No país do futebol, carnaval e do jeitinho, é dificil de imaginar que o povo tenha alguma noção do que é ser responsável. Assumimos compromissos que pouco, ou nada, tem a ver com a nossa vida na ilusão de que são essenciais para a mesma. Enquanto isto, deixamos que terceiros controlem o básico de nossa rotina, nos guiando para onde os beneficiaremos mais, imaginando que somos livres.
Temos prefeituras reclamando de orçamento para a saúde, ao mesmo tempo em que esbanjam milhões com festas populares. Damos audiência para programas sobre a vida dos outros, deixando de notar a manipulação feita em notícias que afetam as nossas próprias. Apontamos o dedo para a indiferença dos que nos cercam, mas passamos reto por aqueles necessitados que se encontram nas margens de nosso caminho.
Aprendemos, desde cedo, a levar a vida na brincadeira, rindo da nossa desgraça, inconscientes de que somos influenciados para agir desta maneira. Com um povo sem resistência, ignorante e segregado, fica fácil de se adestrar para criar escravos que pensam ser livres. Todos querem ganhar o bilhete premiado, mas quantos já pararam para fazer as contas de quanto gastaram nesta busca imaginária?
:-)
segunda-feira, 10 de março de 2014
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