quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Os Partidos

Em um sistema que força um dever mascarando-o como um direito, é compreensível que não se entenda direito as peças que o compõe. Assim que a figura presidencial perde o brilho, nos libertando do estado hipnótico em que nos prendia, somos capazes de usar nossa maior ferramenta para analisar o resto da estrutura de forma crítica e objetiva. No processo eleitoral de nossa sociedade, os próximos da lista são os partidos políticos.
A cada quatro anos, eles são os responsáveis por criar um dos maiores circos vistos em nosso mundo. Por mais promessas ou coligações que façam, por mais podres que revelem dos adversários, raros são os que tem as chances de seguir as ideologias de sua fundação. E o motivo é simples: por fazerem parte de um sistema que tem apenas um recurso como forma de sobrevivência, ficam submetidos àqueles que o controlam, como marionetes. Curiosamente, somos lembrados disto constantemente, nos anos que seguem cada eleição.
Além disto, cada partido procura defender um ponto de vista único, isolando-se da totalidade da população. Por representar apenas uma parte do todo, está se integrando conflito ao sistema, que é desnecessário e contra-produtivo quando o objetivo é a união. Ideologias boas e práticas existem de todos os lados, e ao se combinar elas é que teremos alguma real solução. Do contrário, estaremos eternamente fadados a continuar neste ciclo, pois enquanto um aspecto é tratado, outros se deterioram. Mas para se ter uma mudança neste paradigma, é preciso analisar a base do sistema, que dá o sustento para todo o resto.
:-)

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