sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Onde usamos cautela?

Procuramos por sinais de segurança em todo momento, de forma inconsciente, para termos certeza de que estamos em nossa zona de conforto. Ao tentarmos pegar um copo com água, o cérebro faz incontáveis cálculos, desde o tipo de textura e temperatura esperados, até o peso provável. Se qualquer uma destas variáveis é diferente do previsto, corremos o risco de deixar o objeto cair por sermos pegos de surpresa, assim como em outros aspectos da vida.
Perdemos a confiança em setores governamentais, ao nos depararmos com situações que são o limite entre a incompetência e a malícia, como disse Diego Aranha. Aprendemos a importância de manter a vigilância, pois o que é comentado nem sempre é cumprido, ainda mais quando o bolso é o alvo. Nos admiramos o quanto as prioridades são diferentes na prática do que na teoria do discurso, feitas a cada eleição.
Damos audiência para programas que consideramos divertidos, mas que nos impedem de fazer uma análise mais séria sobre o que realmente representam. Constantemente, abandonamos a cautela requerida por nossa cabeça, para adentrar ilusões hipnotizadoras, que nos fazem esquecer de pensar. E sem agir de maneira consciente, onde esperamos chegar, que tipo de cultura pretendemos construir, e que futuro podemos esperar para nós?
:-)

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