Ignoramos que, por desconfiarmos daqueles que mais tem necessidades, nos tornamos agentes agressivos, segregando quem quer ser incluído. Negamos o direito básico ao reconhecimento, à existência, tratando das classes mais baixas como desprezados, praticamente invisíveis. Exploramos seu suor e esforço para nosso conforto, desconsiderando-os na hora de compartilhar os benefícios que colhemos.
Permitimos que se façam emprestímos no nome da nação, para projetos que nunca aparecem, e empurramos a conta para os mais necessitados. Tratamos os mais pobres como escravos, mantendo uma mentalidade que deveria ter sido abolida à séculos, ou melhor, nunca ter exisstido. Colocamos em nossas mesas produtos duvidosos, onde os mais baratos, e mais maléficos, vão parar no prato dos que menos tem condições.
A economia de acúmulo requer uma base cada vez mais pobre para se sustentar, onde tentamos lidar com as consequências, ignorando as causas. Transformamos as vítimas de tal sistema administrativo em responsáveis pelos malefícios que acontecem na sociedade, da qual todos fazemos parte. E enquanto negarmos a nossa, como esperamos que outros reajam de maneira diferente, ou menos brutal, pela sobrecarga à que são expostos?
:-)
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
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