segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Encerrando um ciclo

A economia é um reflexo das interações das pessoas, mas não é o o suficiente para definir a cultura de todo um povo, ou espécie. A maneira como agimos e nos organizamos influencia como criamos nossos relacionamentos, alterando a estrutura da própria sociedade. Ignorantes sobre este fato, nos mantemos em uma prisão psicológica, onde somos, ao mesmo tempo, carrascos e vítimas.
Renegamos toda responsabilidade social a cada eleição, sem notar a perda da liberdade que ela acarreta, e o preço que pagamos. Nos tornamos mudos por opção, deixando que outros tomem decisões por nós, mesmo sendo as que não aprovamos. A cada voto em candidatos, perdemos um pouco mais nossa inteligência, pois nos acomodamos com as escolhas feitas por eles.
Consideramos que vivemos em uma democracia por escolher entre pessoas previamente selecionadas por outros para serem nossos representantes. Nos deixamos ser influenciados como gado indo para o abatedouro, sem saber qual será nosso destino, até ser tarde demais. Por muito tempo esquecemos o que é cidadania, e está na hora de lembrarmos dela, começando nesta virada de ano, com responsabilidade e sabedoria.


Feliz ano novo.
:-)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Legalizando o proibido

Para mudarmos nossa economia, será necessário mudar nossa maneira de pensar, o que irá ter um efeito em outras partes de nossa vida. Precisaremos abrir nossas cabeças, entender ideias antes consideradas absurdas, e quebrar tabus impostos por décadas, ou até séculos. Uma nova postura será requerida, capaz de aprender sobre o mundo, e agir nele, ao invés de só usar o que já existe.
Será uma alteração que virá de dentro de nós, ao entendermos como a realidade funciona, e o que deve ser feito. A troca acontecerá primeiro nas classes mais baixas, já que quem tem mais privilégios não irá criar leis para perdê-los. Um movimento de união substituirá o existente, de separação, onde iremos cooperar, entre nós e com a natureza, ao invés de competir.
As dificuldades serão enormes, mas os benefícios irão nos tirar da inércia em que nos encontramos, dando a motivação necessária. Além disto, ao compreendermos o que temos nas mãos, e as consequências deste estilo de vida, sentiremos o peso da responsabilidade negligenciada. Ao colocarmos a mão na massa, descobriremos uma felicidade esquecida há muito tempo, e que está esperando para nos encontrar novamente.
:-)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Maculando o sagrado

Quando notamos o estrago causado por nossa prisão econômica, nos tornamos mais motivados para mudá-la o quanto antes. Vamos descobrindo aspectos de suas consequências que não conhecíamos, alguns que trazem mais indignação do que outros. Começamos a ver o mundo com outros olhos, percebendo as ligações do que antes considerávamos eventos separados.
Entendemos que a miséria faz parte da estrutura piramidal criada por esta hierarquia, e que é a maior dela, além de ser sua base. Compreendemos que o descarte e a ineficiência são parte desta ideologia, pois geram lucros, que é o objetivo final. Vemos a corrupção e a violência como parte inerente do sistema, sendo os meios mais baratos de ter a intenção realizada.
A visão romantizada pela propaganda mostra benefícios sem considerar seus efeitos colaterais, por mais gritantes que sejam. Mas ao notarmos como ela realmente funciona, não conseguimos mais ignorar os fatos que aparecem em nossa frente. Sentimos a energia da mudança em nossas veias, e sentimos a obrigação de espalhar a notícia, e de sair nas ruas em protesto, modificando nossas vidas.
:-)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aceitando o banido

A cada dia, mais pessoas percebem as consequências de nossa economia, antes consideradas como eventos separados. A princípio, é feita uma redução da segregação, onde se considera aqueles que controlam, e que são controlados, ou os que tem mais, e os que tem menos. Mas analisarmos a situação, entendemos que isto é outra ilusão de divisão, e que somos todos, ao mesmo tempo, vítimas e agentes desta realidade.
Como consumidores, deixamos de pesquisar sobre os produtos, procurando alternativas sustentáveis e eficientes, sendo escravos de nossos impulsos. Como acionistas, exigimos os maiores lucros, tratando empregados como peças de uma engrenagem, nos separando da sociedade. Como cidadãos, passamos a responsabilidade adiante, para aqueles que servem de bode expiatório e carrascos de toda nação.
Quando acordamos para o fato de que temos mais poder do que nos fazem acreditar, conseguimos unir nossas forças e criar mudanças. Temos a capacidade da comunicação, que é esquecida com assuntos relevantes, e exercitada com futilidades que servem apenas ao ego. Lembrar desta habilidade, e praticá-la em outras áreas, é fundamental para construirmos o que queremos, seja uma simples casa, ou um mundo novo.
:-)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Recebendo o exilado

Seja qual for a origem da vida no planeta, não podemos desconsiderar a diversidade que habita nele, e os benefícios dela. Esquecemos que a lição mais importante de todas é a de compartilhar os recursos, para que exista equilíbrio e harmonia em nossas vidas. Ao mantermos a cultura do acúmulo, fazemos a balança pender para um lado, criando caos em uma ilusão de ordem.
Consideramos o emprego como única forma de sobrevivência, marginalizando outras que nos trazem paz para o espírito e conhecimento para a alma. Conservamos a ideia do progresso de nossa espécie, mesmo que represente a destruição do planeta, e não uma simbiose com ele. Permanecemos com a impressão de que somos civilizados, desconsiderando os extermínios que fizemos, e continuamos a fazer, até entre nós mesmos.
Ao nos padronizarmos, fazemos o mesmo com nossa mentalidade, ficando impossibilitados de resolver certas questões que nos afligem. Sem outras perspectivas, ficamos sem peças fundamentais para o entendimento sobre o universo, incapazes de evoluir ainda mais. Existem barreiras que são colocadas em nosso caminho, e existem aquelas que colocamos por nós mesmos, e que podem ser mais difíceis de ultrapassarmos.
:-)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Lembrando o esquecido

Estamos tão acostumados com nosso tipo de economia, que raramente conseguimos imaginar outro tipo de interação entre as pessoas. Consideramos que ela sempre existiu, e que sem ela, a sociedade retrocederia para o comportamento bárbaro do uso da força. Mas assim como este aspecto ainda está em nosso meio, mascarado de ferramenta governamental, existem outros daquele tempo em nosso meio.
Achamos que somos civilizados por termos cidades, mas ainda competimos por nossa comida e recursos, como primitivos. Nos consideramos avançados por usarmos computadores, sem lembrar que também marginalizamos aqueles com estilo de vida diferente. Somos orgulhosos de ter ido ao espaço, ignorando a destruição que fazemos a cada dia no planeta, tornando-o inabitável para nós e outras espécies.
Ao analisarmos nossa sociedade, podemos concluir que nada mais somos do que neandertais com brinquedos modernos. Evoluimos tecnicamente, mas ainda deixamos muito a desejar no social, e estamos chegando num ponto onde isto está se tornando prejudicial. Já chegamos ao ápice de nosso progresso externo, e para avançarmos ainda mais, é preciso cuidar também de nosso interior, mesmo sem conseguir enxergá-lo.
:-)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Troco de nada

Julgamos a economia como a base da sociedade, pois ela coordena as interações entre as pessoas, em diversos níveis. Deveríamos, então, procurar uma que tivesse em sua própria teoria a união e a cooperação, para que os benefícios possam ser multiplicados e distribuidos. Sem estes atributos, nossa própria existência como espécie se encontra ameaçada, pois o objetivo final acaba sendo a separação.
Utilizando a tecnologia existente, temos os recursos para resolver problemas como a fome, moradia, saúde e miséria, faltando apenas vontade política. As guerras, incluindo contra o terrorrismo e drogas, podem ser encerradas, dependendo apenas da mentalidade dos soldados que as travam. A destruição da natureza também pode ter um fim, assim que cada cidadão aprender a consumir conscientemente, sabendo o que está fazendo e o porque.
Para trocarmos o sistema que existe, e substituirmos por um novo, não dependemos de um candidato com boa aparência e fala amigável. Precisamos contar mais com nossa força de vontade, que é grande, apesar de não notarmos algumas vezes, mas mal dirigida. Temos a faca e o queijo em nossas mãos, basta pararmos de alimentar ratos, e de nos apunhalar, que já estamos dando um passo em uma direção melhor.
:-)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Crédito ilusório

Para entendermos como a economia não é baseada na realidade, basta observarmos os cálculos que são feitos pela administração pública. Um governo pode, ao seu bel prazer, mudar qualquer fórmula para chegar ao resultado que deseja, sem nenhuma restrição. Tudo isto para iludir a população de que existe trabalho sendo feito, e de que estaríamos chegando a alguma conclusão.
O aumento e a diminuição de taxas fazem com que os cofres pareçam cheios ou vazios, mas desconsideram os encargos sobre os contribuintes. Aliás, estes são considerados uma fonte inesgotável de dinheiro, cessando de produzir apenas quando não mais existem. A distribuição de benefícios também sofre as mesmas mudanças emocionais do resto do sistema, fazendo aqueles que precisam mais continuarem na mesma situação.
Somos alimentados de promessas que não são cumpridas, e passamos a viver em um mundo de fantasias, sustentado pela esperança. Podemos nos perder nesta realidade, criando aspectos diferentes, que nos isolam, nos separando dos demais. Ou podemos nos unir com os pés no chão, para vermos o caminho que temos em nossa frente, e sermos capazes de deixar os obstáculos para trás.
:-)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ouro de tolo

Além de vendermos nossa liberdade para conseguir a ilusão de segurança, também o fazemos para conseguir nossa privacidade de volta. Em um mundo cada vez mais tecnologico, aqueles que se limitam apenas a usar as ferramentas, acabam virando alvos de empresas de propaganda. Mais do que isto: entregam, voluntariamente, seus mais íntimos segredos para aqueles que podem usá-los para controlá-los.
Em troca de benefícios, companhias de Internet e telefone vendem os dados de seus usuários, que acabam virando estatística. Uma vez expostos seus hábitos, campanhas publicitárias são criadas para incentivar o consumo, sendo difíceis de serem negadas. Governos são capazes de saber como podem diminuir os direitos do povo sem que ele note, de forma progressiva e constante.
Além disto, cenários previamente planejados são criados para guiar a população em uma direção específica, e incansavelmente repetidos na mídia. Como moscas em uma teia, as pessoas vão sendo capturadas de forma sutil, mas efetiva, sendo quase tarde demais quando percebem. Mas ainda existem maneiras de escapar da vigilancia imaginada pode George Orwell, e implementada por governos do mundo todo.
:-)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tostão furado

Já é de conhecimento popular que perdemos nossa liberdade em troca de uma ilusão de segurança, mas não notamos o quão fantasiosa ela se torna em nossa economia. Somos lembrados de trancar as casas para não sermos alvos de ladrões, mas se “esquecem” de avisar sobre os que roubam em cada transação. Vivemos cercados de um terror criado para nos manter controlados, com medo suficiente para não pensar em outra coisa, a não ser consumir.
Noticiários e periódicos chamam atenção para crimes hediondos locais, enquanto aqueles que afetam toda uma nação são exibidos como corriqueiros. É criada toda uma novela para explicar o assassinato de uma pessoa, enquanto ninguém mostra o motivo de milhares viverem na miséria. A mídia reforça a dualidade que nos divide quando fala de policiais e bandidos como bem e mal, respectivamente, enquanto a realidade é uma só, daqueles, de ambos os lados, que cometem delitos e daqueles que ajudam as pessoas.
Nossas próprias forças armadas são controladas por corporações, uma vez que sua prioridade é manter o padrão, e defender a propriedade privada. Sua única ferramenta é a destruição, sendo treinados para matar, e não para resolver casos como o da fome, da educação, ou da moradia. As pessoas que estão sendo despejadas por causa da copa estão precisando de ajuda, e é de responsabilidade de cada cidadão ou soldado dar um basta nesta situação.
:-)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dinheiro de mentira

Quando dizemos que peixes não notam que estão submersos na água, comparamos que nós, humanos, não percebemos o ar que nos rodeia. Mas a metáfora mais próxima da realidade seria com o dinheiro e nossa economia, pois eles influenciam nossa vida muito mais do que o ar. Raramente mudamos nosso comportamento por causa da natureza, mas precisamos apenas pensar em algo acontecendo com nossas finanças, que já mudamos de direção.
Sofremos com alagamentos, mas ainda compramos e utilizamos produtos que desmatam florestas e entopem bueiros. Estamos mais cientes de que nosso alimento é tratado com venenos, mas mantemos o consumo, principalmente por causa do preço. Temos um aumento na temperatura, e adquirimos ferramentas que incentivam o corte de árvores, ao invés de plantarmos elas.
Vivemos em um mundo baseado em regras financeiras, e esquecemos que elas não são baseadas nas leis da física, que regem todo o universo. Elas são fundamentadas em fantasias de nossas cabeças, e portanto, podem apenas sobreviver neste ambiente, não em um planeta finito. Ao tentarmos materializar esta realidade monetária neste plano físico, colocamos em risco a vida de nossa espécie, pois estamos servindo de alimento para esta fera.
:-)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Humanidade permutada

Apesar de todo avanço tecnologico que tivemos desde os tempos de escassez real, ainda mantemos o mesmo tipo de economia daquele tempo. Mudamos nossa mentalidade no que se refere ao consumo de bens, passando da necessidade para a comodidade. Mas mantemos as mesmas atitudes quando lidamos com o que consideramos nossa propriedade, nos tornando mais egístas do que quando não tínhamos nada.
Patenteamos ideias como se fossem objetos, criando novas classes de crime onde antes conceitos eram explorados e aprimorados. Damos, à corporações, licenças de plantas específicas, e até de animais, como se alguém pudesse ser dono de um tipo de árvore, ou espécie. Estamos chegando ao cúmulo de dar o alvará para empresas terem a posse de gestos, criando cada vez mais obstáculos para nossa expressão.
Nossa economia, atualmente, tem criado barreiras para nossa evolução, e precisa ser revista se quisermos continuar nossa viagem. Chegamos ao ponto em que preferimos jogar comida fora do que alimentar os que necessitam e não tem condições financeiras. Podemos continuar no caminho do chamado progresso e destruir nosso planeta, ou resgatar o que resta de nossa humanidade, e rever nossos conceitos.
:-)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Visão economica

Nossa mentalidade mudou com a propagação de uma economia baseada em troca, uma vez que a produção passou o consumo. Deixamos de ver bens como uma necessidade, e passamos a tê-los por comodidade, mesclando e confundindo os dois conceitos no processo. Deixamos de enxergar o valor das coisas para comparar seus preços, sem fazer distinção entre o indispensável e o supérfluo.
Nossas prioridades mudaram, deixando o ter parecer mais do que o ser, fazendo da vida troco em nossas transações diárias. Deixamos de nos preocupar com a procedência dos produtos, sendo mais prático sermos iludidos pelas propagandas atraentes. Começamos a tratar a nós mesmos como mercadorias, negligenciando as consequências deste ato, que afirma que somos descartáveis.
Criamos uma realidade baseada no egoísmo, onde procuramos satisfazer nossos impulsos, sem considerar, ao menos, sua origem. Também não pensamos no resultado, e estamos descobrindo, a duras penas, que nos tornamos itens de prateleira, com data de validade e tudo mais. Existem aqueles que se rebelam e tentam fugir das estantes, mas a população continua sem saber que está vivendo em um mercado.
:-)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Loucura financeira

Estamos tão imersos em nossa economia, que não vemos os resultados de sua utilização, nos focando nas compras que fazemos. Mas ao observarmos com mais atenção, notamos que até mesmo a famosa democracia acaba deturpada por suas ações. Sem cogitar a procura por uma solução em que todos estejam de acordo, nos separamos em grupos, e lutamos uns contra os outros.
Partidos são financiados pelas mesmas corporações, de tal maneira que não importe quem seja eleito, as mesmas leis serão aprovadas. Os pontos de destaque em debates televisionados são irrelevantes, pois os assuntos pertinentes à vida de todos são concordados nos bastidores. Manter uma votação em candidatos a cada dois anos mantém o foco de que isto não é democrático longe, enquanto somos atropelados pelas ações destes.
Somos divididos em público-alvo, onde cada tipo de perfil é abordado, e colocados para apontar diferenças, sem procurar semelhanças. Com tantas distrações, deixamos de notar o que é importante em nossas vidas, e passamos a agir como autômatos programados. E quando o planejado não é cumprido, somos passivos de extermínio, pois ainda não aprendemos que nossa força está em nossa união.
:-)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vida intercambiavel

Nossa economia afeta muito mais do que os produtos que compramos em supermercados, e a forma como são feitos. Apesar de ser negado por muitos, ela claramente influencia os outros pilares que formam a base de nossa sociedade. Podemos ver como a democracia pode ser vendida para aqueles que tem tem interesse e condições de comprá-la, mesmo que seja com promessas.
Podemos observar a soberania de qualquer país ser desafiada e derrubada por corporações como a FIFA, em nome do entretenimento. Vemos empresas de construção destruindo florestas e exterminando pessoas e animais, para o avanço do chamado progresso. Temos cidadãos sendo tratados como lixo, sendo despejados e jogados em qualquer canto, na criação de mais ilusões para o resto da massa.
Tudo isto para garantir lucros para poucos, que modelam nosso planeta de acordo com o que encher mais suas carteiras. E a maioria, que apenas quer paz e sossego, é arrastada para uma guerra que não deseja, para lutar por uma causa que não é sua. Votar a cada dois anos, enquanto não somos ouvidos em pontos que afetam nossas vidas, não é democracia, é um circo.
:-)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Fator de troca

Quando nossos antepassados iniciaram uma economia de troca, possivelmente eles não tinham em mente o extremo que estamos chegando. Naqueles tempos, com recursos naturalmente escassos, ela se tornou a única saída que, em seu ponto de vista, parecia justa para todos. Mas eles não contavam com os avanços tecnológicos da humanidade, e, principalmente, de sermos capazes de produzir mais do que consumimos.
Somos aptos, hoje, a produzir alimento para mais do que a população do planeta, mas deixamos que alguns morram por não terem condições para comprar. Temos a habilidade de realizar praticamente qualquer feito, mas o lobby de empresas nos impede de evoluir ainda mais. Esbanjamos recursos de tal maneira que estamos transformando nossa casa em um lixão a céu aberto, e nos admiramos quando sofremos consequências como alagamentos.
Quanto mais eficiente um produto é, menor o potencial de venda dele a longo prazo, fazendo com que corporações optem por projetos defeituosos. Além disto, quanto mais barato forem para produzir, maior o lucro que pode ser obtido, mesmo que signifique uma qualidade inferior. Enquanto não acordarmos para os reais fatos de nossa economia, continuaremos a viver na mediocridade, impossibilitados de nos tornarmos mais do que consumidores.
:-)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Realizando utopias

Quanto mais conscientes estamos de nossas ações, mais facilmente podemos moldar o mundo da maneira que queremos. Deixamos de ser marionetes influenciáveis e passamos a ser deuses, capazes de transformar vidas e modificar a realidade. Perdemos os limites impostos por nosso ambiente, e descobrimos o que significa ser realmente livre, e as consequências disto.
Nos sentimos cada vez mais completos, ao ajudar aqueles que precisam sem esperar nada em troca, exercitando o sentimento de união. Somos capazes de resolver mais problemas da sociedade, uma vez que o acesso à diversidade possibilita mais opções de solução. Nos libertamos das amarras burocráticas impostas, voltando a fazer parte do universo, e não sendo à parte dele.
Ao alterarmos nossa mentalidade, e modificarmos nosso comportamento, somos capazes de realizar mais do que sonhamos. Nossa imaginação é limitada pelo nosso conhecimento, e quanto menos padrões temos em nosso mundo, menos habilidades praticamos. Ao passarmos além dos limites que nos impomos ao longo do tempo, conheceremos uma nova humanidade, esquecida a milênios, e cheia de competência.
:-)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Criando ideais

Não conseguimos imaginar o que estamos perdendo pois nunca tivemos acesso à tal liberdade, uma vez que já nascemos aprisionados. Crescemos acostumados com grilhões e limitações artificiais, imposições de um sistema que somos adestrados para ver como natural. Somos treinados, inclusive, a abandonar nossa humanidade, e nos transformarmos em meros consumidores, sem compaixão ou raciocínio.
Nos emocionamos quando vemos necessitados através de uma tela, mas quando os vemos por perto, ignoramos para que desapareçam. Doamos dinheiro para as causas mais apelativas, mas não conseguimos estender a mão para aqueles que estão ao nosso redor, precisando de ajuda. Ficamos comovidos com as injustiças cometidas pelas corporações, mas continuamos a comprar seus produtos, e frequentar seus estádios.
Achamos que temos opções de escolha por termos diversas marcas de produtos a nossa disposição, mas nos mantemos no mesmo comportamento padronizado. Não exercitamos nosso pensamento crítico, e por isto, acabamos ajudando a construir as paredes que irão nos aprisionar. Quando espalhamos qualquer tipo de segregação nos tornamos este agente, mesmo que inconscientemente.
:-)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vivendo pesadelos

Por não notarmos os defeitos de nosso sistema econômico, criamos o termo natureza humana, e nos acostumamos a culpá-la. Esquecemos a facilidade com a qual nos adaptamos em qualquer ambiente, subestimando nossas influências, e superestimando nossa consciência. Apesar de nos considerarmos civilizados, agimos de formas questionáveis, algumas que desafiam a própria lógica de que nos orgulhamos tanto.
Mantemos uma estrutura piramidal, cuja essência é uma base maior e mais miserável que o topo, e nos admiramos com os níveis de pobreza que existem. Vivemos na esperança de ser uma exceção à regra e subir de posição, e não nos passa pela cabeça uma única vez em mudar a norma. Os que estão no pico tem os recursos necessários para se manter lá, e nos decepcionamos quando o fazem, apesar de lutarmos para chegar lá.
Assim como na loteria, investimos nosso sonho em uma chance de conseguir uma utópia, mas acabamos perdendo-o, nos sobrando o pesadelo. Aqueles que ganharam não estão interessados em compartilhar o prêmio, pois assim como o resto da população, foram doutrinados para o egoísmo. E quanto antes acordarmos para a realidade do que temos em nossas mãos, mais cedo seremos capazes de reconstruir o que perdemos.
:-)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Descobrindo fantasias

Não notamos os problemas que nossa economia gera pois já nascemos nela, e consideramos que é parte da natureza. Ao aceitarmos seu funcionamento sem questionar os diversos aspectos que a compõe, nos adaptamos e a tornamos um pedaço de nós. Mas ao observarmos seus detalhes, descobrimos que somos moldados por ela inconscientemente, ao contrário de manipulá-la com consciência.
Desde a revolução industrial, temos capacidade de produzir mais do que consumimos, e ainda assim existem aqueles que morrem de fome por não ter poder de compra. Consideramos classes baixas como sendo os restos da humanidade, sem notar que são produtos de um sistema de pirâmide, criminoso se não for feito pelo estado. Pensamos que o governo está ai para ajudar os mais necessitados, mas seus atos demonstram que ele apenas existe para adestrar as massas, e proteger os privilegiados.
A reação em cadeia se prolonga a cada novo elo que analisamos, dando uma volta completa para justificar a obsolescência programada. Enquanto nos mantemos entretidos com o pão e circo apresentados, temos nossas vidas manipuladas de maneiras que nem concebemos. Somos, ao mesmo tempo, agentes e vítimas desta situação, podendo nos tornar nossos próprios salvadores, ao percebemos o que nos prende.
:-)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sonhando alto

Um dos motivos de nos apegarmos em nossa economia, é por considerarmos que ela serve como base de medida para o mundo. Nos referimos a ela quando queremos quantificar um valor, criando um preço que, no final das contas, é mais abstrato do que real. Justificamos sua existência ao impor para toda a população esta noção, como uma forma de padronização, de uma norma a ser seguida.
Acabamos nos acostumando a pagar pelo que antes era livre, como comida, espaço e água, mas ainda achamos absurdo quando cogitamos pagar pelo ar. Consideramos natural pagarmos impostos, com a desculpa dos serviços que deveriam ser prestados, nos conformando com a força do exército. Suar a camisa virou sinônimo de escravidão, enquanto que não gerar nenhum bem palpável para a sociedade é exemplo a ser admirado, desde que os números cresçam.
Um dos mal entendidos de nossa sociedade é confundir valor com preço, achando que eles representam a mesma coisa. Enquanto não aprendermos a separar cada um deles, corremos o risco de vender nossa alma à troco de banana, ou mais barato, algum salgadinho sem nutrientes. Estamos literalmente vendendo nossa mãe para ganhar papel pintado e números em um computador, sem ao menos considerar o porque fazemos isto.
:-)