sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Onde usamos cautela?

Procuramos por sinais de segurança em todo momento, de forma inconsciente, para termos certeza de que estamos em nossa zona de conforto. Ao tentarmos pegar um copo com água, o cérebro faz incontáveis cálculos, desde o tipo de textura e temperatura esperados, até o peso provável. Se qualquer uma destas variáveis é diferente do previsto, corremos o risco de deixar o objeto cair por sermos pegos de surpresa, assim como em outros aspectos da vida.
Perdemos a confiança em setores governamentais, ao nos depararmos com situações que são o limite entre a incompetência e a malícia, como disse Diego Aranha. Aprendemos a importância de manter a vigilância, pois o que é comentado nem sempre é cumprido, ainda mais quando o bolso é o alvo. Nos admiramos o quanto as prioridades são diferentes na prática do que na teoria do discurso, feitas a cada eleição.
Damos audiência para programas que consideramos divertidos, mas que nos impedem de fazer uma análise mais séria sobre o que realmente representam. Constantemente, abandonamos a cautela requerida por nossa cabeça, para adentrar ilusões hipnotizadoras, que nos fazem esquecer de pensar. E sem agir de maneira consciente, onde esperamos chegar, que tipo de cultura pretendemos construir, e que futuro podemos esperar para nós?
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Por quê ter garantia?

Necessitamos de garantias para sanar a ansiedade que nosso cérebro sente ao sair de sua zona de conforto, ao ser incapaz de prever o que está por vir. Mas nesta procura por precauções, deixamos de lado o bom senso, nos entregando para qualquer tipo de informação que nos é apresentada. Deixamos de examinar os fatos para nos certificar de sua confiabilidade, aceitando promessas vazias, que produzem o efeito contrário do que esperávamos.
Vemos corporações públicas sendo sugadas por todos os lados, ilustrando que é cultural o esquecimento da moral quando se trata do bolso. Aceitamos obras faraônicas, com as desculpas mais esfarrapadas, com o desperdício de recursos naturais, para o lucro de poucos particulares. Nos admiramos quando representantes do povo realmente exemplificam o que aprendem com seus eleitores, fazendo de conta que trabalham.
Procuramos motivos para canalizar as emoções que sentimos, aceitando quaisquer que sejam apresentadas como as desculpas perfeitas. Racionalizamos para criar uma lógica que nos permita realizar o que queremos, mesmo indo contra o resto todo da espécie, e até, nós mesmos. Sem noção de quem somos, e de nosso objetivo, como esperamos agir de maneira consciente e equilibrada, em nosso favor, e de toda humanidade?
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como confiar?

Ignoramos que, por desconfiarmos daqueles que mais tem necessidades, nos tornamos agentes agressivos, segregando quem quer ser incluído. Negamos o direito básico ao reconhecimento, à existência, tratando das classes mais baixas como desprezados, praticamente invisíveis. Exploramos seu suor e esforço para nosso conforto, desconsiderando-os na hora de compartilhar os benefícios que colhemos.
Permitimos que se façam emprestímos no nome da nação, para projetos que nunca aparecem, e empurramos a conta para os mais necessitados. Tratamos os mais pobres como escravos, mantendo uma mentalidade que deveria ter sido abolida à séculos, ou melhor, nunca ter exisstido. Colocamos em nossas mesas produtos duvidosos, onde os mais baratos, e mais maléficos, vão parar no prato dos que menos tem condições.
A economia de acúmulo requer uma base cada vez mais pobre para se sustentar, onde tentamos lidar com as consequências, ignorando as causas. Transformamos as vítimas de tal sistema administrativo em responsáveis pelos malefícios que acontecem na sociedade, da qual todos fazemos parte. E enquanto negarmos a nossa, como esperamos que outros reajam de maneira diferente, ou menos brutal, pela sobrecarga à que são expostos?
:-)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Quem tem estabilidade?

Esquecemos que a segurança nada mais é do que a zona de conforto com a qual estamos acostumados, seja ela física ou emocional. Candidatos usam da segregação em suas promessas, mostrando o mundo pela lógica do nós contra eles, sem questionar quem são os segundos. Apenas após as eleições, quando toda a festa está terminada, que entendemos que toda a população, nós inclusos, somos os que devem ser combatidos.
Ficamos com obras faraônicas sem uso, criadas para oferecer o circo para o povo, uma vez que o pão já está sendo cobrado a mais tempo. Violação de direitos básicos por aqueles que deveriam ser o exemplo para o resto da população, mas que só estão preocupados em cumprir ordens, indiferente quais sejam. Isto sem mencionar o desperdício de dinheiro público por parte dos representantes do povo, que usam sem consciência ou respeito pelos eleitores.
Vivemos na ilusão de que segurança pode existir com segregação e exploração, e nos espantamos quando a violência se volta contra nós. Somos todos alvos, assim como nos tornamos os agentes da agressão ao nos omitirmos, achando que está tudo bem. Temos o papel de cidadãos a cumprir, ou queremos ficar sendo apenas consumidores manipulados, como gado indo para o abate?
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O que é segurança?

Em época de eleições chovem promessas de melhoria da segurança, um termo completamente vago, mas que estimula a esperança nos despreparados. A velha máxima de aumentar o número de policiais nas ruas, assim como seu poderio de fogo ainda é a solução padrão despejada à quem pergunta. É o tópico preferido do momento, pois remete, para o eleitor, o medo de tudo piorar, nublando seu julgamento, como se este fosse o principal aspecto a ser considerado.
Esquecemos que temos um dos menos democráticos sistemas eleitorais, onde desconhecemos em quem estamos votando, e se a contagem funciona. Nos tornamos os maiores consumidores de agrotóxicos e pesticidas, fechando um olho para as consequências, enquanto o lucro se acumula. Jogamos a democracia no lixo ao dar mais poderes para uma entidade que já começa a criar suas próprias leis, lembrando cada vez mais a ditadura.
Abandonamos a educação que, ironicamente, é a resposta pra conseguirmos uma segurança real, onde todos tem oportunidades iguais e justas. Enquanto mantivermos parte da população como escravos para ter mão de obra barata, seremos vítimas de nossos próprios atos. A cegueira que nos impede de estender ajuda a quem precisa, será a mesma que nos impede de ver onde a ganância está nos guiando?
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Como se superar?

Desde cedo aprendemos a concorrer com os outros, como se isto fosse algum tipo de medida a ser levada em conta. Mas se os demais diminuirem seu patamar, também nós faremos o mesmo, pois nosso padrão é em relação a eles. Porém, ao tentarmos superar a nós mesmos, mantemos um progresso constante, onde o limite é determinado apenas por nosso esforço.
Manter a moral e a ética tem se tornado um desafio, pois a cultura da futilidade se mostra mais fácil, menos para aqueles que pensam a longo prazo. Entender sobre o que se faz, e qual sua ocupação na sociedade é um dos atributos dos bons profissionais, ainda mais ao perceber as mudanças que são necessárias. Encontrar seu objetivo no Universo, colocando seu Ego no banco do passageiro, deixando que a Alma guie seu caminho, é saber se conhecer.
Esquecemos que estamos todos conectados, e que se deixarmos de nos esforçar, puxamos todos para baixo junto. Existem aqueles que são incapazes de enxergar as conexões, e que imaginam estarem sozinhos no planeta, se entregando ao desespero. Mas ao mudarem de perspectiva, observando as ligações que tem com os demais, será que se tornam capazes de servirem de exemplo para outros?
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Por quê se conhecer?

Sem entendermos como funcionamos, ficamos sem uma base para entender como o resto do Universo tenta se comunicar conosco. Ao deixarmos as emoções controlarem nossas ações desenfreadamente, deixamos de nos comportar como humanos para sermos animais. Nos orgulhamos da capacidade de raciocínio que temos, mas podemos ver claramente que, em certos casos, deixamos ela em segundo plano.
Aqueles que deveriam zelar pela segurança da população mostram o quanto estamos despreparados para realizar as tarefas mais humanitárias. Deixamos que a ganância tome conta de nossos atos, tratando outros como meros obstáculos entre nós e a satisfação temporária dos desejos. Abandonamos as contas básicas necessárias para sabermos o que acontece no país, por preguiça mental de pensar um pouco.
Existem aqueles que conseguem ver, e ir, além do que os meros consumidores fazem, se envolvendo em causas maiores que as suas. Exemplos de cidadãos que se conhecem e sabem como controlar suas ações encontram-se aos montes, para aqueles que os procuram. Sem espelharmos nossos atos em heróis, o que podemos esperar da sociedade, se somos parte de tal multidão?
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Onde nos percebemos?

Andamos por aí sem consciência de nossos atos, guiados por um Ego que deveria estar no banco dos passageiros, pois é obcecado por ilusões. A mente se perde em fantasias que nos fazem dar voltas, servindo desejos temporários, enquanto sonhos de uma vida perdem prioridade. Esquecemos que somos parte de um coletivo, e cada ato egoísta, ou altruísta, é recompensado com sua multiplicação exponencial.
Tratar a política como uma carreira para corruptos tem transformado o país em uma utopia para aqueles que se aproveitam, e um pesadelo para os que pagam. Saber o que é a ética e a moral, e como exigí-las, modifica a maneira como nos relacionamos, e com quem interagimos. Tomar mais conhecimento sobre o que estamos consumindo nos ajuda a fazer escolhas conscientes, que mudam o mercado.
Compreender para onde vão os recursos que são exigidos de nós é o básico que deveríamos pedir dos candidatos à representantes do povo. Ao entendermos o que acontece ao nosso redor, as forças que deixamos que influenciem as nossas vidas, percebemos como agir. Uma vez despertos para o que podemos fazer, quem conseguirá nos impedir de alcançarmos os objetivos que traçamos?
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Quando nos observamos?

No caminho para a sabedoria, é necessário tirarmos o tempo para nos observarmos, analisando nossas ações com objetividade. Ao deixarmos de lado as desculpas que criamos para nós mesmos, compreendemos a imagem que passamos para o mundo, e suas consequências. Também entendemos melhor quais são nossas reações para o Universo, seu motivo, e como podemos assumir o controle consciente delas.
Aprendemos que as ações que aplaudimos e, até, exigimos, na prática, tem resultados diferentes do que esperamos na teoria. Concebemos que a conscientização tem um impacto na sociedade, pois modifica a maneira como olhamos para o planeta. Percebemos o tipo de cultura que é divulgada para nos influenciar, quem são os patrocinadores, e quais suas intenções.
Temos orgulho de nos chamarmos de racionais, mesmo os números indicando que estamos longe de uma lógica sólida. Olhamos mais para programas fúteis e ignorantes do que para nós mesmos, frutos de uma evolução cuja fé é o combustível. Quando iremos perceber que estamos olhando apenas para uma projeção em uma tela, uma paródia daquilo que realmente queremos alcançar?
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Quem é lapidado?

Ao longo da vida vamos colhendo experiências: algumas que trazemos constantemente à memória, outras que tentamos esquecer rapidamente. Podemos aprender com todas elas, inclusive com as de demais indivíduos, para evitar certas situações que imaginamos, ou sabemos, ser desagradáveis. Mas raramente notamos que somos nós os agentes de tudo que é bom, ou ruim, que nos acontece diariamente, de acordo com nossas escolhas.
Ignoramos contas básicas, que permitiriam uma distribuição mais justa de recursos, nos tornando alvos das consequências. Continuamos elegendo figuras marcadas, que desconsideram as opiniões de profissionais, colocando toda a nação em risco. Damos audiência para corporações que lesam a sociedade em nome do lucro, mas por nos fazer rir e chorar, esquecemos o que são.
Temos as ferramentas capazes de nos auxiliarem a melhorar nossa qualidade de vida, oferecendo alternativas ao padrão imposto. O que precisamos é um pouco de educação e paciência para discernirmos o que realmente queremos, do que simplesmente desejamos. Existe uma grande diferença entre tais objetivos, mas teremos a sabedoria de entender o que significam, e escolher o que mais nos beneficia?
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Por quê nos deprimimos?

Sem o controle sobre nossos próprios pensamentos, somos incapazes de realizar ações conscientes, nos tornando propícios ao desespero. Nos tornamos alvos fáceis de notícias deprimidas, que nos deixam abatidos e sem vontade, desistindo de nosso objetivo. Ao abdicarmos dos sonhos, passamos a aceitar o que nos é empurrado sem questionamento, por mais absurdo que possa parecer.
Permitimos que corporações ajam com descaso com seus funcionários, dando multas que são minúsculas, comparadas com os lucros das mesmas. Temos uma polícia que ainda funciona na base da repressão e violência, funcionando mais como segregadora do que como pacificadora. Tratamos as classes mais baixas com menosprezo, empurrando para elas a culpa de serem um subproduto da economia de acúmulo, enquanto tiramos direitos básicos esperando que melhorem de vida.
Nossa própria fonte de alimentação se torna cada vez mais tóxica, ao utilizarmos técnicas voltadas para o lucro, ao contrário da saúde. Sem uma base mínima de educação, onde possamos distinguir quais são as nossas prioridades, ficamos presos em uma fantasia. Iludidos por promessas mirabolantes, o que podemos esperar de um sonho que se tornou pesadelo, além de acordar?
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Onde nos desesperamos?

Somos bombardeados com notícias cada vez mais desesperadoras, que sobrecarregam nosso ânimo a cada dia. Nos sentimos desanimados com tamanha desgraça, onde até os que deveriam nos ajudar parecem querer nos afundar. Imaginamos estar sozinhos no planeta, os últimos detentores de um pouco de bom senso, indo contra todos os obstáculos.
Representantes do povo abusando do dinheiro que lhes é confiado, enquanto parte da população tem necessidades básicas negadas. Retirando dos cidadãos o direito ao protesto, ignorando a vontade coletiva de negar candidatos por serem as mesmas figurinhas marcadas. Tratado os necessitados como lixo, esquecendo que são vítimas de uma economia de pirâmide, onde a base sofre, apesar de sustentar o restante.
Vemos o ápice do desespero ao observarmos o quadro do exemplo máximo da economia de acúmulo: os bancos. Mas ao mantermos a cabeça fria e a razão no lugar, somos capazes de ver por entre as fantasias que nos são criadas. Ao sabermos como controlar a nós mesmos, que tipo de obstáculo fica em nossa frente, por mais desanimador que seja?
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Como desistimos?

Muitos são os obstáculos que se colocam em nosso caminho, mas existem aqueles que nos pegam de jeito, dificultando muito a passagem. Diferentes de pessoa para pessoa, cada um expõe os pontos fracos que temos, e que precisam ser dominados para mudarmos de patamar. Alguns apelam para as emoções, outros para o intelecto, mas todos fazem o sangue ferver, nos fazendo perder o objetivo.
Líderes que ainda se comportam como ditadores, tornando a cooperação profissional desgastante, irritante e improdutiva. Corporações que dizem fazer trabalhos para o povo quando, na realidade, usa dele para conseguir mão de obra barata e descartável. O tratamento do povo como se fosse lixo, principalmente daqueles que são os excluídos da sociedade, subproduto de um sistema injusto e cruel.
A desigualdade de tratamento por parte dos serviços públicos é gritante, ilustrando que a justiça é parcial, favorecendo o poder aquisitivo. Todos queremos a mesma atitude por parte dos outros, nos sentindo prejudicados quando vemos privilégios sendo concedidos arbitrariamente. Até quando iremos dar concessões à celebridades da futilidade e ignorância, fazendo de nós fãs de uma cultura destrutiva?
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quem é um obstáculo?

Nem sempre são situações que nos desanimam: existem momentos em que as ações de outros nos deixam com vontade de desistir. Atos que vão contra o senso comum, ou que são feitos sem um mínimo de interesse, colocando até mesmo a vida em perigo. Outros se tornam tão mesquinhos que são incapazes de olhar além de seus próprios seres, esquecendo que vivem em um planeta com outras pessoas.
Policiais que, ao contrário de procurar meios de diminuir a violência, se tornam agentes em enaltecer a mesma, incentivando e praticando-a. Candidatos ao poder, usando deste para benefício próprio, escravizando os menos favorecidos, com promessas que, como sempre, ficam de lado por tempo indeterminado. Pessoas que se entregam totalmente aos sentimentos, chegando ao ponto de matar por eles, se entregando à bestialidade.
Mantemos uma visão de que a justiça é imparcial, esquecendo que ela pode ser facilmente comprada, pendendo para o lado que der mais. Ela é feita de pessoas que foram educadas por uma econômia voltada para o lucro, e uma cultura de futilidade e ignorância. É um paradigma que ainda perpetuamos, ao darmos audiência a baboseiras e consumo a venenos, mas até quando?
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O que nos desanima?

Encontramos diversos motivos de desânimo em nossa caminhada, alguns que nos fazem diminuir a velocidade, outros que nos param completamente. São obstáculos que aparecem para testar a vontade, nos fazendo aumentar o patamar com que estamos acostumados. Podem ser cruéis, nos fazendo perder o ânimo inteiramente, anestesiando as percepções, assim como a fé nos outros e em nós mesmos.
Quando candidatos à presidência de um país expõem claramente sua vontade em acabar com o que resta do meio-ambiente em nome do lucro. Ao vermos os que deveriam proteger agindo de maneira contrária, amedrontando as pessoas, como valentões sem educação. Por existirem corporações que se preocupam em agradar apenas acionistas, esquecendo os milhares atingidos por suas ações.
Temos uma cultura que nos força a ser algo que nem sempre somos, mas que podemos facilmente iludir com um pouco de esforço. Esquecemos que nós criamos e somos ela, e que sem as pessoas, nenhum comércio funciona, ou tem razão de existir. Mas ao nos lembrarmos do objetivo que temos, quem consegue ficar sentado e deprimido, com tanto a ser feito, e tão pouco tempo à disposição?
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Como se tornar senhorio?

Assumir a responsabilidade sobre o que é seu, tratando-o de maneira cuidadosa, para que tenha sua vida útil prolongada, é um ato de dono. O desperdício causa prejuízos, e deve ser evitado à todo custo, ainda mais quando notamos que os recursos são finitos. Colocamos nossas próprias vidas em risco em troca da satisfação de instintos que, por vezes, nos traem de maneiras que nem percebemos.
Utilizando de métodos arcaicos para resolver certos problemas, colocamos toda a sociedade no caminho contrário da paz que tanto procura. Mantendo uma burocracia que favorece certos setores às custas da degradação de outros, demonstra o quanto abdicamos de nossos direitos. Debater sobre que direitos tem prioridades, quando se torna muito difícil a sobrevivência sem qualquer um deles, ou sua restrição.
Ter um mínimo de decência é primordial para que sejamos capazes de manter o que temos, pois do contrário, nos tornamos agentes, e alvos, da violência. Somos o resultado de nossas ações, que nos definem muito mais do que as intenções que temos, mas que nunca vêem a luz do dia. E quando aprendermos a controlar nossa mentalidade, e transformar os pensamentos em atos, o que será capaz de nos segurar?
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Onde está nossa posse?

Ainda andamos por aí sem notar que todos temos os mesmos direitos aos recursos naturais do planeta, assim como os deveres. Temos a responsabilidade de preservá-los, usando-os com sabedoria, sem abuso e sem sua destruição definitiva. Mas por termos esquecido tal atitude, agimos como se fôssemos independentes deles, acabando com os alicerces que sustentam nossa vida.
Permitimos que decisões econômicas tomem prioridade sobre a própria vida, ao virarmos as costas para atos de invasão e imposição. Ao nos tornarmos coniventes com a exploração abusiva, nos tornamos cúmplices e mandantes, incentivadores que compram sem questionar. Ao empurrarmos para terceiros, nos tornamos vulneráveis em dois aspectos: à falta de preferência por nosso caso, e ao comodismo de acharmos que tudo será resolvido.
Existem aqueles que já conseguem ver alternativas, fazendo com que soluções globais se tornem possíveis e prováveis. Ao tomarmos interesse pelo que é nosso, encontramos maneiras de melhorar nosso estilo de vida, seja ele qual for. E quem quer uma vida fútil e mesquinha, quando podemos nos tornar ferramentas do Universo, funcionando em toda plenitude?
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quando nos tornamos patrões?

Ao trabalharmos em prol de nosso estabelecimento, deixamos de ser funcionários para nos tornarmos nossos próprios chefes. Somos capazes de identificar as oportunidades que nos permitem expandir os horizontes, nos trazendo novos pontos de vista. Também nos habilitamos em descobrir o que nos prejudica, o que tranca o desenvolvimento que tanto buscamos, com todos seus benefícios.
Procuramos os extremos da dualidade, esquecendo que eles nada mais são do que limites contrários de uma mesma medida. Colocamos preços no que deveria ser prioritário e público, mantendo a segregação como alicerce de uma sociedade cada vez mais injusta. Somos obrigados a escolher um salvador, mesmo quando nenhum candidato se encarrega da responsabilidade do cargo.
Planejar melhor o futuro nos auxilia a nos tornarmos melhores patrões, pois deixamos as surpresas, principalmente as desagradáveis, de lado. É necessário estudarmos o passado para termos uma noção do que pode acontece mais para frente, mas sem deixar de se preparar para o inesperado. Afinal, estaremos contruindo o amanhã ao nos prepararmos para ele, ou deixaremos o acaso nos levar para onde nem imaginamos?
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Por quê ser proprietário?

Quando compreendemos que somos proprietários, passamos a tratar o objeto com mais cuidado, pois sabemos o trabalho que tivemos para adquirí-lo. Ao observarmos o Universo sob a perspectiva do dono, criamos uma responsabilidade inexistente antes, pois entendemos que é o único que temos.
Notamos as imperfeições de nossa conduta, que resulta em aprimorações que precisam de atenção imediata, sob pena de destruirmos a própria casa.
Criminalizamos as vítimas de uma sociedade desigual e segregadora, e reclamamos quando nos tornamos o alvo de sua angústia. Sem cerimônias, destruímos culturas milenares, mas exigimos que deixem a nossa em paz quando temos nossos hábitos mudados por terceiros. Nos tornamos surdos para as opiniões dos próprios profissionais, deixando a técnica de lado e focando apenas no financeiro.
Mas vemos as outras pessoas como parte da família, e assumimos o papel de ajudar aqueles que mais necessitam de ajuda. Ficamos indignados com os parentes, mas descobrimos que eles fazem parte de nós, assim como fazemos deles. Sem as diferentes perspectivas que nos demonstram, como esperamos ter uma idéia do todo, apenas com o nosso ponto de vista?
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Quem é o dono?

Fomos doutrinados a ver o planeta sob a perspectiva de consumidores, deixando cada vez mais de lado a que é nossa por direito: a de donos. Negligenciamos o mundo por pensarmos que somos meros inquilinos, passando a responsabilidade, e os benefícios, para outros. Com este tipo de mentalidade, a atitude que se segue é a de desleixo, onde viramos o rosto quando mais somos necessários.
Apoiamos, ao darmos renda para corporações que lesam a nação, usando de subterfúgios para o detrimento daqueles que mais precisam. Permitimos que leis sejam distorcidas ao bel-prazer de aproveitadores, que se acham acima dela por terem maiores condições financeiras. Damos votos a pessoas que tem popularidade, mas nenhum senso de administração além do bolso próprio, e de seus amigos e familiares.
Consumimos inocentemente produtos criados com o sangue e sofrimento de milhares de pessoas, escondidas pra mantermos tal padrão de comportamento. Somos forçados a votar para legitimar um ato contra nós mesmos, para ficar gravado em nossas memórias que somos nós que queremos ter donos. Até quando seremos capazes de, como inquilinos, pagarmos aluguel, além de termos de arrumar a casa, enquanto todo o benefício vai para parasitas?
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Como encontrar a identidade?

O Ego é uma ferramenta poderosa de nossa psicologia, mas deixamos que ela seja disperdiçada quando damos atenção à propaganda. Permitimos que ele se desconecte de nosso espírito, chegando ao ponto além do desprezo, esquecendo completamente quem somos. O entregamos de bandeja, e voluntariamente, para os instintos bestiais que comandam o corpo, nos transformando em escravos dos impulsos.
Por vaidade, celebramos empresas que utilizam trabalho escravo, incentivando a prática por outras que as vêem como modelo. Por orgulho, mantemos um sistema arcaico, que mutila seus próprios cidadãos, mesmo quando tentam nos abrir os olhos para a realidade. Por ganância, tratamos aqueles que mais precisam de auxílio como lixo, ilustrando a educação que realmente temos.
Em nossa ignorância, tentamos ser uma ilusão, parte da fantasia que vemos em filmes, novelas e anúncios, sem perguntar do custo. Esquecemos quem somos, do cerne que tem o poder de nos levar mais alto do que qualquer invenção que já criamos até hoje. E ainda consideramos mais fácil deixar o Ego nas mãos da fera, mesmo ela destruindo as escadas que nos levariam, facilmente, à novos horizontes?
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