Tentamos esquecer nossos problemas durante os dias de Carnaval, mesmo que isto não os solucionem, nem os façam desaparecer. Somos levados para as terras mais distantes, em um fútil exercício de fuga, mascarado por alegorias incompreensíveis para o cidadão comum. Enfeitiçados por nossos instintos, perdemos o controle sobre nossas vidas, e concordamos com os atos mais irracionais possíveis.
Dispendemos recursos escassos para incentivar práticas excessivas de auto-flagelação, destruindo nosso corpo com tanto álcool. Perdemos o sentido do que é importante para nossa vida, deixando para trás a cautela e o preparo, nos colocando em situação de risco. Demoramos precioso tempo para nos recuperar de tamanho baque, ficando impossibilitados de remediar certas posições em que nos colocamos.
Somos iludidos durante toda uma vida, e o Carnaval demonstra o quanto estamos acostumados e adestrados com este fato. Imploramos por ele, reclamando quando algo que possa impedí-lo acontece, protestando contra sua obstrução. Nos divertimos nele, deixando para trás a realidade que nos sustenta, abusando de seus recursos, imaginando que sempre seremos capazes de voltar para ela.
:-)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
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