Um dos motivos de nos apegarmos em nossa economia, é por considerarmos que ela serve como base de medida para o mundo. Nos referimos a ela quando queremos quantificar um valor, criando um preço que, no final das contas, é mais abstrato do que real. Justificamos sua existência ao impor para toda a população esta noção, como uma forma de padronização, de uma norma a ser seguida.
Acabamos nos acostumando a pagar pelo que antes era livre, como comida, espaço e água, mas ainda achamos absurdo quando cogitamos pagar pelo ar. Consideramos natural pagarmos impostos, com a desculpa dos serviços que deveriam ser prestados, nos conformando com a força do exército. Suar a camisa virou sinônimo de escravidão, enquanto que não gerar nenhum bem palpável para a sociedade é exemplo a ser admirado, desde que os números cresçam.
Um dos mal entendidos de nossa sociedade é confundir valor com preço, achando que eles representam a mesma coisa. Enquanto não aprendermos a separar cada um deles, corremos o risco de vender nossa alma à troco de banana, ou mais barato, algum salgadinho sem nutrientes. Estamos literalmente vendendo nossa mãe para ganhar papel pintado e números em um computador, sem ao menos considerar o porque fazemos isto.
:-)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
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