Nossos ancestrais criaram certas expressões que carregamos e passamos adiante, mesmo sem entender o que representam ou suas consequências. Insistir no termo de que é necessário vencer na vida é exemplo destes vocábulos, tão subjetivos que podem se referir a praticamente qualquer coisa, sem dizer nada, na verdade. Nos tornamos cegos para o resultado de seu uso, ainda mais quando se tornam regras seguidas ao pé da letra, abraçando um fanatismo puramente emocional.
Tentamos triunfar sobre tudo e todos, deixando que pequenas vitórias sirvam para justificar a arrogância de nos colocar acima dos outros. Transformamos os relacionamentos em uma pista de corrida, onde competimos incansavelmente contra aqueles que cooperam conosco incondicionalmente. Nos separamos do resto do universo, focando apenas em nossos triunfos e nas derrotas dos outros, criando a ilusão de que somos diferentes.
Somos incentivados a conquistar, mas raramente nos perguntamos o que, quais são os desfechos para os conquistados, e o que gostaríamos que acontecesse se estivêssemos em seu lugar. Desprezamos tais questionamentos por nos acharmos as excessões à regra, ignorando que, em menor ou maior grau, somos todos derrotados. Mas, ao contrário de abraçar as semelhanças que temos, por quê focamos nas diferenças, que apenas pioram a situação, nos segregando cada vez mais?
:-)
segunda-feira, 12 de maio de 2014
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