Imaginamos que com grandes poderes aparecem responsabilidades proporcionais, e portanto, ficamos à espera destas habilidades especiais. Desconsideramos que a relação seja ao contrário: primeiro assumimos o compromisso, para então desenvolvermos a prática necessária para sua realização. Sem aceitar deveres nos tornamos menos que cidadãos, pois abrimos mão de suas consequências, como a liberdade.
Abdicamos a fiscalização dos representantes do povo e eles se tornaram embaixadores de investidores, que financiam suas campanhas. Desistimos de observar o que comemos e passamos a ingerir venenos cada vez mais nocivos, por serem mais baratos para serem fabricados, gerando maior lucro. Passamos a viver em realidades cada vez mais isoladas, sendo caçados por uma mídia predatória, patrocinada por anunciantes que rastreiam seus consumidores por todos os lados.
Desconhecemos a rotina da vida de um herói, de todo o trabalho realizado que culmina nos raros momentos extraordinários que prestamos atenção. Desconsideramos o treinamento do dia a dia, o estudo e a preparação necessários para a criação de um único instante de perfeição. Estamos tão acostumados com a fantasia, que esquecemos que a vida é feita de toda esta organização e disposição, muito mais do que raras ocasiões?
:-)
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário