Com a Internet não seria diferente, ainda mais com o que ela oferece. De uma hora pra outra, as pessoas deixaram de ser apenas consumidores e passaram a ser redatores. E em escala global. Mas nem tudo é um mar-de-rosas, pois como seus precursores, este meio de comunicação também está criando conflitos. Por dar novas opções de informação e interação à população, uma colisão com as instituições dominantes era inevitável. A influência e lucros delas diminuem, e seus atos são expostos e questionados mais facilmente. O episódio com o Napster, onde o programa trouxe para a era digital a funçao de fitas K7 e de vídeo, foi o começo de uma guerra cibernética.
No mundo virtual, onde cópias são feitas com um clique de mouse, o paradigma do acúmulo de bens perde o sentido, fazendo com que o sistema monetário enfrente um grande rival. Enquanto no passado se dizia que "tempo é dinheiro", agora esta ficando cada vez mais claro que informação é poder. E quando os assuntos tratados atrás de portas guardadas por seguranças se torna público, vemos qual é a real hierarquia que rege nossa sociedade. Os soldados mais rasos apareceram primeiro, lutando contra a popularização de programas de compartilhamento. Depois certos governos mostraram seu verdadeiro entendimento sobre diplomacia e democracia, surpreendendo alguns conspiradores. O espanto, no entanto, não foi pela perspectiva demonstrada, mas por não terem sido ainda o topo esperado. Aparentemente, ainda existem algumas instituições acima de governos, que estão se mostrando agora. Se elas são a cabeça da sociedade, ou se estamos apenas começando a ver a realidade, somente o tempo dirá.
:-)
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