terça-feira, 27 de setembro de 2011

Democracia e liberdade


Consideramos viver em uma democracia por votar a cada dois anos, quando somos obrigados a desempenhar nosso papel de cidadão, escolhendo entre figuras pré-selecionadas por partidos, que são pré-selecionados por uniões e grupos específicos. Não temos voz ativa em decisões como a construção de usinas hidro-elétricas, benefícios dados à indústrias, aumento de salário de parlamentares, leis de meio-ambiente, emprego de recursos do estado, ou sobre licitações feitas pelos governantes, entre outras. Mas por termos dezenas de refrigerantes e cervejas, fast-food, canais de televisão, e veículos automotores dentre os quais escolher, não apenas nos consideramos democráticos, mas livres.
As questões que precisam ser respondidas científicamente para o benefício de toda a sociedade, acabam se perdendo no achismo do voto popular, onde sofrem influências do sistema monetário, perdendo seu foco. Sem que o topo da hierarquia à qual nos submetemos responda estas perguntas, a base usa de criatividade para encontrar soluções, pois a urgência não diminui por causa de burocracia. E como era de se prever, mesmo sem alguns esperarem, algumas destas respostas saem do escopo da legalidade, pois ela é mais restrita do que a biodiversidade em que vivemos.
A lei da política, ao contrário do método científico, não passa pelos estágios de hipótese e teoria, antes de ser levada à prática, e usa todo cidadão como cobaia, mantendo-o em uma roda onde fica correndo atrás de um prêmio que nunca chega. A propaganda do queijo dourado nos mantém focados, mesmo que em seja em uma ilusão irrelevante, cujo maior benefício é um constante entorpecente, que não nos deixe sentir o tipo de vida que levamos, até ser tarde demais. A euforia causada por ele é tamanha que, como drogados, lutamos para mantê-lo ao nosso alcance, ignorando o mal que nos causa, ainda nos considerando livres e democráticos.
:-)

Nenhum comentário:

Postar um comentário