Recebemos carícias a todo instante que somos alvos de anúncios, mesmo que de forma inconsciente, como em marcas colocadas estrategicamente em filmes, novelas e afins. Mas de uma maneira mais intensiva, nos tornamos o objeto preferido de dois em dois anos, quando temos eleições. Estes momentos são quando demonstramos o quanto abdicamos da memória, em troca de afagos e mimos, mesmo que sejam apenas em promessas nunca cumpridas.
Querem que abandonemos as necessidades básicas, em troca de outras mais caras, e mais lucrativas, que levarão gerações para pagar. Demonstram interesse nas idéias do povo, quando, na verdade, querem manter o governo como um clube privado, para o benefício de seus financiadores. Nos passam a impressão de que temos o poder e a escolha, apesar de obedecerem aos mesmos patrocinadores de seus concorrentes.
Somos tratados como lixo durante todo o tempo, que, misteriosamente, se torna esquecido ou distorcido durante as votações. Apesar de boas, é necessário abrir os olhos para os efeitos das carícias que recebemos, e da massagem em nosso ego. Nos tornamos tão cegos ao ponto de nos segregarmos voluntariamente, esquecermos as reais prioridades e nos entregarmos para a futilidade?
:-)
sexta-feira, 18 de julho de 2014
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