terça-feira, 30 de abril de 2013

Replicando problemas

Ao observarmos a sociedade, tendemos a esticar os braços apenas para apontar dedos, esquecendo que somos parte dela. Replicamos a cultura que recebemos, principalmente através de familiares, e não percebemos as consequências de nossos atos. Em cada ação que realizamos, conscientemente ou não, teremos que viver com seus efeitos, inclusive se não prestarmos atenção neles.
A cada compra que fazemos, incentivamos as empresas a continuar ou intensificar suas práticas de mercado, por mais nocivas que sejam. Por delegarmos responsabilidades para terceiros, perdemos o título de cidadãos, e abandonamos os direitos que as acompanham. Ao não procurarmos por mais informações além das que nos são passadas, aceitamos imposições abusivas, que nos fazem comer veneno em troca de ouro.
O estilo de vida criado, e que sustentamos a cada dia, é voltado apenas para a satisfação material e temporária, às custas de nosso bem mais precioso: o tempo. Deixamos de ser livres quando vendemos nossa autonomia em troca de segurança e conforto, e fazemos isto constantemente. Ao mudarmos um hábito desdes por década, que seja, seremos capazes de, ao final de uma vida, ter criado uma realidade completamente nova.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Reproduzindo punições

Ainda hoje somos capazes de reproduzir certos comportamentos que estão nas mais antigas páginas de livros de história. Aqueles que nos beneficiam, não notamos muito, mas aqueles que nos prejudicam, nos deixam dúvidas se serão, algum dia, resolvidos. Mesmo se modernizando para versões mais atuais, vemos certos problemas ainda no cerne de nossa sociedade, desde os primórdios dos tempos.
Além da escravização do corpo, estamos em uma era onde a opressão da mente, e principalmente, da alma, é a norma. A caça as bruxas se reciclou, ridicularizando aqueles que ousam contestar o paradigma atual, e viver de uma maneira alternativa. A ganância, uma vez incentivada apenas pela política, agora é impulsionada pela economia, moda e, até mesmo, o entretenimento.
Observamos nosso passado como um resumo de acontecimentos, indiferentes ao conhecimento sobre aqueles que o protagonizaram como coadjuvantes. Aprendemos sobre seus erros e acertos, e nos decepcionamos quando percebemos que a estrutura principal ainda se mantém a mesma. Mas é porque ainda não entendemos ela completamente, e tivemos a sabedoria de, um hábito por vez, em nossas próprias vidas, começarmos a mudar.
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Liberdade imprescindível

Criamos a ilusão de que liberdade nada tem a ver com responsabilidade, e construimos nossa sociedade em cima desta base. Nos prendemos cada vez mais, vendendo nossa autonomia em troca de uma segurança impossível de ser garantida. Terceirizamos nossos deveres, deixando de ser cidadãos e passando a ser meros consumidores, inpossibilitados de pensar por nós mesmos, sempre à serviço da moda.
Consumimos cada vez mais para manter indústrias ativas, incapazes de preencher nossa ansiedade com seus produtos. Vivemos para nossos egos, esquecidos do que é estar em grupo, de servir a comunidade para ser parte do crescimento de todos. Valorizamos mais marcas, posição social e papel pintado do que a própria vida, servindo de escravos para uma economia falida e obsoleta.
Acreditamos na ilusão de que sobreviver é o melhor que podemos fazer neste planeta, e que podemos aliviar nossa estada com brindes e presentes. Aceitamos que somos livres na democracia, ao vermos as prateleiras com diversas opções de bebidas, sem notar que todas pertencem à duas ou três empresas. Desprezamos as verdadeiras questões, mas que de uma maneira ou outra, continuam voltando, para nos lembrarmos de quem somos, e do que somos capazes.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Emancipação produtiva

O primeiro passo no caminho da emancipação, é a obtenção da informação, pois ela cria um conhecimento inexistente antes. Por menor que seja a notícia, aos poucos ela vai gerando uma curiosidade, capaz de levar as pessoas à procurarem por mais. Em nossos dias, temos acesso à bibliotecas em nossos bolsos, somos capazes de descobrir muito mais sobre o mundo do que querem nos mostrar.
Aprendemos que comunidades inteiras estão sendo removidas de suas casas, em nome do entretenimento e do lucro. Percebemos que as multas dadas à corporações são migalhas, que servem mais para deixar o público quieto do que para impedir novos abusos. Sabemos que nossas ações tem uma consequência, e que nosso estilo de vida está acabando com o planeta, e com nossa própria espécie.
Atrocidades são cometidas diariamente para nós, para que sejamos capazes de continuar com nossa rotina, sem mudar nada. Toda fantasia tem um custo, e quando ela é baseada no materialismo e consumismo, acabamos sacrificando nossa própria casa no processo. Ter consciência de como funciona nossa sociedade é primordial para sermos capazes de mudar, de sair do caminho do aprisionamento.
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Soberania vantajosa

Muito dos problemas que vemos acontecendo em nossa sociedade são justificados pela sua importância na economia. Mas uma vez que notamos que ela é baseada em lucros, e que não demonstra um fator de melhoramento de qualidade de vida, podemos descartá-la. Afinal de contas, um crescimento contínuo não significa, necessariamente, um avanço no padrão de subsistência da população.
Para uma empresa ter maiores lucros, ela pode diminuir seus gastos, demitindo empregados, fazendo o restante trabalhar o dobro. Também é possível que utilize matéria-prima de característica inferior, criando a obsolescência programada, dando data de validade para seus produtos. Ou ainda, é capaz de investir pesado em propaganda, criando uma imagem que vai além de sua utilidade, apelando para os instintos dos consumidores.
Mas estas técnicas não se restrigem apenas à corporações, elas podem ser vistas em uso por governos ao redor do mundo todo. São maneiras de se manter no mercado, enquanto a população é iludida, pagando cada vez mais por cada vez menos. E se não aprenderam a fiscalizar, nações inteiras ficam vulneráveis a trabalhar meses para pagar por festas e propriedades de seus mestres.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Independência eficaz

Terceirizamos nossas responsabilidades, e esquecemos que ao fazer isto, criamos o dever de fiscalizar o que é feito em nosso nome. Perdemos o contato com a realidade, pois passamos a viver a fantasia de que podemos consumir indefinidamente, sem consequências. Mas os efeitos estão começando a interferir em nosso meio de vida, clamando que prestemos atenção em nossos atos.
Nossa economia é linear, tendo como entrada recursos da natureza e humanos, criando frutos como dejetos, violência e miséria. Governos deixaram de ser representantes do povo, e passaram a servir corporações, fazendo da população escravos pagos. Deixamos de fazer o que é preciso para o bem da sociedade pois damos prioridade para manter empresas e departamentos vivos.
Criamos uma burocracia que nos impede de acabar com os malefícios em nossas comunidades, porque temos medo de nos adaptar à uma nova situação. Não aceitamos a lógica, pois estamos mergulhados em folclore e costumes, justificando cada problema de forma sentimental. Mas o cenário começa a mudar quando somos confrontados com certos casos, onde aqueles que já acordaram para a cidadania começam a agir.
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Autonomia útil

Diariamente, somos bombardeados com anúncios dando ênfase aos nossos direitos, focando em um conceito de liberdade roubado da anomia. Eles nos levam a acreditar que para obtermos nossa autonomia, não temos nenhum dever a cumprir para com a sociedade. Mas se quisermos viver nela, devemos assumir o compromisso em sua totalidade, deixando de ser meros consumidores, e nos tornando cidadãos.
Precisamos parar de ficar apenas reclamando sobre o que vemos, e tomarmos uma postura prática, expressando nossa voz além das eleições. Necessitamos acolher a responsabilidade de fiscalizar nossos representantes, para que não se tornem aproveitadores nem ditadores. Aprender a controlar instintos e emoções é essencial, para sermos capazes de mudar a cultura do jeitinho, da qual todos fazemos parte.
Somos incentivados a apontar dedos desde cedo, esquecendo que, direta e indiretamente, somos patrocinadores dos costumes da nação. Sofremos grande influência dela a cada instante, mas temos o livre-arbítrio para decidirmos se uma ação é benéfica ou prejudicial. Escolhemos perpetuar os atos que concordamos, inconscientes de que eles retornarão para nós, por servirem de modelo para outros.
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sociedade em risco

A principal mudança que podemos fazer é a de notar que somos seres sociais, e que vivemos em um planeta finito. Isto significa que devemos assumir nosso papel de cidadãos nas comunidades, combatendo o desperdício de recursos. O que é justamente o contrário do que estamos fazendo agora, uma vez que delegamos qualquer obrigação a terceiros, e incentivamos o consumo constante.
Deixamos de arregaçar as mangas para transformar nossas vidas para ficarmos sentados na frente de uma tela, observando a vida de outros. Não mais pensamos no bem coletivo, inconscientes de que quanto pior está a sociedade em geral, pior ficamos nós. Tratamos corporações como pessoas e as usamos de exemplo, apesar de apenas acumularem e não terem seus deveres cobrados.
Queremos nos chamar de civilizados, mas ainda temos um longo percurso pela frente, à começar pela criação de uma consciência social. Ao deixarmos o caminho da separação e da destruição para trás, aprenderemos o que realmente significa a liberdade. Não o conceito de criança mimada, que quer comer besteiras e dormir tarde, mas um sentido mais amplo, que carrega responsabilidades e felicidades que ainda não conhecemos.
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Coletividade fatal

Nosso egoísmo toma conta de nós de tal maneira, que somos capazes de distorcer fatos e mudar a própria realidade. Não acreditamos que estamos vivendo uma mentira, contada diariamente nos meios de comunicação de massa, devido à nossa arrogância. Enquanto isso, somos tratados como escravos, incapazes de se desenvolver, usados como meros animais para trabalhos mundanos.
Repetimos como papagaios o que nos passam, sem procurar saber mais detalhes sobre as informações, ou ao menos, sua fonte. Não vemos a economia do lucro como um chicote, uma penitência, apesar de ter efeitos mais devastadores e permanentes. Acreditamos que escolas nos dão educação, ignorando que elas apenas nos preparam para um mercado de trabalho formal, longe de libertar nossas mentes.
As ações que praticamos em nossa rotina são exemplos para outros, sejam nossos próprios filhos, familiares ou conhecidos. Ao perpetuarmos as mesmas insanidades diariamente, influenciamos outros a fazerem o mesmo, mantendo o mundo no mesmo padrão. Ao mudarmos nossa mentalidade, no entanto, criamos a possibilidade de nos tranformar, e de fazer nossa história ecoar através do tempo.
:-)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Bando em dificuldade

Recebemos informações distorcidas dos grandes meios de comunicação, pois eles tem contas a prestar com seus anunciantes. Perder o patrocínio de uma grande empresa significa o suicídio profissional, em uma economia baseada em lucros. E quando as corporações suportam e incentivam candidatos do governo, vemos leis sendo feitas para elas, e não para o povo que os elegeram.
O mercado imobiliário consegue acesso à áreas habitadas, cujos moradores são tratados como lixo ao serem removidos. Vias públicas apenas conseguem ser consertadas onde existem aqueles capazes de financiar pesadamente campanhas, recebendo lealdade em troca. A polícia e o exército deixam de agir para o bem da nação, tornando-se meros seguranças mercenários de propriedade privada.
A estratégia de dividir e conquistar, apesar de antiga, nunca saiu de moda, e é usada até hoje para manter a população separada. Enquanto cada um se preocupar em saciar apenas seu ego, aqueles que conseguem se unir, tomam conta dos recursos necessários a todos. Ao deixarmos o egoísmo de lado, e sermos capazes de estender a mão para nosso próximo, conseguiremos criar uma corrente incapaz de ser quebrada.
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Conjunto na miséria

Todos temos o potencial tanto para o bem quanto para o mal, ao ajudarmos a comunidade, ou ao agirmos com ganância. Em cada ato que realizamos, escolhemos o lado que queremos favorecer, mesmo que sejam feitos inconscientemente. Quando a maioria deixa de pensar no bem coletivo, de ver as ligações que todos temos com o resto do mundo, todos perdemos.
Guerras são travadas por existirem aqueles que se submetem à aceitar ordens sem questioná-las, colocando sua vida e de toda uma nação em risco. Corporações conseguem se aproveitar dos recursos e dos povos por existirem aqueles que dão permissão, e que compram seus produtos. Governos são abusivos com sua população por não encontrarem resistência, e assim, assumirem que seus atos são aprovados.
Ao deixarmos de expressar nossa opinião, ao tomarmos uma posição de comodismo, também estamos pregando o egoísmo. Contribuímos para uma economia de acúmulo, ao vermos injustiças sendo feitas, e ficando quietos em nosso canto. Medo é a arma que os opressores aprenderam a usar, mas pode ser facilmente combatida com informação e, principalmente, compaixão.
:-)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Agrupamento perigoso

Ao termos consciência do meio em que estamos vivendo, temos uma melhor noção do que representam nossos atos, e suas consequências. Passamos a entender que, uma simples mudança de hábito pode trazer uma perspectiva completamente nova para nossas vidas. E ao compartilharmos este novo ponto de vista, contribuímos para mudar o mundo, deixando certos costumes para trás.
Deixamos de resolver nossas pendências com duelos, ao notarmos que existem métodos mais civilizados de esclarecer desentendimentos. Procuramos tratar o esgoto e ter um padrão higiênico mais elevado, por entender que isto contribui para nossa saúde. Estamos no caminho de encontrar uma verdadeira democracia, onde todos tem os mesmos direitos, independente de quem são ou onde moram.
Ainda falta um longo caminho para podermos nos chamar realmente de civilizados, mas ao observarmos certos atos, concluimos estar na direção certa. Quanto mais pessoas de bem se tornarem ativas na sociedade, mais rapidamente veremos as mudanças acontecendo em nossa rotina. Enquanto deixarmos aqueles preocupados apenas com os próprios interesses tomarem conta, não perceberemos nenhuma diferença.
:-)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Buscando o conhecimento

A Internet tem desempenhado um papel crucial na educação das pessoas ao redor do planeta, maior que qualquer outro meio antes dela. Diferente da televisão, rádio ou jornal, ela permite uma interação que antes era difícil de se conseguir, inclusive com o alcance que tem. Hoje, uma pessoa educada neste meio, interage com todo o globo, sendo limitada apenas pela sua vontade e determinação.
Pode-se aprender novas línguas com pessoas nativas, inclusive praticando a conversação com aqueles dispostos a ajudar. Temos a possibilidade de vermos, com maior clareza, os eventos de nossa história, inclusive aqueles que não se encontram em livros didáticos. Podemos estudar ideias de todo o mundo, adaptando-as para nossa realidade, criando novidades a cada dia para melhorar nossa rotina.
Estamos descobrindo que somos capazes de muitas proezas, assim como muitos cidadãos foram exemplos antes de nós. Enquanto existem aqueles que se esforçam para nos manter na ignorância, para continuarmos sendo meros compradores, existem aqueles que investigam e nos mostram todas as facetas possíveis da realidade. Podemos escolher a que melhor se encaixa em nossas vidas, ou podemos fazer uma mistura de todas, para termos a mais completa experiência neste planeta.
:-)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Indagando a historia

O fênomeno que estamos passando não começou recentemente, apesar de estarmos desvendando suas armadilhas somente agora. Por gerações, nossos antepassados tiveram as mesmas dificuldades que nós, sendo capturados por um sistema que crescia descontroladamente. Sem saber das consequências, muitos se ofereciam voluntariamente, iludidos por promessas que nunca seriam cumpridas.
A desigualdade social aumentou com o passar dos anos, ampliando as classes mais baixas, e diminuindo as mais altas. Embora a escravidão tenha sido abolida no planeta, existem hoje mais escravos do que qualquer período anterior de nosso passado. O mesmo pode-se dizer de pessoas vivendo na miséria e morrendo de fome, que batem recordes a cada ano que passa, apesar das crescentes doações para entidades filantrópicas.
Ao abrirmos os livros de história, devemos lembrar que eles foram financiados pelos vencedores, trogloditas cada vez mais modernos. Não foi sua habilidade econômica, sua medicina avançada, ou sua qualidade de vida que os ajudaram a dizimar seus oponentes. E são justamente estas as características que perdemos, entre outras, quando olhamos para trás, mas que podemos recuperar cada vez mais facilmente.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pesquisando o cerne

Ao observarmos nossa sociedade como ela é, descobrimos que existem diversos pontos que causam constrangimento, e que antes eram entretenimento. Passamos à um novo nível de consciência, incapaz de tolerar certas futilidades, que apenas consomem nosso tempo neste planeta. Repudiamos a propaganda constante, bombardeada ininterruptamente para capturar nossa atenção, e nos tornar reles consumidores.
Placas e letreiros em todos os cantos, cada vez mais luminosos e chamativos, tirando o foco do trânsito e de nosso pensamento. Jornais e revistas estão cada vez mais poluídos com anúncios, alguns contendo mais páginas destes do que de reportagens. O rádio e a televisão deixaram de ser veículos de informação, e passaram a ser máquinas de corporações, defendendo seus donos em cada palavra e imagem.
Com tamanha agressão contra nossa personalidade, não é de se admirar que existam aqueles que sucumbiram a esta ilusão. Deixaram de ser cidadãos, responsáveis por suas próprias vidas, para se tornarem apenas mais uma engrenagem em um sistema arcaico. Um sistema que está desmoronando, a medida que mais pessoas acordam para a possibilidade de mudar suas vidas, e o mundo.
:-)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Remexendo a cultura

Enquanto não encararmos de frente nossa própria cultura, vendo-a como ela é, sem romantismos, não seremos capazes de mudar. Ainda iremos empurrar os problemas para longe, escondendo ou diminuindo-os, impedindo sua análise e resolução. Sem acabar com a fantasia que nos venderam, não teremos condições nem de conseguir falar sobre o que existe, pois não percebemos suas falhas.
São casos como a Copa que expõe o que estamos fazendo com índios e pessoas de classe baixa, em nome do lucro imobiliário. No Carnaval podemos perceber com mais clareza a contradição entre o que é pregado e o que é incentivado para toda uma população. Sem notarmos, trocamos exemplos a serem seguidos por sua integridade, por celebridades da semana, que estimulam a futilidade.
Somos induzidos a desprezar a diversidade de nossa cultura, em nome do padrão mais beneficiário para corporações. No processo, esquecemos quem somos, como indivíduos, e passamos a adquirir a identidade coletiva do consumidor: sem inteligência e pronto para obedecer ordens. E obedecer foi o que fizemos, até descobrirmos que somos almas habitando corpos com mente, e que não precisamos dos supérfluos que nos são empurrados.
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Procurando a informação

Para mudarmos nossa mentalidade e, consequentemente, a realidade, é necessário termos o máximo de informações possíveis. Estamos acostumados a receber tudo de mão beijada dos meios de comunicação, esquecendo que eles têm um único propósito: o lucro. Ao nos darmos conta deste fato, entendemos a importância de procurarmos saber todos os lados da história que nos é contada.
Passamos a compreender que megaeventos como a Copa, nada mais são do que uma armadilha para tirar mais dinheiro da nação. Concebemos que cidadania é mais do que votar em um candidato de tempos em tempos, pois eles obedecem à patrocinadores e financiadores, e não ao povo. Conhecemos mais sobre a sociedade em que vivemos, e vemos a verdade quando dizem que o mal tem sucesso onde pessoas de bem nada fazem.
Ao observarmos o universo por diferentes ângulos do que àqueles que nos são empurrados, descobrimos uma gama de possibilidades antes omitidas. Encontramos respostas para questões levantadas à séculos, e que até hoje não foram resolvidas, sem uma explicação convincente. Nos tornamos mais sábios, e passamos a ter mais responsabilidades ao criar um novo mundo para nós e para as próximas gerações.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sábios incompreendidos

A cultura da praticidade, criada por uma economia de acúmulo, nos deixou ignorantes para muitos cidadãos que deveriam ser vistos como modelos. Pessoas que foram além da sua zona de conforto, com o objetivo de deixar seus conterrâneos com um pouco de dignidade em suas vidas. Alguns foram esquecidos nos livros de história, outros foram colocados como uma nota de rodapé, reduzindo seu significado.
Alguns como Nikola Tesla, criador de inúmeras modernidades, disposto a distribuir energia gratuitamente para todos, foram retirados das páginas. Os que lutaram para a melhoria social, como Josué de Castro e Milton Santos, são omitidos em aulas ao redor do seu próprio país. O negligenciamento de figuras como Laudelina Campos de Melo nos mostra quem financia os livros que contam sobre o passado de nosso povo.
Apesar de estarmos rodeados por lições de coragem e determinação, somos distraídos para seguirmos aqueles que pregam a futilidade e o egoísmo. Podemos transformar nossa realidade em algo completamente diferente do que temos hoje, ainda mais com moldes que já foram feitos para nós. Mas os que realmente mudam alguma coisa estão escondidos, e precisam de um esforço para serem usados, para mostrar que somos merecedores de seu empenho.
:-)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Personagens exemplares

Estamos tão acostumados a vermos certas pessoas de uma mesma maneira, que nos admiramos quando conhecemos novos lados. Podemos passar anos com elas, sem suspeitar de certas opiniões ou posturas, de convicções que são capazes de defender com unhas e dentes. Mas de tempos em tempos elas demonstram esta nova perspectiva, capaz de nos inspirar para seguirmos seu exemplo, e encontrarmos nosso propósito.
Nos dão coragem de fazer uma mudança em nossa vida, desde nosso estilo de vida, até a perspectiva de como vemos o mundo. Mostram-nos que nada é impossível, que precisamos apenas de vontade e criatividade para sermos capazes de alcançar qualquer sonho. Ensinam-nos que determinação é a diferença entre o que realmente queremos e o que são desejos passageiros.
Podemos observar aqueles que estão ao nosso lado, e certamente encontraremos lições a serem tiradas para a vida. Assim como, ao cuidarmos de nossos atos, ao termos consciência de nossas ações, seremos capazes de nos tornarmos modelos para outros. E talvez, dependendo do quanto mudamos nossa mentalidade, podemos servir de molde para inúmeras gerações futuras.
:-)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Aventureiros ousados

Raras são as vezes em que podemos observar as pessoas criando a coragem de ir contra a maré, desafiando o conhecimento popular. Mas quando somos presenteados com tais casos, devemos fazer o esforço de lembrá-los, para que não caiam no esquecimento do povo. Devem ser trazidos à tona, mesmo que causem a ira de alguns, para que sejam debatidos, observados e, principalmente, seguidos.
Os serviços de Milton Santos e Josué de Castro mostram o quanto perdemos com o silencio da grande mídia, e que está sendo recuperado agora, com a Internet. Obras feitas por Chaplin, assim como os famosos discursos de Martin Luther King e Ghandi, agora podem ser encontradas com mais facilidade. Até mesmo atos que ficaram anônimos por um tempo, como a bravura do homem da praça de Tiananmen, se tornam atemporais com a tecnologia atual.
Em nossos dias também conseguimos encontrar aqueles que desafiam as normas, a mentalidade da época, com inovações que parecem loucuras. Algumas parecem menos aventureiras ou corajosas do que outras, mas todas são capazes de transformar nossa realidade. Se nos espelharmos naquelas que mais condizem com o que esperamos de um ser humano, rapidamente seremos capazes de encontrar novos exemplos por aí.
:-)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Loucos inovadores

Os maiores exemplos de seres humanos são aqueles que não notamos, pois seus atos são tão simples que mal percebemos, mas que fazem toda uma diferença. Em nosso dia a dia, nos encontramos rodeados por eles, mas escolhemos ignorá-los, pois somos iludidos pela propaganda das corporações. Deixamos de fazer o que precisa ser feito, como eles, e procuramos fazer o que nos mandam, sem questionar os motivos e as consequências.
Mantemos nossa cabeça baixa no caminho para o emprego, para não notar aqueles que tem necessidades, e como podemos ajudá-los. Focamos no salário no fim do mês, para não nos entregarmos à loucura do trabalho, que exige cada vez mais, oferecendo cada vez menos. Nos isolamos cada vez mais, incapazes de manter uma conversa sobre algo significativo, apenas sobre programas de televisão.
Esquecemos do que é viver, nos satisfazendo com o sobreviver, em uma rotina cada vez mais torturante e sem sentido. Não nos aventuramos mais, deixando de inovar em nossa existência neste plano, esquecendo de colocar um sabor diferente em nosso hábitos. Mas basta olhar ao nosso redor, pois somos capazes de encontrar modelos de vida onde menos esperamos, naqueles que, talvez, mais desprezamos.
:-)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Malucos corajosos

Estamos começando a perceber o quanto a informação é a arma mais forte que temos em nossas mãos, mas existem aqueles que já sabem disto. Não vemos mais tantos exemplos a serem seguidos na grande mídia justamente por isto: medo de que a população desligue a televisão e comece a pensar. Em outros tempos, quando ainda existia integridade jornalística, éramos presenteados com a presença de grandes almas, capazes de inspirar com poucas palavras e atos surpreendentes.
Podíamos ver os discursos de Ghandi, Martin Luther King, Josué de Castro e Milton Santos, sempre a tentar mudar nossa mentalidade. Abríamos os jornais e tínhamos notícias relevantes, que mudaram o curso da história, como a queda do muro de Berlin, a abolição da escravatura e o fim da ditadura. Pelas ondas do rádio, nos conectávamos integralmente ao resto do mundo, torcendo pelo fim de guerras, apreensivos pelas decisões de governos e pela reação dos povos.
Éramos banhados de modelos de seres humanos, que desejavam ver barreiras sendo derrubadas, e obstáculos sociais vencidos. Pessoas nobres e honradas, que foram sendo colocadas de lado por corporações, para que seus consumidores esquecessem o que é ser um cidadão do mundo. Mas existem aqueles que lembram, e que podem ser encontrados no mundo real ou virtual, para nosso deleite e inspiração.
:-)