terça-feira, 31 de julho de 2012

Arregaçando as mangas

Ao olharmos ao nosso redor, existem diversos aspectos que podemos abordar para começar a mudar nossa sociedade. Antes de tentar abraçar o mundo, podemos começar com os passos mais perto de casa, cuidando de nossa própria casa, rua ou bairro. Temos sempre a opção de usar as habilidades que já desenvolvemos, além de aperfeiçoarmos aquelas que sempre tivemos vontade. Professores são fundamentais em trazer informações pertinentes à comunidade para o conhecimento de todos, além de ajudar a todos a aprender a aprender. Técnicos e engenheiros são indispensáveis para deixar a comunidade mais resiliente, capaz de suportar as mudanças que estão acontecendo. Trabalhadores em geral são necessários para realizar tudo o que é preciso, desde limpar o local, até a construção das novidades. Para ajudar aqueles que necessitam, não é preciso mais nada do que vontade e criatividade, pois sempre existem diversas maneiras de resolver um problema. Mas quando paramos para analisar, todos precisamos de uma realidade mais condizente com nossos avanços tecnológicos e filosoficos. Quando estendemos a mão para quem está em pior situação, transformamos uma pessoa em cidadão, e melhoramos o mundo no processo. :-)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Levantando da cadeira

Algumas pessoas se sentem desanimadas pelo trabalho que temos pela frente, e se refugiam na máxima de que “tudo sempre foi assim e não adianta mudar”. Mas se existe algo que a história pode ensinar para nós é de que o universo está em constante mudança, e estamos inclusos nisto. Apesar de sermos observadores, também somos atores no palco da vida, e mesmo sem saber, desempenhamos um papel fundamental nele. Milhares de anos atrás, vagávamos sem rumo pelo planeta, procurando maneiras mais fáceis de sobreviver, e sem uma estrutura hierárquica definida. Passamos de nômades para sedentários e, nos desconectando da natureza, nos reproduzimos em demasia e passamos a agir como vírus. Avançamos cada vez mais tecnologicamente, nos desligando de nossa própria sociedade, vivendo cada vez mais no próprio ego. Está na hora de resgatarmos as uniões perdidas, lembrarmos de onde viemos e de quem somos, e recuperarmos habilidades desenvolvidas por milênios. Está na hora de notarmos que precisamos fazer o que é preciso, mesmo que não seja prático, para não interrompermos nossa caminhada. Está na hora de mudarmos nosso estilo de vida, e integrar o que aprendemos com o que já sabíamos, para podermos ir ainda mais longe do que imaginamos. :-)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Vôo

Quando já estamos conscientes do que fazemos, e somos capazes de controlar para onde queremos ir, podemos dizer que estamos voando. As pessoas, assim como os pássaros mais jovens, se encontram na queda livre, no momento decisivo de abrir as asas ou colidir com o chão. Temos o conhecimento e a capacidade de alçar voô, mas temos dúvidas que nos congelam na mesma posição. Entendemos que nosso sistema tem, em sua teoria, falhas que farão toda economia ruir, por tentar criar crescimento infinito em um planeta finito. Sabemos que a violência, nossa maior resposta para todas as questões que tentamos resolver, não soluciona nada de fato. Compreendemos que a famosa democracia é apenas um concurso popular, e que os verdadeiros governantes são os financiadores de campanhas. Apesar de tudo isto, existem aqueles que continuam com suas rotinas, alheios ao que acontece ao seu redor, até ser tarde demais. Mas também existem aqueles que estão alterando o que conseguem, fazendo o mundo mudar a cada passo dado. E ao fazerem isto, quando estão em pleno voô, notam que não estão sozinhos, e que o céu está cada vez mais se enchendo daqueles que aprenderam a abrir as asas. :-)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Asas abertas

Ao abrirmos nossas asas durante a queda, descobriremos uma nova sensação que irá ficar em nossa memória pelo resto da vida. Entenderemos que certas ações, mesmo aterrorizantes no começo, são naturais para nós, e que nossa vida fica incompleta sem elas. Por mais fracassos que aparecerão em nosso caminho, nossos sonhos residem longe deles, nos estimulando constantemente a tentar. Nossa guerra contra as drogas é um desperdício de recursos, nos fazendo procurar um novo ponto de vista para conseguir paz. A eliminação de um sistema que tem, como base, a corrupção, está se mostrando como uma alternativa viável para a melhoria de vida das pessoas. Trocar o consumo pela produção caseira tem se tornado um padrão crescente na conservação do planeta e diminuição de químicos em nossos alimentos. Nos salvamos da queda livre de muitas formas, e ao fazermos isto, descobrimos um novo ponto de vista que não imaginávamos. Somos tomados por uma sensação de salvação, e vemos nosso mundo mudar, tendo nossos horizontes expandidos. Entendemos a função de nosso corpo em sua completitude, da paz e harmonia da mente até o estresse dos músculos. :-)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Queda livre

Quando saímos do nosso ninho, e damos nossos primeiros passos em direção ao novo mundo, inevitavelmente iremos encontrar a grande queda. Um período onde estaremos incertos do que fazer, tentando nosso melhor para sairmos vivos da situação em que nos colocamos. Sentiremos nossa lógica e instintos batalhando e trabalhando juntos ao mesmo tempo, querendo aproveitar e parar a experiência. Quando temos uma ideia nova sobre como melhorar o mundo, podemos nos sentir tímidos, sem saber se falamos ou nos calamos. Quando vivenciamos uma injustiça, temos multiplos sentimentos, e ficamos na dúvida se devemos revidar ou consentir. Quando acordamos para uma nova mentalidade, não temos certeza de como implementá-la em nossa rotina, ou se devemos mudar nosso dia a dia. A queda é um delimitador, onde podemos cair no esquecimento ou alçar voô e ver o mundo sob uma nova perspectiva. Teremos medo de passar por esta experiência e nunca acharemos que estamos prontos o suficiente para nos arriscarmos. Esquecemos que temos dentro de nós tudo o que é necessário para alcançarmos patamares cada vez mais altos, mesmo que nossa consciência não nos mostre. :-)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Primeiros passos

Ao observarmos o mundo exterior pela primeira vez, não entendemos muito bem o que ele significa e como funciona. Por segurança, nos mantemos perto de nosso ninho o máximo de tempo possível, aprendendo o que podemos na teoria. Criamos especulações sobre o que vemos, viajamos na imaginação, sem entrar em contato, efetivamente, com o que está ao nosso redor. Políticos que nunca entraram em uma favela tentam criar leis para seu controle, e criminalizam inocentes. Sem sair do conforto de seus sofás, a população vê como verdade tudo o que passa na televisão, esquecendo-se de que é um instrumento de entretenimento. Mantemos o antigo estilo de vida por medo de que a alternativa dê certo, e precisemos mudar nossos padrões e mentalidade. Nossos primeiros passos em direção à um novo mundo são tímidos e cautelosos, é uma batalha constante entre nossa sobrevivência e nossa curiosidade. Esta é uma guerra que todos vivenciamos em diversos níveis, toda vez que saimos de nossas zonas de conforto. E estamos fadados a perder algumas vezes, mas também estamos predestinados a vencer, e cada vez mais segundo as probabilidades. :-)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ninho Vazio

Ao observarmos a natureza, podemos notar que parte do desenvolvimento de qualquer ser é deixar o conforto de casa e se integrar na sociedade. Tentamos negar este fato por muito tempo, nos excluindo do resto do planeta, guerreando com aqueles que tentam nos ajudar. Tiramos as lições que nos convém, e não aquelas que precisamos aprender, deixando irmãos e irmãs no caminho. Observamos como alguns caçam para darmos ênfase à competição, e ignoramos sua convivência em grupo, e a cooperação. Notamos o quanto cada um dos animais cuida do que é seu, mas não vemos que eles utilizam apenas o necessário para sua sobrevivência. Desconsideramos que cada ser tem conhecimento e responsabilidade de fazer o que é necessário, e focamos na hierarquia e, principalmente, no comando. Apesar de vivermos em grupos, não agimos em uníssono, como uma espécie, nos isolando cada vez mais de nossos irmãos e do resto do planeta. Tentamos nos esconder em cavernas feitas por nós mesmos, com luzes tão artificiais quanto a comida com a qual nos alimentamos. Mas aos poucos, vamos percebendo que existe algo do lado de fora deste mundinho onde nos escondemos, e que vale a pena conhecer. :-)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Não pense o que eu penso

As incoerências de nossa sociedade não se restringem às nossas rotinas, nossas ações, mas se extendem à maneira de pensarmos. Por não vermos o mundo como ele é, não nos sentirmos conectados com ele, não fazermos parte de sua natureza e seguirmos o paradigma do lucro, não entendemos como ele funciona. E sem esta compreensão, estamos fadados à destruir nossa própria casa, até não restar mais recursos que garantam nossa sobrevivência. A escola da alma, a religião, se vende em cada esquina, onde o charlatanismo da resposta fácil atrai cada vez mais contribuintes. Nosso sistema econômico apenas prospera quando existem problemas, sendo o lucro proporcional ao tamanho da destruição causada. Deixamos de lado o que é certo para seguir o que nos dá mais rendimentos, para manter nosso estilo de vida em uma cultura parasita. As ferramentas que são criadas com a função de ajudar as pessoas são deturpadas já em seu financiamento, que busca o constante consumo. As soluções simples, que podem ser feitas em casa com materiais do dia a dia não são divulgadas, dando preferência à produtos comerciais. Mas elas existem, e podem ser facilmente reunidas, quando criarmos uma nova geração de pensadores críticos e criativos. :-)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Não sinta o que eu sinto

Certas incoerências de nossa sociedade acontecem de forma tão sutil que nem notamos seus efeitos até ser tarde demais. São passos que damos sem notar a direção que estamos indo, incapazes de prever o destino por não levantarmos nossas cabeças. Acabamos sofrendo desnecessariamente, com dificuldades de voltarmos para trás, com esperanças de que tudo seja apenas passageiro. Ao darmos cada vez mais responsabilidades para os governantes, deixamos o papel de cidadãos para assumirmos o papel de consumidores. Para pagar nosso estilo de vida, vivemos cada vez mais fechados em cubículos, preocupados mais com nossos egos do que com a sociedade. Perdemos o contato com o real, criando paredes entre nós e a natureza, vivendo de ilusões que não nutrem nossos corpos nem nossos sonhos. Cada vez mais adestrados, passamos a gostar da corrente que nos prende, e dos petiscos que nos dão quando nos comportamos. Nos separamos do planeta, passando a viver em nossa própria realidade, que está ruindo por ter uma estrutura frágil. Para construirmos novamente esta conexão e encontrar a verdadeira liberdade, precisamos entender como o globo funciona, fazendo parte dele. :-)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Não veja o que eu vejo

Propagandas são ferramentas poderosas, que podem passar uma ideia adiante rapidamente e de forma viral. Elas podem ser utilizadas tanto para informar as pessoas como para aliená-las, dependendo da veracidade do conteúdo. Em nossa realidade voltada para o lucro, não é de se admirar que elas podem ser acessadas em qualquer lugar imaginável. Somos inundados com qualidades, criando a ilusão de que vivemos em um mundo perfeito, onde dificuldades não existem. Defeitos são mostrados pelos adversários, que, assim como as virtudes, são tiradas de contexto, e amplificadas para um maior impacto. Qualquer maquiagem que possa deixar o produto mais atrativo para as massas é usado em todo seu potencial, atiçando os instintos do consumidor. Até mesmo o discurso de candidatos, abusando da subjetividade para que possa ter inúmeras interpretações, usa as técnicas da propaganda. A alienação dos consumidores é necessária para garantir o ciclo de sobrevivências das corporações, sem o pensamento crítico. Em nossa cultura está embutido os pontos para nossa derrota ou para nossa vitória, se decidirmos tomar responsabilidade pelo nosso destino. :-)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Não faça o que eu faço

Não questionamos o que fazemos por estarmos acostumados com tais ações e maneiras de pensar, e não queremos sair de nossa zona de conforto. Ficamos na defensiva quando somos confrontados com tais questões, consideramos um ataque à nossa pessoa, e não ao estilo de vida que escolhemos. É mais complicado de observarmos nossos próprios erros por considerarmos que somos seres lógicos e cientes de nossas ações, sempre com as desculpas perfeitas. Mas nossa prática de combate as drogas tem barateado seu custo e aumentando sua popularização, transformando usuários em criminosos. Aceitamos penas pesadas para crimes cometidos pela população, enquanto damos imunidade para aqueles que podem atentar contra toda a nação. Exércitos não são criados para solucionar problemas, mas para agravá-los ainda mais, protegendo a propriedade de corporações, enquanto deixam cidadãos passando fome. Falamos muito do que pode ser feito, mas raramente saimos da nossa rotina para realmente mudar alguma coisa. Ainda mantemos empregos sem sentido, com medo de perdermos nosso padrão de vida, sem notarmos que este será, inevitavelmente, o fim. Enquanto não mudarmos nossas atitudes, continuaremos repetindo os mesmos erros, e sofrendo das mesmas consequências. :-)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Faça o que eu digo

Nossa cultura é cheia de incoerências que são difíceis de esclarecer por não existir uma lógica que as explique, por mais que tentemos. Dizemos que temos intenções nobres, mas nossas ações mostram o contrário a cada estudo realizado sobre elas. E não tentamos realmente mudar, presos em uma zona de conforto que se mostra cada vez mais letal, para nossa espécie e para o resto do planeta. Financiamentos de campanhas por corporações e particulares colocam candidatos em seus bolsos, e nos admiramos quando os eleitos ignoram o povo. Desprezamos as classes mais baixas, tirando todas suas oportunidades, e nos surpreendemos quando escolhem o tráfico como forma de vida. Tentamos acabar com os problemas da sociedade com violência e repressão, e somos pegos desprevinidos quando eles aparecem espalhados e mais fortes. Nossa cultura possui diversos aspectos que nos prendem à um passado de escassez de informações, nos impedindo de evoluir. Temos o conhecimento mas não somos capazes de aplicá-lo ao nosso dia a dia, transformando nossa rotina para ficar mais de acordo com o que sabemos. É necessário começarmos a nos perguntar sobre nosso estilo de vida, pois temos como garantido um que pode nos prejudicar. :-)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Corpo depressivo

Por milhões de anos, tivemos um estilo de vida completamente oposto ao que criamos nas últimas décadas. Nossos corpos, que antes tinham um papel principal em nossa rotina, se tornaram meros veículos de nossos egos. Doutrinados à viver em cubículos, deixamos de treinar nossos músculos e reflexos, comprometendo demais funções desta incrível máquina. Estamos vivendo mais internamente, literal e metaforicamente, nos distanciando do sol e de nossas comunidades, perdendo o contato com a realidade. Abdicamos de alimentos saudáveis para consumir o que nos dá prazer, mesmo aumentando o risco de doenças. Exercícios físicos deixaram de ser uma rotina e se tornaram um extra, que é feito quando não existe nada mais interessante. Nossa força de vontade vira um reflexo do que vemos no espelho, uma vez que somos influenciados pelo material. Contraimos enfermidades por não sabermos mais como nos relacionar com o planeta, iludidos com promessas vazias de indústrias corruptas. Um resgate de certos aspectos de nossa cultura é necessário para nos curarmos desta insanidade, e encontrarmos um equilíbrio entre o novo e o antigo. :-)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sentindo pânico

Raramente consideramos outras formas de vida além daquelas que conseguimos ver, apesar de tratarmos certas entidades como tal. Mas, legalmente, ao menos, corporações tem o mesmo patamar de pessoas, e mesmo sem notarmos, acabam agindo como tais. Ao se sentirem ameaçadas, como qualquer outro ser vivo, reagem de forma defensiva, usando de violência e instintos. Vemos empresas gastarem mais em propaganda do que em seus próprios produtos, usando de ilusões para hipnotizar suas presas. Campanhas de candidatos são financiadas por companhias dispostas a empurrarem leis que, provavelmente, não beneficiam suas vítimas. A mão de obra, longe de ser seu maior patrimônio, é o primeiro pedaço a ser descartado ao menor sinal de perigo. Não vemos as corporações como seres vivos, mas os efeitos de suas ações deixam claro que elas possuem algum tipo de mentalidade. Enquanto tivermos um ambiente propício para seu crescimento, elas irão se alimentar de nossos bolsos primeiro, e em seguida, de nossas vidas. Pois a maior ameaça à sua sobrevivência é o pensamento independente das pessoas, que as força a mudarem. :-)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Força ansiosa

Com a falta de informações do nosso passado, nos acostumamos a usar nossos corpos como ferramenta principal de trabalho. O avanço da tecnologia tirou muito do peso que carregavámos, nos fazendo cair no extremo da comodidade. Consideramos que, por não fazermos mais esforço físico, temos a liberdade que nossos antepassados sonhavam. Não notamos que nosso espaço para se movimentar diminui a cada dia, com cada vez mais burocracia e segurança de desculpa. Não aprendemos que nossos objetos se tornam nossos grilhões, pois nos prendemos a eles emocionalmente, como se nossa vida dependesse deles. Não observamos que até mesmo ideias estão sendo restringidas, com a propriedade intelectual tentando desfazer a evolução. Somos iludidos o suficiente para não notar que, basicamente, vivemos para manter os donos de um punhado de corporações. Esquecemos o que é liberdade, e seguimos qualquer abstração em que colocam esta nomenclatura, sem raciocinar por nós mesmos. Com a mudança de mentalidade, começamos a perceber o que realmente falta em nossas vidas, e partimos em busca do que necessitamos. :-)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Lógica bipolar

A maior falha em nossa estrutura social se encontra na teoria que, supostamente, a mantém unida desde que saimos da caverna. Durante toda nossa vida, em casa, aprendemos que economia é utilizar o mínimo de recursos para alcançar o máximo de aproveitamento. Mas quando usamos a expressão para uma nação, corremos o risco de viver no caos se existe uma estagnação nos gastos. Somos estimulados a comprar cada vez mais produtos inúteis, com poucas inovações e tempo de vida mais curto. Para manter custos baixos, corporações procuram materiais mais baratos, que nem sempre significam mais seguros. Condições de trabalho beiram a escravidão, uma vez que nosso sustento é removido se não desempenharmos satisfatoriamente. A economia baseada no lucro e acumulação nos mantém presos à um passado de escassez, que nossa evolução tecnologica deixou para trás. Além disto, estamos aprisionando as gerações futuras, que já nascem com dívidas que, provavelmente, não serão pagas, mas acumuladas. Temos como deixar tudo isto nos livros de história, mudando nossa mentalidade e passando isto adiante, para que outros se libertem também. :-)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mentalidade esquizofrenica

Existem certas ações em nossa sociedade que recebem tratamento diferenciado dependendo do agente que a realiza. Justificamos, para nós mesmos, que certos comportamentos, dependendo da profissão, são punidos, enquanto em outras, são aplaudidos. Não entendemos a essência de certos atos, e por isto ficamos presos em uma eterna guerra pela supremacia de ditar direitos. Tentamos apedrejar em praça pública um ladrão que use da violência, mas aplaudimos policiais que a usam contra aqueles mais fracos. Reclamamos do envenenamento da nossa comida, água e solo, mas continuamos a comprar comida pronta e produtos descartáveis. Ficamos indignados com a situação da educação e saúde, esquecendo-as para lotar estádios e justificar o salário de esportistas. Deixamos de ser cidadãos para ser espectadores, apenas observando o que acontece com o mundo, consentindo em nosso silêncio. Enchemos a boca para falar, mas raramente movemos algum outro músculo para fazer a diferença em nossa realidade. Criar a consciência de que existe muito a ser feito, e que nossa rotina apenas agrava o problema, e não resolve, é um começo. :-)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ritos de passagem

Nosso cérebro dificulta a saída de nossa zona de conforto, impedindo a descoberta de novos patamares e horizontes. Ficamos presos à rotina, repetindo os mesmos atos indefinitivamente, incapazes de aprender as lições que a vida tenta nos passar. Mas, por vezes, o mundo conspira para nos empurrar de nosso ninho, nos obrigando a abrir nossas asas e a voar por nós mesmos. Nos encontramos em dificuldades para entender como sair delas, e nos instruimos em habilidades que desconhecíamos antes. Entramos em conflito com outros pontos de vista, compreendendo que existem outras formas de ver o mundo que se adicionam à nossa. Nos decepcionamos para notarmos como levantar, e nos informarmos sobre os limites e forças que existem dentro de nós. Ritos de passagem não deveriam ser experiências temidas, mas celebradas, pois crescemos com elas a cada dia. Entendemos mais sobre o universo em que vivemos, pois vemos com mais clareza as peças deste incrível quebra-cabeça. Compreendemos que somos parte dele, assim como ele é parte de nós, desfazendo a ilusão da separação, nos unindo com ele. :-)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mudanças da vida

Não estamos mais acostumados a ver nossa comunidade como uma extensão de nossas famílias, apesar de convivermos com ela. Com o crescimento da população, também aumentaram nossos medos, nos desconectando de nossos vizinhos. Não sabemos mais o nome da pessoa que mora ao nosso lado pois vivemos em nosso próprio mundinho, receosos do futuro. Não compartilhamos mais nossas vidas, sofrendo sozinhos por não termos a coragem de pedir ajuda àqueles que estão próximos. Também perdemos nossas forças, pois falhamos isolados onde unidos teríamos melhores chances de vencer. Competimos em um jogo infinito, onde não existem ganhadores, e onde somos abandonados por todos. Não queremos admitir o quanto estamos solitários, mas podemos facilmente notar ao observarmos o consumismos desenfreado. Aos poucos estamos aprendendo que objetos inanimados não são substitutos para o contato humano com que estávamos acostumados. E com este conhecimento, começamos a mudar o mundo, ao alterarmos nossas ações para refletir esta nova mentalidade. :-)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Transição do progresso

Avançamos à medida que nosso conhecimento cresce, e modificamos nossas ferramentas para nos servirem melhor. Saimos da ciência mecânica e partimos para a quântica, descobrindo que, ao mesmo tempo, somos e não somos importantes para nosso ambiente. Entendemos que nossa influência no micro se propaga para o macro, e vice-versa, em uma sincronia fractal. Modificamos o planeta ao alterarmos nossa cabeça, trocando nossos atos do dia a dia, e mostrando para nossa comunidade a diferença. Influenciamos aqueles que menos esperamos, e damos início à correntes que trazem as mesmas ações que enviamos no início. Ficamos mais conscientes de nossos atos, expandindo nossa mentalidade além dos limites com que estamos acostumados. Sair de nossa zona de conforto significa evoluir, desafiar nossos limites, tentar o que não foi tentado antes. Existem novos riscos, que não estamos acostumados ainda, mas que são necessários para nos provocar, nos transformar no que tanto sonhamos. A cada novo patamar que alcançamos, crescemos e descobrimos novos horizontes, que nos silenciam com sua incrível vista. :-)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Alteração do rumo

Com o crescimento de nosso conhecimento, estamos começando a perceber que somos parte do planeta, e não donos dele. Começamos a entender que a nossa vida depende de muitas outras, algumas tão minúsculas que nem conhecemos ainda. E, principalmente, estamos aprendendo a diferenciar o querer do necessitar, e as consequências que os acompanham. Aos poucos vamos compreendendo melhor os efeitos de nosso consumismo, e iniciamos uma troca da quantidade pela qualidade. Devagar estamos descobrindo que relacionamentos são mais importantes do que contatos, e investimos neles. Estamos encontrando significado nas tarefas do dia a dia, e voltamos a dar valor para elas, por mais trabalhosas que possam parecer. Estamos buscando nossa independência de um sistema que nos aprisiona, e encontrando diversas opções no caminho. Constatamos que somos mais fortes quando somos unidos, e que nossa comunidade pode ser uma rede de apoio tal qual uma família. Decifrando os mistérios da empatia, nos aproximamos mais uns dos outros, encontrando a união que tanto procuramos. :-)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Conversão da essência

Nosso entendimento sobre como funciona nosso mundo pode, por vezes, ser resultado de equívocos de julgamento. Em alguns casos, são informações que faltaram, enquanto em outros, nossa lógica acabou nos levando para o lado contrário da realidade. Convertemos nossa compreensão em atos, transformando o ambiente, tornando-o um reflexo do que temos em nossa cabeça. Acreditamos na natureza humana pré-determinada, ignorando as adaptações que passamos, e criamos uma sociedade baseada nela. Entendemos que existe competição e menosprezamos a cooperação, mesmo com as duas tendo igual importância para nosso desenvolvimento. Nos vemos separados do planeta, seres especiais que precisam de atendimento diferenciado, sem pensar nas consequências. Observamos o globo como meros espectadores, indiferentes ao fato de que podemos moldá-lo à nossa vontade. Conscientemente ou não, nossas escolhas são as ferramentas que modelam nosso ambiente, e a nós mesmos. Aos poucos, estamos aprendendo que o que fazemos com ele é o que iremos colher dele, e que lutar contra ele, é lutar contra nós mesmos. :-)