terça-feira, 2 de agosto de 2011

Propaganda


Os centros populacionais de nosso mundo são forrados de anúncios de produtos, que vemos como um catálogo aberto, onde tomamos conhecimento de utensílios para nosso uso. O que raramente notamos é a conotação que eles utilizam, nos tornando alvos fáceis de qualquer charlatanismo existente. Assim como os vendedores de tônicos milagrosos enganavam os mais inocentes no passado, hoje temos lixo sendo vendido como soluções definitivas, a qual consumimos sem saber a diferença.
As propagandas que tem mais sucesso não são as mais informativas, mas aquelas que apelam para nossos instintos e emoções. Elas trazem à tona nossa irracionalidade, pois deixamos de pensar claramente para fazer uma escolha, nos tornando meros consumidores interessados apenas no prazer da compra, da posse. Raramente consideramos o que faremos com tal produto, uma vez que nossa excitação ao adquirí-lo passe, o que resulta nas montanhas de entulhos cada vez maiores espalhadas pelo planeta.
Mas não é apenas o lado material que não prestamos atenção, pois a propaganda também serve para nos influenciar em votos, doações e, inclusive, modelando nossa própria cultura. O que consideramos ser fruto da interação social de nossa espécie, pode, em uma análise mais cuidadosa, ser o produto da influência de alguns poucos, que seguimos religiosamente sem entender. Nossa própria personalidade é uma resposta ao ambiente que temos ao nosso redor, e podemos modificá-lo se tivermos vontade, pois este é um dos benefícios do livre-arbítrio.
:-)

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