Nossos livros ensinam a admirar e repetir os passos de civilizações antigas consideradas vencedoras, ignorando seus massacres e justificando suas ações. São assim consideradas por terem erradicado outros povos do planeta, destruindo sua cultura ao transformá-los em seres inferiores, desmerecendo qualquer estudo mais aprofundado e sério sobre eles. A distorção dos fatos, vista apenas pela narrativa do conquistador, tem modelado nossa sociedade em níveis que nem imaginamos.Somos levados a acreditar que tudo que é mais fraco, menos inteligente, ou mais lento, é ruim e deve ser descartado, sem levar em consideração as qualidades trazidas por estes aspectos. Desta maneira, até mesmo nossos relacionamentos são afetados, pois o ambiente em que fomos criados nos ensina o que devemos considerar qualidades e defeitos. Dificilmente percebemos isto, seguindo inconscientemente o mesmo paradigma por gerações à fio, desprezando as consequências até ser tarde demais.
Mesmo nossas próprias características nos mostram que, em certos casos, o que consideramos como falhas podem agir em nosso favor. Vivemos em um mundo dual, onde o bem pode se tornar o mal facilmente, e vice-versa, dependendo apenas de nosso ponto de vista e de como o vemos. Para uma boa comunicação, portanto, é preciso uma mente aberta à novidades, principalmente se elas forem contra o conhecimento popular.
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