quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Série eterna

Ainda não somos capazes de reconhecer as abordagens relevantes sobre os assuntos que regem nossas vidas. Podemos conversar sobre um tópico que toca milhões de pessoas, e não dizer nada o tempo todo, ficando apenas nas beiradas. Esquecemos como nos aprofundar em questões fundamentais, pois fomos adestrados, e não sabemos mais como pensar de forma crítica.
Nos questionamos sobre quais candidatos ou partidos são melhores, esquecendo de observar quem os financia, e quando. Nos perguntamos quais leis deveriam ser feitas para resolver problemas mundanos, deixando de lado a aplicação da ciência em nossa rotina. Nos indagamos sobre o preço para realizar trabalhos, deixando de lado o estudo de recursos e consequências, que mostram o verdadeiro custo de qualquer projeto, e quem irá pagar.
Diariamente criamos segregações, guerras e miséria, ao mantermos os mesmos hábitos consumistas de sempre. Não notamos os resultados de nossos atos por não estarem, ainda, na porta de casa, esfregados em nossa cara. Mas existem aqueles que já notaram o quão profundo vão certos temas que nos passam de forma superficial, e como podemos encará-los.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sessão ininterrupta

Ainda não percebemos que o sistema que usamos requer um constante suprimento de tempo, sangue e suor de cada participante. E não apenas isto, para se manter funcionando, sua demanda aumenta constantemente, fazendo com que tenhamos que sacrificar as gerações futuras. Somos obrigados a abrir mão de melhorias em nossas vidas em troca de um básico que se torna cada vez mais escasso.
Deixamos de nos dedicar inteiramente ao aperfeiçoamento de nossas habilidades para procurar os meios que garantam nossa sobrevivência. Abandonamos ideais para nos enquadrarmos em uma rotina de promessas, na esperança de escaparmos da violência do estado. Deixamos de promover a solidariedade e o compartilhamento quando não vemos ganhos diretos que satisfaçam nosso ego.
Falamos muito de cuidar de nossos filhos e netos, mas pouco fazemos neste sentido, uma vez que continuamos com os mesmos hábitos de sempre. Cada mudança é um passo em outra direção, que quando feito com consciência, tem o poder de melhorar nossas vidas. Ao alterarmos nossa mentalidade contribuimos para um mundo diferente, onde cada cidadão cuida do planeta como se fosse sua casa.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Seriado sem fim

Aceitamos imposições milenares pois ficamos presos na louca esperança de que, ao realizarmos a mesma ação, teremos um resultado diferente. Não queremos abandonar todo esforço que fizemos, e deixamos de ver que ele está sendo mal direcionado, mal empregado. Desperdiçamos um potencial enorme em mesquinharias, andando em círculos sem nunca ir realmente para lugar algum.
Usamos ódio e fúria para combater o medo, mantendo nossas emoções à flor da pele, enterrando qualquer racionalidade ou lógica. Proibições são feitas considerando apenas o lado político, levando-se valioso tempo para corrigir questões óbvias. A ciência e o intelecto não ganham eleições quando concorrem com campanhas apelativas, que despertam instintos bestiais e primordiais.
Certos assuntos de nossa sociedade ainda são questões por não terem sido propriamente defrontados pelos cidadãos. Uma nova mentalidade é necessária para sermos capazes de deixar tais obstáculos para trás, uma vez que os métodos usados até o momento foram ineficientes e ineficazes. Novas abordagens requerem coragem e energia, que já é provado que temos, apenas precisamos reaprender a usar.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Programa infinito

Ao analisarmos a realidade em que nos encontramos, nos deparamos com aspectos da antiguidade com as quais ainda nos obrigamos a conviver. Ainda observamos mentalidades que apelam mais para o lado animal, para o instinto, do que para o intelecto, para o racional. Vemos lutas sendo travadas por questões básicas, que deveriam ter sido resolvidas séculos atrás, e que ainda encontram resistência.
Nos deparamos com questões de racismo e sexismo, criando segregações onde a união poderia criar maiores benefícios. Enxergamos desigualdades sociais diariamente, e no entanto, decidimos não sair de nossa rotina para solucionar o problema. Nossa principal fonte de energia não é sustentável, e a demanda cresce a cada dia, com o suprimento sendo incapaz de acompanhar o ritmo.
Destruimos nosso planeta, nossa única casa, sem considerar o que irá nos restar depois, tanto material quanto culturalmente. Assassinamos nossos pais e filhos, conjuges e amigos, irmãos e colegas, na esperança de sermos os únicos vencedores de um jogo que nem entendemos. Nos mantemos programados por uma lógica falha, uma economia arcaica, que acaba com nossa vida aos poucos, nos levando ao abatedouro sem percebermos.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mentalidade de gado

Para aqueles que vivem no meio rural, observar o comportamento humano e comparar com o dos animais, especialmente o gado, se torna um exercício interessante. A maneira como a população é tratada, de uma forma geral, demonstra o real objetivo dos governantes, e a quem eles obedecem. Quem considera que estamos no ápice do desenvolvimento social deve se assustar, ao notar as similaridades com os ruminantes.
Desde o nascimento somos marcados, cadastrados e vigiados, deixando de ser humanos, para nos tornarmos um número em uma tabela. Cedemos aos nossos instintos, procurando o que pode satisfazer um ego bovino, que apenas rumina, sem nunca nos alimentar. Somos engordados e explorados incessantemente, vendo o fruto de nosso trabalho virar recursos de outros, enquanto vivemos de capim.
Somos conduzidos para o abatedouro sem percebermos, com uma vida cheia de entretenimento hipnotizante, para nos manter calmos e passivos. No entanto, ao notar onde chegamos, tentamos inutilmente nos livrar de uma armadilha que entramos voluntariamente. Podemos, naquele último momento, lembrar de tudo o que queríamos fazer e não fizemos, ou podemos arregaçar as mangas e viver até o último segundo sem remorços.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sangue de barata

Ficamos tão hipnotizados pela ilusão colocada na nossa frente que nos acostumamos com a passividade, até sermos o alvo. Agimos como se nada nunca fosse nosso problema, sem entender que fazemos parte do mundo, e que tudo que acontece nele nos diz respeito. Consideramos certas situações grandes ou pequenas demais, sem notar que o tamanho é irrelevante, pois somos atingidos do mesmo jeito.
Permitimos parlamentares aumentarem seus salários sem oferecer nenhum serviço extra em troca, mesmo quando diminuem sua carga horária. Autorizamos poucos privilegiados a usarem a força bruta do estado, para defender patrimônios que desafiam a ética, a moral e a decência. Concedemos à corporações direitos de cidadão, mas não cobramos os deveres, e tampouco punimos seus responsáveis como um.
Mantemos um sistema que tira responsabilidades, sem perceber que elas são também as liberdades que tanto lutamos para conseguir de volta. Não notamos este paradoxo, que nos faz desistir de nossos sonhos de infância para servirmos de combustível de uma máquina de destruição. Mas existem aqueles que não abandonam seus ideais, que vão refinando sua arte durante a vida, aprendendo com as dificuldades e melhorando a cada dia.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Espírito de porco

Ao observarmos o comportamento de nossa sociedade, é difícil de não chegar a conclusão de que somos sádicos. Pregamos justamente o oposto, mas como crianças mimadas com uma lente nas mãos, queimamos qualquer ser menor sem remorsos. E parecemos nos divertir com isto, pois o número de sofredores aumenta constantemente, assim como as punições.
Jogamos fora comida enquanto vemos inúmeras pessoas passando fome, apenas por não terem o papel pintado certo. Despejamos aqueles com menos condições para contruirmos estádios, numa versão moderna dos espetáculos sangrentos do Coliseu. Encarceramos os que tem um estilo de vida consequente do sistema corrupto e arcaico que mantemos, sem oferecer alternativas reais.
Criamos leis para manter a situação atual no mesmo estado de sempre, e não para mudar o que é necessário, e incluir a todos. Não tentamos transformar nossas vidas por estarmos conformados e acostumados com o sofrimento diário, sem perceber que ele aumenta aos poucos. Afinal, além de ser a única espécie que paga para viver neste planeta, ainda somos aqueles que o destroem, e se consideram imunes.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Estômago de avestruz

Nos acostumamos a engolir qualquer coisa empurrada em nosso caminho, por mais prejudicial que possa ser para nossa saúde. Ainda acreditamos que, em nome do progresso, tudo seja permitido, sem restrições, desde que não aconteça nada conosco. Existindo um circo para assistir, nos contentamos com qualquer pão, mesmo duro e mofado, para manter uma existência sem sentido.
Aceitamos a destruição do meio ambiente para a construção de projetos questionáveis, com propósitos mais políticos do que técnicos. Engolimos um entretenimento de níveis cada vez mais baixos, que apelam apenas para instintos, e não para nossa inteligência. Deixamos que parlamentares e empresários compactuem para nos transformar em escravos modernos, presos à uma ilusão.
Consumimos cada vez mais, incapazes de conter a ganância que nos corroem, criada por um sistema que se alimenta dela. Deixamos de lado o que é necessário para nos jogarmos de corpo, alma e mente nos excessos, ignorando as consequências. Mas elas aparecem, batendo em nossa porta quando menos esperamos, para nos lembrar de quem somos, e de nosso lugar no universo.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cérebro de passarinho

Talvez um dos maiores desafios que temos em nosso caminho neste planeta é o de entender que somos almas que possuem corpos e mentes. Por sermos rodeados pelas mais diversas formas de vidas, tentamos nos identificar com elas, por vezes espelhando seu comportamento. Assumimos o comportamento de animais como se fossem nossos, chegando ao ponto de criar racionalizações para eles.
Apesar do compartilhamento ser o cerne de animais sociais, usamos a lógica da competição de predadores em comunidades. Consumimos além da necessidades para satisfazer um ego que não conhece limites, destruindo o que estiver em nosso alcance. Somos guiados por instintos, deixando de lado o cérebro e a inteligência, as maiores ferramentas já conhecidas pelo ser humano.
Tratamos o semelhante como um objeto e damos mais valores a objetos do que a vida das pessoas, ilustrando o quanto aprendemos até agora. Nos chamamos de civilizados com orgulho, mas não conseguimos mostrar o mínimo de solidariedade com aqueles que mais precisam. Como cumplices, ficamos calados quando vemos atrocidades sendo cometidas em nosso nome, e ainda pagamos a conta.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cultura inútil

Perseguimos assuntos que não criarão mudanças fundamentais em nossas vidas como seguimos um trio elétrico no Carnaval. Vamos, cegamente, seguindo algo que mais nos distrai do que transforma nossa sociedade, ou nós mesmos. Não questionamos o tipo de estrutura que existe, de onde nos tornamos parte por não ter conhecimento sobre as alternativas.
Queremos ver o fim do racismo, mas não nos damos o trabalho de tratar o semelhante de forma digna e honrável. Falamos muito sobre igualdade entre sexos, entretanto, ainda educamos nossos filhos com tarefas e brinquedos apenas de meninos, e outras apenas de meninas. Clamamos por democracia e liberdade, todavia, não queremos ver nossa rotina mudada, nem nos interessamos pelos assuntos pertinentes à nossa comunidade.
Damos jeitinhos de ampliar os feriados, induzindo doenças em nossos corpos, abusando da corrupção dos profissionais da medicina. Demonstrações de que não estamos felizes com o que fazemos, e que nos consideramos escravos, prontos para fugir na primeira oportunidade. Uma luta fútil, que apenas acabará quando percebermos que a mudança de nossa mentalidade mudará nossa atitude, e esta transformará o mundo.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Folclore popular

Dizemos que o país inteiro para durante a época do Carnaval, e que o ano realmente começa apenas depois deste evento. Mitos criados para manter a população controlada e iludida pelo irrelevante, enquanto o que importa acontece por trás dos panos. A distração de uma festa é suficiente para se tirar a atenção de um povo por anos a fio e roubar sua liberdade, um tijolo por vez.
Ao nos preocuparmos com a Copa e as Olimpíadas, deixamos de prestar atenção em despejos e construções irregulares. Nos encantamos com os fogos de artifícios, desviando nosso olhar das ações de parlamentares influenciados por corporações. Perdemos tempo com enfeites em árvores mortas, inconscientes sobre as consequencias de nosso folclore e cultura.
Não temos um ponto de vista claro sobre nosso futuro, de onde queremos chegar, e do que podemos fazer para alcançar tal objetivo. Vivemos de comemorações vazias, incapazes de encher nossos pratos enquanto mantém as condições para que nossos filhos façam o mesmo. Adaptar a cultura ao nosso nível tecnológico atual se faz necessário, pois nosso entendimento sobre o universo é maior do que de nossos antepassados.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fim de carreira

A ilusão que o Carnaval proporciona mostra o quanto somos influenciados por propagandas e por nossos próprios instintos mais básicos. Ainda não somos capazes de controlar nosso destino, e queremos abraçar a responsabilidade de mandarmos em um planeta. Nos deixamos levar tão facilmente, que não temos a habilidade de raciocinar sobre o que estamos fazendo, e as consequencias de nossos atos.
Criamos um culto à imagem do corpo que é impossível de ser alcançado naturalmente, sem se submeter à cirurgias. Sobrecarregamos nosso sistema imunológico, renal, circulatório, entre outros, na esperança de viver como em um comercial. Nos sujeitamos, como gado indo para o abatedouro, a gastar nosso corpo, tempo e recursos, para o benefício daqueles que criam e controlam tal cenário.
Existem aqueles que depositam todas suas forças para ser parte dos bastidores de tal espetáculo, inconscientes dos resultados alcançados. Sem conhecimento de seu verdadeiro potencial, vivem na sombra de uma felicidade, mantida por uma fantasia insustentável. Ao terem acesso à informação, são capazes de decidir por sí que caminho devem seguir, assim como os espectadores que se mantém dormindo, para conservar o sonho.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Passarela da ilusão

Tentamos esquecer nossos problemas durante os dias de Carnaval, mesmo que isto não os solucionem, nem os façam desaparecer. Somos levados para as terras mais distantes, em um fútil exercício de fuga, mascarado por alegorias incompreensíveis para o cidadão comum. Enfeitiçados por nossos instintos, perdemos o controle sobre nossas vidas, e concordamos com os atos mais irracionais possíveis.
Dispendemos recursos escassos para incentivar práticas excessivas de auto-flagelação, destruindo nosso corpo com tanto álcool. Perdemos o sentido do que é importante para nossa vida, deixando para trás a cautela e o preparo, nos colocando em situação de risco. Demoramos precioso tempo para nos recuperar de tamanho baque, ficando impossibilitados de remediar certas posições em que nos colocamos.
Somos iludidos durante toda uma vida, e o Carnaval demonstra o quanto estamos acostumados e adestrados com este fato. Imploramos por ele, reclamando quando algo que possa impedí-lo acontece, protestando contra sua obstrução. Nos divertimos nele, deixando para trás a realidade que nos sustenta, abusando de seus recursos, imaginando que sempre seremos capazes de voltar para ela.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Festa da fantasia

A época do Carnaval é a melhor oportunidade que o povo brasileiro tem para observar sua cultura em detalhes. Em poucos dias, esta festividade é capaz de resumir em uma forma visual, todas as características presentes em nossa sociedade. Apesar de mostrar a verdade, a tratamos como caricaturas, considerando os defeitos como piadas, e exaltando as qualidades.
Vemos o país parar para olhar um espetáculo que reforça esteriótipos, sem produzir benefícios técnicos ou econômicos para a nação. Mundos de fantasia são criados para nos lembrar que vivemos em uma ilusão, sem respaldo da natureza, responsável por nossa sobrevivência. O desperdício de recursos é visível, se não estivêssemos distraídos pelo apelo ao instinto mais básico de todos, que nos transforma em animais.
Em nosso dia a dia esquecemos o que é ser cidadão, e durante esta festa, deixamos de ser racionais para abraçar nossa selvageria. Demonstramos o quão baixo conseguimos chegar, exaltando nossa ignorância de maneiras cada vez mais embaraçosas. Esquecemos que, ao pular nas ruas, nos tornamos os micos amestrados de um sistema que, cada vez mais, nos aprisiona em nossa estupidez.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Observando o quebra-cabeça

Quando estamos entretidos com um jogo, por vezes esquecemos de fazer uma pausa para respirar e apreciar nosso trabalho. Ficamos tão concentrados em encontrar uma peça específica, que deixamos de ver a pilha que está do nosso lado, capaz de mostrar outro aspecto do que temos. Abandonamos outros aspectos, capazes de nos dar uma vista tão boa quanto, ou talvez melhor, do que estamos tentando ver.
Renunciamos pontos de vista que podem completar o quadro que estamos pintando, e que podem explicar melhor o que queremos dizer. Afastamo-nos daquilo que nos assusta, sem considerar que pode ser uma lição para superarmos um temor, e evoluirmos como pessoas. Descartamos opiniões contrárias às nossas, como se fossem ataques pessoais, desconsiderando que podem ser informações novas.
Deixamos de lado a diversão, criando uma seriedade fatal em nossas vidas, com rotinas que chegam a nos exaurir. Não conhecemos mais aqueles que moram próximos a nós, e nos imaginamos sendo atacados a cada passo dado nas ruas. Talvez seja o momento de pararmos e refletirmos sobre o que estamos fazendo, sobre as consequências de nossos atos, e se eles contribuem realmente para a realidade que queremos.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Unindo as peças

Dizem que a história é sempre escrita pelos vencedores, mas tendemos a esquecer isto, e aceitar o que nos contam sem questionamentos. Não levamos em conta o que aqueles que foram derrotados tem a dizer, pois consideramos que não tem valor, uma vez que perderam a batalha. Esquecemos que, além de sua estratégia e tecnologia em guerras, existe muito que poderiam contribuir para o resto do planeta.
Adotamos a lógica do mecanicismo, separando-nos da natureza e até mesmo do resto de nossa espécie, ignorando que não podemos viver sem elas. Aceitamos a estrutura social da competição por medo, rejeitando a lógica de que o compartilhamento pode nos levar mais longe. Abraçamos o princípio da destruição e do desperdício, considerando que, como bárbaros, poderíamos ficar eternamente saqueando outros.
Certas peças do quebra-cabeça universal tentaram ser escondidas de nós, para que não pudéssemos ver com clareza o que estamos montando. Mas elas não ficam perdidas para sempre, pois são parte fundamental de quem somos, do potencial que representamos, e do caminho que podemos seguir. Estão conosco em todo momento, apenas esperando para serem descobertas, e cumprir seu objetivo de nos ensinar o que precisamos.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Testando os encaixes

Ao longo de nossa caminhada, criamos, rejeitamos e mantemos diversas teorias, que servem como guias para nossa vida. Procuramos por aquela que seja a universal, capaz de explicar todas as situações conhecidas, e principalmente, de prever o futuro. Mas descartamos as simples lições que a natureza tenta nos ensinar, preferindo a complexidade originada por nossas próprias cabeças.
Esquecemos de saciar apenas nossas necessidades, querendo satisfazer as ganancias do ego, sem compreender o que isto significa. Estruturamos nossa sociedade sobre uma base corrupta e violenta, e não entendemos a falta de melhoras quando tentamos alterar um punhado de leis. Não conhecemos os limites para nosso potencial, mas já erguemos as barreiras necessárias para restringí-lo.
Em busca de praticidade, deixamos de observar o mundo sob a ótica da clareza, e adicionamos diversas lentes para filtrá-lo. A burocracia gerada em tal processo nos mantém longe do que temos a capacidade plena de alcançar, seja ela física, mental ou espiritual. Alguns encaixes, no entanto, são únicos, e fundamentais para que sejamos capazes de ir além do que sonhamos, e podem ser resgatados.
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Adquirindo os pedaços

Ao começarmos a notar nossa realidade como um enorme quebra-cabeças a ser montado, mudamos completamente nossa vida. Paramos de lutar contra o que é diferente, e passamos a aceitá-lo, na esperança de ser mais uma peça que se encaixe. Deixamos de competir uns com os outros, e admitimos que outras ideias podem ser o pedaço que está faltando em nossa lógica.
Tentamos incluir o que, até agora, rejeitamos por não se encaixar em nossa restrita definição de normalidade, e aprendemos. Procuramos ajudar mais aqueles que precisam, pois compreendemos que está faltando algo para eles, e pode ser o que temos conosco. Crescemos com a experiência do compartilhamento, ao sabermos que a felicidade pode ser facilmente duplicada, sem perdermos nada.
Ao deixarmos nosso antigo ponto de vista para trás, passamos a ver o mundo por outros ângulos que não conhecíamos antes. Passamos a sentir na prática o que antes era apenas uma teoria, e que certos artifícios nos impediam de conhecer em sua totalidade. Passamos a um novo nível de consciência, uma evolução que nossa espécie está esperando há muito tempo, e que foi iludida para adiar.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Entendendo o jogo

Para darmos um sentido para a vida, e para melhor compreender seu significado, frequentemente a comparamos com um jogo. Curiosamente, podemos observar que os escolhidos são, habitualmente, aqueles onde existem oponentes, e que um precisa vencer o outro. Nossas opções são refletidas em nossos atos, pois moldamos nossa realidade de acordo com nosso entendimento sobre o mundo.
Temos um sistema economico que é baseado em um tabuleiro de monopólio, sem se preocupar com os recursos do planeta. Vemos nações, e pessoas, se relacionando como se estivessem jogando xadrez, se considerando reis, e vendo seus cidadãos como peões. Existe quem se considera em uma mesa de poquer, blefando com seus sentimentos, sem notar que aposta sua felicidade.
Ainda não aprendemos a pensar diferente e, portanto, mantemos a estrutura de nossas comunidades em conflito uma com a outra. Mas ao percebermos que podemos abordar nossa sociedade com outros olhos, somos capazes de fazer as mudanças necessárias. Podemos deixar de dar ênfase em jogos de competição, e passar a fazê-lo com os de cooperação, como um quebra-cabeças.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Abrangendo a diversidade

Esquecemos de nossa diversidade no caminho que nos trouxe até aqui, fomos simplificando nossa criatividade, habilidade e demais aspectos de nossas vidas. Deixamos de ser humanos para nos tornarmos cidadãos; e destes para sermos profissionais remunerados: consumidores potencializados. Consideramos que temos diferenças, sem notar que mantemos os mesmos objetivos, pois todos compramos o mesmo sonho.
Desejamos a famosa democracia, mesmo que ela seja restrita a um voto a cada dois anos, enquanto somos abusados no resto do tempo. Queremos uma economia livre, sem restrições para imensas corporações, que destroem o ambiente em busca do lucro máximo. Demandamos uma vida pacata e prática, inclusive quando devemos reportar cada passo dado, e cada pensamento, para indústrias de vendas.
Quando começamos esta jornada, erámos corpos descobrindo uma mente e uma alma, acordando para o mundo. Hoje, respondemos ao nosso ego, e nos consideramos mentes carregadas por um corpo que tem uma alma. Talvez esteja na hora de darmos um passo adiante, e lembrarmos que somos almas carregadas por um corpo que tem uma mente, e que somos todos parte do mesmo universo.
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