sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Redundância Burocrática

Se existe fome no mundo, deve-se analisar os recursos existentes para se descobrir como podemos suprir esta deficiência, da maneira mais eficiente conhecida na atualidade. Um banco de dados munido de um programa de gerenciamento pode, em segundos, não apenas responder esta questão, mas já colocá-la em prática para evitar que a situação se deteriore ainda mais. Para termos tal sistema em funcionamento, é necessário engenheiros e técnicos, decididos à sanar os males do mundo, compartilhando seus conhecimentos para que todos possam se beneficiar.
Em contrapartida, juntamente com a política temos a burocracia, que serve apenas de barreira para o desenvolvimento de ideias e a sustentação de parasitas. Para resolver um problema, ela tramita por inúmeros níveis de hierarquia, alienando a situação de tal forma que chega a ser vista como outro mundo. Algo que poderia ser resolvido rapidamente pode levar gerações, e ainda assim corre o risco de ser arquivado em alguma gaveta.
Este tipo de processo é ineficiente, e em sua natureza acaba criando a ilegalidade, pois ela se torna a alternativa que funciona para aqueles que querem uma resposta em vida. Cada pessoa é capaz de saber quais os males que a afligem, e se tiver acesso livre aos recursos que precisa para saciá-los, fica mais propensa à se manter no padrão da sociedade. E não apenas isto, ela se sente mais motiva em contribuir para seu meio, deixando de apenas consumir para produzir.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mas hein?


A liguagem que usamos em nosso dia-a-dia é aberta à interpretações, o que causa desentendimentos e confusões quando nos comunicamos com ela. Por este motivo, a ciência tem sua própria linguagem técnica, que não depende de ponto de vista, composta de matemática, química, física, entre outras. E talvez seja por isto que nosso interesse é desviado do cenário político atual: ele usa uma linguagem ainda mais confusa do que a comum.
Sem entender o que outras pessoas querem dizer, acabamos perdendo o elo básico que mantém a sociedade unida e na mesma direção. Por isto vemos uma crescente divisão social, que vai além das classes, pois está enraizado em nossa cultura, e refletido no sistema político. Nós, o povo, tornamos o debate sobre os reais problemas que nos afligem, complicado demais de serem entedidos, até para nós mesmos.
Indo na contra-mão da simplificação, criamos termos cada vez mais complexos para descrever coisas que existem apenas em nossa imaginação. Desencorajamos qualquer um que tente entender, e culpamos o resto da população por não se engajarem em um exercício de futilidade. Enquanto a política discute o sexo dos anjos, o grande público fica na duvida se eles existem e qual a utilidade prática disto.
:-)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Votos na trave

As ilusões que criamos nos levaram tão longe da realidade, que nossas prioridades refletem esta distorção, fazendo com que demos valor demasiado à superfluos, e diminuto à própria sobrevivência. Por nos desconectarmos da vida do planeta, e nos isolarmos em nosso próprio mundo, esquecemos as regras básicas de sustento, e ficamos vulneráveis em nossa base. Estamos fadados à sucumbir achando que dependemos de fumaça, quando precisamos de verdadeiros nutrientes.
Nossa cultura mostra o cúmulo em que nos encontramos, onde o entretenimento tomou conta da mídia, deixando em segundo plano os debates necessários para guiarmos nossa vida. Estes são vistos com desprezo, pois consideramos esporte, moda, drama e fofocas mais dignos de nossa atenção do que questões práticas e sociais. Não notamos ainda que estas tem uma influência palpável em nosso meio, pois o estilo de vida que eu levo depende do estilo de meus vizinhos.
Enquanto o padrão de todas as pessoas no globo não melhorar, ainda existirão grades e portões, mantendo presos os que estão dentro, voluntariamente ou não. Enquanto não compreendermos que, por não estendermos a mão para o próximo, armas serão apontadas para nós, nada mudará. E isto é um trabalho que a política não tem como realizar, pois é algo que só a educação pode fazer.
:-)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Democracia e liberdade


Consideramos viver em uma democracia por votar a cada dois anos, quando somos obrigados a desempenhar nosso papel de cidadão, escolhendo entre figuras pré-selecionadas por partidos, que são pré-selecionados por uniões e grupos específicos. Não temos voz ativa em decisões como a construção de usinas hidro-elétricas, benefícios dados à indústrias, aumento de salário de parlamentares, leis de meio-ambiente, emprego de recursos do estado, ou sobre licitações feitas pelos governantes, entre outras. Mas por termos dezenas de refrigerantes e cervejas, fast-food, canais de televisão, e veículos automotores dentre os quais escolher, não apenas nos consideramos democráticos, mas livres.
As questões que precisam ser respondidas científicamente para o benefício de toda a sociedade, acabam se perdendo no achismo do voto popular, onde sofrem influências do sistema monetário, perdendo seu foco. Sem que o topo da hierarquia à qual nos submetemos responda estas perguntas, a base usa de criatividade para encontrar soluções, pois a urgência não diminui por causa de burocracia. E como era de se prever, mesmo sem alguns esperarem, algumas destas respostas saem do escopo da legalidade, pois ela é mais restrita do que a biodiversidade em que vivemos.
A lei da política, ao contrário do método científico, não passa pelos estágios de hipótese e teoria, antes de ser levada à prática, e usa todo cidadão como cobaia, mantendo-o em uma roda onde fica correndo atrás de um prêmio que nunca chega. A propaganda do queijo dourado nos mantém focados, mesmo que em seja em uma ilusão irrelevante, cujo maior benefício é um constante entorpecente, que não nos deixe sentir o tipo de vida que levamos, até ser tarde demais. A euforia causada por ele é tamanha que, como drogados, lutamos para mantê-lo ao nosso alcance, ignorando o mal que nos causa, ainda nos considerando livres e democráticos.
:-)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Politicamente Correto

Ao analisarmos os protestos que aparecem nos noticiários, podemos concluir que todos eles tem apenas um objetivo, que é chamar a atenção de políticos para agirem em sua causa. Entretanto, poucos notam as limitações da política, e por isto, as frustrações acabam se tornando violência e destruição. Mas a impressão de que ela funciona permanece, e por isto insistimos nesta prática que tem se mostrado cada vez mais obsoleta.
Ao observarmos o quadro político atual, é difícil de desprezar o núcleo conflitante que emerge, pois é fruto do ápice de nossa mentalidade dualista. O preto e branco das páginas de leis e tratados ilustram a gama restrita do espectro onde ele atua, e que ainda nos atinge apenas por deixarmos. Por nos iludirmos facilmente, não conseguimos enxergar os reais males que nos afligem, gerando as consequências que tentamos combater eternamente.
Os problemas que nossa espécie enfrenta não podem ser resolvidos por política pelo simples motivo de que sua causa não é política, mas técnica. Falta de moradia, comida, água, saúde e transporte são questões que podem ser resolvidas aplicando o método científico na sociedade, e todo o resto é supérfluo que inventamos na tentativa de achar soluções. Ao tentarmos entender nosso comportamento à fundo, descobrimos que temos as ferramentas necessárias para realmente construir outro mundo, se pararmos de perder tempo com ilusões.
:-)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Da mente ao corpo

De todas as formas de protesto, talvez a mais criativa e eficiente seja mudar nossos atos de tal forma, que o resultado deles se torne a possibilidade de outros fazerem o mesmo. Com esta mudança, pessoa por pessoa, nosso mundo vai mudando, se tornando aquilo que queremos. E quanto mais conscientes estivermos de nossas ações e do ambiente ao nosso redor, mais precisa será a resposta do meio.
Ao colocarmos nossa vontade em movimento, se tivermos a mentalidade necessária para guiarmos esta força, somos capazes de realizar o impossível. Uma vez que a nossa cabeça esteja no caminho que queremos, passamos a ver mais longe, sendo capazes de prever problemas futuros. Evitando surpresas desagradáveis, somos capazes de nos concentrar em nossos objetivos, e analisar as variáveis que o influenciam diretamente.
Com informação suficiente, podemos criar as ferramentas que permitam não apenas nossa sobrevivência, mas de outras espécies ao redor do mundo. Podemos passar de um padrão viral, onde apenas destruímos nosso ambiente e a nós mesmos, para um criativo, onde o planeta passa a depender de nossos atos para prosperar. Assim descobrimos que, realmente, os limites que conhecemos são aqueles impostos por nossa própria cabeça.
:-)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A força da mente

Aqueles que procuram por informações, notam que passeatas e protestos não são os únicos meios de se pressionar um governo ou instituição para mudar, sem usarmos dinheiro ou força. Existem outros métodos que são tão eficientes, ou até mais, pois além de chamar a atenção do resto da população, ainda acentua os valores da causa. Podemos observar um exemplo recente no caso da greve feita pelos bombeiros do Rio de Janeiro, que tiveram uma atuação exemplar, mesmo enfrentando grandes adversidades.
A desobediência civil pacífica é um recurso antigo, mas que tem se mantido atualizada, ainda mais nestas épocas de crises, onde governos se mostram inutéis. Os ensinamentos de pessoas como Ghandi se espalharam pelo mundo, e encontraram adeptos por todos os lados. Os obstáculos no caminho podem parecer intransponíveis, mas como mostrado em diversos casos, quando a população se mobiliza, nada é impossível.
Com um verdadeiro controle sobre nosso instintos, nossa mente prevalece e se mostra capaz de realizar os atos mais improváveis. Podemos nos surpreender de diversas maneiras com ela, dependendo de nossa vontade e das informações que tivermos à nossa disposição. Nossa criatividade não conhece limites, e pode facilmente criar um mundo novo.
:-)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vozes que falam

Ao observarmos os noticiários, também podemos notar que existem aquelas passeatas, ou protestos, que são pacíficos, e que não acabam em violência. É uma ótima forma de mobilização das pessoas, pois divulga de uma forma efetiva os ideais da marcha. Para aqueles que não fazem parte de certas comunidades, tanto reais quanto virtuais, é uma maneira inegável de tomar conhecimento deste aspecto da sociedade.
Apesar de alguns veículos da mídia utilizarem as imagens de forma indevída, fora de contexto, outros fazem o papel para a qual foram criadas. Mesmo sem saberem, este tipo de protesto acaba sendo mais efetivo para despertar o resto da população do que para pressionar o alvo. A submissão deste se dará como consequência da conscientização e mudança de comportamento do povo.
Todo movimento revolucionáro tem a passeata como primeiro passo, pois ela chama a atenção do restante da sociedade e se fortalece com isto. Quanto mais pessoas aderirem aos movimentos, maiores as chances de uma mudança de mentalidade da população de uma forma geral. E como resultado, acabamos vendo o final de velhos paradigmas, e o crescimento de novos, criados por nós, e abertos para o futuro.
:-)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Indignação

Ao vermos as notícias do redor do mundo, cada vez mais se destacam os protestos que acabam em violência e destruição. Explicações para este cenário são encontradas por todos os lados, assim como dedos, que são apontados na direção contrária dos locutores. O padrão, no entanto, é apenas um, que se repete independente de país ou cultura.
Aqueles que condenam estas ações, raramente observam que são o último recurso de quem já não tem o que perder. Em um mundo onde o dinheiro manda, aqueles que não o tem acabam sendo esquecidos e esmagados, acuados até seu limite. O resultado é a síntese do desespero com a falta de conhecimento, pois o instinto domina os atos.
Aqueles que incitam, em contrapartida, não notam que tais ações são a desculpa perfeita para que ditadores ganhem mais poderes e exterminem partes da população. A reação gerada é ambígua, pois mesmo a população que poderia apoiar, por vezes, acaba contra. Este tipo de revolta não demonstra os verdadeiros ideais de um povo, e acaba dando a impressão de estarmos trocando seis por meia dúzia.
:-)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mudando Paradigmas


Dos diversos aspectos de nosso mundo que estão mudando, parte são consequência de nosso ambiente, e nada podemos fazer por ainda não termos influência sobre ele. Mas uma outra parte é resultado de nossas ações, e neste caso, nosso controle pode ser total, se nos conscientizarmos sobre o que estamos fazendo. Com uma mentalidade diferente sobre nós mesmos e nossa função nesta realidade, nossas ações acabam mostrando o resultado, pois aos poucos, elas mudam nossa realidade.
A cada dia, um número maior de pessoas ficam cientes de seus atos, prestanto mais atenção nas repercussões que eles criam, se unindo para mudar o mundo em que vivem. Se aproveitando da facilidade de acesso à informação, seu conhecimento cresce ao compararem o que aprendem com o que vêem ao seu redor. Utilizando de abordagens mais diretas, as teorias são testadas na prática tão rapidamente quanto os dados são divulgados.
Cada um contribui da maneira que pode, usando suas habilidades e interesses para maximizar o efeito. A humanidade está re-encontrando a biodiversidade esquecida dentro de si mesma, valorizando cada ação que a ajude a mudar seu caminho. Quanto mais estudos e pesquisas são feitos, mais descobrimos que os limites que nos seguram são apenas aqueles impostos por nós mesmos.
:-)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Consequências Únicas


Por termos nos acostumados com uma única história, contada de apenas uma maneira, acabamos repetindo os mesmos erros de nossos antepassados. Estamos trancados em um caminho único, onde as infinitas possibilidades de mudança são desprezadas por não fazerem parte do padrão. Mas sem estas opções, acabamos tirando de nosso alcance o que nos faz humanos, e a multiplicidade acaba simplificada.
Por causa disto, nos sentimos perdidos em uma era onde a informação se tornou o centro de nossa realidade. Não diferenciamos o que é entretenimento do que é conhecimento, não reconhecemos suposições de estudos, e não fazemos ideia de como pesquisar. Ingerimos o que nos é apresentado da forma mais prática, sem nos interessarmos se é nutriente ou veneno para nossa mente, corpo e alma.
Ao resgatarmos nosso múltiplo passado, fazemos o mesmo com nossa consciência, e abrimos os olhos para onde estamos indo. Ao levantar a cabeça e vislumbrar nosso destino, podemos chegar à conclusão de que este não é o final que queremos, e mudar o percurso. Se tivermos vontade, isto não apenas é possível, como nada ficará em nosso caminho.
:-)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Lições mais abrangentes

Nossos livros ensinam a admirar e repetir os passos de civilizações antigas consideradas vencedoras, ignorando seus massacres e justificando suas ações. São assim consideradas por terem erradicado outros povos do planeta, destruindo sua cultura ao transformá-los em seres inferiores, desmerecendo qualquer estudo mais aprofundado e sério sobre eles. A distorção dos fatos, vista apenas pela narrativa do conquistador, tem modelado nossa sociedade em níveis que nem imaginamos.
Somos levados a acreditar que tudo que é mais fraco, menos inteligente, ou mais lento, é ruim e deve ser descartado, sem levar em consideração as qualidades trazidas por estes aspectos. Desta maneira, até mesmo nossos relacionamentos são afetados, pois o ambiente em que fomos criados nos ensina o que devemos considerar qualidades e defeitos. Dificilmente percebemos isto, seguindo inconscientemente o mesmo paradigma por gerações à fio, desprezando as consequências até ser tarde demais.
Mesmo nossas próprias características nos mostram que, em certos casos, o que consideramos como falhas podem agir em nosso favor. Vivemos em um mundo dual, onde o bem pode se tornar o mal facilmente, e vice-versa, dependendo apenas de nosso ponto de vista e de como o vemos. Para uma boa comunicação, portanto, é preciso uma mente aberta à novidades, principalmente se elas forem contra o conhecimento popular.
:-)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Outras versões

Outros pontos de vista ajudam a superar obstáculos, pois servem de ferramentas para nos auxiliarem nestas tarefas. Mas elas acabam se tornando inúteis, ou até piorando nossa situação, se não sabemos como utilizá-las, descobrindo para que tipo de serviço elas foram feitas. Sem termos o conhecimento de suas especificações e funções, não as usaremos como planejado, e ficamos largados à sorte.
Por nossa mente não ser um utensílio padronizado de mensuração, cada pessoa vê as situações de um jeito diferente, se focando em detalhes que outros não notaram. Ela também pode pregar peças em nós, criando ilusões que dão a impressão de ser a realidade, mas que não passa de um ponto cego. Por não estarmos cientes deste fato, acabamos colidindo com outros por não ver que estamos atravessando seu caminho, achando que estamos em nosso direito.
Nossa história é contada de um jeito nas salas de aulas, vangloriando os vencedores de batalhas sangrentas, procurando justificativas para seus massacres. Sem ver as barbáries cometidas por eles, acabamos fadados a repetir seus passos, procurando povos mais fracos para conquistar, mesmo sem motivo. E acabamos trazendo esta realidade para dentro de nossas comunidades e casa também, pois é a ação de cada pessoa que cria a cultura de uma nação.
:-)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Outros pontos de vista

Nossa falta de pontos de vista não nos permite resolver certos problemas criados por nós mesmos, como já dizia Einstein. Ao ampliarmos nossa visão, conseguimos ver caminhos alternativos por onde podemos passar, ou até mesmo um ponto fraco de um obstáculo que se encontra em nossa frente. Esta é a diferença entre dar um passo à frente ou ficar estagnado no mesmo lugar.
Muitas vezes, não percebemos que somos nós mesmos a barreira na qual estamos, exaustivamente, lutando para sobrepujar e seguir em frente. Nosso orgulho e ignorância são exemplos do que nos prende, pois não permitem que mudemos de ideia, ou que tenhamos o conhecimento para tal. A lista não para por aí, sendo tão extensa quanto as falhas do carater humano, criando verdadeiras muralhas em nosso caminho.
Mas elas não são intransponíveis, pois sempre existem as contra-partes chamadas virtudes. Estas servem de ferramentas para nos auxiliar nas tarefas do dia a dia, passando por um obstáculo por vez. Não importa o tamanho do rochedo em nossa frente: sabendo usar os utensílios corretos, somos capazes de encontrar nosso caminho tanto no pântano mais ardiloso, quanto no vácuo do espaço sideral.
:-)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A história única


Quando abrimos os livros sobre história, não notamos a complexidade do que vamos absorver, ao ler as palavras escritas que ali se encontram. Raramente percebemos que nos é passado apenas um ponto de vista, e as consequencias que este fato gera em nossas vidas. Não notamos as opções que nos são tiradas, e as correntes que são colocadas, e que se mantém mesmo depois de fecharmos o livro.
Os vencedores são aqueles que, segundo nossa cultura, tem o direito de contar sua história para que as gerações futuras se lembrem deles. Afinal, adquirindo a supremacia, devem garantir que ela se mantenha, e que mesmo os filhos dos derrotados devem se espelhar em suas características. Os ensinamentos destes, por mais qualidades que tenham, devem ser esquecidos e repudiados, pois de nada mais servirão no mundo que irá surgir.
Além disto, a versão contada irá transformar banhos de sangue em atos heróicos, justificando toda e qualquer atrocidade cometida no caminho. Assim como irá fazer o contrário com as ações dos antagônistas, criando terror em qualquer tentativa de compaixão e compreensão. Com uma história de apenas um ponto de vista e versão, não temos saída para os problemas que nós mesmos criamos, e acabamos fadados à andar eternamente em círculos.
:-)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Crise Cultural


Com a convergência destas e, talvez, outras crises, a maneira como nossa espécie se relaciona entre ela e com o universo ao seu redor irá mudar. Não é realmente uma questão de escolha, mas de sobrevivência, já que estamos deixando o tempo cada vez mais escorrer por nossos dedos. E isto pode ser visto cada vez mais ao observarmos o quanto nossa sociedade se separa, criando ilusões de que somos uns melhores que os outros.
Por não entendermos nossas próprias criações, não notamos que quanto mais dinheiro é gasto, mais pessoas entram nas classes baixas. Nossa economia é basicamente um esquema de pirâmide, ou um jogo de dança da cadeira, onde é necessária a existência de explorados, para que os outros possam ter seus bens. E apesar de acharmos que não, o jogo só continua enquanto participarmos dele, podendo ser mudado a qualquer momento.
Rebeliões estão acontecendo ao redor de todo o globo, e por enquanto, elas foram dirigidas apenas à governos. Mas com a convergência das crises chegando à um ápice, logo as pessoas irão notar que os eleitos são apenas fantoches sem poderes, de uns poucos à princípio, e de toda uma população depois. Quando este momento chegar, se não estivermos unidos como uma espécie, possivelmente iremos presenciar a separação definitiva de toda ela.
:-)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Crise Ecológica


Por muitas décadas tem se falado na mudança climática que o planeta está passando, mas pouco tem realmente sido feito em relação a ela. Paramos para debater políticas e ficamos dando voltas, perdendo valioso tempo que poderia estar servindo para nos colocar em uma posição privilegiada ao minimizar as perdas de vidas. Mas ao contrário, preferimos apontar dedos uns para os outros, sem notar a gigantesca onda que está se formando, até ser tarde demais.
Algumas hipóteses indicam que nós, a espécie humana, somos os responsáveis pelo aumento da temperatura do globo, principalmente por termos destruído muito da flora e fauna. Caso esta teoria reflita na prática, deveríamos todos ter a consciência de que precisamos mudar nossos hábitos, e fazê-lo. É realmente uma questão do aniquilamento de grande parte, senão toda, a vida na Terra, pois pouco irá sobreviver, ao menos em um primeiro momento.
Caso a teoria das radiações solares seja a real prática, também deveríamos estar mudando nossos hábitos, pois as consequências serão as mesmas. Ainda mais sem sermos capazes de controlar as causas para diminuir o ritmo em que tal cenário se desenvolve, nossa única alternativa seria prestar atenção nas consequências. Esta é a hora em que iremos mostrar se somos realmente uma espécie inteligente, ou se apenas ficamos cientes de nossa arrogância.
:-)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Crise Energética

Juntamente com a crise econômica, está se formando também uma energética, pois poucos são aqueles que notam que, para gerarmos um, precisamos do outro. Independente se o petróleo irá acabar ou não, nos criamos um ciclo onde não conseguimos criar energia se não tivermos capital para investir, mas para ter este capital, é preciso usar energia. Este paradoxo irá ser explorado em breve, e em certos casos, especialmente onde o inverno requer montantes incríveis de energia para que as pessoas sobrevivam, sua resposta será crucial.
As novas tecnologias que estão surgindo ainda não possuem a infra-estrutura necessária para que substituam de imediato as antigas. Mesmo no Brasil, onde as fontes renováveis já desempenham um papel mais ativo em nossa rede, ainda existem muitos aspectos que não consideramos. Um deles, inclusive, se refere à algo básico, como esquentar a comida.
Mesmo com micro-ondas e fornos elétricos, o fogão a gás ainda domina a cozinha brasileira, e precisa ser recarregado periodicamente, com uma substância que precisa ser transportada por veículos movidos à petróleo. Quando realmente analisamos nossas conexões com o mundo, notamos o quão dependentes somos dele, e o quão pouco contribuimos para ele. Estes, talvez, sejam bons incentivos e oportunidades para mudarmos nossa mentalidade e estilo de vida.
:-)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Crise Econômica

Como anunciada por anos, a crise que irá redefinir como fazemos, e até, como vemos negócios, está ficando cada vez mais evidente nos noticiários ao redor do mundo. Nos países onde ela está se originando, cenas de pânico, rebeliões e protestos parecem estar se tornando cada vez mais parte da rotina. Mas são apenas os primeiros indícios do que está por vir, pois a onda está ainda apenas se formando, ganhando força para quando for estourar em nossas praias.
Dentre os que já estão cientes das possíveis consequências, existem aqueles que estão construindo barcos para se abrigarem, como na passagem bíblica; e existem aqueles que estão aprendendo a nadar, pescar e criar uma nova civilização no mar. São abordagens diferentes que tem suas vantagens e desvantagens, dependendo dos recursos existentes em cada comunidade e família que aborda a questão do que fazer. Felizmente existem aqueles que estão fazendo alguma coisa, e não estão esperando que algum governo ou instituição pública resolva o problema, até porque não conseguiriam, mesmo se tentassem.
O tempo para impedir que a onda surgisse já passou, agora podemos apenas nos preparar para seu impacto da melhor maneira possível. Seja construindo barcos, aprendendo a nadar, subindo em montanhas, ou qualquer outra maneira não convencional: o importante é nos ajudar a não se afogar. Quanto mais nos prepararmos para o impacto, maiores nossas chances de podermos contar a história para as próximas gerações.
:-)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Convergências críticas


As mudanças que estão acontecendo em nosso planeta nas últimas décadas, apresentam sinais de estarem convergindo para seu final, moldando uma nova realidade. Estas novidades serão sentidas em vários aspectos de nossas vidas, e seria interessantes estarmos preparados para elas, conhecendo nossas opções quando chegarem. Desta maneira, chegaremos à decisões mais conscientemente, criando um mundo planejado e coerente, onde podemos minimizar certos problemas que estão sem resolução por milênios.
Por serem muitos pontos de vista que irão mudar ao mesmo tempo, as chances são de que ficaremos perdidos se não estivermos preparados. E ao agirmos instintivamente, é provável que iremos continuar com os mesmos hábitos da antiguidade, que são baseados em um cenário diferente do atual. Desta vez, ao utilizarmos nossa massa cinzenta para projetar nossa realidade, teremos à nossa disposição muito mais ferramentas e informações do que nossos antepassados tinham, melhorando nossas oportunidades de fazermos algo diferente.
Enquanto aqueles que não se prepararam irão ver os próximos anos como a maior crise da história humana, aqueles que estão cientes do que está acontecendo, verão como a década de maior oportunidade para crescimento. Se vamos nos focar em apenas um aspecto para nos desenvolver, dependerá do que aprendemos até agora e de onde queremos chegar. As possibilidades crescem à medida que abrimos nosso leque, assim como se fecham se fizermos o contrário.
:-)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Preparando para o Impacto

Alguns países do mundo já contam com uma reserva estratégica de petróleo, onde o governo, baseado no consumo do país, separa uma quantia para casos de emergência. Mas em alguns casos, esta reserva é constituída do produto bruto, tornando inviável sua rápida http://www.blogger.com/img/blank.gifutilização caso seja necessário. Além disto, estas reservas são normalmente guardadas em um único depósito, dificultando a distribuição para locais mais longes que, talvez, precisem mais.
Para minimizar estes problemas, cada comunidade poderia fazer sua própria reserva, beneficiando diretamente os cidadãos locais, deixando-os aptos à agirem caso a situação apareça. Tal reserva poderia ser administrada por uma comissão própria, onde cada indivíduo seria voluntário, e as transações, transparentes. Desta forma, já se dificulta a disseminação da corrupção, enquanto se cria o interesse na população sobre o que acontece ao seu redor.
Com mobilidade garantida em caso de emergência, é necessário também procurar alternativas para o sustento e o desenvolvimento. Cada comunidade pode incentivar a descoberta científica em seu meio, começando com o cultivo de alimentos, obtenção de água potável e moradia. Quanto mais pessoas pensarem e trabalharem nestes casos, mais opções teremos para sair de uma possível crise, ou de construir um futuro diferente do que temos agora.
:-)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Realidade Alternativa


Para substituir o petróleo em nossos meios de transporte, uma das soluções mais viáveis atualmente é a eletricidade. Carros, ônibus, caminhões, barcos, aviões e bicicletas podem utilizar motores elétricos para se movimentar, diminuindo consideravelmente nossa dependência do óleo. Com mobilidade e máquinas funcionando para manter uma estrutura básica, podemos começar a substituir cada derivado por outros materiais ou técnicas.
A agricultura poderia evoluir oficialmente para a permacultura, onde a prioridade seria a recuperação do solo, degradado pelo intenso uso de pesticidas e fertilizantes. Com a base se tornando nutritiva novamente, logo colheríamos os frutos dessa mudança, sem correr o risco de perder tudo, caso um produto faltasse. Além disto, estaríamos saindo da monocultura e passando para a biodiversidade, aumentando nossas possibilidades de outras descobertas.
Certos produtos feitos do petróleo, como corantes e plásticos, já encontram seu similar em termos biodegradáveis, que são mais compatíveis com a natureza. Eles não são tóxicos e podem, na pior das hipóteses, servir de adubo para plantas que iremos consumir, sem nos causar mal no curto, médio ou longo prazo. Com uma pequena mudança em nossa consciência, podemos mudar completamente a realidade em que vivemos, e construir um mundo mais dignos para nós e as próximas gerações.
:-)