Procuramos por sinais de segurança em todo momento, de forma inconsciente, para termos certeza de que estamos em nossa zona de conforto. Ao tentarmos pegar um copo com água, o cérebro faz incontáveis cálculos, desde o tipo de textura e temperatura esperados, até o peso provável. Se qualquer uma destas variáveis é diferente do previsto, corremos o risco de deixar o objeto cair por sermos pegos de surpresa, assim como em outros aspectos da vida.
Perdemos a confiança em setores governamentais, ao nos depararmos com situações que são o limite entre a incompetência e a malícia, como disse Diego Aranha. Aprendemos a importância de manter a vigilância, pois o que é comentado nem sempre é cumprido, ainda mais quando o bolso é o alvo. Nos admiramos o quanto as prioridades são diferentes na prática do que na teoria do discurso, feitas a cada eleição.
Damos audiência para programas que consideramos divertidos, mas que nos impedem de fazer uma análise mais séria sobre o que realmente representam. Constantemente, abandonamos a cautela requerida por nossa cabeça, para adentrar ilusões hipnotizadoras, que nos fazem esquecer de pensar. E sem agir de maneira consciente, onde esperamos chegar, que tipo de cultura pretendemos construir, e que futuro podemos esperar para nós?
:-)
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
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