Vivemos na inconsequência, incapazes de observar o resultado de nossos atos, de imaginar sua magnitude ao se propagarem pelo planeta. Agimos como loucos, priorizando o entretenimento, esperando que a sociedade se alimente e se instrua com diversões e piadas. Estamos longe de ser sérios, e como tal, somos vistos e tratados como palhaços, no pejorativo, distantes da graça dos verdadeiros artistas de picadeiro.
Por perder uma partida de futebol, mostramos o quão mimados somos, quebrando o que aparece na frente por simples capricho e birra. Damos as costas, e até ridicularizamos, aqueles que deixamos em situação de desespero, incapazes de estendermos a mão para ajudá-los. Deixamos de reivindicar onde somos mais afetados, ilustrando onde estão nossos valores, e onde abrimos mão de direitos.
Clamamos por privilégios nas coisas mais absurdas, em um tentativa de voltar à selvageria, realizando uma homenagem à mediocridade. Esquecemos os deveres que assumimos ao viver em sociedade, nos focando em regalias colocadas à nossa frente como uma cenoura na frente de um burro de carga faminto. Estamos tão acostumados com o peso que levamos nas costas, que nem imaginamos o quanto podemos avançar, se nos livrarmos dele?
:-)
segunda-feira, 14 de julho de 2014
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