Quando os gregos criaram o conceito de democracia, a sociedade deles era bem diferente do que temos hoje, pois as únicas pessoas consideradas cidadãos eram educados e homens, deixando mulheres e escravos de fora. Esta elite era ativa nas cidades-estado, e procuravam resolver seus problemas de uma maneira técnica, para a época, considerando as informações que tinham à sua disposição e seu conhecimento do mundo. Apesar de termos avançado socialmente, incluindo minorias na participação dos assuntos da comunidade, passamos a abordar um método político, onde continuamos a tentar usar as respostas do passado, mesmo elas se mostrando falhas durante os séculos.O ato de votar tem como objetivo principal manter uma elite dentro da população, uma forma de segregação desnecessária, ainda mais quando se considera que o conhecimento técnico de nossos políticos deixa a desejar quando se trata da resolução de problemas reais. Além disto, em certos casos, seu objetivo acaba sendo contrário ao da população que o elegeu, pois o ser humano pode ser corrompido, colocando suas próprias necessidades e desejos acima das de seus conterrâneos. A falta de transparência com linguagens cada vez mais complexas para o cidadão comum tem um motivo claro, e manter este paradigma beneficia apenas poucos, deixando a população na esperança de serem os sorteados da vez.
Assim que tivermos um número suficiente de pessoas ativas na sociedade, trabalhando para a melhoria da qualidade de vida de todos, usando a criatividade e a tecnologia disponível, nosso ponto de vista sobre a democracia será outro. Talvez ainda sentiremos a necessidade de fazer com que opiniões, raramente baseadas em estudos científicos, sejam forçadas por toda a nação, com a ajuda da polícia e do exército. Ou talvez a veremos como hoje vemos a escravatura.
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