terça-feira, 8 de julho de 2014

Quem acorda?

Olhar apenas para os bastidores do espetáculo deixou de ser suficiente a algum tempo: agora é preciso também conhecer os escritores da peça, e os financiadores. Em nossa vida, precisamos nos perguntar quem se beneficia com os atos que tomamos, e como podemos fazer que esta vantagem esteja de acordo com nossos princípios. Pois se temos convicções altruístas e a comunidade está em desvantagem, talvez nossas opiniões e ações estejam mais para o lado egoísta.
Vemos diariamente escandâlos de corrupção por parte de representantes do povo, esquecendo que foram eleitos por nós. Consumimos produtos que tem um impacto naqueles com menos condições, incentivando cada vez mais a prática. Desprezamos certos aspectos da sociedade, por considerarmos menos dignos de atenção, mas que voltam para nos atormentar.
Tentamos solucionar certos casos utilizando emoções, em particular o ódio, e sem procurar conhecer mais sobre o assunto antes de fazer alguma sugestão. No caso de administradores públicos, como são um reflexo da cultura popular, se preocupam mais em gerenciar seus próprios bolsos em certas questões. Somos doutrinados a enxergar apenas o lado financeiro do mundo, mas como fazê-lo ao nos depararmos com as atrocidades cometidas em seu nome?
:-)

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