Enquanto não encararmos de frente nossa própria cultura, vendo-a como ela é, sem romantismos, não seremos capazes de mudar. Ainda iremos empurrar os problemas para longe, escondendo ou diminuindo-os, impedindo sua análise e resolução. Sem acabar com a fantasia que nos venderam, não teremos condições nem de conseguir falar sobre o que existe, pois não percebemos suas falhas.São casos como a Copa que expõe o que estamos fazendo com índios e pessoas de classe baixa, em nome do lucro imobiliário. No Carnaval podemos perceber com mais clareza a contradição entre o que é pregado e o que é incentivado para toda uma população. Sem notarmos, trocamos exemplos a serem seguidos por sua integridade, por celebridades da semana, que estimulam a futilidade.
Somos induzidos a desprezar a diversidade de nossa cultura, em nome do padrão mais beneficiário para corporações. No processo, esquecemos quem somos, como indivíduos, e passamos a adquirir a identidade coletiva do consumidor: sem inteligência e pronto para obedecer ordens. E obedecer foi o que fizemos, até descobrirmos que somos almas habitando corpos com mente, e que não precisamos dos supérfluos que nos são empurrados.
:-)
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