sexta-feira, 28 de junho de 2013

Fera Enjaulada

Apesar de termos aprendido a nos vestir e usar utensílios, a base estrutural da sociedade remete à irracionalidade do ser humano. Agimos mais parecidos com animais do que o ideal civilizado que tanto almejamos e que, erroneamente, consideramos ter alcançado. Ao observar o comportamento da espécie, concluimos que vivemos separados por caprichos de instintos, longe da lógica que nos orgulhamos.
Nos separamos em nações, raças, sexos, credos, times, estilos e uma infinidade de motivos, sem procurar as semelhanças para nos unirmos. Guerreamos por recursos que, se fossem devidamente administrados, poderiam ser multiplicados e compartilhados com todas as pessoas do planeta. Vivemos como feras na floresta, caçando nosso alimento em empregos que nos custam a vida, tentando alcançar uma independência ilusória.
Enquanto não aceitarmos que somos todos de uma única espécie, e que juntos podemos progredir mais rápido e seguramente, não iremos avançar como deveríamos. Iremos nos destruir pouco a pouco, colocando em risco toda a humanidade para a satisfação de instintos primordiais. Mas ao nos elevarmos à essas emoções bestiais, nos tornamos melhores, cada vez mais parecidos com deuses.
:-)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Besta Enclausurada

Usamos a besta enclausurada dentro de nós para dar forças às mudanças que precisam acontecer, comandada pela lógica que conhecemos. Temos inúmeros exemplos a serem seguidos, ilustrando tanto o que a paciência e a perseverança podem conseguir, como onde a falta delas nos levam. A organização mais unida irá prevalecer, necessitando que o povo deixe suas diferenças de lado, se elevando à segregação artificial imposta.
Abandonar as discriminações criadas pela mídia, como o fanatismo por times esportivos, é um passo para se conseguir unidade. Se elevar à desigualdade social, renegando sentimentos de orgulho e inveja, superando barreiras formadas no passado. Renunciar à indústrias do isolamento, que remetem a mentalidade para a selvageria primordial, transformando pessoas em gado, como a da moda e propaganda.
Temos, dentro de nós, todos os ingredientes necessários para superarmos os limites criados artificialmente para nos prender. Alguns foram feitos inconscientemente, por escutarmos mais os instintos do que a razão, nos ensinando lições que não havíamos aprendido. De posse destas novas informações, estamos vivenciando-as, transformando em conhecimento, que poderá servir de base para uma nova sociedade.
:-)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Selvagem Trancafiado

Criamos mecanismos para nos ajudar a avançar, mas também concebemos aqueles cuja única finalidade é barrar o progresso da humanidade. Focando no ganho pessoal e imediato, ignoramos qualquer progresso futuro que possa custar, sacrificando-o, por maior que seja. Permitimos que as condições para a decadência se estabeleçam, consumindo destruição inconsciente e despreocupadamente.
Trocamos a caça nas selvas atrás de comida por empregos que deveriam beneficiar a sociedade, e não o bolso de alguns poucos. Deveríamos elaborar leis com o intuito de melhorar toda a nação, mas a jogamos em dívidas que levarão gerações para pagar. Ao contrário de ser mais rigorosos com aqueles que nos representam, permitimos que nos tratem como criminosos, enquanto enchem os próprios bolsos.
Vemos protestos nas ruas clamando por mudanças que, sem o devido impacto social criado por estas manifestações, dificilmente aconteceriam. A mídia tenta, em um primeiro momento, abafar o que acontece, ou mostrar um ângulo favorável a eles e seus amigos. Mas a Internet está aí, para dar voz a todos aqueles dispostos a falar, e mostrar os bastidores do mundo, aqueles que criam o espetáculo que outros vendem.
:-)

terça-feira, 25 de junho de 2013

Bicho Capturado

Somos adestrados para vivermos nos moldes desta sociedade desde que nascemos, tornando difícil de sairmos de certos padrões. Certos aspectos da rotina que vemos como triviais, podem ser considerados de outra maneira, ao nos desconectarmos da cultura. Alguns chegam a desafiar a lógica da própria sobrevivência, mas que mantemos por não estarmos conscientes das consequências.
Consumimos comidas e bebidas sem se preocupar com sua procedência, ou com os impactos que podem causar no organismo. Compramos produtos influenciados por campanhas de publicidade, ignorantes à real necessidade, assim como ao processo de fabricação e descarte. Votamos pelos mesmos motivos, irresponsavelmente abandonando os representantes para se tornarem governantes.
Possibilitamos a captura da espécie ao não questionarmos o estilo de vida que temos, constantemente, para progredirmos. Por considerarmos que estamos em nosso ápice, e não em mais um patamar, nos acomodamos e deterioramos, pois fomos feitos para avançar. Negar esta característica da humanidade tem nos criado problemas, que podem ser resolvidos ao nos elevarmos deles.
:-)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Animal Preso

Nos chamamos de civilizados com orgulho, mas ao observarmos como nossa sociedade funciona, chegamos à conclusão contrária. Temos afinidades com a irracionalidade, justamente na base da estrutura social, que nos deixam próximos à selvageria. Deixamos de usar as ferramentas que construímos em seu verdadeiro potencial, para satisfazer instintos dignos de animais.
Utilizamos os meios de comunicação em massa com o principal propósito de vender ao entreter, e não de educar. Diminuimos o avanço tecnológico com patentes, onde a competição impede que a cooperação crie um real progresso. Empilhamos moradias com entulhos para demonstrar posse, sem considerar o compartilhamento de bens, para melhor aproveitamento de recursos.
Apesar das aparências que tentamos manter, ainda não somos nada mais do que feras adestradas, que aprenderam a se vestir e empregar utensílios. Não podemos nem nos dar ao luxo de dizer que vivemos em harmonia, com tantas guerras e segregações que mantemos entre nós. Mas ao nos darmos conta disto, já damos um passo em direção à um mundo melhor, pois entendemos que temos muito caminho pela frente, e que esta não é a última parada.
:-)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Educação Esquecida

Tentamos separar a educação que ganhamos em casa da que temos quando estamos na sociedade, terceirizando responsabilidades. Empurramos de um lado para o outro o dever de criar as novas gerações, como se fossem um produto com validade vencida. Esquecemos que todos somos parte de um mesmo mundo, e que temos obrigações a cumprir, se quisermos ter algum tipo de controle.
Por esperarmos que outros façam o que deve ser feito, deixamos a mídia educar gerações, intensificando a cultura do consumo. Nos deixamos iludir por propagandas e promessas, entregando o futuro de nossa espécie à irracionalidade e a ganância. Abandonamos a civilidade para nos tornarmos um tipo de vírus que age em uma escala maior, consumindo o hospedeiro até sua morte.
Sem nenhum tipo de instrução, esquecemos conceitos básicos, que levaram milênios para serem criados e aperfeiçoados. Estamos conseguindo a façanha de acabar com eles em algumas décadas, ignorantes à nossa própria história e as lições que ela tem a ensinar. Felizmente existem aqueles que ainda lutam para um resgate desta memória, e para a conquista de uma era de ouro para toda a humanidade.
:-)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Competência Carismática

A educação oferece diversos aspectos a serem analisados, e todos apontam para a simplificação e padronização da mentalidade, atualmente. Ela segue o curso que escolhemos para nós, inconscientemente ou não, da terceirização das responsabilidades. A praticidade de empurrar para outros o que deveríamos fazer tem seu preço, que apenas notamos quando precisamos dele.
Deixamos a mídia educar gerações, fazendo com que a cultura do consumo se tornasse a norma, a resposta para todos os males. Perdemos a conexão com as pessoas de nossa comunidade, passando a vê-las como criminosos a serem evitados, no lugar de membros de nossas famílias. Abandonamos o universo que existe dentro de nós, externalizando os problemas, por mais simples que sejam de resolvermos sozinhos.
Esquecemos o que é ser um humano, nos tornando uma nova espécie de animal, chamado ironicamente de consumidor. Não somos mais capazes de produzir nada além de entulhos, apenas de gastar e desperdiçar os recursos que temos à nosso dispor. Mas talvez isto seja realmente necessário para crescermos como sociedade, onde deixamos, a duras penas, nossa fase mimada, e passamos para uma mais sábia.
:-)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Instrução Intensificada

Observando como escolas tem funcionado, ficamos cada vez mais familiarizados com o conceito de uma esteira de produção. Descobrimos que crianças e jovens são empurrados de ano para ano, mesmo que não tenham aprendido nada de útil. Desde que sejam capazes de repetir, uma vez mais, o que foram obrigadas a decorar, em um último exame, nada mais resta a ser ensinado.
A criatividade é constantemente podada, onde matérias que exercitam o lado direito do cérebro são colocadas em segundo plano. O pensamento lógico e crítico encontram barreiras como a ridicularização, uma vez que livros didáticos deixaram de ser guias para se tornarem regras. O despreparo e a desmotivação são constantes no meio, ao vermos um professor ganhando menos que um profissional do entretenimento.
A cultura da distração tem se expandido por existir uma platéia que lhe dê audiência, procurando uma fuga da realidade. Incapaz de pensar por si mesma, precisa de muletas que a sustente, optando por desculpas no lugar de argumentos. Sofre por aceitar o prático e fácil, ignorando que é nisto que estão transformando suas vidas, perdendo o contato com a diversidade do universo.
:-)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cortesia Contestada

Ao focarmos na educação que deveríamos ter em casa, da moral, notamos que o estilo de vida padrão não comporta tal cenário. Uma realidade onde ambos os pais precisam se ausentar para garantirem a sobrevivência, chegando cansados e impacientes diariamente. Onde o amor e a atenção sofrem subornos, corrompendo a pessoa desde sua mais tenra idade, criando uma norma que custará caro no futuro.
Vemos aqueles com poder aquisitivo conseguindo advogados capazes de fazer até a queima de uma pessoa viva, ou atropelamento, se tornar um crime afiançável. Temos empresários acostumados a terem o que querem, independente de possíveis destruições ambientais ou sociais, desde que exista o lucro. Entendemos o porque governantes se tornam corruptos tão facilmente, uma vez que os exemplos ensinados pela televisão são exatamente estes.
Orientados pela mídia, observamos gerações e gerações se tornarem o que deveriam combater, para garantir a existência da espécie. Mas ao contrário, focam no prazer pessoal e passageiro do momento, fadados a viver na superficialidade, incapazes de interpretar conceitos simples. Presos em uma espiral descendente, temos a oportunidade de transformá-la em ascendente, se procurarmos as informações pertinentes.
:-)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Civilidade Confusa

Quando falamos de educação, confundimos o significado institucional, de ensino academico, com o conceito moral, de hábitos sociais e intelectuais. Por não existir uma distinção popular clara, responsabilidades são empurradas de um lado para o outro sem serem realizadas. Cada geração perde um pouco mais de civilidade, precisando re-descobrir significados que levaram séculos para serem criados.
Pais empurram para escolas e professores a tarefa de ensinar à seus filhos os limites que deveriam aprender em casa. Em contrapartida, entidades pedagógicas abandonaram a tarefa de serem complementações para famílias, se tornando indústrias padronizadas. Jovens e crianças são abandonados por alguns, enquanto sofrem lavagem cerebral do resto para se tornarem os perfeitos consumidores.
Esquecemos o que é orientar o crescimento de um ser humano, pois usamos técnicas que mais parecem o adestramento de um animal. Nos perguntamos para onde estamos indo, sem prestar atenção à nossos atos, mesmo sendo os pilotos de nossas vidas. Ao resgatarmos valores e habilidades, como a paciência para a orientação, estaremos, novamente, em controle de nosso destino.
:-)


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Favorecendo o mundo

Apesar de vivermos em sociedade, pouco sabemos sobre ela, sobre o que é fazer parte dela e, principalmente, sobre porque ela existe. O que temos hoje é um produto de corporações, onde o egoísmo e o acúmulo começam a dissolver o que antes era unido. A competição com nossos vizinhos e irmãos nos torna estranhos para nós mesmos, pois viramos meros animais, sem lógica ou razão.
Perdemos o controle de nosso destino por não mais fazermos parte dele, nos colocando à parte da comunidade em que vivemos. Esquecemos a simples física da ação e reação ao sonharmos com um mundo de paz, mas cometendo a guerra em cada ato de desprezo e ignorância. Nos rendemos facilmente frente às dificuldades impostas quando auxiliamos os que necessitam, vivendo na imaginação de que alguém o fará por nós.
Vendemos nossa espécie em troca de entretenimento que apenas nutre emoções, não nossas faculdades psíquicas, intelectuais ou morais. Permitimos que fôssemos separados das mais diversas formas, seja por pátria ou religião, sexo ou cor, classe ou time de futebol. Precisamos encontrar os motivos de vivermos em grupos, e agirmos como tais, auxiliando aqueles que mais necessitam, independente de quem sejam, para que tenhamos o futuro que queremos.
:-)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Beneficiando a comunidade

Não somos capazes de ver os benefícios de ajudar o próximo pois fomos doutrinados a ter uma atenção curta, e a pensar apenas no momento. Não vemos nenhum retorno imediato, e portanto, descartamos um grande e importante aspecto de nossas vidas em sociedade. Não optamos por uma cultura de paz e prosperidade, escolhendo uma egoísta e materialista, mesmo inconscientemente.
Abandonamos as pessoas à própria sorte, sem notar que ao fazer isto, retiramos oportunidades da vida delas e das nossas. Nos negamos a cometer um ato em benefício alheio, abdicando de dádivas futuras provenientes das ações do presente, colhendo discórdias como alternativa. Ignoramos o fato de que para termos um outro destino, precisamos criar hoje os hábitos que farão parte da cultura do amanhã.
Nossas comunidades estão largadas, pois terceirizamos nossas responsabilidades, a fiscalização e a cobrança para o mesmo grupo. Se quisermos vê-las funcionando como queremos, não existe escolha prática, pois temos que colocar a mão na massa nós mesmos. Apenas assim seremos capazes de unir a sociedade em um objetivo e, ao mesmo tempo, fazer parte dela e usufruir de suas conquistas.
:-)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Auxiliando com interferência

Ter boas intenções é o primeiro passo para ajudar os outros, mas não é o único, ainda mais se pensamos em mudar o mundo. É preciso conhecimento e, principalmente, paciência, para não nos tornarmos o exato oposto daquilo que tentamos alcançar. Com o lucro como principal objetivo, existem aqueles que tem motivos de sobra para dificultar qualquer auxilio que possa beneficiar quem precisa.
Corporações amplificam, ou até criam, problemas com o intuito de serem as únicas capazes de venderem as soluções mais práticas. Enquanto houver a falta de um recurso, existe a possibilidade de negociá-lo, o que não acontece quando ele se encontra em abundância. Governos possuem membros que tem laços com empresas privadas, fazendo com que leis sejam parciais, e não em benefício do povo.
A persistência é o que transforma uma ação em um hábito, que passa a ser parte da cultura com a propagação da ideia. Enquanto ainda vermos o jeitinho brasileiro como algo a se ter orgulho, ainda veremos a corrupção e a violência nas ruas. Ao mudarmos a perspectiva, modificando também nossa mentalidade e os atos, seremos capazes de vislumbrar uma nova sociedade, mais alegre e sem medo.
:-)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Amparando o necessitado

Esquecemos de dividir as vitórias da vida com o resto da comunidade, especialmente aqueles que estão desamparados, com necessidades básicas. E quando decidimos ajudar procuramos o caminho mais prático, fazendo doações sem pesquisar, principalmente o quanto chega ao destino. Nos rendemos à propagandas e campanhas nacionais, ignorando que vivemos em uma economia voltada para o lucro.
Aprendemos sobre a existência de organizações que usam do dinheiro arrecadado da população para reduzir seus próprios impostos. Compreendemos que existem aquelas que destinam uma parcela mínima para quem precisa, enquanto a maior parte é dividida entre administradores. Descobrimos que, enquanto enviamos donativos para outros lugares, nossas próprias comunidades sofrem com o descaso.
Sem averiguar o que estamos fazendo, entendendo toda a extensão do processo, acabamos incentivando certas práticas imorais. Ao deixarmos de conhecer a instituição de amparo de nosso bairro, ou as pessoas que vagam por ele sem um teto, abandonamos um aspecto da vida que nos falta. Damos espaço para a irresponsabilidade e a ignorância crescerem, enquanto podemos acabar com pré-conceitos e segregações que destroem nossa cultura.
:-)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Ajudando o próximo

Nascemos e crescemos em comunidades, mas raramente paramos para analisar qual o propósito de tais agrupamentos. Assumimos fazer parte da mítica natureza humana, pois nossa história começa com bandos de nômades andando juntos pelo planeta. Deixamos de lado os motivos, focando apenas no fato em si, transformando o sentido original de ajuda em um aproveitamento egocêntrico.
Vemos pessoas em dificuldade em nosso meio e nada fazemos para socorrê-los, isto quando não nutrimos sentimentos de desprezo. Reduzimos aqueles que estão ao redor à rivais, com quem necessitamos competir constantemente, em um jogo que não entendemos e que não tem fim. Estimulamos emoções e ações de violência, ao torcermos pela derrota de oponentes, de ver sua humilhação, sem considerar que poderemos ser as vítimas, em uma próxima vez.
Olhamos para o passado tirando as lições que nos convêm, que justifiquem mantermos a sociedade da maneira que está, sem considerar o que poderia ser. Não entendemos que, se quisermos uma cultura de paz, devemos abandonar os atos de guerra que cometemos diariamente, sem notarmos. Ao compreendermos que, ao estendermos a mão para nossos irmãos, estaremos fazendo algo para o futuro, mudaremos o curso em que nos encontramos.
:-)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Perdoar

Nosso conceito de justiça é o de ter uma vingança legalizada e regularizada, incapaz de propagar conceitos como o do perdão. Se a falha foi cometida por descuido, não existe um motivo de culpar; e se foi por maldade, os frutos de sua plantação não tardarão à aparecer. Nos comportamos como crianças em um parquinho, precisando sempre da supervisão de um adulto por não termos crescido e aprendido à desculpar.
Vivemos repetidas situações por conta de nossas escolhas, vivenciando-as por não sermos capazes de sair do ciclo em que entramos. Deixamos de ver nossas falhas como lições, procurando esquecê-las, em vez de aprender e crescer com elas, tornando-as nossos mestres. Vivemos no momento, buscando causas imediatas por nossas mazelas, esquecendo que algumas são resultado do acúmulo de décadas de hábitos nocivos.
Direcionamos nossa sociedade para o caminho da violência e punição, com uma economia egoísta, e um sistema judiciário de retaliação. A cultura da agressividade e da vulgarização pode ser vista em qualquer propaganda ou notícia, pois é o que mais vende, e o que se mais compra. Ao mudarmos o foco do consumo do material para o espiritual, usamos nossa capacidade de criar e transformar para alterar a realidade, criando uma de benevolência, paz e amor.
:-)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Absolver

No aprendizado sobre o processo de capacitação, descartamos a parte de absolvimento, seja nosso ou dos outros. Descuidos irão acontecer naturalmente ao nos instruirmos, para passarmos do grau de pupilos para o de mestres, e mesmo assim, ainda ocorrerão. Compreender onde foi que deslizamos é tão importante quanto assimilar que devemos desculpar o perpetrador, no caminho das descobertas.
Confundimos o perdoar com o esquecer, criando uma cultura onde a relevância virou sinônimo de servidão e submissão. Desde crianças somos incentivados à procurar compensação pelo que sofremos, esquecendo que existem alternativas pacíficas. A partir desta época é também quando aprendemos sobre a posse e a propriedade, fomentando a inveja, ao contrário de dividir, incentivando a amizade.
Podemos facilmente trocar o tipo de economia, uma vez que nossa mentalidade mude do egoísmo e do acúmulo, para o compartilhamento e a multiplicação. Ao mudarmos o foco do material para o espiritual, nos sentiremos mais completos, abraçando um lado nosso que foi renegado por muito tempo. Um aspecto de nossas vidas que não pode ser comprado, pois está dentro de nós de graça, desde o nascimento, e que nos dá muita satisfação, mas que nos distraímos e esquecemos de olhar.
:-)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Desculpar

Facilmente criamos desculpas para tudo, mas raramente conseguimos desculpar outros ou a nos mesmos, quando o erro se apresenta. Deixamos de fazer o necessário em troca de um prazer imediato, escolhendo sofrer as consequências de nosso desleixo mais tarde. E quando somos atormentados pelo resultado, primeiro procuramos algo ou alguém a quem culpar, para, em último caso, olharmos para nós mesmos.
Terceirizamos responsabilidades sociais, abandonando os direitos inerentes a elas, reclamando que somos tratados como gado. Delegamos a educação de nossos filhos à outros, nos indignando ao percebermos a queda do nível cultural, da popularização do descaso e da malícia. Descobrimos os malefícios de certos hábitos, e, sem querer mudá-los, amarguramos as doenças oriundas deles, procurando curas rápidas.
Esperamos eternamente alguém para consertar os problemas do mundo, esquecemos que somos este alguém, e que estamos aptos a mudar nossa realidade. Nos iludimos ao considerar que o trabalho é demasiado grande, ao nos depararmos com o obstáculo do primeiro tijolo. Abandonamos a ideia de nos tornarmos melhores, para satisfazer o prazer imediato da inércia, descartando o deleite da evolução.
:-)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Poupar

Na cultura atual, influenciada pela economia, relevar um comportamento significa demonstrar fraqueza, se tornar uma presa fácil. Esquecemos que ao irmos contra a conduta esperada, nos poupamos de toda uma dor de cabeça inerente de tal postura. A atitude padrão, aquela que aparece nas notícias com mais frequência, cria resultados desconhecidos, e o ciclo que vivemos hoje.
Ao procurarmos por reparação, damos o motivo para que outros façam o mesmo conosco, ou com aqueles que amamos. A justiça nada mais é do que uma vingança legalizada e regularizada pelo Estado, pois seu objetivo principal é a tentativa de recuperar o que foi perdido. Ao punirmos alguém, não criamos a consciência do comportamento errado, mas de cuidar para que não existam testemunhas ou rastros que o incriminem.
Aqueles que procuram pelo jeito mais fácil de resolver um problema, são os que esquecem que a praticidade nem sempre é o mais correto. Criam castelos de cartas para morar, culpando o vento por derrubar seu sonho, destruindo sua vida e tudo o que construiram. Esquecem de olhar os próprios atos, de procurar pela falha em seu próprio carater, e de, quando descoberto o defeito, de pouparem a si mesmos, para poderem seguir em paz.
:-)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Relevar

Estamos tão acostumados com nossos hábitos, que não percebemos o quão conflitantes eles podem ser, ao analisarmos detalhadamente. A economia, por exemplo, ao criar a propriedade privada e incentivá-la, pode ir contra toda espiritualidade do compartilhamento e, principalmente, do perdão. Podemos observar este choque em diversos pontos da cultura atual, tumultuada por esta discrepância, que mal entendemos por estarmos submersos nela.
Deixamos de ajudar os mais necessitados por considerarmos o fruto de nosso trabalho como prêmio pessoal, e não como consequência de uma oportunidade social. Procuramos empregos que nos possibilitem um maior poder de consumo, indiferentes aos efeitos que tal ato causam no meio. Procuramos sempre por um culpado para qualquer mazela, especialmente se podemos lucrar com isto, omissos ao fato de termos criado as condições de estar em tal situação.
Diariamente vemos notícias que fazem nosso sangue ferver, nos deixando indignados e com vontade de lutar e punir, nos tornando vigilantes. Desprezamos ensinamentos milenares, mostrando como seria o mundo se fôssemos em outra direção, procurando a compreensão e a união. Permitimos viver separados, raivosos como animais, ao seguirmos as opções colocadas em nossa frente, sem procurar por alternativas a este estilo de vida.
:-)