terça-feira, 31 de maio de 2011

Os Guerreiros

Quando abrimos livros de história e mitologia, nos admiramos com as aventuras de alguns personagens. Acabamos focando em seus feitos, e como eram, sem notar o trabalho requerido para chegar naquele patamar. Inúmeras horas de aperfeiçoamento são resumidas em poucas linhas, nos dando a impressão de que suas habilidades são fruto de atos divinos ou de genética superior.
Mas a maior qualidade dos guerreiros eram sua determinação. Incontáveis momentos de treinamento acabam se perdendo nas páginas, pois são processos longos, lentos e repetitivos. Sem trazer tanta emoção quanto batalhas e duelos, são ignorados, fato que acabou em nossa cultura atual como a procura da praticidade.
Sem percebermos todo o suor necessário para alcançar tal maestria, acabamos nos iludindo e procurando os meios mais rápidos. Incapazes de compreender a simplicidade do treinamento, e suas qualidades, que fazem toda a diferença na criação de um verdadeiro guerreiro, acabamos sem eles. Isto pode ser crucial em um momento decisivo da sociedade, como estamos vivendo agora.
:-)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Culturas da Antiguidade

Quando se fala em olhar para o passado, temos muitas opções de para onde olharmos. Afinal de contas, somos a soma de todas aquelas partes e muitas outras. Antigamente, era necessário se andar à cavalo ou a pé por dias para se chegar no vilarejo vizinho, ou apenas no vizinho, em certos casos.
Esquecemos, por vezes, das dificuldades que nossos ancestrais passaram, que os tornaram o que eram, e consequentemente, influenciam nossas vidas até hoje. E por pensarmos que o mundo já apareceu pronto, do jeito que o conhecemos, imaginamos que tudo sempre foi desta maneira, e que não adianta mexer nele. Mas nos enganamos, pois era muito diferente do que temos hoje, e essas mudanças aconteceram ao longo de muito tempo.
Sem percebemos, também deixamos muitos aspectos de nossa cultura para gerações futuras. Talvez elas olhem para trás com admiração, assim como olhamos para os mitos antigos, com seus heróis e aventureiros. Mas também é possível que, ao estudarem nossa época, cheguem à conclusão que foi o período em que a humanidade ficou estagnada, admirada com o próprio umbigo.
:-)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Utilização


Cada pessoa sabe o que mais interessa à ela mesma, e portanto, devería ser um direito de todos perseguir de sua maneira o aperfeiçoamento de suas habilidades naturais para o aprimoramento da humanidade. Uma das maneiras de alcançarmos este objetivo é se tivermos as condições básicas de sobrevivência atendidas, liberando o tempo necessário para trilharmos nosso próprio caminho. Paradoxalmente, para conseguirmos atender as condições básicas de todas as pessoas do planeta, é preciso empregar nossas habilidades naturais em prol da sociedade, para mudá-la do presente paradigma.
Contrário à crença popular de que precisamos apenas esperar um “escolhido” chegar ao poder para termos nossas vidas resolvidas, este é um esforço que deve ser feito pela maioria das pessoas. Somente quando aprendermos que somos todos capazes de mudar o mundo, é que iremos de fato fazê-lo. Afinal, quem cria a idéia de uma guerra, por exemplo, são coronéis e presidentes; mas quem a transforma em realidade são os soldados.
Ao seguir o incentivo do consumo desenfreado, estamos ouvindo as ordens do sistema monetário, e lutando em sua guerra. Por ter seu objetivo no lucro, a vida não é sua prioridade, e ele sacrifica sua imensa reserva de peões sem pestanejar. Mas mesmo os soldados mais rasos podem achar o incentivo certo para sair da guerra, deixando os maiorais gritando para o vento, impotentes e sozinhos.
:-)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Propositalmente objetivo


Nada mais recompensador do que saber que o resultado de seu trabalho contribuiu para uma causa nobre. Mas é preciso cuidado e informação, pois como a Inquisição e a Revolução Industrial mostraram, mesmo aqueles com a mais sagrada das causas podem cometer atrocidades inimagináveis. Por causa do progresso, destruimos muito de nossa própria casa, e por causa de lucros, estamos acabando com o resto.
Ter um objetivo é necessário, mas é preciso também a responsabilidade de analisar seu impacto. A lei da ação e reação pode, em certos casos, trazer consequências que não estávamos esperando, transformando a vitória em uma derrota. Quanto mais informações puderem ser coletadas e estudadas, mais precisa será a decisão que iremos tomar.
Também é preciso observar os caminhos para chegarmos em nosso propósito, pois eles representam diferentes pontos de vista do mesmo assunto. Podemos abordar nosso alvo de incontáveis maneiras e, portanto, se vemos apenas uma solução, é porque nossos dados ainda são escassos. Em nossos dias, onde a informação chega a inundar a mente das pessoas, não deveríamos ignorá-la por preguiça ou comodidade.
:-)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Autônomo

Outro grande incentivo que podemos ter é a liberdade de fazermos o que quisermos quando queremos. Ser autônomo, em toda sua amplitude, é poder ouvir o ritmo do próprio corpo e agir quando ele está em seu ápice. É quando aprendemos a deixar nossa inspiração fluir de uma forma que conseguimos entender e controlar, para captar seu máximo potencial.
Embora algumas empresas estejam abrindo seus olhos e mudando a forma rudimentar de trabalho popularmente conhecida, ainda existe outro grande obstáculo que não nos deixa alcançar um patamar mais elevado. Enquanto nossa sociedade se estruturar ao redor de um sistema que dependa dela, ficamos acorrentados à ele. Acabamos presos ao nível dele, incapacitados de crescer, obrigados à sustentá-lo indefinidamente.
Temos as ferramentas necessárias para mudar este quadro, criando um sistema que faça exatamente o contrário do que o atual faz: nos sustente e nos liberte. A mudança de mentalidade necessária para que isto aconteça requer que cada um ache o autônomo dentro de si. Ele mostrará as habilidades naturais de cada um e seu ritmo, auxiliando na construção de um mundo melhor.
:-)

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Mestre


No lado ocidental do mundo, nos orgulhamos da nossa chamada liberdade, em comparação com outros locais. Mas quando realmente analisamos como vivemos, notamos que apenas podemos escolher o que já foi pré-definido para nossa vida, e apenas se tivermos acesso à dinheiro. Não temos a liberdade de ter nosso próprio chão, sem ter que pagar tributos, e portanto, estamos presos à um sistema arcaico.
Um dos maiores incentivos que o ser humano pode ter é o de melhorar suas habilidade, aquelas que lhe dão prazer de fazer desde que criamos consciência. Entretanto, ficamos impedidos de seguir o curso natural do nosso corpo ou cabeça, pois temos que sustentar um mundo de fantasias, onde poucos aproveitam o suor de muitos. Uma realidade criada pelo uso da força, que não tem mais condições de se sustentar e, por isso, é obrigada a sacrificar tantos diariamente, em guerras sem sentido.
À medida que amadurecemos nossa mentalidade, procuramos voltar às raízes e aperfeiçoarmos nossas habilidades, deixando todo o resto em segundo plano. Ao fazermos isto, acabamos virando as costas para a antiga realidade, e passamos a criar uma nova, mais adequada para nossas necessidades. E que incentivo maior poderíamos ter do que criar um mundo à nossa própria imagem e semelhança?
:-)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Incentivos

Incentivos são o que nos impulsionam em nosso dia-a-dia, e mesmo assim, damos pouca importância a eles. Podemos ver mais claramente quando analisamos o modo de vida de nossa sociedade e constatamos que toda a gama que temos foi simplificada e trocada pelo lado financeiro. Mas como alguns estão descobrindo, ele chega a ser um empecilho em alguns casos.
E justamente neste ponto que estamos negligenciando sua existência. Estamos treinando a próxima geração para ignorar seus sonhos e partir em busca do que ainda achamos ser o ideal. Deixamos que eles sejam mais adestrados do que fomos, e se tornem consumistas fervorosos.
Ao passarmos nossos próprios sonhos como se fossem a única solução, passamos os grilhões que foram presos em nossos tornozelos para outros. E o pior é que não ficamos sem eles, os trocamos por outros ainda mais difíceis de se livrar. Entretanto, com uma mudança de atitude, acabamos mudando também mente, e estas podem mudar o mundo.
:-)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Colocando em prática


Fazer planos e criar uma visualização mental são o início da disciplina, mas eles perdem sua validade se a ação não acontece. Qualquer mudança que iremos fazer, qualquer objetivo que iremos alcançar, irão requerer uma execução. Seja ela mental ou física.
Por sermos os motoristas de nossas vidas, temos o privilégio de estar no controle e decidirmos a direção que iremos. Algumas pessoas não notam, mas mesmo que tenhamos crescido viajando por uma estrada, existem diversas saídas que podemos tomar, diversos rumos que podemos tentar. Até mesmo o veículo que estamos usando pode ser adaptado, pois temos as habilidades para tanto, precisamos apenas praticá-las e aperfeiçoá-las.
A praticidade vendida em cada esquina em nossos dias tem seus benefícios, pois podem facilitar nossa vida, nos liberando para perseguirmos o que quisermos. Mas a forma como estamos lidando com ela acaba tendo o efeito contrário, nos aprisionando e nos matando. Depende de cada pessoa ter a disciplina para mudar este quadro, assim como qualquer outro que tiver vontade.
:-)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Criando o hábito


Enquanto existem aqueles hábitos que criamos inconscientemente, aprendidos desde cedo, e que em certos casos não tem mais validade, podemos criar outros conscientemente. Ao termos uma percepção maior sobre o mundo, nosso papel nele e nossos objetivos, damos o primeiro passo na criação de uma nova rotina. O que e como ela será depende apenas de nós e das informações que temos.
Para algumas pessoas, mudar seu dia-a-dia aos poucos tem mais benefícios e um efeito mais duradouro do que uma mudança radical. Esta, por sua vez, funciona melhor para outros, que vêem o impacto como um tratamento de choque necessário. Seja qual for o método escolhido, é fundamental que o resultado seja experimentado diversas vezes para que se forme a memória mecânica dele, ou o condicionamento do corpo, se preferirem chamar assim.
Além da criação do hábito corporal, quando desempenhamos as ações automaticamente, é preciso criar também um astral que nos atraia sempre para ele. Podemos ver os desafios como pedras em nosso caminho, ou como novas formas de aprender. Dependendo do ponto de vista, sentiremos repulsa e desânimo quando criarmos um hábito novo, ou iremos nos atrair ainda mais para ele, com interesse e ânimo.
:-)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Paciência

De suas muitas funções em nosso dia-a-dia, a paciência desempenha um papel fundamental na criação da disciplina como hábito. Se considerarmos a perseverança como nosso motor, que nos mantém em frente, a paciência pode ser vista como o acelerador, que irá ditar o quanto precisamos ser persistentes ou quando podemos relaxar. Ela também irá nos dizer quando precisamos parar para abastecer, e em alguns casos pode até dar uma de GPS, nos auxiliando a desviar de obstáculos que poderiam nos deixar trancados indefinidamente.
Treinar a paciência é primordial para quem quer ter disciplina, já que é garantido que novos desafios aparecerão. Por vezes será necessário pararmos para retomar o fôlego, sob pena de fundir nosso motor antes do tempo. Com nossa cultura voltada para a praticidade, acabamos esquecendo até mesmo do que é aproveitar o momento, e não aprendemos o que o caminho tenta nos mostrar.
Quando iniciamos uma jornada, o fazemos com base no destino, mas raramente pensamos na trajetória até ele. E justamente esse percurso é que irá nos ensinar mais sobre onde estamos indo e como melhor aproveitá-lo. Com paciência, podemos entender o porque algumas pessoas se decepcionam com o que encontram, e nunca terminam sua busca, enquanto outras se satisfazem com o que pode parecer pouco.
:-)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Perseverança


Um dos requisitos básicos para se ter disciplina é ser perseverante. Obstáculos irão sempre aparecer, em qualquer caminho que se trilhe, mesmo nos que já estamos acostumados. E justamente isto que acabamos nem notando com o tempo, pois nossa perseverança nos ajuda a superar a todos, transformando pedras em grãos de areia.
Ao iniciarmos a jornada em uma nova direção, encontramos desafios com as quais não estávamos acostumados antes, que existem para nos ajudar a treinar novas habilidades. Algumas pessoas os vêem como intransponíveis, mas são apenas degraus em uma escada. Enquanto existem aqueles que subimos com pouco esforço, também existem aqueles que precisam de toda nossa atenção e de uma preparação maior.
Á todo momento fazemos escolhas que mostram o quanto somos perseverantes, e se não notamos, é porque já nos acostumamos com elas. Qualquer mudança que façamos em nossa rotina ilustram este fato, pois os novos obstáculos são algo que não temos costume de lidar ainda. Mas com perseverança, logo estes se tornam parte de nosso dia-a-dia, que acabam sumindo de nossa percepção quando lembramos de nosso objetivo.
:-)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dicas para Disciplina


O passo mais complicado para alcançar qualquer objetivo não são os obstáculos que irão certamente aparecer no caminho, pois eles são esperados. O mais difícil é nos mantermos em direção à ele, pois quanto mais contrário à trajetória que estamos percorrendo, maior a mudança que precisaremos fazer. E por vezes, desistimos do nosso alvo por não conseguirmos sair da estrada que escolhemos no passado, mesmo que inconscientemente.
Mas como muitas pessoas já mostraram em nossa história, isto não é impossível. Alguns logo encontram um desvio asfaltado que os leva direto ao encontro de sua nova meta. Outros, no entanto, entram no acostamento e se aventuram no meio de matos e florestas, tem seus pneus furados inúmeras vezes, além de portas amassadas e janelas quebradas. E mesmo com esta diferença, em ambos os casos existem aqueles que chegam ao seu novo fim, e aqueles que não.
A diferença entre eles não é essencialmente o novo caminho que seguem, mas a disciplina para se manter nele. Por mais arduoso que seja, o ser humano é capaz de se adaptar e superar qualquer obstáculo que apareça. Isto é, se sua mente e espírito estão preparados para esta mudança de direção, ele consegue chegar onde quiser, mesmo que pareça impossível de início.
:-)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Direitos Adquiridos

Nem tudo da cultura que herdamos de nossos antepassados deve ser desprezado. Talvez não avançaríamos tanto se fosse necessário criar tudo do zero, sem conhecimento algum do passado. Principalmente no que diz respeito ao relacionamento entre as pessoas, que por mais que tenhamos avançado, ainda ficam a desejar em certos pontos.
Nossa preocupação sobre a vida dos outros mais do que com a nossa própria atrasa nossa sociedade em níveis que não conseguimos ver completamente. Aos poucos vamos entendendo os obstáculos que vamos impondo à nós mesmos, simplesmente por não estarmos cientes de quem somos, ou das consequências de nossos atos. Nossa prioridade com a aparência primeiro, e a vida depois, faz com que fiquemos em conflito moral permanente.
Certas pessoas ainda conseguem resolver esta questão, organizando sua lista de acordo com quem realmente são, não com o que a sociedade espera delas. O surgimento delas em nosso meio deveria ser celebrado, pois são elas que mudam hábitos e, consequentemente, a cultura. Estes novos pontos de vista, uma vez incorporados ao que já temos, nos faz crescer. Afinal, ficarmos estagnados no mesmo lugar não é saudável, nem para o corpo, muito menos para a mente ou o espírito.
:-)

Voz do Povo


Apesar de nossos antepassados não terem a abundância de informações que temos hoje, eles tinham outras qualidades que poderíamos aproveitar mais, pois herdamos junto com o resto da cultura. Eles tinham coragem e persistência para irem atrás do que acreditavam, coisa que tem diminuído em nossos dias, nos fazendo usar soluções prontas para antigos problemas. Os poucos que conseguem usufruir destas qualidades encontram uma grande dificuldade em passar suas idéias para frente, nos mantendo em um impasse, tentando agradar a ambos os mundos, mas sem conseguir fazê-lo em nenhum dos frontes.
Com passos curtos e lentos, pequenas mudanças acabam sendo feitas. Mas com uma análise, acabamos notando que elas acontecem mais por motivos econômicos do que por uma verdadeira mudança de ponto de vista. Toda vez que o mercado se retrai, novas fronteiras precisam ser exploradas na busca do lucro perpétuo, e com isto, certos tabus acabam sendo derrubados. Apesar do resultado final ser o esperado, os meios para se chegar nele acabam custando mais do que o necessário, fazendo com que a vitória seja maculada e diminuída.
Apesar do ditado de que para se fazer omelete é preciso se quebrar alguns ovos, o ideal seria uma mudança da dieta, procurando alternativas que melhorem nossa saúde, além de agradar nosso paladar. Enquanto mantivermos a mentalidade de que precisamos apenas satisfazer nossos sentidos, sem se preocupar com o que os sustenta, estaremos perdendo oportunidades de descobrir êxtases maiores ou diferentes. Mente e espírito podem nos proporcionar deleites que nem imaginamos. Ou que esquecemos com o tempo.
:-)

Consequências Públicas


Os serviços que consideramos públicos podem, por vezes, ter outra finalidade do que o bem da sociedade. Nossa cultura sempre foi uma de controle, e a estrutura que construimos é um reflexo disto. O que consideramos nossos direitos podem ser vistos como a cenoura na frente de um animal de carga, sobrecarregado com o que está puxando.
Brandir que todos tem direito à vida e, ao mesmo tempo, dá-la apenas aos que podem pagar por ela, não é um serviço público, mas uma forma de manejo. Enquanto era necessária em tempos antigos, quando não tínhamos informações suficientes, hoje ela se torna mais um obstáculo do que uma barreira de proteção. Podemos observar em nossos meios de comunicação em massa, e até mesmo na segurança, que se tornam formas de adestramento, e não de libertação.
Apontar dedos para governantes e empresários de nada adiantam se continuarmos com os mesmos hábitos. Eles, assim como todo o resto da população, são produtos de nossa cultura, que mantemos por comodismo. Assim sendo, enquanto mantivermos a mentalidade de nossos antepassados, iremos manter também o tipo de mundo em que eles viviam: escasso e competitivo. Mas podemos mudar este cenário, com determinação e educação.
:-)

terça-feira, 10 de maio de 2011

O que não é de graça


Para entender melhor os serviços públicos e sua função em nossa cultura, podemos comparar os que são de graça com os que temos que pagar. A diferença entre eles ilustra claramente nossa visão distorcida do que é direito e do que é dever. Acabamos prisioneiros de nossa própria ganância e conformismo por não sabermos e priorizarmos um do outro.
Enquanto engarrafamos e vendemos cada vez mais água, impomos nossa versão coletiva do que é mundo para a próxima geração. Fazemos o mesmo com o que consideramos ir e vir, e até mesmo nossa saúde. Preferimos manter organizações vivas do que nos alimentarmos de forma devida, sendo este apenas um ponto de nossas ilusões sobre o mundo.
Por milênios temos usado o dinheiro para aprisionarmos a nós mesmos, nos forçando a dar nossas vidas para manter certas estruturas de pé. Estruturas estas que deveriam nos servir, ao contrário do que acontece atualmente. Ao notarmos o verdadeiro propósito delas, vemos também o caminho que estamos seguindo, e para onde ele está nos levando.
:-)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O que é de graça


Muito se fala sobre os direitos que temos, mas, como podemos observar, apenas temos acesso ao que é conveniente para o poder público. Alguns dos serviços básicos que nos são "cedidos" chegam a custar mais caro do que deveriam, para alimentar e manter uma estrutura falida no lugar. Em outros casos, o mais vantajoso para a máquina soberana é impor sua própria versão, moldando o ponto de vista da população para o que mais lhe seja favorável.
Nossa própria definição do que é direito é fruto dos serviços que recebemos diariamente. Por piores que sejam, nossos conceitos são moldados por elas, transformando o modo como agimos em relação à própria sociedade. Até mesmo como vemos o próprio mundo é resultado do ambiente, em que estes serviços são parte.
Poucos percebem o quanto podemos influenciar nossa própria cultura, seja para manter a antiga, quanto para criar uma nova. Mas para termos o poder de decisão, é preciso vermos nosso próprio mundo como ele realmente é. E para começar, precisamos tirar a fantasia do que é direito, e vermos os serviços públicos de forma crua.
:-)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ação e reação


Nossas prioridades atuais estão em conflito direto com o crescimento e a modernização da sociedade. Quanto mais deles tivermos, maiores os problemas sociais causados, seja pelo aumento do desemprego ou das causas do consumo desenfreado. Sem definir e seguir objetivos claros, as probabilidades são de que continuemos no mesmo curso, direto para o abismo.
Para que nossas ações não causem nossa própria extinção, é preciso analisar detalhadamente os objetivos que queremos alcançar. Quanto mais informações tivermos sobre o mundo à nossa volta e, principalmente, as ligações feitas entre os seres que o habitam, mais precisa será a resposta que teremos. E ainda assim, é pressunção nossa achar que saberemos de tudo, é preciso deixar espaço para adaptações futuras, feitas com tecnologias que nem sonhamos ainda.
Ao nos prepararmos para uma realidade viva, em constante crescimento e modernização, não estaremos mais presos à dogmas antigos. Nossa noção de liberdade será modificada, assim como muitas outras, que se desenvolverão com a população. Sem a âncora da comodidade que nos prende, não temos limites para onde podemos ir, ainda mais se planejarmos sua retirada.
:-)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Priorizando

Existem aqueles que tem uma maior dificuldade em achar suas prioridades por nunca terem parado para pensar nelas. Também existem aqueles que, mesmo tendo encontrado, bateram de frente com os tabus da sociedade, e foram vencidos. Mas também tem aqueles que, por mais absurdo que fossem seus objetivos para os demais, foram alcançados não importando as adversidades.
Por estarmos programados desde pequenos para observar padrões e nos identificar com eles, ignoramos ou vemos como ameaças todo o resto. Assim, mudar nossa mentalidade é o passo mais difícil, pois lutamos contra nosso pior obstáculo: nós mesmos. Mas também é o mais recompensante, pois temos a chance de aprender muito sobre as fraquezas e habilidades deste misterioso e incompreendido adversário.
Ao entendermos mais sobre nossa própria pessoa, passamos a ver com mais clareza nossa relação com o resto do mundo. Compreendemos quais são nossas aptidões e qual o jeito mais produtivo de utilizá-las. Daí para colocá-las em prática é um pulo, mesmo que elas desafiem a clamada moral da sociedade.
:-)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Acertando a bússola

Consideramos que todos os seres humanos são iguais, mas uma porcentagem mínima é dona de praticamente todos os recursos do planeta. Isto acontece por priorizarmos mais a moda do que a moral, o enriquecimento próprio do que o da sociedade, e a competição mais do que o compartilhamento. Fizemos isto por séculos, mas isto não quer dizer que é imutável, e que nunca seremos capazes de ter outro objetivo.
As informações do passado nos levaram a criar a realidade que vemos ao nosso redor. Tecnologia, naquela época, era mais simples do que hoje, e os dados demoravam para ir de um ponto à outro do planeta. Escassez era a norma, pois o conhecimento necessário para acabar com ela não existia. Mas isto mudou com o passar do tempo.
Mudança de conhecimento leva à uma mudança de comportamento. No caso da nossa sociedade, ela já começou, mas como toda criança mimada, estamos tendo um pouco de dificuldade em sair do conformismo. Justamente por se tratar de uma comunidade, depende de seus cidadãos para mostrar os resultados, o que pouco a pouco, está acontecendo.
:-)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Primeiro da lista

Apesar de brandirmos fervorosamente o contrário, quem dita os rumos que tomamos não é nossa moral, mas nossa cultura. Somos adestrados por ela até o momento em que tomamos consciência de nossas ações, e passamos a comandá-las. Até lá, no entanto, somos apenas um pálido reflexo da sociedade, sofrendo de esquizofrênia enquanto insistimos em adaptar suas infinitas facetas.
Não é a toa, portanto, que nos surpreendemos com os atos de algumas pessoas. Por vezes, de nós mesmos, tomados por instintos e pensamentos que nem mais reconhecemos como nossos. Por não termos sido capazes de criar nossa própria identidade, tomamos emprestada a primeira que aparece no coletivo.
Sem prioridades ou objetivos próprios, nossa ansiedade e angústia cresce, assim como nossa insatisfação. Acabamos andando em círculos, à procura do que possa nos contentar, sem sermos capazes de encontrar. Sem muito gosto ou contentamento, acabamos não achando soluções para certos problemas que poderíamos resolver, pois não estão mais em nossa lista de prioridades. Mas certamente, estão na de outros.
:-)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Prioridades

Toda mudança que nossa sociedade já passou e irá passar, tem como base uma simples questão, que raramente colocamos em nossa rotina. Apesar de acharmos que temos o controle sobre ela, nossas ações mostram o contrário, de que estamos à deriva, mais preocupados com o próximo passo, sem notar aonde ele está nos levando. E isto é um caso típico de uma população sem prioridades ou objetivos.
Mesmo tendo nossas esperanças destruídas diversas vezes, não aprendemos com a lição, e ainda ficamos esperando que os problemas sociais sejam resolvidos à cada eleição. Diferente do que proclamam, os atos de nossos “líderes” demonstram que seu foco não é o mesmo do povo que o elegeu. Entretanto, ao considerarmos que os eleitos sairam do meio da população, nos indagamos se estamos apontando o dedo para o lado certo.
Apesar de nosso compasso moral apontar para um lado, nossa cultura leva para outro, justamente por não sabermos o que são e como usar as prioridades. Com a comercialização da educação, o entendimento de certas questões fica mais difícil. Mas não impossível, que não possa ser resolvida com um pouco de boa vontade e informação.
:-)