Em seus primórdios, a passagem de ano era sincronizada com a primavera, por ser a estação onde as plantas voltavam à vida e, assim, garantia a sobrevivência de todos. No hemisfério norte, isto se dava no dia 23 de março ou aredores, e a festa durava vários dias, pois eram feitos os plantios nos campos. Em um cenário destes, pode-se ver claramente de onde veio a idéia do renascimento e começo de uma vida nova.
Por decreto do imperador Júlio César, em 46 A.C., o calendário juliano modificou a data do ano novo para primeiro de janeiro, perdendo a sincronia com as estações. Mas foi só em 1582 que ele passou a ser mundialmente usado, quando o papa Gregório XIII ordenou que o calendário gregoriano fosse o oficial dos países católicos. Sem o alinhamento com as estações, deixamos de olhar para a natureza e fazer parte dela. Talvez por isto, a cada ano, aumenta-se a quantidade de fogos de artifício: é uma tentativa de buscar a antiga magia. Felizmente, a história nos mostra onde começar a olhar.
:-)
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