quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Consertar ou recriar?

Ao se procurar por soluções para o problema da educação, uma das primeiras respostas que aparecem são relacionadas à dinheiro. Comprar mais computadores, pagar melhores salários para os professores, melhorar a escola, e por aí vai. Apesar de ver os benefícios desta prática, questiono a prática da utilização do sistema monetário. Partindo do princípio de que vivemos em um mundo onde estamos nos atualizando constantemente, e que produtos são feitos com curta validade, quanto tempo seria necessário para que uma escola que tivesse passado por uma reforma total, precisasse de mais dinheiro para não voltar a ser vista da mesma maneira que antes?
Uma solução deste tipo tende a criar um ciclo, onde, como em uma bola de neve, ele tende a aumentar e passar por cima de outros aspectos que consideramos importantes hoje em dia. Para preservar estes outros aspectos, como integridade e qualidade, é preciso achar outro tipo de resposta. Uma que, se criar ciclos, crie algum produtivo, e não destrutivo. E justamente por isto que devemos olhar também para o lado da re-criação desta estrutura.
O sistema educacional atual é muito dependente de apenas um recurso, e por isto deve se submeter à sua vontade. Se continuarmos utilizando uma mentalidade no mesmo nível, não seremos capazes de resolver os problemas. Einstein recomendou que utilizemos uma perspectiva para achar respostas diferente da usada para criar a situação. Talvez seja a hora de começarmos a ver o mundo em que fomos criados por um outro ângulo, um que nos traga respostas mais sustentáveis do que as que temos hoje.
:-)

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