quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cortes

Depois da crise imobiliária e bancária dos últimos anos, onde governos do mundo viram a necessidade de “emprestar” exorbitantes quantias à companhias falidas, certos países tiveram que apertar o cinto. Sem poder contar com o único recurso que garante sua sobrevivência, as autoridades tem tomado medidas questionáveis, gerando tantos debates quanto revoltas. As imagens mais conhecidas são da Grécia, mas o mesmo quadro tem se repetido em outros locais.
No Reino Unido, por exemplo, greves de setores públicos tem se tornado uma constante quase rotineira. Para evitar tanto alvoroço, a solução encontrada foi reduzir o orçamento de setores que não tem como fazer greve, como benefícios para crianças e aposentadoria de idosos. Mesmo assim, a estrutura fundamental social continuou sendo afetada: bibliotecas estão fechando; escolas estão reduzindo o número de funcionários, assim como hospitais e centros médicos; a ajuda para doentes de cancêr está reduzindo, igual para pais desempregados; aposentadorias para civis e militares estão sendo revistas. A lista continua, praticamente todos os dias itens são adicionados à ela.
No caso da Irlanda, a situação chegou à um ponto onde o governo está vendendo papéis do tesouro nacional para o mais inesperado dos compradores: o próprio governo. Tirando as notícias apenas da grande mídia, detalhes cruciais ficam faltando, então ainda estou tentando entender como isto está funcionando para eles, e se existe a possibilidade de ser algo duradouro. Pesquisas se fazem necessárias, ainda mais para encontrar alternativas e se proteger em tempos de crise.
:-)

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