Nossos exemplos

Quando começamos nossa jornada, por vezes podemos observar pegadas em nosso caminho, daqueles que andaram antes de nós. À princípio, elas parecem ir na mesma direção que queremos ir, mas com o passar do tempo, elas podem se mostrar um círculo enorme. Podemos repetir o mesmo cenário eternamente, incapazes de alcançar nossos sonhos, alimentados pela esperança da proximidade.
Seguimos empresários de sucesso, capazes de construir impérios apenas às custas da exploração de um povo desinformado. Admiramos celebridades construidas por uma mídia sem escrúpulos, capaz de usar a esperança de crianças como forma de comércio. Aplaudimos e bajulamos candidatos eleitos, mesmo que se aproveitem de sua posição, aumentando os próprios salários e diminuindo seu tempo de serviço.
Com o tempo podemos esquecer para onde caminhávamos, enfeitiçados com os prazeres oferecidos em cada esquina que passamos. Não mais lembramos o que prezávamos em nossa juventude, deixando os valores de lado, focando apenas nos preços. Nossos heróis, exemplos a serem seguidos, entraram em decadência, passando para nós a responsabilidade de nos tornarmos modelos de deuses.
:-)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Rebelde

Ao descobrirmos o que queremos e como usar nossas habilidades, entendemos as diversas maneiras de manipular a realidade. Nos tornamos senhores de nosso próprio destino, e somos capazes de cumprir nossa missão, dando um propósito para nossa vida. Encontramos nossa liberdade para escolher onde queremos ir, ignorando as manipulações criadas para nos aprisionar.
Deixamos de participar de ações que servem apenas para validar um sistema arcaico de tirania, como votar. Passamos a debater sobre assuntos que são pertinentes à nossa vida, como a economia, e deixamos supérfluos de lado, como novelas. Criamos um olho crítico para as ações de nosso dia a dia, criando uma consciência sobre a consequência de nossos atos, como as compras que fazemos.
Apesar de ser simples de mudar nosso comportamento, é uma tarefa bastante difícil, pois requer algo esquecido à tempos: força de vontade. Criamos uma realidade prática, onde não precisamos exercitar esta determinação, pois tudo está disponível para nós. Mas ela acaba nos controlando, impedindo-nos de seguir em frente, à menos que encontremos nossa força interior, e façamos uso dela.
:-)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Despadronizado

Das maneiras que temos para mudar nossa realidade, uma das mais simples é simplesmente ignorar a antiga, deixando de fazer parte do sistema. Não é uma tarefa fácil, pois requer que deixemos muito do que aprendemos durante nossas vidas de lado. Com o ponto de vista de uma criança, iremos enxergar o mundo com curiosidade, percebendo-o pela primeira vez novamente.
Notaremos que nossa economia incentiva o desperdício e afasta as pessoas, fazendo-as competir, em um jogo doentio. Compreenderemos que nossa força se dá quando cumprimos nossa função social, agindo em uníssono, para a melhora da vida de todos. Percebemos que somos únicos, e que padronizações destroem nossa diversidade e criatividade, tirando a graça da vida.
Podemos lutar contra o sistema, dispendendo energia em um combate onde iremos substituir o que temos por uma versão nova. Mas também podemos usar esta capacidade para nos modificarmos, criando algo completamente diferente do que tínhamos antes. Opções para alterar nossa realidade existem, cabe a cada um de nós descobrir o que queremos, e qual a melhor maneira de usarmos nossas habilidades.
:-)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Insubordinado

Ao entendermos como o mundo realmente funciona, descobrimos certos aspectos deles que podem nos deixar decepcionados. A frustração pode tomar conta de nossas ações, e deixarmos nossos instintos serem os guias de nossas vidas. Mas sem notarmos, desperdiçamos nossas forças com atos descontrolados, validando o sistema, ao invés de mudá-lo.
Protestamos contra a corrupção e a violência, mas continuamos a usar uma economia monetária, que tem como consequência estes aspectos. Reivindicamos comida mais saudável, mesmo sem procurar saber da origem do que comemos, e dos processos que passa. Queremos um mundo mais justo, ainda que deixamos de agir como cidadãos, e focamos em nossas vidas como egoístas.
Existem diversas maneiras para mudarmos nossa realidade, mas, para tanto, é preciso deixarmos a antiga para trás. Ao mudarmos nossos hábitos, estaremos alterando a maneira como interagimos com o mundo, moldando o que quisermos. Mas para tanto, precisamos trocar nossa mentalidade, da que fomos doutrinados para uma mais adequada ao que queremos.
:-)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Amotinado

Esquecemos o poder que temos dentro de nós, e por não estarmos cientes dele, não conseguimos treiná-lo ou controlá-lo. Sentimos uma fagulha do que ele é quando entendemos como nossa sociedade funciona, e nos revoltamos. Mas apenas contar com os instintos não é confiável, pois eles podem ser enganados, além de não terem uma direção específica.
Continuamos a usar uma economia que desgasta a nós e ao planeta, desperdiçando nossos talentos em nossa própria destruição. Mantemos uma democracia incompleta e confusa, onde as ideias são deixadas em segundo plano, para dar espaço à uma imagem publicitária. A burocracia nos impede de evoluirmos, nos deixando estagnados na mesma mentalidade de nossos antepassados, apesar dos avanços tecnológicos.
Ao nos livrarmos dos grilhões que nos seguram no mesmo lugar, descobrimos toda a força e energia que está dentro de nós. Somos capazes de ir além do que sonhamos, e conhecemos toda nossa capacidade, esquecida pela doutrinação que recebemos. Despertamos possibilidades adormecidas, antes longe de nosso alcance, e que pensávamos estar em algum produto qualquer, mas que estão mais perto do que imaginamos.
:-)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Revoltado

Quando perdemos o véu do romantismo colocado sobre nossos olhos, e vemos o mundo como ele é, saímos do padrão da sociedade. Descobrimos que ser normal é relativo, e que o comportamento que aprendemos pode ser modificado da maneira que quisermos. Entendemos que nossa única verdadeira responsabilidade é a de aceitar as consequências de nossos atos, sejam eles quais forem.
Nos omitimos da participação em sociedade, como cidadãos, desperdiçando nosso tempo para aquisição de supérfluos. Nos deixamos enfeitiçar pela propaganda, esquecendo quem somos, e do que somos capazes, ignorando nosso poder. Abdicamos de nossos direitos e acumulamos deveres, em um exercício que nos mantém na mesma situação, longe de nosso potencial.
Ao não desempenharmos nosso papel em nossas comunidades, outros tomam este papel para si, mesmo sendo estrangeiros sem nada conhecer sobre nossa cultura. Na busca por dominação, existem aqueles que forçam seus costumes e produtos, sem se interessar com o resultado de seus atos. Cada um tem, dentro de si, os recursos necessários para se libertar das prisões impostas em nossas vidas, e se tornarem mais do que mero gado.
:-)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Efeitos do ambiente

Esquecemos, por vezes, da influência que o ambiente tem sobre nós e nosso caminho, e acabamos perdidos em nossa jornada. Tempestades podem atrasar nosso caminhar, ventos podem nublar nossa visão, assim como a luminosidade excessiva. Quando os acontecimentos são naturais, ainda temos uma chance melhor de escapar de sua fúria, do que quando são planejados por outros.
Com o controle da economia de qualquer país, banqueiros podem ignorar leis e convenções, manipulando o valor de sua moeda. A grande mídia tem o poder de editar imagens e sons, criando versões mais convenientes para seus propósitos e de seus financiadores. Governos tem a capacidade de criar programas nacionais, que dizem beneficiar uma maioria, mas que apenas o faz para poucos.
Enquanto vivermos artificialmente, desconectados do planeta, em uma realidade de abstrata, ficamos na mão daqueles que controlam tal ambiente. Mas mesmo estes, por mais poder que consideram ter, devem se submeter as leis da física do universo. E elas não fazem distinção entre líderes e seguidores, submetendo todos à suas provas, cabendo a nós estarmos preparados para elas.
:-)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Errando o objetivo

Em nossa jornada, iremos repetir a mesma lição diversas vezes, pois devemos primeiro aprender a ter paciência. Nenhum dos seguintes passos será possível enquanto não tivermos esta base, completa em todas suas facetas. Tolerância, perseverança e compreensão são alguns destes aspectos que teremos que dominar, se quisermos seguir em frente na escola da vida.
De forma mesquinha, defendemos os supérfluos com unhas e dentes, enquanto existem aqueles que morrem sem o básico. Nossas prioridades ainda são questionáveis, uma vez que damos as costas para aqueles que mais necessitam, e agradamos aqueles que tem em demasia. Não descobrimos a diferença ainda entre chance e oportunidade, e esperamos corrigir os problemas criados pelo primeiro sem saber o que é o segundo.
Cometeremos muitos enganos ao longo de nosso caminho, e iremos andar em círculos em algumas ocasiões em que estivermos mais descuidados. Ao notarmos que estamos entrando em um cenário familiar, parecido com o que está nos livros de história, temos uma grande decisão para resolver. Podemos continuar em uma espiral, acumulando os erros, cavando um poço cada vez mais profundo, ou podemos aprender e seguir em frente, rumo a nosso objetivo.
:-)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Concentração na pontaria

Por mais árduas que sejam as aulas que temos, nossa melhor alternativa é seguir em frente, deixando as dificuldades para trás. Ficar no mesmo lugar nos deixará fadados à repetir eternamente a mesma lição, criando um inferno cada vez mais difícil de sair. Aqueles que já descobriram o caminho mostram para os outros, mas cada um deve dar seus próprios passos para avançar.
Ficamos sabendo sobre como realmente funciona a economia baseada em lucro e acúmulo, e quais suas consequências. Descobrimos que a tão sonhada democracia existe apenas em sonho, que é uma utopia tão distante quanto qualquer outra. Entendemos que nossa participação no jogo eleitoral e monetário é o que nos mantém presos a esta realidade, e que podemos sair dele quando desejarmos.
Os sonhos de nossos antepassados viraram pesadelos por não mantermos um equilíbrio, e considerarmos apenas o lado financeiro. O universo, em sua infinita sabedoria, nos dá a oportunidade de aprendermos com nosso erro, para não cometê-lo novamente no futuro. Cabe a nós encontrarmos as alternativas e aplicá-las em nossa rotina, nos libertando e transformando o mundo.
:-)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ajustando a mira

Serão diversas as pedras que o universo coloca em nosso caminho, no intuito de nos ensinar a caminhar sozinhos. Enquanto não tivermos aprendido a nos livrar delas, iremos nos machucar repetidamente e, por vezes, desnecessariamente. Nossa teimosia tende a nos segurar no mesmo lugar, mascarada de orgulho e, ocasionalmente, de ignorância.
Nossa maior lição sobre economia está por vir, quando a teoria do crescimento infinito irá se chocar com os limites do planeta. Estamos entendendo o que acontece quando damos a responsabilidade sobre nossas vidas para outros, num sistema monetário. Descobrimos para que servem as forças armadas, e a quem realmente protegem, quando a população se revolta contra seus representantes.
O modelo hierárquico que nos empurraram desde que nascemos mostra suas falhas, quando prestamos atenção nele. Ele serve apenas para manter a impunidade daqueles que estão no topo, e o constante castigo nos que estão na base. Até que as classes mais baixas aprendam o que está sendo ensinado a elas, e mudem seus hábitos para passarem este obstáculo e seguirem adiante.
:-)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Procurando o alvo

Quando iniciamos uma viagem, partimos sem saber o que acontecerá no caminho, mas já com um objetivo em vista. Seja um local ou um estado de espírito, procuramos por uma mudança em nossa atual situação, algo que transforme nossas vidas. Mas esquecemos que, para alcançar tal alvo, iremos ter lições que podem nos levar para o outro extremo do que procuramos.
Na procura pela verdadeira democracia acabamos vivendo uma ditadura, onde os financiadores das campanhas mandam nos candidatos. No caminho para a paz vivemos uma verdadeira guerra, acreditando nos vendedores de armas, que apontam nossos irmãos como inimigos. Na perseguição da prosperidade, acabamos perdendo tudo, liquidando nosso tempo em troca de quinquilharias.
Entretanto, estar no sentido oposto do que imaginamos não quer dizer que, necessariamente, acabamos nosso trajeto. Apenas por notarmos a incoerência que vivemos já demonstra que estamos aprendendo as lições que o percurso tem para nos ensinar. Mais sábios, podemos continuar nossa jornada, cientes de que estamos na direção certa, deixando tais obstáculos para trás.
:-)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Real Lucro

Nossa realidade é uma distorção do que nossos antepassados sonharam, um pesadelo criado pela falta de harmonia em nossa sociedade. Como base dela, criamos uma economia baseada no individualismo, mas temos esperanças de que ela funcione de outra maneira. Sem mudá-la, nada será alterado de fato, e continuaremos no mesmo ciclo de acúmulo e destruição que seguimos até hoje.
Nossa versão de democracia é uma voltada para o lucro, onde damos mais valor à uma imagem do que à uma ideia. Nossos alimentos e remédios são feitos para nos manter em um estado doentio, sempre precisando de mais, sem ver resultados significativos. Os produtos que compramos apresentam defeitos propositalmente criados para nos manter consumindo o que não precisamos.
Enquanto nossa realidade for guiada pelo ganho financeiro, estamos fadados à nos separarmos para alcançar este objetivo. Ele nos faz competir quando devíamos cooperar, nos afastando uns dos outros, trazendo o que existe de pior em nós. Quando fazemos o caminho contrário, nos unindo, descobrimos que somos capazes de resolver diversos problemas que nos afligem.
:-)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Real empenho

Ao observarmos o mundo como ele realmente é, entendemos que nossa atenção se faz mais necessária nos pontos básicos de nossa rotina. Descobrimos que, sem um conhecimento mínimo de como sobreviver, não temos como usufruir plenamente de nada mais. O resto se torna apenas uma casca superficial, incapaz de nos satisfazer como precisamos, apesar de nossas esperanças.
Incapazes de saber o que estamos de fato ingerindo, mantemos nosso corpo em um estado debilitado, sem capacidade de alcançar seu potencial. Em uma verdadeira democracia, estaríamos votando em ideias, não em pessoas que comprometem suas ações àqueles que pagarem mais. Até mesmo as compras que fazemos são inconsequentes, incentivando práticas cada vez mais destrutivas de nosso planeta.
Nossa mentalidade se expande ao nos alimentarmos de informações, e quanto melhor a qualidade, maior a ampliação. A transparência de nosso mundo foi sendo manchada com o tempo, ficando praticamente opaca com nossa falta de ação. Ao procurarmos mais dados sobre como nossa realidade funciona, descobrimos como ajudar a limpar o que ficou estagnado por anos.
:-)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Real Vantagem

Ao observarmos o mundo como ele realmente é, percebemos muito mais além do que está nos bastidores. Também conseguimos ver muitos detalhes que ficam escondidos em plena vista, e que não notamos por não estarmos cientes deles. Mas a vantagem da invisibilidade é perdida, uma vez que entendemos como funcionam e o tipo de pistas deixadas para nós.
Os financiadores de campanhas políticas gostam de ficar no anonimato, até cobrar a dívida que irá beneficiar determinadas corporações. Empresas que ganham vantagens do governo também preferem ficar desconhecidas, retribuindo favores àqueles que as ajudam. A obscuridade é a escolha daqueles que se aproveitam da ignorância alheia, e querem manter o povo neste estado.
Os artifícios da economia são colocados na lei para beneficiar poucos, as custas do sofrimento e aprisionamento de muitos. Indústrias se aproveitam deles para crescerem, procurando centralizar seu poder para oprimir os que tem menos condições. Ao distribuirmos o conhecimento, damos chance a todos de se libertarem de seus grilhões, dando a oportunidade de comunidades se desenvolverem.
:-)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Real Proveito

Passamos a perceber os pequenos detalhes de nossa vida, aqueles que transformamos em hábitos e não mais questionamos. Assumimos um estilo de vida quando ainda somos jovens, e por mais que nos mudamos ou viajamos, certos aspectos ainda permanecem. Ao expandirmos nossa mentalidade, no entanto, somos capazes de ver até mesmo estas pequenas particularidades de nossas vidas.
Descobrimos que existe muito mais por trás das propagandas das empresas, e passamos a prestar mais atenção em seus objetivos. Notamos nossas tendências consumistas, e entendemos que a cada compra feita é como um voto, onde incentivamos as práticas das corporações. Procuramos por alternativas ao nosso estilo de vida, para realizar as mudanças necessárias que queremos ver no mundo.
Ao diminuirmos a diversidade do mundo, padronizando comportamentos e monopolizando espécies, reduzimos nossas opções. Cortamos possibilidades de nossas vidas, nos aprisionando em um espaço cada vez menor, e com menos conforto. Está na hora de percebermos isto para trilharmos o caminho contrário, e começar a ver todo o universo como nossa casa.
:-)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Real Interesse

Ao prestarmos mais atenção à nossa realidade, descobrimos como ela realmente funciona e notamos o que antes ficava escondido. Detalhes que passavam desapercebidos, misturados com o resto de nossa rotina, e que não dávamos importância por não conhecer. Mas, ao abrir nossa mente, expandimos nossa consciência para um nível mais elevado, e percebemos mais do mundo.
Vemos de onde aparecem os financiamentos para certas obras, e entendemos os reais interesses por trás delas. Tomamos conhecimento do que está sendo feito em nome de nossa segurança, e do custo que é cobrado quando menos esperamos. Aprendemos o que esperar daqueles que fazem muitas promessas, e que aparecem apenas em época de eleição.
Ao entendermos o principal objetivo de nossa economia, tiramos o véu que cobre nosso rosto, e podemos olhar o mundo com mais clareza. Compreendemos que, enquanto ela continuar a mesma, o jogo de cadeiras do poder é apenas entretenimento, e não muda nada realmente. E conseguimos observar além disto, descobrindo aqueles que querem manter a situação desta maneira, para benefícios próprios.
:-)