
Os serviços que consideramos públicos podem, por vezes, ter outra finalidade do que o bem da sociedade. Nossa cultura sempre foi uma de controle, e a estrutura que construimos é um reflexo disto. O que consideramos nossos direitos podem ser vistos como a cenoura na frente de um animal de carga, sobrecarregado com o que está puxando.
Brandir que todos tem direito à vida e, ao mesmo tempo, dá-la apenas aos que podem pagar por ela, não é um serviço público, mas uma forma de manejo. Enquanto era necessária em tempos antigos, quando não tínhamos informações suficientes, hoje ela se torna mais um obstáculo do que uma barreira de proteção. Podemos observar em nossos meios de comunicação em massa, e até mesmo na segurança, que se tornam formas de adestramento, e não de libertação.
Apontar dedos para governantes e empresários de nada adiantam se continuarmos com os mesmos hábitos. Eles, assim como todo o resto da população, são produtos de nossa cultura, que mantemos por comodismo. Assim sendo, enquanto mantivermos a mentalidade de nossos antepassados, iremos manter também o tipo de mundo em que eles viviam: escasso e competitivo. Mas podemos mudar este cenário, com determinação e educação.
:-)
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