quinta-feira, 26 de junho de 2014

Onde conseguimos ânimo?

Ficamos intrigados quando personagens tiram de si a força necessária para seguir em frente, ao encararem desafios que quase os matam. Nos conectamos com eles, mas em níveis diferentes do que conhecemos, incapazes de serem traduzidos por palavras. Afinal, somos ensinados desde o berço a procurar fora de nós as respostas para as angústias e ansiedades que sentimos.
Abandonamos a ética e a moral em busca de prêmios prometidos por uma economia de acúmulo, que se mostram cada vez mais fantasiosos. Deixamos de lado os pontos em comum que temos, que nos unem em um objetivo, para incentivar o consumo de meios de segregação coletiva. Abdicamos do pensamento crítico para seguir doutrinas que nos tratam como gado, criando lotes a serem ordenhados até a morte.
Somos levados a acreditar que fazemos parte de um grupo seleto, capaz de decidir o futuro da nação, mesmos os números apontando para outro lado. Ao notarmos que vivemos uma ilusão, conseguimos entender o que perdemos, e encontramos o ânimo para correr atrás do tempo perdido. Mas isto apenas acontece quando compreendemos que nunca é tarde demais, ou nos entregaremos para os instintos mais básicos?
:-)

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