Nos sentimos confortáveis ao termos necessidades básicas atendidas, mesmo quando temos que trabalhar para pagá-las duas ou mais vezes. Esquecemos que o tempo é o bem mais precioso que temos, pois é impossível recuperar o que passou, mesmo quando somos levados a doá-lo. Compramos esta utopia na esperança de sermos capazes de mudar o passado, abdicando das ações do presente para guiar o nosso futuro.
Recebemos farelo em troca de uma vida, ignorando que temos nosso caminho a seguir, longe da prisão em que fomos agrupados. Observamos os frutos de nossos esforços serem pegos para satisfazer o egoísmo de outros, ao contrário de gerar os meios de fazer a vida prosperar. Quando nos enfraquecemos, nos arrancam as penas com medicamentos cada vez mais caros, que longe de prevenir, remediam problemas que talvez sejam graves demais.
Vivemos tentando subir mais alto no poleiro, para escaparmos dos abusos que vêm de cima, esquecendo que existe muito mais espaço do lado de fora. Lutamos contra aqueles que deveríamos estar ajudando, detentores da alternativa de escapar da prisão que construímos para nós mesmos. Pois de que adianta encontrarmos a porta aberta, se voltamos voluntariamente para sermos engordados e, finalmente, abatidos?
:-)
quarta-feira, 2 de abril de 2014
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