Direitos e deveres são nossas noções do mundo resultantes do período de escassez que nossos antepassados passaram. Sem a tecnologia necessária para produzir com abundância naqueles tempos, qualquer pessoa que não realizasse uma ação direta e visível para o que era conhecido como melhoria da sociedade, era transformada em párias. Apesar da Revolução Industrial ter mudado a realidade em relação à fabricação de bens, a falta desta informação para a população manteve o ponto de vista de que descanso, tempo para pensar e pesquisar são benéficos para toda a comunidade.
Sem saber que a situação dos recursos havia mudado, as pessoa mantiveram os mesmos hábitos que tinham antes, principalmente os econômicos. Isto significou o início de uma luta contra a própria evolução tecnológica, pois cada máquina que deveria ser criada para libertar o homem de suas tarefas manuais e repetitivas, acabou sendo vista como uma usurpadora de empregos. Por isso, a cada dia, ainda clamamos direitos e deveres sobre aspectos da vida comunitária que não tem mais razão de existirem, enquanto ficamos embasbacados com nossa crescente semelhança com certas criaturas mitológicas.
No momento em que aprendermos sobre nossa realidade tecnológica, e termos a capacidade de mudar nossa economia para uma baseada em recursos, conseguiremos simplificar a grandiosa lista de direitos e deveres. Apenas quando realmente conseguirmos garantir, em todos aspectos possíveis, o direito à vida, e tivermos a responsabilidade pessoal de honrar o dever de respeitar o próximo, veremos que eles são partes fundamentais de quem queremos ser. Quando compreendermos isto, eles não precisarão mais ser impostos por leis, com ameaças e uso da força. Virão naturalmente.
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