sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Levantar a bunda

Vi uma palestra no TED esses dias, onde uma professora começa falando da evolução na educação. Ela compara os tempos de seus pais e avós, onde eles precisavam sair de casa para ir atrás do único local que tinha informação, até os dias dela, onde já possuia enciclopédia em casa, e a atualidade, onde os dados correm livres pelo mundo e inundam nossa casa. Isto me fez notar que hoje estamos nos instruindo tanto, que em certos casos não sabemos como lidar com o que aprendemos.
Para começar, devemos transformar o pensamento em ação e colocá-lo em prática. Podemos tentar as formas clássicas de voluntariado e ativismo, mas podemos também usar sua forma mais simples e menos conhecida, que é simplesmente passar o que conhecemos adiante. Escrever um blog, filmar um vídeozinho com o celular e colocar na Internet, ter uma conversa sobre o assunto que aprendemos com aqueles que conhecemos: tudo isto são formas mais singelas, mas tão importantes quanto qualquer grande projeto. E tudo isto contribui para transformar a realidade em algo diferente.
Minha noiva conta, do tempo que passou em Vancouver no Canadá, que eles tem o hábito de, quando terminam de ler um livro, deixarem em algum lugar público, para que outras pessoas tenham a oportunidade de apreciar a obra. É como ter uma biblioteca a céu aberto, onde pode-se andar no meio do conhecimento, colhendo-o como se fossem flores. Atitudes deste tipo, por mais simples que pareçam, tem um grande impacto na sociedade, e talvez seja justamente o que estamos precisando.
Feliz ano-novo a todos!
:-)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sorrir ainda é o melhor remédio

Apesar de todos os benefícios para o nosso próprio corpo, sorrir tem um efeito social tão grande quanto. Nosso cérebro, em sua busca por aceitação dentro do grupo em que estamos inseridos, seja no trabalho, na rua ou em casa, imita certos comportamentos que vê. Portanto, ao sorrirmos para outra pessoa, ainda mais para um estranho, passamos uma sensação de conforto e alegria, e estamos estimulando o mesmo processo que acontece em nós naquele indivíduo.
Por vivermos em sociedade, esta pequena diferença no comportamento de cada um pode levar a uma grande mudança do coletivo. Desde a maneira como vemos aqueles que não conhecemos, nos deixando mais à vontade em sua presença, até nossas espectativas da sociedade, nos levando para um novo caminho. Isto pode levar a uma maior aproximação de classes separadas pela antiga estrutura social, o que nos levaria a rever certos hábitos e conceitos que temos.
Hoje temos uma cultura baseada em medo e desconfiança, que esta sendo mudada aos poucos pela Internet. No mundo virtual, estranhos cada vez mais fazem negócios sem saber quem está do outro lado, baseados apenas em reputação dadas pelo resto da comunidade. Estamos descobrindo que as pessoas não são tão agressivas ou violentas como certos instituições passam, o que tira certas barreiras de nosso caminho. E isto já é um motivo muito bom para começarmos a sorrir.
:-)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mais que ouvir: Escutar


"Você tem dois ouvidos e uma boca, use-os na mesma proporção". Quando ouvi esta frase pela primeira vez, fiquei rindo por algum tempo, pois achei-a genial. A partir de então, comecei a prestar mais atenção nas pessoas à minha volta, e percebi que algumas também praticavam esta filosofia. Mas um número dessas não parecia saber a diferença entre ouvir e escutar, o que não é de se admirar, já que alguns dicionários não fazem uma distinção clara entre estes dois verbos.
Ouvir é quando se reconhecem os sons emitidos pelo ambiente, sem tentar distinguir o que é cada um deles. Ouvir é o nível mais básico da nossa função de audição, pois é apenas a captação do barulho pelo nosso cérebro. É quando sabemos que que tem algo acontecendo, mas não deciframos ainda o que é. Escutar, portanto, requer um nível mais elevado de atenção, pois é quando entendemos o que estamos ouvindo. É quando interpretamos e consideramos o que está sendo transmitido.
Podemos notar, então, que apesar de estarmos constantemente ouvindo, escutar, de fato, é algo que requer um pouco mais de esforço por parte de nosso cérebro. Mas podemos ir além, e não só compreender o que está entrando em nossos ouvidos, mas também ponderar conscientemente sobre o seu significado, ainda mais se vai contra nossas idéias. Desta maneira, aprenderemos efetivamente novos pontos de vista, que serão úteis em nossa jornada nesse planeta. Assim, além de exercitar nossa massa cinzenta, ainda estamos nos instruindo sobre aqueles com quem nos relacionamos, pois o manual de instruções de cada um está na forma como nos expressamos.
:-)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Respirar Fundo

Talvez uma das ações que mais faltem no mundo, principalmente quando nos deparamos com nossa própria teimosia, expressada por outra pessoa. Em um mundo em que tempo é dinheiro, e dinheiro é a única forma de sobrevivência, acabamos esquecendo até mesmo de encher os pulmões de ar, e descarregamos nossas frustrações no primeiro que passar perto. Podemos nos espelhar no que fazemos com as instituições que regem nossa realidade, e trazer esta infinita paciência para os relacionamentos com que temos mais contato em nossa rotina.
Algumas vezes, nosso sentimento de fracasso tem uma maneira explosiva de ser expressado. Um exemplo clássico é o de tentar passar uma idéia para alguém que pensa exatamente o oposto. Tentamos usar toda nossa habilidade de comunicação, onde expressamos todos os pontos de vista que nós conhecemos. Mas falhamos ao encontrar a perspectiva que a outra pessoa está enxergando, e com isto estouramos, descarregando esses nossos sentimentos nela.
Ao aprendermos a respirar fundo novamente, damos uma calibrada de oxigênio no cérebro e no corpo, o que nos acalma e nos deixa melhor preparados para entender o outro indivíduo. Com o aumento de nossa tolerância, também nós começamos a descobrir novos aspectos do planeta, que não percebíamos antes. Talvez para o próximo ano, podemos tentar lembrar mais desta arte antiga, que nos ajuda a relaxar e não custa nada.
:-)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Corrente do Bem

Junto com a chegada do ano novo, vem todo um clima de renovação que nos leva, muitas vezes, a prometer mudanças em nosso comportamento. Por estarmos doutrinados com o antigo paradigma criado por nossos antepassados, nosso escopo ao fazer esta escolha se restringe à um nível mais simples da lei da ação e reação da física. Vemos apenas as conseqüências diretas de nossos atos, deixando de ver todo o cenário que nos envolve e da qual somos parte.
Ao deixarmos de fumar, por exemplo, focamos na melhoria em nossa saúde, mas não vemos que isto também serve para enfraquecer o mercado tabagista no mundo. Sem perceber, ao mudarmos algo em nossa rotina, acabamos tendo uma influência no resto do mundo, até mesmo em lugares onde mal ouvimos falar. Mas esta é uma via de duas mãos, que raramente notamos por estarmos ocupados demais com nosso próprio mundo.
Por isto, vou aproveitar que revi o filme recentemente e a data que se aproxima, para sugerir algumas mudanças que podemos ter em nosso comportamento, mas que funcionam exatamente na direção contrária. São ações que iremos fazer para o mundo que refletirão na vida de todos, e como conseqüência, na nossa própria. Desta maneira podemos efetivamente deixar esta realidade baseada em instintos para trás, e criar uma nova, baseada em consciência.
:-)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Inicialmente um rito pagão para celebrar o solstício de inverno, o Natal passou a ser visto da forma como é hoje a pouco tempo. Depois de ser popularmente celebrado por pagões por séculos antes do nascimento do Cristo, no século IV a igreja romana decidiu cristianizá-la. Apesar do sentido religioso daquele tempo, a figura do Papai Noel surgiu mais tarde, e de uma maneira diferente do que é hoje.
No começo ele talvez fosse um bispo, bem diferente da forma como o conhecemos hoje. Apenas no século XIX é que ele surgiu com as roupas que vemos nas ruas atualmente. Mas naquela época, as cores de suas vestimentas eram diversas, onde predominava o verde, pois ainda representavam o inverno. Apenas em 1931, em uma campanha publicitária da Coca-Cola, que a cor "oficial" se tornou o vermelho.
Conhecendo mais a fundo a origem de alguns de nossos feriados, observando a mistura de tradições que existe nestas datas, podemos perceber o quanto o ser humano consegue conviver com seus semelhantes, mesmo sendo de culturas completamente diferentes. A dualidade do certo/errado e do novo/velho perdem o significado, ao notarmos que nossos antepassados podem ter lutado para ter o domínio de uma cultura sobre a outra, mas nós escolhemos celebrá-las todas juntas.
Ótimas festas para todos!
:-)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Páscoa

Assim como outras datas, a Páscoa celebrada atualmente reúne elementos de várias religiões. Algumas delas, inclusive, que o público em geral nem ouviu falar, embora, mesmo sem conhecer sua origem, passe o costume adiante. E o mais irônico é que, em um país predominantemente católico, é mais publicado os hábitos pagãos que a própria igreja tentou remover da história.
A história da tradição é bem conhecida por duas das influentes religiões do oeste: o judaísmo e o cristianismo. Para os judeus, a páscoa representa a fuga do Egito, um momento de libertação, onde foram auxiliados pela ira divina. Para os cristãos significa o nascer de novo, baseado no episódio da ressureição de Jesus. Já para os pagão, representa a passagem, a renovação, que é quando o inverno se transforma em primavera, no hemisfério norte.
"Mas de onde saiu a história do coelhinho e dos ovos?", alguns devem estar se perguntando. Segundo a tradição pagã, a lebre representa deuses da fertilidade e do renascimento em várias mitologias, assim como os ovos pintados com runas. Com a comercialização destes costumes, os ovos se tornaram de chocolate e as lebres, que antes eram sacrificadas, se tornaram personagens de desenho.
:-)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dia dos Namorados


O dia dos namorados ao redor do mundo é comemorado no dia 14 de fevereiro, diferente do 12 de junho daqui do Brasil, por isto é o segundo da lista. A origem dos dois, no entanto, vem do início do período romano, e naquele tempo, era uma festa de final de ano, já que o ano deles começava em março. Esta celebração tinha como finalidade principal a purificação, onde as pessoas se preparavam para a primavera. Era também uma cerimônia para exaltar a saúde e a fertilidade.
Por ser uma festa pagã, o papa Gelásio I a condenou e tentou proibí-la, em 494. Talvez não tenha dado muito certo, pois logo em seguida o dia de São Valentim foi instituído na mesma data da Lupercalia. Com tanta pressão de orgãos oficiais, aos poucos esta data também foi se convertendo no que conhecemos hoje, deixando suas origens em livros de história.
No Brasil, a data é diferente do resto do planeta por causa de Santo Antônio, que é um santo Português e padroeiro do casamento. Em Portugal, a data passou a ser a mesma do globo recentemente. Curiosamente, foi um publicitário que trouxe essa data para a terra tupiniquim, com a missão de aquecer as vendas no mês de junho, que eram mais fracas. O primeiro dia dos namorados celebrado em por aqui foi em 1949. Mais novo que algumas pessoas por aí, não?
:-)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ano Novo

Nada mais lógico do que começar os estudos de datas comemorativas do ano pelo seu começo. As festividades que temos hoje entre o último dia de dezembro e o primeiro de janeiro nem sempre ocorreram neste período e pelo único motivo da passagem do ano. Em sua origem, esta celebração tinha um motivo e momento bem diferentes do que conhecemos hoje.
Em seus primórdios, a passagem de ano era sincronizada com a primavera, por ser a estação onde as plantas voltavam à vida e, assim, garantia a sobrevivência de todos. No hemisfério norte, isto se dava no dia 23 de março ou aredores, e a festa durava vários dias, pois eram feitos os plantios nos campos. Em um cenário destes, pode-se ver claramente de onde veio a idéia do renascimento e começo de uma vida nova.
Por decreto do imperador Júlio César, em 46 A.C., o calendário juliano modificou a data do ano novo para primeiro de janeiro, perdendo a sincronia com as estações. Mas foi só em 1582 que ele passou a ser mundialmente usado, quando o papa Gregório XIII ordenou que o calendário gregoriano fosse o oficial dos países católicos. Sem o alinhamento com as estações, deixamos de olhar para a natureza e fazer parte dela. Talvez por isto, a cada ano, aumenta-se a quantidade de fogos de artifício: é uma tentativa de buscar a antiga magia. Felizmente, a história nos mostra onde começar a olhar.
:-)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ritos Passados

Com as festas de final de ano chegando, também veio o momento de fazer um estudo sobre algumas datas comemorativas que festejamos. Para os mais novos, é uma maneira de descobrir de onde vem os hábitos e manias que temos como sociedade, para poderem avaliar se vale a pena passar adiante estas tradições. Para os mais velhos, talvez seja uma maneira de relembrar os tempos da juventude, pois alguns ritos não são tão antigos assim. Ao menos não da forma como os celebramos hoje.
Certas cerimônias que temos em nossa cultura atualmente, e que são enfaticamente anunciados pela mídia, tiveram uma origem diferente, e em alguns casos, até mesmo a data era outra. Com o passar do tempo, certas alegorias foram criadas, outras perdidas, retirando alguns aspectos e focando em poucos pontos de vista. A influência disto se vê na estrutura social atual, que é voltada para a padronização, e não para a diversificação.
Ao relembrarmos de onde surgiram alguns costumes, notamos mais claramente o quanto nossa civilização mudou, e podemos usar como marco de referência para analisar onde estamos agora e para onde estamos indo. Podemos nos impressionar com a experiência, descobrindo curiosidades de nossos antepassados que nem imaginávamos. Talvez até mudemos alguns conceitos, aprendendo mais sobre o que significavam em seu início.
:-)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Virtualidade Brasileira

Assim como o resto do mundo, o Brasil está criando legislações para regulamentar o uso da Internet. Apesar de todos os debates, poucos perceberam que a maior dificuldade será levar para um mundo virtual as leis do plano físico, com as quais estamos acostumados. Ao se analisar a questão da rede mundial, é necessário uma nova mentalidade, que esteja em harmonia com esta nova realidade.
Usar as regras do antigo e dominante paradigma nada mais farão do que tornar esta nova experiência uma cópia da velha. Isto significa que nunca conheceremos de fato toda a extensão do termo liberdade de expressão, o que nos impedirá de crescer. Também nos limitará ao número de identidades que podemos ter, privando-nos de ser o resultado da vivência com o ambiente, e de analisar cada caso isoladamente.
Já temos este tipo de restrições em nosso dia-a-dia, que como conseqüência, nos deixa com uma insatisfação insaciável. Enquanto não percebermos que as causas são justamente estas reduções do nosso potencial, vamos continuar agindo de acordo com elas, nos tornando simples animais de abate. Com a Internet, temos a chance de descobrir as respostas de perguntas que existem a milênios, algumas que até estamos esquecendo de fazer em nossos dias. Isto se ainda tivermos o interesse, claro.
:-)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Anonimato

Apesar da Wikileaks nem tomar conhecimento de quem são suas fontes, por colocar seus jornalistas na linha de frente, não é este o tipo de tópico abordado quando se fala de sigilo de identidade na Internet. Apesar de comparado inúmeras vezes com a vida real, o anonimato dos usuários da rede mundial tem incomodado algumas pessoas desde sua criação, mas está longe de ser a mesma coisa. Pintado como um assaltante entrando encapuzado em um estabalecimento quando conveniente, esquece-se o outro lado da moeda, que curiosamente é brandido aos quatro ventos constantemente.
Para os fãs da democracia, que melhor forma de executá-la, do que em um ambiente onde não se sabe nada sobre o indivíduo, realmente deixando todos no mesmo nível? Na realidade cibernética, onde somente aqueles que querem tem um nome, políticos e povo se misturam, assim como policiais e criminosos. Em um cenário destes, onde as idéias valem mais do que a identidade, a dinâmica de grupo muda, e vemos a verdadeira forma da sociedade. Ao invés de uma pirâmide, temos um organismo vivo, em constante mudança, evoluindo com cada informação encontrada.
Não é de se espantar, então, que existam certas instituições interessadas em acabar com esta opção dos usuários. Por se verem obsoletas e perdendo seu poder, incitam o medo da população com o lado maléfico, para ter sua vontade realizada e se manter no domínio por mais tempo. Nesta realidade dualística que vivemos, esta é uma arma eficaz, pois representa metade das opções que temos. Entretanto, quando notamos a ilusão que vivemos, que temos uma infinidade de perspectivas para analisar, esta possibilidade se torna tão pequena que, na prática, não influência nossas vidas tanto quanto alguns querem.
:-)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Hérois, vilões ou Humanos?

Utilizando o caso recente do Wikileaks como exemplo, podemos notar como ainda somos influenciados pela dualidade que rege nossa realidade. De um lado, temos algumas pessoas considerando o pessoal do site como vilões, pois estão divulgando material considerado secreto. Por outro lado, existem aqueles que aplaudem de pé o que estão fazendo, partindo da premissa de que o público merece saber o que seus governantes, e bancos, tratam por trás de portas fechadas. Menos considerado, temos também o lado de que são pessoas apenas se divertindo, fazendo o que gostam e acham interessante. Mas também podemos ver sob a ótica de que são caçadores de confusão, que só querem ver o circo pegar fogo.
Por esquecermos de que existem infinitos aspectos na qual podemos analisar o que está acontecendo, ignoramos o que os protagonistas realmente são (humanos), e os vemos como anunciados (heróis ou vilões). Ao fazermos isto, não notamos a barreira que criamos entre eles e nós, a distância que nos afastamos. E justamente por colocarmos este tipo de obstáculo em nosso meio, ficamos presos, estagnados em uma realidade comandada justamente por aqueles que não tem esse tipo de empecilho em suas vidas. E esses são poucos quando comparados com a totalidade da população humana neste planeta, e fazem do resto o que quiserem.
Ainda cultivamos a ilusão de que estamos livres, quando o medo nos restringe de alcançar todo nosso potencial. Ainda não nos acostumamos com a idéia de que todos tem medo, sejam quem forem. O que fazem em relação à ele é que faz toda a diferença. As lições que tiram dos erros que cometem é o que os impulsiona, o que os faz tentarem de novo. Por isto são os protagonistas deste nosso mundo de faz de conta, e não apenas espectadores. Mas é fácil mudar isto, com um pouco de vontade pode-se dar o primeiro passo.
:-)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wikileaks

Na guerra virtual, atualmente, o Wikileaks se tornou o combatente da vez. Assim como seus predecessores, trouxe para o mundo cibernético algo conhecido e muito usado no mundo real, com um toque digital em sua atualização. Desta forma, o jornalismo de denúncias renasceu em uma escala proporcional ao tamanho da rede mundial, despejando milhares de documentos considerados secretos. Eles estão mudando a forma como alguns políticos são vistos, pois suas palavras não condizem com o conteúdo destes arquivos.
O site, aparentemente, não se preocupa com sua fonte, mas apenas com a veracidade do material que recebe. Isto estimula a ação daqueles que tem algo que consideram ser de conhecimento público, mas que temem por sua vida, ou de entes queridos. Neste ambiente, eles podem apresentar suas provas sem preocupações, ficando protegidos por serem desconhecidos até pelos jornalistas da página. Quem fica na linha de frente são os jornalistas, que ficam sujeitos à todo tipo de represálias.
O trabalho da Wikileaks, assim como todos aqueles que tem contribuído com a Internet, enfatizam a vontade de união e compartilhamento das pessoas. Mesmo sem se conhecerem e sem nenhum retorno financeiro, o trabalho voluntário está tomando uma nova forma no mundo digital. Com uma abrangência global, esta possivelmente não será a última batalha cibernética que veremos. Ainda mais por, em alguns casos, não termos decidido se esses ativistas são heróis, vilões ou algo mais.
:-)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Força Virtual

Aqueles que tem acompanhado o blog já devem estar familiarizados com a importância dada na distribuição da informação. Esta insistência é para lembrar as pessoas de que "quem não se comunica, se trumbica", ou seja, sem comunicação, temos menos entendimentos entre os indivíduos, o que gera mais atrito e separações. Podemos ver isto mais claramente quando analisamos os meios de comunicação criados, e a mudança que geraram no mundo. Foi assim com a escrita, prensa móvel, telefone, rádio e televisão.
Com a Internet não seria diferente, ainda mais com o que ela oferece. De uma hora pra outra, as pessoas deixaram de ser apenas consumidores e passaram a ser redatores. E em escala global. Mas nem tudo é um mar-de-rosas, pois como seus precursores, este meio de comunicação também está criando conflitos. Por dar novas opções de informação e interação à população, uma colisão com as instituições dominantes era inevitável. A influência e lucros delas diminuem, e seus atos são expostos e questionados mais facilmente. O episódio com o Napster, onde o programa trouxe para a era digital a funçao de fitas K7 e de vídeo, foi o começo de uma guerra cibernética.
No mundo virtual, onde cópias são feitas com um clique de mouse, o paradigma do acúmulo de bens perde o sentido, fazendo com que o sistema monetário enfrente um grande rival. Enquanto no passado se dizia que "tempo é dinheiro", agora esta ficando cada vez mais claro que informação é poder. E quando os assuntos tratados atrás de portas guardadas por seguranças se torna público, vemos qual é a real hierarquia que rege nossa sociedade. Os soldados mais rasos apareceram primeiro, lutando contra a popularização de programas de compartilhamento. Depois certos governos mostraram seu verdadeiro entendimento sobre diplomacia e democracia, surpreendendo alguns conspiradores. O espanto, no entanto, não foi pela perspectiva demonstrada, mas por não terem sido ainda o topo esperado. Aparentemente, ainda existem algumas instituições acima de governos, que estão se mostrando agora. Se elas são a cabeça da sociedade, ou se estamos apenas começando a ver a realidade, somente o tempo dirá.
:-)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Alternativa ao Crime

Para acabar com o crime, é necessário primeiramente vê-lo como realmente é: um produto do sistema monetário. Ele não é uma falha propriamente dita, mas resultado de um regime que concentra muitos recursos na mão de poucos, deixando muitos com pouco. Esta marginalização faz com que as pessoas sejam forçadas a viver de maneiras diferentes do que é idealizado, e em alguns casos isto significa ignorar as leis da sociedade, se elas não trazem benefícios.
Enquanto não se mudar a regra principal, que é de concentrar a renda, quaisquer outras que se mudem, criem ou sumam, serão em vão. A sociedade é um espelho do tipo de economia usado e, portanto, para mudar a sociedade atual é necessário mudar o tipo de economia que temos. Se o fizermos agora, sem educação nem conscientização, os antigos paradigmas da força bruta e da acumulação de recursos continuarão dominantes, fazendo com que os mesmos problemas logo reapareçam.
À medida que entendemos melhor o mundo em que vivemos, encontramos dúvidas e respostas mais pertinentes com o tipo de vida que levamos e vemos ao nosso redor. Ao mudarmos os assuntos de nossas conversar com nossos conhecidos, de maneira gradual para que também vejam a realidade como ela realmente é, criamos as oportunidades necessárias para uma mudança de paradigma. Com oportunidades suficientes, poderemos deixar de ser, ao mesmo tempo, bandidos e mocinhos de algum filme de segunda, e vivermos nossa vida com toda qualidade que temos direito.
:-)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Conseqüências Criminosas

Raramente notamos quem são os beneficiados com o crime, seja ele organizado ou não. Procuramos por todos os lados, sem notar que, com nossas ações diárias, acabamos absorvidos por este conceito. Enquanto alguns saciam seu instinto selvagem e sede de sangue, ao ser audiência de espetáculos de coliseu, outros tem suas vontades satisfeitas de outras maneiras, tão sutis que nem parecem fazer parte deste cenário.
Enquanto ainda utilizarmos um sistema monetário como economia, ainda iremos fazer parte deste quadro. Um regime deste tipo concentra os recursos na mão de poucos, criando as condições para que muitos se tornem renegados e, conseqüentemente, cometam crimes. Pois quanto maior a diferença social, maior são os problemas encontrados na sociedade. Leis e regras nada significam se as condições básicas para uma pessoa se sentir humana não são atendidas.
E como as condições são estabelecidas por anunciantes, a vida fica distorcida para aqueles que os seguem. Assim, é possível ver pessoas possuindo carros quando nem tem uma garagem ou mesmo uma cama, ou que tem um aparelho de televisão quando lhes falta uma geladeira ou saneamento básico. A lógica perde seu sentido quando não existe educação, criando uma ordem que poucos entendem, chamando-a de caos. Mas longe disto, é apenas um produto do sistema, escondido na visão romantizada que temos da nossa sociedade.
:-)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Causas Criminais

Apesar de, à muitos séculos, procurarmos por anomalias no cérebro, que expliquem o porque algumas pessoas cometem crimes e outras não, a resposta é bem simples. Ela é tão primordial que podemos ver o mesmo tipo de comportamento em animais, mas descartamos este tipo de conclusão por vergonha ou arrogância. E quando notamos porque agimos desta maneira e em que ambiente estamos inseridos, conectamos os pontos e vemos a trágica figura que nossos ancestrais pintaram para nós, baseados em sua ignorância.
Em sua maioria, crimes são instigados por instintos, onde o de sobrevivência tem um papel muito importante. Em um mundo onde os meios de comunicação nos bombardeiam com propagandas de como somos defeituosos, apresentando as mais mirabolantes soluções para corrigirmos estas falhas, é inevitável que as mentes mais influenciáveis comprem esta farsa. Sem uma educação própria, temos gerações e classes sociais sendo educadas pela mídia. Não é de se admirar, então, que nossa realidade tenha se tornado um reflexo do que é anunciado. Seus alunos aprendem bem, e o valor das necessidades básicas é esquecido no meio de tanto brilho e glamour.
Presos à um sistema que sobrevive apenas com o consumo irrestrito e perpétuo, onde se vê aqueles que distorcem as regras subindo mais rápido do que outros, infalivelmente teremos indivíduos seguindo este tipo de caminho. As conseqüências, entretanto, vão além do que é mostrado, pois os beneficiários de um sistema deste tipo são muitos, alguns que nem imaginamos. E eles não estão escondidos, podem ser vistos em praticamente todos os locais. Basta prestarmos atenção.
:-)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Domínio da Chance

À milhares de anos, nossos antepassados basearam suas comunidades no que eles sabiam. Por não terem tanto conhecimento sobre o mundo e seus habitantes, estabeleceram pilares que beneficiavam mais aos próprios, diretamente, do que desconhecidos. Desta forma, criou-se o acúmulo de bens e recursos, pois era a única forma conhecida de sobrevivência. Sem saber das conseqüências, fundaram um sistema social mais baseado em chances do que oportunidades.
Isto pode ser mais claramente visto quando analisamos a forma como a renda está distribuída pela sociedade, já que é o principal meio de sobrevivência utilizado atualmente. Mesmo aqueles que atribuem o molde piramidal ao esforço pessoal irão concordar que, quando levamos em conta outros dados, como educação, sexo, raça e classe social no nascimento do indivíduo, um padrão que mais remete à sorte é revelado. Ou seja, dependendo onde, em que família, com qual sexo e raça a pessoa nasceu, irá determinar em grande parte o quanto poderá ascender na hierarquia social. O que ela aprende durante a vida é o que fará com que ela seja satisfeita com o que tem, ou tenha ambições para conseguir algo mais, seja material ou não.
Por sermos humanos, estamos sujeitos à todos os tipos de experiências em nossas vidas, algumas que ainda nem compreendemos ou imaginamos. Por isto, enquanto alguns se mantém no caminho ditado como certo, outros procuram o chamado de errado. Sabe-se o destino de ambos, e depende de cada um fazer a escolha de qual irá seguir. Para aqueles informados, esta escolha é consciente, e pode transcender a simples dualidade. Para os outros, as circunstâncias decidirão por eles, e ditarão seu futuro.
:-)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Crime Organizado

Com as notícias sendo inundadas pela ação policial no Rio de Janeiro nas últimas semanas, voltou à tona o assunto do crime organizado. O ênfoque dado pela mídia favorece a ação policial e política, ao mesmo tempo em que exagera o envolvimento de residentes de morros e favelas com traficantes. Mas existe uma outra forma de ver este episódio, que não é tão divulgado.
Para entender melhor esta outra perspectiva, é preciso fazer uma análise sobre as origens do que vemos como crime, seja ele organizado ou não. Ao compreendermos melhor de onde ele vem, podemos observar que certas ações que estamos acostumados a utilizar desde tempos remotos podem não ser as mais indicadas. E ao notarmos que este conhecimento é antigo, vemos também que, em certos casos, não existe um interesse em realmente se acabar com esta faceta da sociedade.
Enquanto tivermos certos pilares como base para nossa estrutura social, precisamos ter consciência do que eles sustentam. Estar consciente e informado sobre o mundo em que se vive pode fazer uma grande diferença na vida pessoal. Ir além da visão romantizada, pregada constantemente por aqueles que tem interesse em manter o conto de fadas, é uma opção de cada um.
:-)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Burocracia


Uma das criaturas mais novas criadas por nós, a burocracia se tornou uma maneira de forçarmos um controle sobre as interações humanas. Por não termos noção do que isto significa, não notamos o absurdo de tentar tal ato em algo tão complexo. Desta maneira, acabamos sacrificando até mesmo entes queridos na tentativa de manter o que entendemos como ordem.
Apesar da sensação de disciplina que ganhamos, onde imaginamos sermos capazes de prever qualquer evento, não notamos o que realmente está acontecendo. Esta criatura é capaz de nos iludir, dando ao nosso cérebro as substâncias que mais quer, enquanto o priva das que mais precisa. Desta maneira, ficamos insanos, repetindo eternamente os mesmos passos, mas esperando resultados diferentes, pois não sabemos distinguir realidade de ilusão.
Assim como com as outras criaturas, se quisermos mudar esta situação, é preciso mudar nossa postura. Depende apenas de cada um de nós, e por mais que tentemos, não existe como passar esta responsabilidade adiante. E para ter outra atitude perante o mundo, é necessário uma nova mentalidade. Uma que só será alcançada quando tivermos consciência de quem realmente somos.
:-)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Corporação

A corporação nasceu da necessidade de nos agruparmos para desenvolvermos idéias. Certos trabalhos necessitam mais do que apenas um indivíduo para ser realizado, e para tanto, criamos ambientes propícios para tais tarefas. Esta criatura, que antes se alimentava de inspiração e conhecimento, passou a ter uma dieta diferente quando experimentou a ganância.
Sua mudança foi radical, passando a incentivar a destruição de seu criador, ao invés do auxílio à seu desenvolvimento. Pela sociedade ainda ter uma grande esperança em sua reabilitação, inúmeros sacrifícios são feitos. Comunidades inteiras, às vezes, servem de alimentação para este ser faminto. Ele age como uma criança deixada solta em uma fábrica de chocolate.
Podemos recuperar nosso amigo, mudando novamente sua dieta. A tarefa não é fácil, e poderá trazer grandes problemas em seus primeiros passos. É como retirar a substância preferida de um viciado, onde ele pode chegar a causar graves ferimentos em si mesmo e outros. Como criadores, esta poderá ser uma decisão que teremos que fazer.
:-)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Economia

Mesmo sem saber a extensão do planeta, já tínhamos uma noção de que uma administração dos recursos era necessária. Assim nasceu a economia, que é uma das criaturas que mais passou por metamorfoses ao longo do tempo. A medida com que crescemos, ela também foi se adaptando aos tempos, se atualizando onde podia, mas sem perder seu conceito inicial.
Nós, os criadores, moldamos sua forma durante todo o tempo, sem perceber que o fazíamos inconscientemente. Por não saber do controle que exercemos sobre esta criatura, nos submetemos à suas manias, entregando cada vez mais pessoas para serem sacrificadas. Assim, pais, filhos e irmãos, acabam matando uns aos outros, na tentativa de saciar a fome deste ser.
É possível mudar a índole da criatura, mas precisamos ser firmes e fortes. Assim como se adestra qualquer outro animal, é necessário uma postura confiante por parte do dono. Claro que, para isto, precisamos nos ver em nosso papel de criadores e senhores. E assumir a responsabilidade que é oriunda destes cargos.
:-)