sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Reflexo

Descobrimos, ao longo do tempo, que nossos hábitos mudam de acordo com as circunstâncias que encontramos em nosso caminho. Adquirimos conhecimento quando descobrimos novas informações, mas criamos sabedoria apenas quando às colocamos em prática. Erros são esperados, e nos desenvolvemos quando aprendemos tudo o que têm a nos ensinar, para evitarmos o ciclo da repetição.
À medida que mudamos nossa mentalidade, começamos a ver nossa realidade como as de uma célula que compõe um organismo. Entendemos que temos a escolha de agir como vírus ou glóbulos brancos, em benefício próprio ou de todo o sistema. Descobrimos que a consequência de nossos atos acaba influênciando todo o corpo, por menor que ele seja.
Ao olharmos no espelho, podemos ver seres desenvolvidos e complexos, que se consideram o topo da escala evolutiva do universo. Ou podemos notar que somos apenas um pedaço pequeno, mas vital, de algo ainda maior, que raramente observamos. Essa é uma decisão nossa, que fazemos diariamente, a cada segundo, conscientemente ou não.
Feliz ano-novo a todos!
:-)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrato

O retrato que temos de nós mesmos é antigo, proveniente do tempo em que vivíamos em escassez, mais de informações do que outros recursos. Desde aquele tempo, crescemos e aprendemos muito, mas não atualizamos a imagem que temos de nós mesmos. Com uma renovação, iremos descobrir novidades que já sabemos, mas que ainda não visualizamos como uma realidade.
Por ainda mantermos este apego ao passado, acabamos perdendo nosso ritmo, tropeçando em nossos próprios pés. Ainda mantemos um espírito de competição, quando o cenário que criamos ao nosso redor é um onde a cooperação é necessária. Apesar de nossa mentalidade estar evoluíndo, nossa atitude ainda se mantém primitiva, presa à inércia com que nos acostumamos.
Ao nos conhecermos melhor, percebendo nossas falhas e manias, acabamos descobrindo também nossa ligação com o resto de nossa espécie. Abandonamos o sentimento de solitude, de separação, abraçando os de completitude e união, que também temos dentro de nós. Notamos com mais clareza quais ações beneficiam a todos, e quais garantem que continuemos no caminho da extinção.
:-)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Figura distorcida

A imagem que temos de nós, de nossa comunidade local, de nossa nação e de nossa espécie tem mudado ao longo do tempo. E por mais que as vemos como separadas, na realidade elas são a mesma, apenas vistas de distâncias diferentes. Os conflitos que vemos acontecer em nossa sociedade são os mesmos que acontecem em nossas cabeças, as vezes sem percebermos.
Nossa noção de certo ou errado muda conforme a época em que vivemos, a classe social que nascemos, e as experiências que temos. O que é de conhecimento geral pode se perder nas especializações da vida moderna, gerando atritos que não notamos à primeira vista. Pequenos hábitos que criamos em nossa rotina, quando aplicados à sociedade, amplificam suas características.
Alguns destes aspectos são esperados, mas outros tem o efeito contrário do que o previsto, e acabam separando o que deveriam unir. À medida que exploramos mais e mais quem realmente somos, descobrimos os pormenores de nossas feições e suas causas. Desta maneira somos capazes de criar um retrato mais fiel de nossa imagem, e corrigí-la, se necessário.
:-)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Imagem própria

O que as pessoas pensam sobre si mesmas depende, em grande parte, do seu estado de espírito, suas emoções e expectativas. Pessoas mais tímidas tendem a diminuir suas qualidades, enquanto as extrovertidas não notam seus defeitos com facilidade. Nossa moral age como um guia, separando o que devemos ser do que deve ser repudiado e, até, em certos casos, punido.
Mas o que brandamos como certo ou errado se mostra diferente em nossas ações do dia a dia, onde chegamos a fazer o oposto do proclamado. Se é para nosso próprio benefício, rapidamente encontramos desculpas e exceções, que nos permitam passar por uma brecha em nossa lógica. Ao prestarmos atenção, percebemos que nosso raciocínio cultural é puxado mais para o emocional do que para o coerente.
Não notamos que, ao mudar nossa própria bússola, acabamos mexendo na social também, pois mudamos nossos relacionamentos. Nossas interações com outras pessoas passam a ter um tom diferente, onde novas ligações são feitas, e as antigas vão sumindo. E ao mudarmos isto em nossa comunidade, acabamos, como espécie, mudando a maneira como agimos com o resto do planeta e seus habitantes.
:-)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Espelho

Criamos o costume de, ao final de cada ano, fazer uma retrospectiva dos acontecimentos dos últimos doze meses. Observamos o que se passou no planeta, como a vida de multidões foram afetadas, e que influências estes fatos tiveram na nossa. Mas podemos ir mais além, e rever os hábitos que adquirimos como espécie, e as consequências que eles trazem para nosso cotidiano.
Ao olharmos no espelho, podemos notar com mais clareza certos aspectos de nós mesmos que, por vezes, não conseguimos enxergar. Temos a oportunidade de ver o que certas ações fizeram conosco durante o tempo, e tomar as providências necessárias. Vislumbramos nossa pessoa em detalhes pequenos ou no todo, analisando as ligações entre eles e sua relevância.
Algumas pessoas nunca contemplaram seu próprio reflexo, se baseando apenas na imagem residual que tem em sua própria cabeça. Mas como o cérebro é uma ferramenta humana, ela tem suas qualidades e defeitos, sendo passiva de mais erros quando não a calibramos. Nesta jornada para ver quem somos, é difícil de deixarmos a dualidade de lado, mas não impossível.
:-)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Interações

A diversidade do ser humano é imensurável, assim como nossa imaginação, e dela depende nossa sobrevivência. Ao forçarmos um único padrão, destruímos as demais fontes, e sem percebermos, aos poucos vamos nos extinguindo. Para aceitar as diversas facetas de nossa espécie, é necessário uma mentalidade mais aberta, onde as diferenças sejam celebradas, e não punidas.
Este tipo de comportamento acaba florescendo naturalmente onde existe um mínimo de espaço, pois é inerente deste planeta e de seus moradores. Mas sem notar tal aspecto, criamos uma sociedade baseada em uma cultura que fica eternamente em combate com a natureza. Se não notarmos contra quem estamos lutando, podemos acabar vitoriosos em uma guerra contra nós mesmos.
Nossa dependência é total em relação ao nosso ambiente e tudo que está incluso nele, em níveis que nem imaginamos. Para mudar nossa mentalidade e perceber com mais clareza estas interações, podemos começar observando como nos comportamos com nós mesmos. Depois de nos vermos como realmente somos, podemos notar o que fazemos com nossos vizinhos, e tratá-los com mais consciência.
:-)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Associações

Por não notarmos com clareza as associações que temos com o resto da biodiversidade do planeta, perdemos parte de nossa identidade. As consequências podem ser vistas em nosso próprio comportamento, que descreve um cenário de drama grego. Estamos tão confusos que, mesmo sabendo o resultado, com orgulho, tornamos venenos parte de nossa dieta, e de nossos filhos.
Ao observarmos nossa cultura, que é um reflexo de nossas ações, facilmente ficamos pasmos com a incoerência do que encontramos. Nossos atos não condizem com nossa sonhada moral, e mesmo percebendo a discrepância, somos detidos por papéis sem valores. Acabamos criando condições mais propícias para nossa desistência do que para o sucesso, para manter um estilo de vida decadente e sem futuro longo.
Por mais esforço que façamos, sem sabermos da existência de associações entre corpo, alma e mente, ficaremos eternamente em conflito. Ao analisarmos o cenário mundial por este ângulo, podemos perceber com mais clareza o que está acontecendo conosco e nossa sociedade. Todo processo interno acaba sendo exteriorizado, de uma maneira, ou de outra.
:-)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ligações

A natureza se repete constantemente, como em um fractal, onde qualquer parte menor é uma representação completa do todo. Nosso próprio cérebro é um exemplo disto, pois as ligações existentes entre os neurônios representam inúmeras estruturas ao nosso redor. Dos relacionamentos humanos à maneira como evoluímos nosso pensamento, todos seguem a estrutura de uma árvore, com seus galhos e folhas.
Raramente notamos, mas as pontas não representam, necessariamente, o final de uma jornada que começou na raiz. Elas podem ser passagens para o início de novas estruturas, multiplicando as possibilidades ao infinito. Nossa mentalidade tem dificuldade em entender algo deste tipo, mas ao notarmos que somos mais do que apenas o corpo, entendemos a existência de outros níveis de nós mesmos.
Podemos dizer que são dimensões diferentes, com sua física própria, e que ainda não temos os instrumentos necessários para medí-la. Mas a cada passo que a ciência dá, ela se aprofunda em questões deste tipo, tentando compreender o que não pode ser visto, apenas sentido. E isto é seguindo apenas um dos galhos, desta imensa e infinita árvore da vida.
:-)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Dependência

Neste universo, somos todos dependentes uns dos outros, em maior ou menor grau, mesmo que não percebemos com nossos sentidos ou instrumentos. Ainda estamos descobrindo o papel de nosso próprio ambiente, de que não somos capazes de viver sem ele, e que sua manutenção é o que garante nossa sobrevivência. Também não descobrimos ainda a diversidade humana, os benefícios que ela pode trazer, e por isto ridicularizamos, caçamos e destruímos o que é diferente.
Por não termos a experiência, corremos o risco de enfrentar uma realidade de escassez produzida por nós mesmos, tanto de recursos naturais, como humanos. Talvez seja por isto que, no passado, parte das civilizações eram mais focadas na natureza, talvez já tivêssemos passado por tal cenário antes. Se este for o caso, ao deixarmos a mentalidade de domínio tomar o controle de nossa cultura, estamos fadados a repetir o erro novamente.
Existem aqueles que já estão se dando conta do obstáculo se está aparecendo em nosso caminho, e já estão se preparando para ele. Por mais avisos e evidências que apareçam, esta é uma decisão que cada um deve tomar, demonstrando sua resolução em ações. São elas que irão transformar nossa realidade, mantendo nossas ligações com o mundo, ou cortando-as de forma irreversível.
:-)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Conectividade

O ser humano é uma espécie jovem neste planeta, e podemos traçar paralelos das nossas ações como espécie com nosso comportamento individual. De maneira geral, quando somos adolescentes, cresce uma ansiedade em deixarmos o ninho familiar, para voar com nossas próprias asas. Queremos ser independentes, como se deixando os pais para trás significasse nossa total autonomia, nossa tão sonhada liberdade.
Mas aos poucos, vamos notando que a ideia de que “nenhum homem é uma ilha” tem cada vez mais sentido, e que não existe como progredirmos sozinhos. Primeiro vamos notando o quanto precisamos de outras pessoas, e de quantas precisam de nós. Vamos descobrindo um certo significado para responsabilidade, tanto para cobrarmos dos outros, quanto de nós para com eles.
Nesta descoberta da sociedade em que vivemos, talvez por estarmos cercados de concreto, não notamos nossa conectividade com o resto da natureza. Atravês dos noticiários, chega ao nosso conhecimento as consequências em nossas cidades, e em nosso meio de vida. Mas não sentimos o que isto quer realmente dizer, a não ser que tentemos algum contato mais imediato.
:-)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mitos

Existem certas estórias que tem a função de nos ajudar a entender a vida, e aquelas que dão as dicas que servem para mais pessoas, acabam permanecendo em nosso meio. Com o tempo, elas vão se aperfeiçoando, sendo modificadas para melhor atender a realidade daqueles que as passam adiante. Elas se misturam com nossa história, e personagens fícticios acabam sendo confundidos com pessoas, assim como indivíduos se tornam semi-deuses.
Raramente notamos o que os mitos realmente são, e por isto não aproveitamos todo seu potencial, ficando satisfeitos com a sombra deles. Mas assim como no mito da caverna de Platão, podemos seguir a luz que os envolve, e descobrir todo um mundo que nos aguarda. O estudo de cada um pode nos apresentar mais peças para o incrível quebra-cabeças do universo, e da nossa vida.
O entendimento depende de cada um, pois cada indivíduo irá notar o detalhe que mais lhe chama a atenção, de acordo com suas experiências. Cada pessoa tem seu caminho a seguir, e seus próprios mitos para desvendar ou criar. Ao entendermos mais sobre estes artifícios de nossa linguagem, conseguimos compreender melhor a nós mesmos, e ao ambiente em que estamos vivendo.
:-)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Simbolos

Raramente observamos este ponto, mas nossa linguagem não é composta apenas de palavras, sejam elas faladas ou escritas. Ela também é composta de outros símbolos, já que letras são considerados como tais, e os usamos principalmente para designar quantias. Mas apesar de toda confusão causada por esses grupos, ainda existem aqueles específicos de certos conceitos, que podem ter uma definição diferente para os que estudam, dos que apenas ouvem falar.
Um dos casos mais conhecidos é o da suástica, que era um símbolo antigo, parte do budismo e hinduísmo, e que foi deturpado pelos nazistas. Ao estudarmos mais, notamos que muitos são os exemplos que seguem este padrão, onde a definição original foi modificada por outra cultura. As consequências vão desde o simples desentendimento sobre a utilização, até a perseguição e massacre daqueles que o usam.
Sem termos informação, podemos facilmente ser induzidos à discriminar o que não conhecemos, perpetuando a ignorância. Mas ao estudarmos o que nos é apresentado, fazendo perguntas e pesquisando a origem, descartamos as dúvidas, uma a uma. Compreendendo melhor os fatos, podemos chegar à uma decisão por nós mesmos, sem sermos influênciados por pura crendice.
:-)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Metáforas

Apenas por utilizarmos uma linguagem tão aberta à interpretações, criamos diferentes mundos para diferentes pessoas com a mesma frase. Nossa imaginação é constantemente estimulada, em maiores ou menores níveis, que irão depender do nosso conhecimento sobre o assunto. Quanto mais aprendemos sobre as metáforas da vida, e procuramos por todo seu significado, descobrimos conexões que antes não existiam.
Qualquer que seja a alegoria utilizada, vemos sob diferente perspectiva quando somos crianças, e quando já temos mais idade. Mas essas mudanças podem acontecer também em um curto espaço de tempo, dependendo de quão abertos estamos para elas, e de nossa habilidade de ver essa ligações. E esta proficiência pode, como todas capacidades que temos, ser treinada ao ponto de se tornar natural.
Ao prestarmos atenção, conseguimos traçar infinitos paralelos entre a maneira que a natureza e nós nos comportamos. Aprendemos a tirar lições que nenhuma escola poderia nos ensinar do canto dos pássaros, ou da paz da rocha. E com tamanha biblioteca ao ar livre pronta para ser pesquisada, podemos até descobrir como nos tornarmos aquilo que mais sonhamos: deuses.
:-)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Alegorias

Ao observarmos a natureza, podemos notar que cada elemento possui inúmeras funções, que, aos poucos, vamos descobrindo. Ao isolarmos certos aspectos para estudo, cortamos o relacionamento dele com o mundo, impedindo uma visualização ampla. Um ponto de vista que acabamos perdendo ao longo da vida, nos impedindo de olhar o grande cenário, que dá um significado para cada um.
Desde que nascemos, experimentamos o mundo de maneiras diferentes, e construímos nossa percepção baseados no que nossos sentidos captam de nossos aredores. Qualquer som, imagem, cheiro, gosto ou textura, é interpretado por nosso cérebro, que dependendo do que já sentiu, faz comparações e cria/atualiza conceitos. Certas sequências de sons e/ou imagens tem a finalidade de direcionar nosso pensamento em uma direção específica, criando o que chamamos de comunicação.
Por considerarmos estas interações como objetivas, não notamos sua maior função, que é a de estimular nossa imaginação. Ao passarmos uma ideia adiante, estamos fazendo muito mais do que incentivando a criatividade de outras pessoas. Estamos dando combustível para a criação do que mais nos impulsiona: sonhos.
:-)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Subjetividade


Chega a ser irônico como não percebemos certos aspectos de nosso cotidiano como eles realmente são, e as confusões causadas por eles. Talvez o maior exemplo que podemos observar é nossa própria linguagem, onde a tratamos como se fosse objetiva, quando na realidade, é tão aberta à interpretações que é difícil encontrar algo tão subjetivo quanto. E por não saber a diferença entre elas, e mantermos nossa postura de interpretar tudo no literal, criamos cenários absurdos, onde sonhos se tornam pesadelos, e palavras de amor se tornam xingamentos de ódio.
Cada pessoa tem sua experiência de vida, e com ela pode aprender diferentes conceitos para expressões que todos nós compartilhamos. Termos abstratos, como os adjetivos que usamos, dependem muito de ponto de vista, podendo criar um efeito contrário ao que esperamos, em certos casos. A mistura com emoções, onde cada um tem seu tipo de humor e intensidade, torna tudo ainda mais complicado.
O mais incrível é que, apesar de sabermos disto, em certos casos, consideramos que tudo isto é novo, e que não existia para nossos antepassados. Mas como algumas pessoas já descobriram, a realidade se mostra outra, ainda mais quando estudamos a fundo nossa história. Acabamos descobrindo que nossos antepassados eram poetas românticos, escritores de gabarito e, também, comediantes sarcásticos.
:-)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Disco ou CD

Para que consigamos realmente mudar nossos hábitos, descobrir a causa deles e seus efeitos é um passo fundamental para saber onde estamos e para onde vamos. Sem o conhecimento de nossa rota, seja ela atual ou pretendida, corremos o risco de irmos de encontro à obstáculos que podem nos bloquear indefinitivamente. Trocar seis por meia dúzia é mais comum do que parece, pois é difícil de saber o que nos prende, quando é algo rotineiro.
Os problemas que enfrentamos são fruto de nosso estado mental, e apenas veremos a solução definitiva deles quando mudarmos nossa mentalidade. Enquanto isto não acontece, estamos fadados à continuar dando voltas em torno do assunto, até nos exaurirmos completamente. Quem gosta de história já deve ter percebido as inúmeras vezes que a humanidade repetiu os mesmos cenários, onde as mesmas dúvidas foram levantadas, e que até hoje não conseguimos responder.
Ao observarmos a situação que nos prende de uma posição mais afastada, conseguimos notar certas ligações que, de perto, não parecem ter tanto impacto. Mas, como a teoria do caos explica, o bater de asas de uma borboleta em São Paulo produz um tufão em Nova Iorque. Mas enquanto apenas admirarmos o inseto, não temos noção dos efeitos que suas asas criam.
:-)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Canto das sereias

Atualmente, nossa cultura tem convergido para um ponto único, onde a padronização das pessoas se torna uma norma. O descarte da diversidade que existe no ser humano acaba sendo um reflexo do que fazemos com nosso próprio planeta. Ao observarmos o ambiente em que vivemos, podemos notar que a vida sempre encontra uma maneira de acontecer, mesmo entre o concreto de edifícios.
Ignorar a variedade em que o ser humano passou a maior parte de seu tempo nos faz esquecer nossa própria identidade. Somos muito mais do que o padrão pelo qual nos encantamos, e vendemos nossa consciência e alma em troca de êxtase. Agora, mais conscientes dos benefícios e malefícios, temos a capacidade de ignorar o canto das sereias, e nos livrar de armadilhas.
Com educação, nossas capacidades não tem limites, fazendo com que nenhum sonho fique longe do nosso alcance. É preciso nos informarmos sobre as possibilidades que o mundo oferece, pois em alguns casos, nos acostumamos com apenas uma fonte. Sem o conhecimento necessário, ficamos à deriva, completamente expostos àqueles que querem se aproveitar de nós.
:-)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vitrola obsoleta

Ao observarmos os ciclos que regem nossas vidas, podemos ficar pasmos com a semelhança de certas situações em que nos encontramos durante nosso caminho. Nossos professores, os erros, nos colocam em cenários parecidos diversas vezes, na esperança de que sejamos capazes de aprender alguma coisa. Se temos algum hábito, fica mais evidente de descobrirmos, pois ele invariavelmente nos levará à encarar o mesmo tipo de questionamento.
Enquanto não mudarmos nossa mentalidade, continuaremos persistindo na mesma linha de pensamento, e não seremos capazes de passar por certos obstáculos. Existem certos problemas que nossa própria cultura criou, e que apenas podem ser resolvidos se deixarmos certas suposições para trás. Mas elas são difíceis de serem descobertas, pois nós as vemos como as bases de nossa vida, tão profundas que nem mais as consideramos.
Mas nossa perspectiva é apenas o começo das mudanças, pois para que ela tenha efeito, é preciso de uma ação que siga à altura. Ao mudarmos nosso comportamento, acabamos influenciando as pessoas que estão ao nosso redor, alterando nossa cultura. E quando isto acontece, nossa realidade se torna outra, mais consciente de seus atos.
:-)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Rotações interrompidas


Por vezes, o caminho na nossa frente se encontra tão fechado que, mesmo estando no melhor de nosso preparo, ele ainda é insuficiente para vermos para onde estamos indo. Certos comportamentos, que nos são passados quando ainda somos crianças, ficam parecendo verdades absolutas. Ao crescermos, entretanto, nos são apresentadas evidências dos contrário, e entramos em conflito em como agir.
Mudar de ideia é algo difícil para o indivíduo atual, pois fomos doutrinados à considerar erros ou descuidos como nossos inimigos, quando eles são nossos professores. São eles que nos ensinam que nada permanece o mesmo eternamente, e que mudar é necessário. Apesar de considerarmos nosso universo uma constante imutável, ele se parece mais com um fluído, cheio de variáveis instáveis.
Por existirem tantas, mais do que nossa mentalidade consegue compreender, fica difícil de enxergarmos realmente para onde estamos indo. Nossos antepassados pensaram isto, e se equiparam com bússola para achar a realidade que vivemos hoje. Mas o que era o sonho deles, hoje vemos que pode ser o pesadelo da próxima geração.
:-)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Virando o disco

A história da humanidade, assim como a de cada indivíduo, pode ser considerada como um disco em uma vitrola, ou um cd no player, para os mais modernos. Ficamos dando voltas, sempre retornando perto de onde partimos, onde a diferença é o que aprendemos nesta uma rotação. Desde pequenos, nos inclinamos para certas características, onde podemos aprimorar as qualidades e diminuir as falhas.
Cada um destes ciclos pode levar mais ou menos tempo, dependendo de quantos arranhões encontramos nas faixas, fazendo com que a música fique repetindo eternamente. À medida que nós, indivíduos, aumentamos nosso conhecimento sobre o universo, a espécie humana, como um todo, aprende mais uma nota. O paralelo entre a vida pessoal de cada um e a construção da cultura é estreito, sendo difícil de ignorarmos.
Caminhamos influenciados pela força centrífuga, que nos empurra para a borda, em uma evolução inconsciente de nossa mentalidade. Considerar o que acontece quando chegarmos ao fim do disco é algo que evitamos fazer, e vemos que ficar no mesmo lugar é uma vantagem. Existem coisas que são inevitáveis, e quanto antes as encararmos, antes teremos a possibilidade de mudarmos alguma coisa.
:-)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Limpeza Profunda

Quando notamos os problemas oriundos do pó e do lixo que vamos acumulando com o tempo, podemos acabar soterrados por eles, ou mudar nossa situação. Ao escolhermos o segundo passo, temos diversos procedimentos que podemos tomar, e cada tática tem seus benefícios e malefícios. Ao tomarmos a decisão de mudar nosso estilo de vida, podemos fazer uso de artifícios que diminuam ou, até, impeçam a entrada destes entulhos em nossas vidas.
Um destes artifícios é a volta à origens, onde aprendemos a viver como os antigos nômades, aproveitando tudo do mundo, mas sem acumular nada de material. Talvez nossa situação não permita viagens regulares ou distantes, o que não se mostra realmente necessário. Podemos aproveitar ao máximo o que temos em mãos, à nossa volta, se usarmos nossa mentalidade para isto.
Outra destas ferramentas é a utilização do que temos dentro de nós e que procuramos substituir com materiais físicos, mas de pouca substância. Viagens ao nosso próprio centro não custam nada, elas requerem apenas tempo, e nos presenteiam com a paz interior. Muitas das respostas sobre o universo em que vivemos residem dentro de nós, basta apenas prestarmos atenção.
:-)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Limpando as janelas

As metáforas para a arrumação da casa são ilimitadas, e funcionam em diversos níveis, onde podemos aplicá-las tanto para nosso próprio corpo, quanto para nossa cultura. A transparência é um destes aspectos, onde normalmente usamos para instituições, mas esquecemos de observá-lo dentro de nós. Por sermos guiados pelo mundo por forças externas, existem casos onde elas são contrárias à nossa vontade, e onde não somos honestos com nossa própria pessoa.
Muito dos efeitos que a propaganda tem em nossas vidas se dá por não fazermos esta limpeza interna, onde analisamos o que realmente necessitamos. Sem isto, fica fácil para qualquer um impor sua vontade sobre a nossa, pois é preciso pouco comercial para sentirmos atração por um produto. Temos uma natureza curiosa, fazendo com que fiquemos mais inclinados à novidades do que imaginamos.
Assim, nossa casa acaba ficando cheia de entulhos que não necessitamos, mas que adquirimos por não termos controle sobre nossos instintos. E quanto mais deles temos, mais difícil fica da luz entrar e de vermos o que está do outro lado. Até acabarmos soterrados por montanhas de lixo, criadas sem consciência, por animais gananciosos.
:-)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Tirando o pó

Quando limpamos a casa, encontramos certos objetos antigos, que deixamos guardados por estarmos ligados sentimentalmente a eles. Nestes re-encontros, nossas memórias nos remetem àquela época, onde revivemos um pedaço do que aconteceu, trazendo estas emoções à tona. Por vezes, fazemos uma avaliação dos benefícios e malefícios de manter por perto tais artefatos, pois nossa vida pode ter mudado completamente.
O equilíbrio entre o que carregamos do passado e o que devemos deixar livre para o futuro é algo difícil de se conquistar, pois não tem receita de bolo, dependendo de cada indivíduo. As experiências que cada um passou são diferentes, pois em sua base, tiveram diversos pontos de vista, divergentes em micro detalhes. Algumas faram com que tenhamos mais apego ao passado, enquanto outras mostrarão que precisamos nos abrir mais para o futuro.
Rever nossa bagagem é um passo importante para limparmos a casa, pois podemos estar com ferramentas que não nos são mais úteis, mas que podem ser para outros. Também pode ser o momento em que lembramos de uma memória eternizada pelo tempo, que nos renova a energia. Tudo deve ser colocado na balança, para que possamos decidir o que deve ficar e o que deve ser descartado.
:-)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sujando tudo

Por vezes, temos a impressão de que estamos fazendo um excelente trabalho, e que nossa limpeza irá terminar até antes do previsto. Cada descoberta tecnológica nos leva à um novo degrau, aumentando nossa eficiência sem prejudicar nossa eficâcia. Mas, infelizmente, existem os casos onde estamos vivendo uma ilusão, e ela apenas se mostra ser fumaça quando contamos com ela para nos segurar.
Certas saídas rápidas demonstram ter um resultado satisfatório no curto prazo, mas no que se refere à vida, elas acabam causando problemas ainda maiores. Em alguns casos são reações em cadeia tão simples, que fazem o bater de asas de uma borboleta criar o furacão que irá destruir a casa de nossos pais. E as vezes, apenas não percebemos esta série de eventos por não darmos a devida atenção ao que fazemos, nos tornando nossos próprios carrascos.
Uma decisão que cada indivíduo deve fazer é que ação tomará quando descobrir que trocou um desinfetante por um corrosivo, por exemplo. Mesmo que sua escolha seja não fazer nada, ele precisa estar ciente de que, ao trilhar este caminho, estará delegando a responsabilidade à outros. Não deveria se surpreender, então, ao se descobrir um escravo, seja dos seus próprios sentidos ou dos de outrem.
:-)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Arrumando a casa

De tempos em tempos achamos necessário dar uma geral em nossa casa, fazer uma faxina e se livrar de objetos do passado, que guardamos por sentimentalismo puro. Isto acontece em nossa morada em todos os sentidos, seja ele o corpo, nossa residência, ou até mesmo nosso planeta. A própria mente nos leva a refletir sobre certos caminhos que tomamos na vida, como se estivesse renovando alguns conceitos, adicionando experiência a eles.
São paradas que servem para retomarmos o fôlego, descansarmos depois de turbulências ou de nos prepararmos para as que virão. As conclusões que aparecem nestes momentos são essenciais, são elas que nos encherão de esperança ou medo, os combustíveis e obstáculos de nossas vidas, respectivamente. E mesmo sem percebermos, sempre podemos fazer a escolha entre um e outro, tomando as rédeas e guiando nosso próprio destino.
Devido à nossa juventude, não percebemos que cada vassourada contribuí para a limpeza completa da casa, no que se refere ao planeta. Vivemos entre cada uma delas, e podemos apenas imaginar qual será a cena que se apresentará quando, e se, terminarmos o trabalho. Nossa morada é grande, mas não infinita, o que torna tudo ainda mais possível de ser feito.
:-)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Governo


A maior liberdade que uma pessoa pode ter é a de moldar sua própria personalidade de acordo com o que considera mais prioritário em sua vida, pois ela é a base de onde o futuro será construído. Entretanto, para realizar tal feito, é necessário ter tempo para podermos encontrar as informações pertinentes, e ponderar sobre elas para chegarmos à uma conclusão. Algumas pessoas, no entanto, passam todo seu tempo neste planeta sem notar que estão sendo manipuladas como marionetes, de seu próprio corpo, por vezes.
Sem consciência do que estamos fazendo, acabamos nos comportando como pragas, vírus ou cancêr, pois somos as cêlulas de um organismo vivo. Nosso ego nos separa da natureza, quando na verdade somos parte dela, e acabamos com medo de uma reunião por causa do passado. Nossa lógica mostra sua maior falha neste ponto, pois nosso conhecimento é mais amplo, fazendo com que tenhamos vantagens que nossos ancestrais nem sonhavam.
Nossa diversidade faz com que existam aqueles mais ou menos propensos à mudanças, o que dificulta de vermos aquilo que acontece em nossa frente diariamente. Mudanças acontecem, com ou sem resistência de nossa parte, os acontecimentos seguem seu curso natural. Podemos lutar nossa vida contra, mas no final, todos são tocados pela mudança do universo.
:-)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Governo da Mente

Sendo o ego e o medo produtos de nossa própria cabeça, ao passarmos a controlá-los, tendemos a procurar mais a lógica do mundo. Observamos nossos arredores com olhos mais críticos, mas que, por vezes, podem deixar de lado peças importantes. Por não termos, ainda, a capacidade de medir certos fenômenos, escolhemos por descartá-los completamente, ignorando-os injustamente.
Além disto, se não revisarmos periodicamente as informações que temos, estamos fadados à ficar estagnados, ao contrário do que acontece com a natureza. Uma das maiores lições que podemos tirar do universo em que vivemos é que tudo se modifica, tudo evolui com o tempo. Nada mais correto, então, do que nos mantermos atualizados com as mudanças que acontecem, ainda mais quando algumas levam séculos ou milênios para acontecer.
Apesar de todo seu potencial, a mente não é perfeita, pois ela está baseada em sentidos de um corpo que pode ser facilmente enganado. A própria lógica pode nos levar até certo ponto, de onde deixamos de entender sobre o universo, e passamos a saber sobre ele. Quando sentirmos esta diferença, saberemos quem somos e para onde vamos.
:-)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Governo do Medo

Nosso ego nada mais é do que um mecanismo de defesa de nosso corpo, agindo acima dos instintos, nos guiando para sobreviver, e até progredir. Seu método é rústico, e novamente podemos ver seu reflexo ao nosso redor, em nossa sociedade, e em nossa cultura. A ferramenta utilizada por ele para nos doutrinar é o equivalente à violência física, pois sentimos os bloqueios impostos pelo medo da mesma forma.
Existem muitos tipos de medo, que vão desde uma simples apreensão até a total fobia, mas não percebemos que todos eles partem do mesmo princípio, que é nos adestrar. Assim como os instintos fazem na hora do pânico, se não treinarmos, o ego nos guia por toda a vida, tirando nossa consciência do caminho. Ele procura nos colocar sempre acima dos demais, pois assim é que, neste simplificado sistema, se garante a sobrevivência.
Com paciência e persistência ele pode ser controlado, sendo colocado em seu devido lugar, e nos deixando livres para fazermos o que é preciso. Para alguns isto significa parar de se preocupar com o que outros vão pensar, enquanto outros se colocam em posições mais perigosas para sua própria vida. Mas ao deixarmos o medo de lado, descobrimos que somos capazes de muitas coisas, até mesmo de mudar esta realidade.
:-)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Governo do Ego


O caminho evolutivo que a humanidade seguiu até agora foi fundado quando ainda éramos rústicos ao ponto de mal sabermos cultivar uma planta para nosso próprio consumo e de nossa família. Com base nisto, passamos o tempo todo produzindo para sustentar donos de feudos, senhores da guerra e políticos corruptos, que são escravos do próprio ego. Nossa sociedade atual é, do ponto de vista de nossos antepassados, o paraíso por eles idealizado, com tecnologia para produzir comida suficiente para ser jogada fora.
Para nós, no entanto, esta vida de servitude representa a falta da mais básica liberdade, pois acabamos sem tempo nem de pensar no que estamos fazendo. Vivendo por instinto, adestrados desde cedo, somos convencidos de que existe apenas um meio de sobrevivência, e que sem ele, estamos fadados à morte. Não é de se admirar, então, que consumimos como se não existisse amanhã, na eterna tentativa de saciar o insaciável ego.
Ao analisarmos o que está sendo feito com o planeta, vemos um reflexo do que fazemos com nosso próprio corpo, saturando ambos com produtos tóxicos, alguns que nem temos ideia do mal que fazem. Ao observarmos o grande cenário, vemos que ele nada mais é do que um espelho do que se passa dentro de nós, e o que acontece quando a futilidade cresce ao nível de ser aplaudida em pé em auditórios. O controle do ego é algo que não pode ser feito por mais ninguém, a não ser pelo indivíduo, e enquanto este não se conscientizar, continuará aceitando tudo que lhe é empurrado sem questionar, mesmo que seja pela sua própria cabeça.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quem Governa?


Todos os dias, realizamos ações que consideramos serem o resultado de decisões conscientes, mas que quando submetidas à uma análise, se mostram exatamente o contrário. Apesar de uma parte ser reflexo de nossos instintos naturais, outra são respostas que fomos adestrados à dar, desde que somos concebidos. Raros são os momentos onde estamos cientes do que fazemos, e das consequências que nossos atos desencadeiam no planeta.
Podemos observar mais claramente este fato em nossa estrutura social, que nada mais é do que uma versão macroscópica do que acontece dentro de nós. Certos psicanalistas dizem que somos governados pelo ego, o que é irônico, já que os partidos governistas ao redor do mundo refletem exatamente isto. Cada um é um pedaço de nossa mentalidade, sempre em conflito, tentando mandar no todo, mas sem notar o que realmente são, e qual seu verdadeiro papel.
Ao fazermos uma reflexão sobre nossa própria vida, acabamos mudando muito mais do que imaginamos, pois, como já disseram, nenhum homem é uma ilha. Ao começarmos a ver a realidade sob uma nova perspectiva, alteramos nosso jeito de ser, e, invariavelmente, nossos relacionamentos. E assim como quando as sinapses dos neurônios mudam, nós mudamos, podemos fazer o mesmo com todo o planeta.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Alunos

As diferenças de classe sociais, raça, religião ou sexualidade são criações humanas que nos distanciam da realidade de que somos todos alunos da vida. Ao ajudarmos uns aos outros, acabamos, por vezes, deixando nosso ego crer que somos professores, sem notar o quanto ainda temos à aprender. Essa diferenciação acaba sendo prejudicial, pois nos separamos e bloqueamos novas informações, ficando estagnados em nosso aprendizado.
Entender o que existe ao nosso redor, e principalmente, dentro de nós, deveria ser nossa maior preocupação como aprendizes da vida. Os testes que passamos são personalizados, criados para cada um individualmente. Não existe, portanto, uma maneira de nos compararmos uns com os outros, sendo uma futilidade mantermos uma competição sobre algo que não pode ser medido.
Todavia, o que pode nos ajudar é a cooperação, pois ela transmite conhecimento, expandindo nossa mentalidade e consciência. É ela que nos ajuda a melhorar nosso estilo de vida e nossa compreensão sobre o universo, de uma maneira prática e de fácil assimilação. Ao estendermos a mão para nosso vizinho e irmão, não estamos ajudando somente a eles, mas a nós mesmos.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Horário

A escola da vida tem uma maneira mais personalizada de lidar com nossas necessidades, nos ensinando de acordo com nosso ritmo. Para ela, relógios e calendários não são nada, pois ela se preocupa em nos dar a lição certa quando mais precisamos. Cada pessoa tem uma relação diferente com a realidade em que vive, e baseado nisto a aula pode levar mais ou menos tempo, sem sofrer interferência do que inventamos.
Por funcionar até mesmo quando estamos dormindo, nosso estado de espírito e nossa mentalidade são os principais reguladores de tempo nesta escola. Até mesmo nossos sonhos e pesadelos tem algo a nos ensinar, se prestarmos atenção, pois eles também são formas de comunicação. Na escola da vida nada acontece por acaso, sempre existindo um motivo por trás de qualquer evento.
Por estarmos dia e noite nela, temos a chance de nos manter em constante aprendizado, renovando eternamente nossa mentalidade e estimulando nossa criatividade. A cada passo que damos, novos níveis de interpretação se revelam, nos deixando a par de razões para o que antes eram mistérios. A cada segundo temos chance de entender mais sobre o universo que nos rodeia e sobre nós mesmos, não existe hora específica para aprender.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Professores

Durante nossa jornada, encontramos todos os tipos de professores na escola da vida, dos mais óbvios aos mais sutis. Suas lições vão desde simples conselhos até bordoadas que deixam marcas no corpo e na alma, mas sempre com o intuito de nos fazer crescer. Mas diferente do que acontece nas escolas convencionais, nesta conhecemos mestres de todas as idades, e em todos nossos anos.
Pouco notamos, mas durante nossa estada nesta realidade, não encontramos apenas uma espécie de professor. Graças à rica e ampla diversidade que nos rodeia, podemos nos tornar aprendizes de praticamente qualquer coisa, de humanos à outros animais, do mundo vegetal ao mineral. Sabendo ouvir e tendo uma mente aberta, somos capazes de ler o universo como um livro, onde fazemos parte do conto.
Com a modernidade e a praticidade, acabamos deixando diversos mestres de lado, ignorando a vitalidade de seus ensinamentos para nosso dia a dia. Desta maneira, perdemos um pouco da diversidade que nos faz ser quem somos, o que nos leva à uma procura eterna e angustiante. Observando com mais atenção, podemos notar que eles ainda estão por aí, apenas esperando que os alunos voltem a lhes dar atenção.
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sala de aula

Enquanto não aprendermos as lições que a vida nos passa, ficamos presos em situações que se repetem eternamente, na tentativa de nos ensinar algo. Elas podem ser cômodas, onde ficamos décadas no mesmo cenário, antes de notar o que está acontecendo e se aborrecer com ele. Mas elas também podem ser incomodas, fazendo com que procuremos uma saída o quanto antes.
No primeiro caso, o aprendizado é longo, e a lição acaba sendo mais absorvida, devido à extensa convivência com o cenário. Podemos não notá-lo com facilidade, pois o comodismo nos deixa anestesiados para a realidade, até o cansaço se abater. Quando notamos, no entanto, sofremos mais para sair da inércia, pois a armadilha acabou se tornando nossa zona de conforto.
Quando sofremos diretamente por consequência de nossos atos, acabamos notando mais claramente os ensinamentos que a vida quer nos passar, mas nem sempre aprendemos o que precisamos. Como um curativo tirado rápido, temos um grande sofrimento, mas por ser por um curto espaço de tempo, acabamos descartando a sensação. Ao notarmos este e outros cenários, acabamos entendendo mais sobre esta incrível escola, e seus professores.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Escola da vida

Nossa vida é uma verdadeira escola, de onde tiramos lições constantemente, que nos são explicadas em nossa linguagem pessoal, para um melhor entendimento. Por causa disto é que indivíduos observam a mesma situação sob perspectivas diferentes, já que cada um tem uma vivência distinta. Por mais que sejamos tratados iguais, os detalhes nunca serão percebidos da mesma forma, pois cada um aprende o que lhe é necessário.
Nosso ambiente dita o que precisamos aprender para conseguir sobreviver, e depende de cada um notar o que mais se encaixa com suas habilidades. Cada pessoa tem mais proficiência para certos assuntos do que outras, e com base nisto é que o trabalho de um incrementa o de outro. Ao cooperarmos com as pessoas ao nosso redor, acabamos aprendendo sobre pontos de vista que, talvez, nem tínhamos sonhado antes.
O que fazemos com as lições que tiramos da vida são o que definem nossa sociedade, pois são essas ações que irão definir nossa cultura. Por isto que, ao observarmos o coletivo, não podemos esquecer que são nossos atos individuais que o compõe. Esta é uma das lições que ainda precisamos mostrar que aprendemos, parando de apontar dedos para os outros, e mais para nós mesmos.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Identidade

Por mais que tenhamos conhecimento do que está ao nosso redor, nosso relacionamento com o ambiente nunca será simbiótico enquanto não soubermos quem somos dentro dele. E enquanto não encontrarmos nossa própria identidade, nossas opções ficam restritas à nossas associações, limitando nossa imaginação e nosso papel. Questionarmos o que realmente é o ser humano é essencial, principalmente por não termos respostas satisfatórias, nem coerentes.
Para a medicina, nada mais somos do que um conglomerado de células que se agruparam em conjunto para formar órgãos, e estes, um corpo. Mas a ciência não apresenta soluções para os mistérios da memória, de onde aparecem certas condições que não tem nenhuma relação com o indivíduo. Ainda é dificil de existir uma explicação até mesmo para a diferenciação celular, sendo que todas se originam do mesmo ponto e possuem o mesmo DNA.
A ciência ainda está restrita ao aspecto físico, deixando uma gama de opções de lado, mas que aos poucos vão sendo integradas a ela. Quanto mais descobrirmos sobre nós mesmos, maiores são nossas chances de descobrirmos nossa função neste organismo vivo que é o planeta Terra. E curarmos certas doenças que nos infectam tão facilmente por não sabermos mais sobre nós, e o ambiente em que vivemos.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mentalidade


Certas estruturas da sociedade que temos à milênios, por vezes podem acabar tendo uma utilização diferente das que estamos acostumados. Nossa cultura é um reflexo da maneira que guiamos nossas vidas, mas por se separarem do resto da comunidade, algumas pessoas são pegas desprevenidas. Sem entender como nosso próprio comportamento tem uma grande influência no resto da população, ficamos alheios ao que atingimos, e ao que pode nos atingir.
Enquanto mantivermos uma mentalidade egoísta e consumista, não podemos esperar, por exemplo, que os representantes do povo sejam diferentes. E o mesmo pode ser dito de outros órgãos e instituições, pois o princípio é o mesmo, pois eles são feitos de pessoas. Ao mudarmos nossa perspectiva, entretanto, somos capazes de fazer uma grande diferença.
Aos poucos, nossas ideias vão se propagando, influenciando aqueles que irão impulsioná-las ainda mais longe, caso o benefício seja maior do que a situação atual. Enquanto não for apresentado um quadro melhor, a inércia fará com que fiquemos no mesmo estado, até ser tarde demais. Ao percebermos o alerta, podemos nos antecipar e agirmos conscientemente, dirigindo nosso caminho para onde quisermos.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Participação


Com o advento da praticidade, acabamos perdendo o contato com certos aspectos da vida em sociedade, delegando-os à outrem. Termos como “cidadania” acabaram mudando de significado na prática, de forma tão lenta que não notamos. Ao entregarmos o total poder de decisão sobre os direitos e deveres das pessoas para um seleto grupo, abdicamos de muitas coisas, principalmente da liberdade, que permanecerá eternamente um sonho.
Por estarmos mais focados em nossas próprias vidas, acabamos deixando passar certos episódios onde deveríamos tomar uma posição mais ativa, por influenciarem nossa vida. Por não termos uma postura onde consideramos o mundo como nossa casa, aqueles que o tem acabam tomando conta, mesmo que sejam ditadores sadísticos. E quando notamos, percebemos que somos tratados como animais, sem capacidade de raciocinar logicamente.
Talvez o que nos mova seja mesmo as situações críticas, pois elas nos impulsionam à sobrevivência, mas não vemos que nestes momentos, agimos por impulso. Ao conseguirmos pensar e planejar antes de utilizar apenas instintos, conseguimos resultados mais duradouros e precisos. Nossa condição de cidadãos não depende de títulos ou tratados, mas de nossas ações em nosso dia a dia, e suas consequências.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Casa


Tentamos ver nossa sociedade como justa e equilibrada, sem notar que estes valores não são frutos de questionamentos, mas de propaganda feita por gerações passadas. Ao indagarmos sobre o que mantém nossas comunidades coesas, acabamos encontrando mais respostas que remetem à medo do que respeito. O uso da força é constante e abusivo, sendo o principal método de controle das instituições, apesar dos anúncios pregarem exatamente o contrário.
Em um ambiente deste tipo, onde acabamos sendo doutrinados a não questionar a base do que nos mantém juntos, usamos antigas técnicas que propiciam a desigualdade. Além de não resolvermos os problemas, acabamos enriquecendo os meios deles proliferarem, nos iludindo com dados de curto prazo. Ao observarmos toda a figura, no entanto, notamos que a rápida solução não se mantém, e é encoberta pelos estragos que aparecem mais tarde.
Em vários períodos da história da humanidade, mudamos nossa cultura para englobar novas informações, à medida que nosso conhecimento é enriquecido. Mas nossa economia, até hoje, não mudou o princípio, apesar de ter mudado de forma diversas vezes. Ao percebemos o que ela realmente gera, as consequências de sua prática, notamos de onde aparecem muitos de nossos problemas.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Abrindo a Mente

Para entendermos melhor o planeta em que vivemos, é preciso analisá-lo por todos os lados possíveis, o que não é uma tarefa fácil. Por ser um globo, podemos abordá-lo de infinitas maneiras, o que nos leva a concluir que, por mais que o fizermos, dificilmente poderemos dizer que temos uma compreensão completa. Não é uma tarefa impossível, mas precisamos de muita disciplina e treino para chegarmos cada vez mais perto do objetivo.
Os ensinamentos que nossa cultura trouxe são um ponto inicial, mas não podem ser considerados únicos, e muito menos, as verdades supremas. Por serem partes do todo, eles possuem em si uma parte que corresponde à realidade, mas devemos ter em mente que são apenas peças de um quebra-cabeças. É preciso procurarmos mais para termos uma visão melhor do mundo em que vivemos, pois assim descobrimos mais possibilidades do que podemos ser e fazer.
Ao encontrarmos mais informações, certos dogmas do passado irão cair, ou talvez serão aprimoradas, dependendo de onde se encontram no quadro geral. Nossa cultura atual suprimiu muitas que existiam, chegando à queimá-las em fogueiras para se tornar a principal. Mas como a diversidade humana é ampla, talvez seja hora de resgatarmos alguns destes ensinamentos, para descobrirmos outros fragmentos que ilustram nossa variedade.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Oportunidades


Enquanto não encararmos nossa realidade de frente, observando as reais causas de problemas, deixaremos passar muitas oportunidades. As possibilidades que temos em nossas mãos são inúmeras, mas por não termos um contato maior com o mundo, chttp://www.blogger.com/img/blank.gifonfundimos com chances. E por não sabermos a diferença, acabamos criando mais problemas do que solucionando, vivendo eternamente de esperanças nunca realizadas.
Nossos conceitos, provenientes de séculos de escassez sem tecnologia ou conhecimento, acabam criando barreiras para que possamos crescer. Sem uma atualização deles, estamos fadados à nos manter na mesma situação que nossos antepassados, limitados no crescimento. Mas ao mudarmos nosso ponto de vista, somos capazes de utilizar nossos avanços em outras áreas para resolver as questões sociais.
Mais do que isto, podemos recriar nossa sociedade de tal forma que pareceria um paraíso, segundo os conceitos de nossos antepassados. O que realmente nos segura não é falta de recursos, mão de obra ou de conhecimento. O que nos restringe são amarras do passado, que não pensamos em tirar de nossos calcanhares ainda.
:-)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Economia

O conceito de economia que temos hoje em dia é o mesmo criado à milhares de anos atrás, onde as condições de vida das pessoas eram diferentes das de hoje. À medida que vamos estudando história, descobrindo sobre os acontecimentos do passado, notamos que avançamos em muitos sentidos, mas que ainda não encostamos no principal. Exatamente o que achamos que mantém nossa sociedade unida ainda são os mesmos parâmetros de milênios, quando decidimos parar de vagar pelo planeta.
Com a evolução da tecnologia e do conhecimento sobre o planeta e o universo, descobrimos que estávamos enganados sobre muitos aspectos, nos fazendo rever os conceitos que tínhamos. Hoje em dia vemos que o mesmo se dá com nosso sistema monetário, pois entendemos que ele tem, desde seu início, servido para incitar os problemas sociais que temos. Apesar de seu lado benéfico, atualmente somos capazes de achar inúmeras alternativas com o mesmo propósito, mas sem os efeitos colaterais providos por ele.
No passado, para deixarmos uma ilusão de lado, mudamos nossa perspectiva do mundo de um plano para um globo. Novamente devemos deixar para trás certas figuras formadas por fumaça, e nos concentrar na realidade em que estamos inseridos. É hora de procurarmos respostas que mais condizem com nossa situação atual, nos atualizando e evoluindo novamente.
:-)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

União


O modo como entendemos o mundo acaba sendo refletido em nossas ações, e consequentemente, em nossa cultura, quando nos reunimos em comunidades. O sistema social que temos atualmente é uma consequência de como nossos ancestrais respondiam ao planeta, em uma época diferente da nossa. Por termos um avanço tecnológico, nossa situação mudou, mas ainda mantemos certas estruturas que acabam servindo de barreira.
Podemos ver um exemplo claro na própria política que temos, onde nos separamos por partidos, que são forçados à competir, quando são complementos uns dos outros. Nossa diversidade é ampla, e cada ponto de vista é apenas uma parte dela, que deveriam agir em conjunto como um organismo vivo, e não lutar uns com os outros. Uma metáfora que podemos usar para o que fazemos atualmente é sobre os órgãos do corpo, que ao invés de funcionar em unísono, se digladiam, destruindo todo o organismo.
Portanto, se quisermos manter o corpo que compomos inteiro, é preciso notarmos que, apesar de sermos completamente distintos, precisamos trabalhar juntos. Cada um tem seu papel para cumprir, e enquanto uns são melhores em limpar a casa, outros tem a tarefa de fazer o alimento, todos sendo igualmente importantes. Nossas diferenças são nossos elos de ligações, e nossa união é o que fará com que fiquemos completos, não nossa competição.
:-)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Libertação

Nossos antepassados viveram em um período árduo, onde tecnologia e conhecimento eram escassos, e por isto, recursos eram de difícil acesso. Como consequência, o caminho que foi seguido para evoluir foi à procura de facilidades do dia a dia, ter mais conforto e comodidade. Mas as gerações que se seguiram tiveram cada vez mais benefícios, fazendo com que um limite não fosse estipulado, e a praticidade virasse o lema.
Ao notarmos nossa cultura atual, onde vivemos no ápice do que era procurado por nossos ancestrais, vemos o cúmulo em que chegamos. Longe de se dar ao trabalho de pesquisar e experimentar, nossa geração se acostumou à apenas ingerir o que lhe é dado, independente do que for. Não nos preocupamos mais com o que recebemos, pois fomos domesticados ao ponto de ficarmos felizes apenas em abanar o rabo em troca de um petisco.
Até mesmo os meios de comunicação em massa fazem pouco esforço para saberem o que realmente estão publicando, dando mais ouvidos à boatos do que fatos. Com a econômia sendo voltada ao lucro, as consequências acabam sendo a destruição de conhecimento e a proliferação de superstições. Com estudo e vontade, podemos mudar este quadro, procurando a verdade e relevância do que nos é apresentado.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Porque mudar


Apesar de parecer óbvio, existem aqueles que estão alheios ao que acontece no mundo, e como podem ser afetados. Também existem aqueles que, mesmo vendo o que se passa ao seu redor, não enxergam o que isto significa para suas vidas. A ignorância, consciente ou não, foi o que construiu nossa realidade como a temos hoje, com seus benefícios e malefícios.
Por termos uma parcela pequena da população que consegue usufruir do que o sistema social atual tem a oferecer, podemos considerar que ele acaba sendo destrutivo. A maioria das pessoas acabam apenas sobrevivendo, o que é inaceitável quando consideramos o potencial que temos. Para realmente merecer os títulos de racionalidade e civilidade, o ser humano precisa apresentar melhores resultados do que tem feito, principalmente para consigo mesmo.
Nossa necessidade de uma mudança se dá ao percebermos que, em um mundo cada vez mais globalizado, a concentração de recursos está em cada vez menos mãos. Permitir que pessoas sofram e morram, enquanto recursos são disperdiçados, apenas para manter o lucro de poucos, não é algo que pessoas conscientes permitiriam. Está na hora de acordarmos de um sonho que se tornou pesadelo, e trabalharmos para mudar nossa realidade.
:-)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Consciente

Ter novas opções de se ver o mundo e a nós mesmos, conhecer novos horizontes sem precisar estar lá, e ter a liberdade de alcançar os sonhos mais primordiais que tivemos, acabam tendo um impacto em nossa consciência. Acabamos notando certos detalhes que antes não percebíamos, mas que acabam fazendo toda a diferença, e mudando nosso jeito de ser. Aprendemos outras lições com experiências que, talvez, estejam se repetindo em nossa vida, e crescemos ainda mais com elas.
Estamos notando que, para salvar nossa própria morada, e consequentemente, a nós mesmos, precisamos mudar certos hábitos que gerações passadas lutaram para criar. O fazemos porque descobrimos que o que era bom para eles, não é necessariamente benéfico para nós, principalmente por vivermos em uma época diferente. E ao notarmos este fato, descobrimos que temos coragem e força para enfrentar qualquer obstáculo que se apresente.
Podemos começar sozinhos, mas como inúmeros exemplos em nossa história mostram, outros se juntarão a nós, se tivermos uma boa causa. O que as pessoas precisam para mudar é apenas um incentivo, alguém que dê o primeiro passo em outra direção, que tenha a bravura de ir aonde outros apenas sonham. E elas seguirão estes desbravadores, pois o verão como heróis a serem seguidos.
:-)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Livre


A cooperação entre as pessoas tem, a cada dia, mostrado novos patamares de onde podemos chegar, se mudarmos nossos pontos de vista. A prisão criada por um sistema econômico que acaba mais destruindo o planeta do que o salvando, está se desfazendo. O controle que instituições antigas haviam conseguido sobre a população, está se dissipando, à medida que mais pessoas acordam para o novo paradigma.
Movimentos como os do software e hardware livres, tem mostrado ao mundo que existem alternativas baratas e duradouras, diferente das encontradas em prateleiras hoje em dia. E elas são oferecidas ao público sem nada ser pedido em troca, a não ser, talvez, um pouco de estudo e responsabilidade. Mas estes acabam agindo em benefício do próprio usuário, que por vezes, acaba se sentindo motivado em dar algo de volta à comunidade.
Com recursos sendo disponibilizados para as pessoas, elas acabam se interessando em usá-los para ajudar as pessoas ao seu redor, pois não estão presas à competição pela sobrevivência. Quando usamos a tecnologia para livrar indivíduos do serviço repetitivos, eles acabam se tornando cidadãos, preocupados com o lugar onde vivem. E quando unimos a preocupação com tempo livre e recursos disponíveis, acabamos libertando nações inteiras.
:-)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Descentralizado e Interligado

A evoluçao dos meios de comunicação tem criado novas oportunidades para o público, remodelando como as pessoas interagem umas com as outras. Distâncias, que outrora representavam um problema, agora mostram um outro lado, conectando diferentes culturas. Até mesmo as hierarquias, que antes tinham uma forma piramidal, agora tornam-se círculos, onde todos tem o mesmo poder de contribuição.
Pessoas diferentes possuem pontos de vista diferentes, apesar de compartilharem o mesmo objetivo e, em certos casos, os mesmos gostos. Isto tende a criar uma rede de relacionamentos onde alguém que se interesse por determinado assunto, possa ajudar um grupo de indivíduos, mesmo morando em outro lugar, e tendo uma formação distinta dos demais. As possibilidades de resultados são tão amplos quanto a diversidade humana.
A descentralização da informação também é uma consequência do método científico, pois qualquer teoria pode ser experimentada por um grupo maior de cientistas. Em qualquer garagem por aí, pode estar sendo desenvolvida uma teoria que irá revolucionar novamente como vemos o mundo. Afinal, para ser cientista basta ter a curiosidade para conhecer, e a vontade de realizar o experimento.
:-)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mundo Quântico

Um dos aspectos que está começando a mudar é a forma como vemos o mundo, onde até agora percebíamos apenas a dualidade, ignorando parte do espectro que nos cerca. Ao observarmos mais do que o simples sistema binário com a qual estávamos acostumados, acabamos notando um mundo diferente, com novas possibilidades. Algumas, inclusive, que pareceriam impossíveis ou fruto de mágicas além de nossa compreensão.
A própria física tem se adaptado ao se atualizar de acordo com os novos dados que tem surgido em pesquisas científicas, mostrando que nosso entendimento sobre o universo, novamente, poderia estar equivocado. Ou melhor dizendo, talvez nossa visão sobre o que nos cerca não estivesse completa, existindo algumas partes encobertas por nuvens e neblinas que não nos permitiam ver. Mas desta vez, estamos com a sabedoria que ainda não temos a totalidade, e que existe ainda bastante para descobrirmos por aí.
E não é só aí fora que esta nova perspectiva tem feito mudanças, mas até na maneira como vemos a nós mesmos. Estamos descobrindo novas escalas de habilidades e sentimentos, encontrando força no que antes parecia trivial e mundano. Estamos encontrando uns aos outros com mais facilidade, e ao fazermos isto, acabamos achando a nós mesmos.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Novas estruturas


Ao observarmos os eventos que tem ganho força ao redor do mundo, notamos que novas estruturas estão surgindo como alternativas para as atuais. Algumas terão mais sucesso que outras, existindo também a possibilidade de uma convivência harmoniosa de várias delas. Os diversos aspectos de nossa sociedade requerem diferentes abordagens, algo que ainda não foi visto em uma implementação de larga escala.
Com uma nova mentalidade, preparada para lidar com mais de um ponto de vista ao mesmo tempo, as comunidades que estão surgindo mostram que ter força não é algo restrito à músculos. Elas estão se fazendo ouvir e ganhando mais adeptos a cada dia, com propostas atrativas e envolventes, tentando resolver antigos problemas. Propostas antigas estão recebendo atualizações, onde chegam a ser mescladas umas às outras, criando respostas que podem ser velhas e novas ao mesmo tempo.
A globalização mostrou que, como tudo em nosso mundo dual, pode ter um lado positivo para compensar o negativo. Enquanto o sistema financeiro tem apresentado problemas em lidar com todo o planeta, a cultura tem se adaptado e enriquecido com ela. A revolução que está tomando forma mostra que, apesar de todas as diferenças, as pessoas podem se unir, e mudar totalmente sua realidade, se o quiserem.
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