Quando pensamos nos derivados do petróleo, os primeiros, e às vezes únicos, produtos que aparecem em nossas cabeças são diesel e gasolina, ambos utilizados na geração de energia e transporte. Sem abrir mais o leque no momento, tentemos contemplar nossa rotina atual apenas com a restrição destes dois bens, ou com sua completa remoção. Se uma greve de caminhoneiros já é suficiente para parar o país, imaginem como seria sem táxis, aviões, vans, motocicletas, barcos, ambulâncias, carros de bombeiro e de polícia.
Nossa rotina ficaria complicada, ainda mais se fosse preciso escolher entre serviços básicos que deveriam continuar rodando, como emergências, saúde ou alimentação. Mas não seria apenas isto, pois o petróleo se encontra em nossa mesa também, seja na forma de agrotóxicos ou fertilizantes. Como se não bastasse os problemas de transporte, veríamos uma queda na produção de comida, ainda mais sem a droga principal, já que o solo está se tornando estéril por causa dela, e as plantações agem como viciados, precisando de doses cada vez maiores.
Até mesmo computadores e outros bens teriam sua produção terminada ou restrita, afinal, todo plástico em existência é derivado do óleo. Como as alternativas que temos atualmente ainda não possuem uma infra-estrutura pronta para o uso em larga escala, caso nossa principal fonte de materiais sofresse uma queda ou restrição, veríamos um grande impacto se abater sobre nossa sociedade. Existem certas precauções que podemos colocar em prática, mas uma mudança de estilo de vida é fundamental para sairmos deste paradigma.
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