Facilmente criamos desculpas para tudo, mas raramente conseguimos desculpar outros ou a nos mesmos, quando o erro se apresenta. Deixamos de fazer o necessário em troca de um prazer imediato, escolhendo sofrer as consequências de nosso desleixo mais tarde. E quando somos atormentados pelo resultado, primeiro procuramos algo ou alguém a quem culpar, para, em último caso, olharmos para nós mesmos.Terceirizamos responsabilidades sociais, abandonando os direitos inerentes a elas, reclamando que somos tratados como gado. Delegamos a educação de nossos filhos à outros, nos indignando ao percebermos a queda do nível cultural, da popularização do descaso e da malícia. Descobrimos os malefícios de certos hábitos, e, sem querer mudá-los, amarguramos as doenças oriundas deles, procurando curas rápidas.
Esperamos eternamente alguém para consertar os problemas do mundo, esquecemos que somos este alguém, e que estamos aptos a mudar nossa realidade. Nos iludimos ao considerar que o trabalho é demasiado grande, ao nos depararmos com o obstáculo do primeiro tijolo. Abandonamos a ideia de nos tornarmos melhores, para satisfazer o prazer imediato da inércia, descartando o deleite da evolução.
:-)
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