quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ilusão Oleosa

Quando pensamos nos derivados do petróleo, os primeiros, e às vezes únicos, produtos que aparecem em nossas cabeças são diesel e gasolina, ambos utilizados na geração de energia e transporte. Sem abrir mais o leque no momento, tentemos contemplar nossa rotina atual apenas com a restrição destes dois bens, ou com sua completa remoção. Se uma greve de caminhoneiros já é suficiente para parar o país, imaginem como seria sem táxis, aviões, vans, motocicletas, barcos, ambulâncias, carros de bombeiro e de polícia.
Nossa rotina ficaria complicada, ainda mais se fosse preciso escolher entre serviços básicos que deveriam continuar rodando, como emergências, saúde ou alimentação. Mas não seria apenas isto, pois o petróleo se encontra em nossa mesa também, seja na forma de agrotóxicos ou fertilizantes. Como se não bastasse os problemas de transporte, veríamos uma queda na produção de comida, ainda mais sem a droga principal, já que o solo está se tornando estéril por causa dela, e as plantações agem como viciados, precisando de doses cada vez maiores.
Até mesmo computadores e outros bens teriam sua produção terminada ou restrita, afinal, todo plástico em existência é derivado do óleo. Como as alternativas que temos atualmente ainda não possuem uma infra-estrutura pronta para o uso em larga escala, caso nossa principal fonte de materiais sofresse uma queda ou restrição, veríamos um grande impacto se abater sobre nossa sociedade. Existem certas precauções que podemos colocar em prática, mas uma mudança de estilo de vida é fundamental para sairmos deste paradigma.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

7 de Setembro

Passeata Pacífica 7 de Setembro from BitcoinRevolution on Vimeo.



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A Profundidade do Buraco


Apesar do debate sobre se o petróleo é ou não renovável, o fato de que o planeta tem a capacidade de produzir uma quantidade fixa, enquanto nós aumentamos o consumo exponencialmente, permanece. Isto significa que, cedo ou tarde, iremos tirar o recurso mais rápido do que o planeta é capaz de repor, fazendo que a natureza, sempre sábia, nos ensine de forma prática, a viver dentro de seus limites. Dependendo de quão mimados nós nos encontrarmos quando isto acontecer, a palmada terá uma intensidade maior ou menor, deixando marcas profundas, se não cuidarmos.
Atualmente, já estamos consumindo mais do que conseguimos encontrar, mostrando que as reservas tem um limite físico, mesmo que se renovem. Países como China, India e Brasil, que tem grandes populações, estão começando a consumir mais, aumentando ainda mais a necessidade de encontrarmos novas fontes, se quisermos manter o estilo de vida. Sem elas, precisamos começar a procurar por alternativas, sob pena de passarmos sede quando não tivermos mais o líquido em abundância.
Não notamos tão claramente, mas nossa sociedade é construída de derivados de petróleo: todo plástico produzido é feito dele. Além disto, ingerimos muito dele, com conservantes, corantes e, principalmente, fertilizantes e herbicidas. Com uma falta dele, até mesmo nossos hábitos alimentares seriam forçados a mudar drasticamente.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

E se... Acabasse o Petróleo?

Com nossa atual economia, raramente notamos que vivemos em um mundo finito, e onde até mesmo os recursos renováveis precisam de um certo tempo antes de serem consumidos novamente. Sem levarmos em conta as limitações de nossos recursos naturais, a cada dia corremos mais o risco de ficarmos sem eles, vivendo como se isto nunca fosse acontecer. Talvez, por precaução, devêssemos levar em conta estes fatores, dando mais atenção ao nosso estilo de vida, e aos bens usados na sua manutenção.
Um exemplo é o petróleo, onde nosso consumo do produto aumenta a cada dia, enquanto as reservas descobertas diminuem, indicando que, talvez, passamos do ponto onde o planeta consegue produzir o suficiente para nosso uso. As alternativas são diminuir o consumo, ou correr o risco de ficar sem a matéria-prima, o que, inevitavelmente, nos obrigaria a procurar alternativas desesperadamente. Saber o quanto existe de uma reserva é fundamental para fazermos planos de estruturação de nossa sociedade, ainda mais quando se dependende tanto de um único.
Sem ter essa noção do quanto poderíamos estar usando, e tentar restringir nosso consumo para abaixo desta meta, podemos estar nos expondo à riscos desnecessários. Com um abrupto corte no suprimento de petróleo, veríamos consequências para as quais não estamos preparados, trazendo ainda mais problemas para nossa rotina. Mas com um pouco de preparo, isto pode ser evitado, e garantido que não aconteça novamente.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Duplicando o Valor

Não saber para onde estamos indo acaba nos fazendo andar em círculos, o que nos leva à encarar as mesmas situações periodicamente. Sejam elas agradáveis ou não, o fato de não termos aprendido nada de novo que nos ajudasse a evitar tais condições acaba cansando, e com o desgaste, amplificamos os sentimentos de derrota e vitória, quando eles aparecem. Mas eles são apenas extremos opostos em um universo dual, onde contrastamos o certo com o errado a todo momento.
Podemos encontrar outro caminho facilmente, pois mesmo que não admitamos nem para nós mesmos, sabemos dele desde que nascemos. Deixamos ele de lado ao sermos atraídos pelas emoções do mundo, e rapidamente nos viciamos nelas, apagando da memória o que já tínhamos imbutido pela natureza, substituindo por nossas próprias criações. Mas como em um banco de dados moderno, existem meios de recuperar este conhecimento antigo, e fazer uso em qualquer idade ou condição.
Para tal fim, é preciso embarcar em uma jornada de desintoxicação, onde iremos cada vez mais deixar os vícios de fora, e procurar forças em nossa própria essência. Com isto, notaremos que sabemos as respostas para as questões que mais nos intrigam, e que poucos tentam solucionar. E veremos que nossas possibilidades são infinitas, se soubermos usar este conhecimento com sabedoria.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Reformando a Estrutura

Repetir os erros é um sinal de que não aprendemos a lição dada na primeira vez, e a natureza se encarrega de nos mostrar, de forma prática, que precisamos mudar nossa forma de se comportar em certas situações. Tentamos corrigir nosso professor, como era de se esperar de uma espécie jovem e inexperiente como a nossa, criando ferramentas que possam nos auxiliar, mas que nos separam da realidade. E também como era de se esperar, aprendemos da pior forma possível que nossas respostas ainda estão erradas e que precisam ser mudadas, ou sofreremos ainda mais as consequências.
Ainda não aprendemos que a natureza já possui suas leis, e que por mais que tenhamos vontade, não conseguimos quebrá-las, ou corrompé-las. Nosso orgulho de termos criado o avião e o foguete não muda o fato de que, no final, voltamos a colocar os pés no chão, e que nossa tentativa não passou disto: um experimento. Em nosso crescimento como espécie, é fundamental fazermos o máximo de experiências que pudermos, e portanto, talvez seja a hora de mudar nossa tática, pois estamos passando tempo demais perseguindo uma técnica que, a cada dia, demonstra estar nos prejudicando mais do que ajudando.
Para crescermos, estar conscientes de nossas ações é um ponto fundamental, ainda mais no que diz respeito às reações que elas trazem para nós mesmos, em especial à longo prazo. Saber que se colocarmos a mão no fogo, iremos nos queimar é básico, mas saber que se inalarmos fumaça por um certo tempo, iremos nos intoxicar, requer um pouco mais de atenção. Com nosso conhecimento atual, sabemos que devemos parar de respirar certos gases tóxicos com as quais nos acostumamos por eles nos darem prazeres, e o primeiro passo para amadurecer é justamente reconhecer e deixar os vícios de lado.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Copiando a Lei

Nossa política de segurança apenas reflete o que estamos acostumados a fazer, mesmo que não funcione pelo tempo esperado, por não prestarmos atenção nas causas. Isto demonstra que os governantes estão tão conscientes de seus atos quanto o povo que vota neles, por mais que um aponte o dedo para o outro no momento da crise. E justamente por isto que elas não se resolvem e acabam se repetindo: mesmo que o povo consiga depor um governo, ele mesmo se encarregará de copiar leis antigas e tentar adaptá-las à modernidade, sem sucesso.
No caso do governo conseguir reprimir o povo, temos a volta da ditadura e da cultura que se formará na marginalidade, que apenas ganhará força para uma futura investida mais violenta. Podemos ver estes cenários, em menores ou maiores proporções, em qualquer livro de história, pois já passamos por estas situações e copiamos as respostas criadas por nossos antepassados. Prever o futuro desta maneira é possível, embora trágico, pois sabemos todos os erros que cometeremos novamente, e que poderiam ter sido aprendidos há muito tempo.
Existem aquelas alternativas que ainda não foram tentadas, claro, mas o esforço necessário para chegarmos a elas é enorme, pois travamos um combate especialmente com nós mesmos. Nossa própria cabeça não tem a tendência de mudar, mesmo que isto signifique que estamos caminhando para um abismo. É uma batalha pessoal, onde cada indivíduo precisa achar sua melhor arma e técnica para fazer esta mudança, pois depende da vontade e conhecimento de cada um.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Reforçando a Segurança

Existem alguns exemplos de como repetimos nossos erros que ganham mais destaquem em nossos noticiários, apesar de serem, em essência, o mesmo que fazemos com outros aspectos da sociedade. Um deles é a segurança, onde o aumento de número de combatentes ou armamento é publicado como ação necessária para a solução da violência ou desordem, mesmo existindo dados que contradizem esta doutrina. Para o curto espaço de tempo esperado, entretanto, que é a publicação de periódicos sensacionalistas, ela serve perfeitamente, garantindo os votos necessários para manter mandatos, e a prática.
Sem um estudo sobre o que causou a situação, apenas se consegue a dispersão e a marginalização, que com o tempo voltarão com mais força, fazendo com que o ciclo se mantenha indefinidamente. Existem aqueles em nosso mundo que apenas conhecem essa realidade, pois ela esta presente à tanto tempo, que gerações já nasceram e morreram nela, sem nada terem aprendido de novo. Mas como todo erro humano, ele pode se tornar um professor, com a qual aprendemos, crescemos e seguimos em frente com uma nova visão.
Estes novos pontos de vista nos permitirão enxergar o que antes não conseguíamos, iluminando nosso caminho para que não esbarremos tão facilmente nos obstáculos que surgem. Além disto, eles podem nos mostrar a real forma destas barreiras, para que não fiquemos tão presos às sombras que elas projetam, nos confundindo. Vemos que, em certos casos, o que achamos ser uma parede é, na verdade, um fosso que fica cada vez mais fundo à medida que olhamos.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Repetindo Erros

Ao longo de nossa história, podemos observar que certas situações se repetem, apesar dos personagens serem outros, e os cenários, mais modernos. As que tem se destacado, em particular, lembram de juramentos feitos por comunidades inteiras, às vezes por praticamente toda a espécie, de que o impossível seria feito para evitar que acontecessem novamente, como estão surgindo. Dizem que quem não conhece a história está propenso à repetí-la, mas diante das condições que estamos vivendo, com a Internet e a revolução da informação, podemos concluir que quem não sabe para onde vai, está fadado a ficar dando voltas no mesmo lugar, já que estamos cheios de lições do passado.
Existe também a possibilidade de que estejamos observando contos que nos prendem nestes círculos, pois não tem mais para onde ir, já que são becos sem saída. O que temos escrito em livros, que são ensinados em escolas e dominam a mídia em geral, em uma boa parte, é o ponto de vista das civilizações que venceram as batalhas. Elas nos dão os motivos e os meios pelas quais atingiram seus objetivos, e nós raramente questionamos a validade destas informações, seja por medo do ridículo ou de morte.
Estamos chegando em um ponto, na história da humanidade, onde um número cada vez maior destes contos estão mostrando sua real origem. As consequências de seguirmos certas doutrinas, sem questionarmos, estão acumulando seu peso sobre nossas costas, nos forçando a questionar o porque de estarmos carregando elas em primeiro lugar. Podemos fazer estas perguntas a qualquer hora: enquanto ainda temos forças para andar; quando nossos joelhos já cederam e caímos, mas ainda podemos levantar; ou quando estamos com o pulmão completamente esmagado, dando nosso último suspiro.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fragilidade Mundial

Como vivemos em sociedade, as fraquezas encontradas em um indivíduo acabam se tornando as mesmas do grupo em que ele vive. E por não termos noção do que se passa dentro de nossa própria mente, do que compõe nosso corpo, ou do que motiva nosso espírito, acabamos projetando estas questões para a comunidade ao nosso redor. Não é de se admirar, portanto, que o individualismo nos mantenha alheios ao planeta, que nosso consumismo acabe com ele, e que estamos conformados com este caminho.
Existem inúmeras maneiras de mudarmos nossa postura perante a vida e o mundo, mas ela depende de cada pessoa encontrar sua maneira, pois somente assim conseguimos influenciar a coletividade. E esta é uma mudança que precisa ser feita dentro de nós, já que sem ela, nosso exterior não se manterá por muito tempo, sem a base sólida requerida. Não é nada fácil, ainda mais por mexer com nosso lado mais íntimo, que raramente tiramos o tempo para analisar e perceber.
A praticidade de nossas vidas nos anestesiou à seguir um caminho que pode estar chegando ao seu fim, e que irá requerer um esforço inimaginável para nos tirar dele. As consequências irão se espalhar sobre nossa espécie, e aqueles mais preparados terão mais chances de escrever os próximos livros de história. Nunca é tarde para se mudar de vida, e podemos começar hoje mesmo, se quisermos.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fragilidade Espiritual


A falta de vontade de encarar a realidade e se adaptar a ela vem da nossa fragilidade espiritual, que foi domesticada por anos à fio e induzida a um estágio letárgico. Por nos tornarmos escravos de nosso corpo e do sistema que montamos, não notamos o que é requerido de nós para manter este estilo de vida, ainda mais por ser intangível. E por não termos reparado nisto, deixamos que a situação fosse ficando cada vez pior, até chegarmos ao ponto onde somos obrigados a reagir, sob pena de não conseguirmos mais nos erguer.
Nossa vontade depende de nosso espírito para se manifestar, e portanto, se quisermos ver as mudanças acontecendo em nossa sociedade, devemos prestar atenção nele. Assim como exercitar nosso corpo e mente nos dá um maior controle sobre eles, o mesmo se dá com o espírito, e apesar de seu exercício ser diferente, o princípio se mantém o mesmo. Ao deixarmos de esperar por um santo milagroso que irá salvar nosso mundo, levantarmos da cadeira e colocarmos em prática o que queremos ver feito, já estamos um pouco mais em forma do que antes, em qualquer um dos aspectos.
Mesmo com a ciência ainda sendo incapaz de mensurar certas reações que se passam dentro de nós, isto não quer dizer que elas não existam, mas apenas que ainda não existem as ferramentas necessárias para descrevê-las cientificamente. Apesar disto, existem certas técnicas utilizadas para escravizar e domesticar o espírito de outros, que nada tem a ver com vudu ou mágia, mas com propaganda e entretenimento. Ao abrirmos nossos olhos para o que nos prende, conseguimos ver mais claramente como podemos nos livrar destas amarras, e fazê-lo se assim o desejarmos.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fragilidade Corporal

Nossos hábitos tem criado consequências que raramente conseguimos ver, e por vezes chegamos a padecer delas sem ter noção do que nos atingiu. Este tem sido o caso com o combustível de nosso veículo neste planeta, pois o entupimos de lixo enquanto achamos que ele irá andar normalmente para o resto de nossas vidas. Mas nosso corpo não é imortal, e por mais que o consideremos como tal, deveríamos estar fazendo um trabalho melhor em cuidar dele, para evitar certos sofrimentos mais tarde.
Não notamos que, por causa de nosso sistema monetário, chegamos ao cúmulo de embrulhar veneno em nossa comida, e vendê-la para aqueles que não podem comprar algo melhor. E infelizmente, ao acharmos que isto só acontece com os outros, nos perdemos de vista que o mesmo chega aos nossos pratos, apesar de ter outra embalagem. Mas não é apenas com a comida que encontramos a fragilidade de nossos corpos, ela existe em outros aspectos que mal conseguimos enxergar.
Devemos cuidar para não nos tornarmos escravos de nosso lado material, pois ele pode se tornar viciante em certos casos, fazendo com que nossa vida seja apenas a satisfação destes desejos. Deixamos de pensar com clareza ou planejar algo melhor para nosso futuro, pois ficamos focados em apenas poucos prazeres, sem aprender o que o mundo pode nos oferecer em toda sua grandiosidade. Aqueles que conseguem controlar seus corpos, logo descobrem que existem outras fontes ainda maiores de onde tirar recompensas.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fragilidade Mental

A primeira coisa que precisamos nos conscientizar é de que nossa mente gosta de se sentir segura, em terreno conhecido, e que usará de qualquer método para não sairmos da inércia. Se somarmos à isto o fato de que ela processa com mais facilidade apenas o que é relevante para a própria pessoa, descartando e censurando todo o resto, entedemos melhor como nossa realidade veio a se materializar. Mas principalmente, tomamos conhecimento sobre nosso maior obstáculo, que vive dentro de nós, e por vezes nos mantém em um cenário terrível, apenas por estar acostumado com ele.
A imagem que temos do diabinho e do anjinho sentados em nossos ombros, nada mais são do que nosssa dualidade tomando forma em nossas vidas. Sem toda a visão romantizada e dualista de que precisamos de um certo e errado, podemos observar que se tratam apenas de nossas defesas automáticas do cérebro, confrontando a curiosidade da mente, que quer ir além das fronteiras. O quanto vamos permitir que um ou outro lado tome controle, vai depender do quanto estamos cientes do que se passa em nossa própria cabeça.
Sem termos ideia do que influência nossa mentalidade ao natural, ficamos propensos a qualquer um querendo nos manipular para benefício próprio. Enquanto consideramos que apenas prisões físicas nos restringem, viramos marionetes que nem sabem do que realmente está acontecendo ao nosso redor. Mas podemos abrir os olhos e perceber esta nova realidade, tomando controle sobre ela e a guiando com consciência.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Fragilidade Humana

Apesar de nossos atos passarem a ilusão de que somos deuses, ao nos desfazermos de nossos recursos como se eles não tivessem parte em nosso sobrevivência, somos mais frágeis do que admitimos. Ao analisarmos nosso corpo, mente, espiríto e nossa conexão com o planeta que nos cerca, vemos que quase qualquer alteração em uma destas condições nos coloca em perigo. Mesmo tendo a habilidade de nos adaptar, o preço pode acabar sendo mais alto do que alguns estão aptos à pagar.
Raramente nos preparamos para os piores cenários, nos deixando levar pela esperança, e por isto podemos ser pegos de surpresa facilmente. E como grandes armadilhas tem como origem o próprio ser humano, mostramos o quanto desconhecemos e ignoramos nossa própria condição neste mundo. E sem reconhecer todos nossos aspectos, por melhor ou pior que sejam, não conseguiremos lidar com a realidade, nem nos manter nela por muito tempo.
Ao nos conscientizarmos de certos pontos críticos de quem somos e do que podemos fazer, notamos que somente nos tornamos frágeis se deixarmos. Temos todas as ferramentas necessárias para tomarmos  as rédeas de onde queremos ir e de que mundo queremos construir. Se ele vai ser opressor ou libertador, depende muito mais de nós mesmos do que de outros fatores.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nós Mesmos

É interessante de notar como temos uma imagem de nós mesmos separada do resto do mundo, onde raramente levamos em conta nossa dependência dele. Por nos vermos como seres à parte, tratamos o planeta como se nada tivêssemos de relação à ele, quando deveríamos fazer justamente o oposto. Sem ele, não temos casa para morar, água para beber, ou comida para se alimentar, mas mesmo sabendo disto, a cada dia, fazemos escolhas que nos mantém mais presos à este caminho, por comodidade.
Por achar que temos conhecimento suficiente sobre nós mesmos, vivemos em ilusões criadas por nossa própria cabeça, cada vez mais distante da realidade, e com consequências cada vez mais severas. Preferimos debater política, economia, religião, moda ou esportes: máscaras usadas por nossa sociedade como forma de entretenimento, mas que pouco resolvem nas questões relevantes. Vivemos de suposições feitas por elas, e deixamos de lado os fatos que, alheios à nossa vontade, regem nossas vidas.
Diversos indivíduos já nos alertaram para este aspecto de nosso comportamento, e mesmo celebrando-os por décadas, séculos ou milênios, não ouvimos o que dizem, pois preferimos criar nossa própria interpretação. Uma mais conveniente, que não dê tanto trabalho, que seja mais prática e que não nos incomode. Mas sem arregaçar as mangas e suar a camisa, não teremos chance de aprender muita coisa, pois não teremos a experiência que complementa a teoria, e não conheceremos a satisfação de um trabalho bem feito.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Relacionamentos

Consideramos relacionamentos apenas com as pessoas que nos cercam, as quais conversamos ou ao menos notamos sua presença física. Por não termos uma visão mais abrangente, não compreendemos que estamos conectados com todo o planeta, de formas que nem imaginamos, e que influenciamos e somos influenciados por ele. Enquanto não conseguirmos ver estas ligações, ainda trataremos as pessoas, e o resto do planeta, como estranhos, que devem ser mantidos à distância até segunda ordem.
Nossa própria estrutura social é baseada neste princípio, onde chegamos a utilizar artifícios do passado para trocarmos mercadorias, mesmo tendo a capacidade de criá-las em abundância, mais até do que conseguimos consumir. Preferimos aprisionar e afastar da sociedade os indivíduos que consideramos “mal elementos”, sem analisar as condições socias que os levaram a agir de tal maneira, deixando de reconhecer as falhas do sistema que criamos. E acima de tudo, perdemos o contato com a natureza que nos cerca e nos mantém, pois nos focamos em ilusões que prometem preencher nosso espírito, mas que apenas o adormece e o anestesia.
Ao ter um ponto de vista mais abrangente, que inclua opções que agora descartamos, podemos refazer as ligações que perdemos com o tempo, e nos aproximarmos mais de nosso mundo real. Ainda existem muitos aspectos do comportamento humano que desconhecemos, e que somente poderemos conseguir a informação se trabalharmos juntos. Ao deixarmos preconceitos e ignorância de lado, podemos construir um mundo mais cooperativo e coeso.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Alimentação

Considerar todo o processo, da criação de qualquer produto até ser consumido por nós, é uma ação que deveria estar mais presente em nossa rotina, principalmente no que diz respeito à nossa saúde. A alimentação, não sendo apenas nosso combustível, mas também nossa primeira e principal fonte de recursos para nosso corpo se consertar automaticamente, merece uma maior atenção. Afinal, mesmo uma dieta considerada saudável, pode esconder muitos inimigos de nosso organismo, pois não questionamos os métodos utilizados desde o ínicio da produção.
Estamos somente agora descobrindo que certas tecnologias criadas à décadas causam mais prejuízo do que benefício, o que deveria nos impulsionar a trocá-las por aquelas que fazem o contrário. Mas diferente do que se pensa, não são barreiras tecnológicas que nos seguram, mas nossa própria inércia de mudar nosso estilo de vida. Várias alternativas existem, desde antes mesmo de usarmos técnicas destrutivas para criar a ilusão do crescimento, mas elas acabaram desaparecendo de nossos livros por causas econômicas.
Hidroponia e permacultura são dois exemplos, mas outros podem ser encontrados com um mínimo de interesse e pesquisa, que faltam em nosso dia-a-dia sobre nossas tarefas mais básicas, como se alimentar. Enquanto mantivermos a mesma perspectiva sobre o que mantém nosso corpo em pé e funcionando, talvez ainda iremos sofrer de doenças que não existiam a algumas décadas. Ao procurarmos outros pontos de vista, conhecemos mais sobre o que nos sustenta, e aprendemos mais um pouco sobre nossa relação com o planeta, nosso lugar nele e por que estamos aqui.
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Educação

Um dos principais aspectos de nossa sociedade que precisa de uma mudança de perspectiva é a educação, pois ela constitui a base de nosso entendimento sobre as relações humanas, e consequentemente, nosso comportamento. Seja a maneira como educamos nossos filhos em casa, ou quais matérias são apresentadas para eles nas escolas, precisamos revisar o que e, principalmente, como está sendo passado. Sem mostrar para as novas gerações que somos capazes de nos atualizar, não temos o direito de cobrar que eles o façam, pois estaremos mantendo os mesmos paradigmas que foram passados para nós, mantendo o ciclo de segregação que esperamos ver quebrado.
Os moldes que aprendemos não são os únicos, e apesar de sabermos disso, raros são os que tentam mudá-los, em grande parte por medo do apedrejamento social que se seguirá, se falharem. E como estamos mais acostumados a procurar por problemas do que por soluções, certamente (http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=512) encontraremos algum em novas teorias e práticas. Por isto, precisamos aprender a procurar por respostas, aprendendo com os erros, tornando-os nossos aliados, não inimigos.
Talvez o mais importante que precisamos aprender, seja a seguir a solução, por mais contrária que ela seja à nossas crenças e costumes, pois em certos casos, são estes mesmos que podem estar nos causando os problemas. Discernir sobre o que nosso corpo deseja do que ele precisa é outro grande passo, principalmente por estarmos descobrindo que a satisfação apenas pode nos levar à uma vida curta e restrita. Ao aumentarmos nosso conhecimento e aprendermos a passar ele adiante de uma forma eficiente, estaremos prolongando e melhorando nosso tempo neste planeta, pois a qualidade de vida de meus filhos e dos filhos de meu vizinho ditarão a minha no futuro.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nosso caminho

É engraçado de ver que os maiores planos feitos por nossa sociedade não tem a menor relevância no que diz respeito à sua própria sobrevivência, uma vez que ao observarmos as notícias, notamos que a maior preocupação atual é sobre a estrutura para a copa de 2014. O governo atual está mais preocupado em tapar os buracos deixados pelo anterior, para garantir que seja o próximo, e isto é uma cena que tem se repetido à décadas, não sendo exclusividade de um único partido. Por não mudarmos nosso caminho, estamos fadados a cair em um abismo, de onde o retorno será improvável, se possível.
Existem aqueles que conseguem enxergar o destino que está se aproximando cada vez mais, e que estão se preparando para ele, seja saindo da estrada ou arrumando seu pará-quedas. Por mais controversa que sejam suas ações hoje, elas representam uma chance de sobrevivência para a espécie amanhã, ao evitar que o pânico tome conta de suas ações, como o resto irá fazer. Suas idéias, algumas nem tão novas ou inovadoras assim, tem um princípio comum, negligenciado pela sociedade na busca da praticidade e satisfação do ego, e remete à base da vida.
A sustentabilidade define que precisamos observar a natureza, mas de uma maneira como não temos feito a gerações, voltando aos tempos dos índios e aborígenes. Isto não significa que precisamos viver como eles viviam, principalmente porque nossos avanços tecnológicos nos permitem, atualmente, conciliar a modernidade com a reconstrução do meio-ambiente. Mas é preciso uma mudança de mentalidade, pois teremos que abrir mão de algumas coisas em busca deste equilíbrio, assim como o resto do planeta tem feito para nos acomodar.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ambiente

Desde que nascemos, somos influenciados pelo ambiente em que estamos inseridos, seja pela língua, costumes, superstições ou posturas. Durante o resto de nossa vida, ele continua a decidir parte de nosso caminho por nós, com as informações que provê, alimentos e cultura. Nosso maior poder reside em decidir se vamos ser levados por ele, ou se faremos o esforço de mudá-lo, para melhor refletir nosso crescimento como espécie.
A educação tem um papel importante neste cenário, pois se aceitamos o que nos é passado sem questionamentos, tendemos a nos manter no curso de nossos antepassados, repetindo seus passos. Mas também podemos exercitar nossa curiosidade sobre o mundo, e fazer as perguntas relevantes, por mais tolas que elas possam parecer, pois assim conseguimos uma percepção diferente sobre o que está ao nosso redor. Este é o primeiro passo para se criar uma mudança, pois as questões podem produzir diversas respostas, algumas que não foram levadas adiante antes, ou que talvez nunca foram pensadas.
Com o tráfego de informações crescendo exponencialmente, nossa situação muda a cada dia, já que novas descobertas são feitas, criando novos dados, inexistentes no passado. Estas novas perspectivas e tecnologias só encontram uma validade se forem postas em uso pela população, uma vez que este é seu propósito, ou deveria ser. Com novos pontos de vista sobre o ambiente, podemos facilmente modificá-lo para nos atender, pois somos parte dele, assim como ele é de nós.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sistema monetário


O dinheiro está presente em nossas vidas desde que nascemos, e, por isto, o consideramos como uma das bases de nossa sociedade, raramente questionando sua real função e propósito. No entanto, quando o fazemos, normalmente o associamos com a economia de trocas e com um período de escassez, extinto em nossos dias, mas que se mantém vivo em nossa cultura por meio de mitos e desinformação. Ao observarmos as consequências de termos tal sistema influenciando as relações humanas, percebemos que os malefícios não compensam os benefícios, que, em sua maioria, são destinados à uma pequena parcela da população, deixando o resto com migalhas.
As classes sociais, com toda sua desigualdade, existe apenas por mantermos este sistema vivo, pois é o dinheiro que impede dos benefícios tecnológicos de chegarem aos que mais precisam. Portanto, ele é a causa de grande parte da violência que vemos em noticiários, pois sem acesso livre, as pessoas procuram outros meios de satisfazerem suas necessidades e desejos, ainda mais se são educadas pelas propagandas. Aqueles que se sujeitam a seguir a legalidade acabam em empregos que não tem aptidão ou satisfação, criando um sentimento de aprisionamento, reduzindo a qualidade do serviço prestado,
Além disto, aqueles que tem este recurso em abundância, acabam dirigindo o resto da população para o caminho que quiserem, pois podem comprar políticos e oficiais, quando não o fazem diretamente com comunidades inteiras. Para manter o lucro, em certos casos é preferível destruir produtos e matéria-prima para criar escassez, ao contrário de distribuir livremente, ajudando os que necessitam. Tecnologia para suprir o planeta com abundância existe, mas é barrada pelo sistema monetário, que é mantido por nós, por motivos que desafiam a lógica.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Democracia

Consideramos a democracia o ápice de nossas interações sociais, pois dá a oportunidade de qualquer pessoa se expressar sobre os caminhos da sociedade, e se for maioria, de modificá-los. Mas este ponto de vista esconde dois aspectos que raramente levamos em conta, e que podem transformar este sonho em um pesadelo que vivemos todos os dias. Por nossos problemas serem técnicos, o valor de opiniões não condiz com a realidade, o que nos leva a desprezar o ambiente na construção da personalidade das pessoas.
Dificuldades criadas pela escassez de recursos podem ser resolvidas através da ciência, que cria os meios tecnológicos capazes de suprir esta deficiência, assim como podem nos auxiliar com maior precisão para chegarmos à respostas. Apesar disto, baseamos nossa sociedade em política, onde pontos de vista se enfrentam constantemente, entretendo mais do que resolvendo, sem notar que o objetivo é, ou deveria ser, o mesmo: a melhoria da qualidade de vida de todos. Por não aplicarmos o método científico em nossas comunidades, e continuarmos com técnicas antigas e ultrapassadas, não somos capazes de encontrar soluções, tendo que criar sonhos delas a cada voto.
E justamente isto que leva ao segundo ponto, pois estas ilusões apelam para nossos instintos e emoções, fazendo com que as pessoas deixem de pensar para satisfazerem seus egos. Nossa própria estrutura econômica incentiva a competição, sem levar em conta que esta acaba nos destruindo, enquanto a cooperação tem um benefício mais significativo, principalmente quando utilizamos os avanços tecnológicos para libertar o ser humano de serviços repetitivos, deixando-o livre para criar e usufruir. E como temos a união de um sistema monetário com uma política de opiniões, notamos que apenas nossa força de vontade posta em prática pode corrigir os problemas criados por nós mesmos.
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Propaganda


Os centros populacionais de nosso mundo são forrados de anúncios de produtos, que vemos como um catálogo aberto, onde tomamos conhecimento de utensílios para nosso uso. O que raramente notamos é a conotação que eles utilizam, nos tornando alvos fáceis de qualquer charlatanismo existente. Assim como os vendedores de tônicos milagrosos enganavam os mais inocentes no passado, hoje temos lixo sendo vendido como soluções definitivas, a qual consumimos sem saber a diferença.
As propagandas que tem mais sucesso não são as mais informativas, mas aquelas que apelam para nossos instintos e emoções. Elas trazem à tona nossa irracionalidade, pois deixamos de pensar claramente para fazer uma escolha, nos tornando meros consumidores interessados apenas no prazer da compra, da posse. Raramente consideramos o que faremos com tal produto, uma vez que nossa excitação ao adquirí-lo passe, o que resulta nas montanhas de entulhos cada vez maiores espalhadas pelo planeta.
Mas não é apenas o lado material que não prestamos atenção, pois a propaganda também serve para nos influenciar em votos, doações e, inclusive, modelando nossa própria cultura. O que consideramos ser fruto da interação social de nossa espécie, pode, em uma análise mais cuidadosa, ser o produto da influência de alguns poucos, que seguimos religiosamente sem entender. Nossa própria personalidade é uma resposta ao ambiente que temos ao nosso redor, e podemos modificá-lo se tivermos vontade, pois este é um dos benefícios do livre-arbítrio.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Onde vivemos


Por vezes, ficamos tão acostumados com nossa percepção do mundo, que ela passa a se tornar a única realidade que vivenciamos, mesmo sendo apenas uma peça do quebra-cabeça do universo. Por conta disto, impomos limites a nós mesmos, subestimando nossas capacidades, nos desprezando e enfraquecendo. Mas ao observarmos outros pontos de vista, relembramos antigas habilidades, encontramos forças além do que imaginávamos ter, e superamos obstáculos que nos mantinham inertes.
Nossa própria cabeça procura zonas de conforto para manter nosso corpo vivo, mas por fazer parte do nosso instinto, nosso piloto automático, por vezes, ela precisa ser ignorada. O que mais nos diferencia de outras espécies do planeta é justamente o controle que temos sobre este aspecto de nossa personalidade. Toda vez que nos entregamos a ela, deixamos de ser humanos para nos tornarmos simples animais, pois abdicamos de nosso raciocínio lógico ao deixarmos nossas emoções tomarem conta completamente.
Para termos cada vez mais controle sobre nossas vidas, é necessário termos conhecimento de nosso ambiente, e estarmos preparados para o que ele pode nos apresentar. A tarefa não é fácil, pois vivemos de nossas próprias criações, e perceber as falhas de nossos “filhos” é algo que qualquer pai ou mãe tenta negar durante sua vida. Mas precisamos aprender que, por mais apego que tenhamos, estas crias passaram de sua data de validade, e cabe a nos darmos um fim a elas.
:-)