segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Quem é livre?

Outro jargão muito usado em época de eleições é o da preservação da liberdade, principalmente contra os que a oprimem. Novamente, uma expressão ampla, sem sentido definido, que serve para alimentar a esperança em algo tão subjetivo que nos foge até a noção. Pregam o tipo de independência onde os desejos são sempre saciados, claro, através de um consumismo desenfreado, desprezando as responsabilidades.
Passamos a ver a política como um produto a ser comercializado, ficando cada vez mais distante o debate sobre questões primordiais. Somos instruidos a consumir cada vez mais o “governo”, nos tornando dependentes em níveis básicos, incapazes de nos organizarmos sozinhos. Escondendo seus patrocinadores, fazem questão de deixar alguns assuntos fora de conversas, criando ilusões sobre o que realmente pretendem.
Enquanto alguns deixam os representantes à vontade, outros mostram que existe fiscalização por parte do povo. Ilustram que, apesar de serem poucos, são capazes de se organizar para mudar os rumos do país, e quem sabe, da espécie toda. Sem responsabilidade, que tipo de liberdade esperamos que apareça em uma cultura de futilidade e ignorância, onde o egoísmo supera o altruísmo?
:-)

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