segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Encerrando um ciclo

A economia é um reflexo das interações das pessoas, mas não é o o suficiente para definir a cultura de todo um povo, ou espécie. A maneira como agimos e nos organizamos influencia como criamos nossos relacionamentos, alterando a estrutura da própria sociedade. Ignorantes sobre este fato, nos mantemos em uma prisão psicológica, onde somos, ao mesmo tempo, carrascos e vítimas.
Renegamos toda responsabilidade social a cada eleição, sem notar a perda da liberdade que ela acarreta, e o preço que pagamos. Nos tornamos mudos por opção, deixando que outros tomem decisões por nós, mesmo sendo as que não aprovamos. A cada voto em candidatos, perdemos um pouco mais nossa inteligência, pois nos acomodamos com as escolhas feitas por eles.
Consideramos que vivemos em uma democracia por escolher entre pessoas previamente selecionadas por outros para serem nossos representantes. Nos deixamos ser influenciados como gado indo para o abatedouro, sem saber qual será nosso destino, até ser tarde demais. Por muito tempo esquecemos o que é cidadania, e está na hora de lembrarmos dela, começando nesta virada de ano, com responsabilidade e sabedoria.


Feliz ano novo.
:-)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Legalizando o proibido

Para mudarmos nossa economia, será necessário mudar nossa maneira de pensar, o que irá ter um efeito em outras partes de nossa vida. Precisaremos abrir nossas cabeças, entender ideias antes consideradas absurdas, e quebrar tabus impostos por décadas, ou até séculos. Uma nova postura será requerida, capaz de aprender sobre o mundo, e agir nele, ao invés de só usar o que já existe.
Será uma alteração que virá de dentro de nós, ao entendermos como a realidade funciona, e o que deve ser feito. A troca acontecerá primeiro nas classes mais baixas, já que quem tem mais privilégios não irá criar leis para perdê-los. Um movimento de união substituirá o existente, de separação, onde iremos cooperar, entre nós e com a natureza, ao invés de competir.
As dificuldades serão enormes, mas os benefícios irão nos tirar da inércia em que nos encontramos, dando a motivação necessária. Além disto, ao compreendermos o que temos nas mãos, e as consequências deste estilo de vida, sentiremos o peso da responsabilidade negligenciada. Ao colocarmos a mão na massa, descobriremos uma felicidade esquecida há muito tempo, e que está esperando para nos encontrar novamente.
:-)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Maculando o sagrado

Quando notamos o estrago causado por nossa prisão econômica, nos tornamos mais motivados para mudá-la o quanto antes. Vamos descobrindo aspectos de suas consequências que não conhecíamos, alguns que trazem mais indignação do que outros. Começamos a ver o mundo com outros olhos, percebendo as ligações do que antes considerávamos eventos separados.
Entendemos que a miséria faz parte da estrutura piramidal criada por esta hierarquia, e que é a maior dela, além de ser sua base. Compreendemos que o descarte e a ineficiência são parte desta ideologia, pois geram lucros, que é o objetivo final. Vemos a corrupção e a violência como parte inerente do sistema, sendo os meios mais baratos de ter a intenção realizada.
A visão romantizada pela propaganda mostra benefícios sem considerar seus efeitos colaterais, por mais gritantes que sejam. Mas ao notarmos como ela realmente funciona, não conseguimos mais ignorar os fatos que aparecem em nossa frente. Sentimos a energia da mudança em nossas veias, e sentimos a obrigação de espalhar a notícia, e de sair nas ruas em protesto, modificando nossas vidas.
:-)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aceitando o banido

A cada dia, mais pessoas percebem as consequências de nossa economia, antes consideradas como eventos separados. A princípio, é feita uma redução da segregação, onde se considera aqueles que controlam, e que são controlados, ou os que tem mais, e os que tem menos. Mas analisarmos a situação, entendemos que isto é outra ilusão de divisão, e que somos todos, ao mesmo tempo, vítimas e agentes desta realidade.
Como consumidores, deixamos de pesquisar sobre os produtos, procurando alternativas sustentáveis e eficientes, sendo escravos de nossos impulsos. Como acionistas, exigimos os maiores lucros, tratando empregados como peças de uma engrenagem, nos separando da sociedade. Como cidadãos, passamos a responsabilidade adiante, para aqueles que servem de bode expiatório e carrascos de toda nação.
Quando acordamos para o fato de que temos mais poder do que nos fazem acreditar, conseguimos unir nossas forças e criar mudanças. Temos a capacidade da comunicação, que é esquecida com assuntos relevantes, e exercitada com futilidades que servem apenas ao ego. Lembrar desta habilidade, e praticá-la em outras áreas, é fundamental para construirmos o que queremos, seja uma simples casa, ou um mundo novo.
:-)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Recebendo o exilado

Seja qual for a origem da vida no planeta, não podemos desconsiderar a diversidade que habita nele, e os benefícios dela. Esquecemos que a lição mais importante de todas é a de compartilhar os recursos, para que exista equilíbrio e harmonia em nossas vidas. Ao mantermos a cultura do acúmulo, fazemos a balança pender para um lado, criando caos em uma ilusão de ordem.
Consideramos o emprego como única forma de sobrevivência, marginalizando outras que nos trazem paz para o espírito e conhecimento para a alma. Conservamos a ideia do progresso de nossa espécie, mesmo que represente a destruição do planeta, e não uma simbiose com ele. Permanecemos com a impressão de que somos civilizados, desconsiderando os extermínios que fizemos, e continuamos a fazer, até entre nós mesmos.
Ao nos padronizarmos, fazemos o mesmo com nossa mentalidade, ficando impossibilitados de resolver certas questões que nos afligem. Sem outras perspectivas, ficamos sem peças fundamentais para o entendimento sobre o universo, incapazes de evoluir ainda mais. Existem barreiras que são colocadas em nosso caminho, e existem aquelas que colocamos por nós mesmos, e que podem ser mais difíceis de ultrapassarmos.
:-)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Lembrando o esquecido

Estamos tão acostumados com nosso tipo de economia, que raramente conseguimos imaginar outro tipo de interação entre as pessoas. Consideramos que ela sempre existiu, e que sem ela, a sociedade retrocederia para o comportamento bárbaro do uso da força. Mas assim como este aspecto ainda está em nosso meio, mascarado de ferramenta governamental, existem outros daquele tempo em nosso meio.
Achamos que somos civilizados por termos cidades, mas ainda competimos por nossa comida e recursos, como primitivos. Nos consideramos avançados por usarmos computadores, sem lembrar que também marginalizamos aqueles com estilo de vida diferente. Somos orgulhosos de ter ido ao espaço, ignorando a destruição que fazemos a cada dia no planeta, tornando-o inabitável para nós e outras espécies.
Ao analisarmos nossa sociedade, podemos concluir que nada mais somos do que neandertais com brinquedos modernos. Evoluimos tecnicamente, mas ainda deixamos muito a desejar no social, e estamos chegando num ponto onde isto está se tornando prejudicial. Já chegamos ao ápice de nosso progresso externo, e para avançarmos ainda mais, é preciso cuidar também de nosso interior, mesmo sem conseguir enxergá-lo.
:-)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Troco de nada

Julgamos a economia como a base da sociedade, pois ela coordena as interações entre as pessoas, em diversos níveis. Deveríamos, então, procurar uma que tivesse em sua própria teoria a união e a cooperação, para que os benefícios possam ser multiplicados e distribuidos. Sem estes atributos, nossa própria existência como espécie se encontra ameaçada, pois o objetivo final acaba sendo a separação.
Utilizando a tecnologia existente, temos os recursos para resolver problemas como a fome, moradia, saúde e miséria, faltando apenas vontade política. As guerras, incluindo contra o terrorrismo e drogas, podem ser encerradas, dependendo apenas da mentalidade dos soldados que as travam. A destruição da natureza também pode ter um fim, assim que cada cidadão aprender a consumir conscientemente, sabendo o que está fazendo e o porque.
Para trocarmos o sistema que existe, e substituirmos por um novo, não dependemos de um candidato com boa aparência e fala amigável. Precisamos contar mais com nossa força de vontade, que é grande, apesar de não notarmos algumas vezes, mas mal dirigida. Temos a faca e o queijo em nossas mãos, basta pararmos de alimentar ratos, e de nos apunhalar, que já estamos dando um passo em uma direção melhor.
:-)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Crédito ilusório

Para entendermos como a economia não é baseada na realidade, basta observarmos os cálculos que são feitos pela administração pública. Um governo pode, ao seu bel prazer, mudar qualquer fórmula para chegar ao resultado que deseja, sem nenhuma restrição. Tudo isto para iludir a população de que existe trabalho sendo feito, e de que estaríamos chegando a alguma conclusão.
O aumento e a diminuição de taxas fazem com que os cofres pareçam cheios ou vazios, mas desconsideram os encargos sobre os contribuintes. Aliás, estes são considerados uma fonte inesgotável de dinheiro, cessando de produzir apenas quando não mais existem. A distribuição de benefícios também sofre as mesmas mudanças emocionais do resto do sistema, fazendo aqueles que precisam mais continuarem na mesma situação.
Somos alimentados de promessas que não são cumpridas, e passamos a viver em um mundo de fantasias, sustentado pela esperança. Podemos nos perder nesta realidade, criando aspectos diferentes, que nos isolam, nos separando dos demais. Ou podemos nos unir com os pés no chão, para vermos o caminho que temos em nossa frente, e sermos capazes de deixar os obstáculos para trás.
:-)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ouro de tolo

Além de vendermos nossa liberdade para conseguir a ilusão de segurança, também o fazemos para conseguir nossa privacidade de volta. Em um mundo cada vez mais tecnologico, aqueles que se limitam apenas a usar as ferramentas, acabam virando alvos de empresas de propaganda. Mais do que isto: entregam, voluntariamente, seus mais íntimos segredos para aqueles que podem usá-los para controlá-los.
Em troca de benefícios, companhias de Internet e telefone vendem os dados de seus usuários, que acabam virando estatística. Uma vez expostos seus hábitos, campanhas publicitárias são criadas para incentivar o consumo, sendo difíceis de serem negadas. Governos são capazes de saber como podem diminuir os direitos do povo sem que ele note, de forma progressiva e constante.
Além disto, cenários previamente planejados são criados para guiar a população em uma direção específica, e incansavelmente repetidos na mídia. Como moscas em uma teia, as pessoas vão sendo capturadas de forma sutil, mas efetiva, sendo quase tarde demais quando percebem. Mas ainda existem maneiras de escapar da vigilancia imaginada pode George Orwell, e implementada por governos do mundo todo.
:-)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tostão furado

Já é de conhecimento popular que perdemos nossa liberdade em troca de uma ilusão de segurança, mas não notamos o quão fantasiosa ela se torna em nossa economia. Somos lembrados de trancar as casas para não sermos alvos de ladrões, mas se “esquecem” de avisar sobre os que roubam em cada transação. Vivemos cercados de um terror criado para nos manter controlados, com medo suficiente para não pensar em outra coisa, a não ser consumir.
Noticiários e periódicos chamam atenção para crimes hediondos locais, enquanto aqueles que afetam toda uma nação são exibidos como corriqueiros. É criada toda uma novela para explicar o assassinato de uma pessoa, enquanto ninguém mostra o motivo de milhares viverem na miséria. A mídia reforça a dualidade que nos divide quando fala de policiais e bandidos como bem e mal, respectivamente, enquanto a realidade é uma só, daqueles, de ambos os lados, que cometem delitos e daqueles que ajudam as pessoas.
Nossas próprias forças armadas são controladas por corporações, uma vez que sua prioridade é manter o padrão, e defender a propriedade privada. Sua única ferramenta é a destruição, sendo treinados para matar, e não para resolver casos como o da fome, da educação, ou da moradia. As pessoas que estão sendo despejadas por causa da copa estão precisando de ajuda, e é de responsabilidade de cada cidadão ou soldado dar um basta nesta situação.
:-)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dinheiro de mentira

Quando dizemos que peixes não notam que estão submersos na água, comparamos que nós, humanos, não percebemos o ar que nos rodeia. Mas a metáfora mais próxima da realidade seria com o dinheiro e nossa economia, pois eles influenciam nossa vida muito mais do que o ar. Raramente mudamos nosso comportamento por causa da natureza, mas precisamos apenas pensar em algo acontecendo com nossas finanças, que já mudamos de direção.
Sofremos com alagamentos, mas ainda compramos e utilizamos produtos que desmatam florestas e entopem bueiros. Estamos mais cientes de que nosso alimento é tratado com venenos, mas mantemos o consumo, principalmente por causa do preço. Temos um aumento na temperatura, e adquirimos ferramentas que incentivam o corte de árvores, ao invés de plantarmos elas.
Vivemos em um mundo baseado em regras financeiras, e esquecemos que elas não são baseadas nas leis da física, que regem todo o universo. Elas são fundamentadas em fantasias de nossas cabeças, e portanto, podem apenas sobreviver neste ambiente, não em um planeta finito. Ao tentarmos materializar esta realidade monetária neste plano físico, colocamos em risco a vida de nossa espécie, pois estamos servindo de alimento para esta fera.
:-)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Humanidade permutada

Apesar de todo avanço tecnologico que tivemos desde os tempos de escassez real, ainda mantemos o mesmo tipo de economia daquele tempo. Mudamos nossa mentalidade no que se refere ao consumo de bens, passando da necessidade para a comodidade. Mas mantemos as mesmas atitudes quando lidamos com o que consideramos nossa propriedade, nos tornando mais egístas do que quando não tínhamos nada.
Patenteamos ideias como se fossem objetos, criando novas classes de crime onde antes conceitos eram explorados e aprimorados. Damos, à corporações, licenças de plantas específicas, e até de animais, como se alguém pudesse ser dono de um tipo de árvore, ou espécie. Estamos chegando ao cúmulo de dar o alvará para empresas terem a posse de gestos, criando cada vez mais obstáculos para nossa expressão.
Nossa economia, atualmente, tem criado barreiras para nossa evolução, e precisa ser revista se quisermos continuar nossa viagem. Chegamos ao ponto em que preferimos jogar comida fora do que alimentar os que necessitam e não tem condições financeiras. Podemos continuar no caminho do chamado progresso e destruir nosso planeta, ou resgatar o que resta de nossa humanidade, e rever nossos conceitos.
:-)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Visão economica

Nossa mentalidade mudou com a propagação de uma economia baseada em troca, uma vez que a produção passou o consumo. Deixamos de ver bens como uma necessidade, e passamos a tê-los por comodidade, mesclando e confundindo os dois conceitos no processo. Deixamos de enxergar o valor das coisas para comparar seus preços, sem fazer distinção entre o indispensável e o supérfluo.
Nossas prioridades mudaram, deixando o ter parecer mais do que o ser, fazendo da vida troco em nossas transações diárias. Deixamos de nos preocupar com a procedência dos produtos, sendo mais prático sermos iludidos pelas propagandas atraentes. Começamos a tratar a nós mesmos como mercadorias, negligenciando as consequências deste ato, que afirma que somos descartáveis.
Criamos uma realidade baseada no egoísmo, onde procuramos satisfazer nossos impulsos, sem considerar, ao menos, sua origem. Também não pensamos no resultado, e estamos descobrindo, a duras penas, que nos tornamos itens de prateleira, com data de validade e tudo mais. Existem aqueles que se rebelam e tentam fugir das estantes, mas a população continua sem saber que está vivendo em um mercado.
:-)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Loucura financeira

Estamos tão imersos em nossa economia, que não vemos os resultados de sua utilização, nos focando nas compras que fazemos. Mas ao observarmos com mais atenção, notamos que até mesmo a famosa democracia acaba deturpada por suas ações. Sem cogitar a procura por uma solução em que todos estejam de acordo, nos separamos em grupos, e lutamos uns contra os outros.
Partidos são financiados pelas mesmas corporações, de tal maneira que não importe quem seja eleito, as mesmas leis serão aprovadas. Os pontos de destaque em debates televisionados são irrelevantes, pois os assuntos pertinentes à vida de todos são concordados nos bastidores. Manter uma votação em candidatos a cada dois anos mantém o foco de que isto não é democrático longe, enquanto somos atropelados pelas ações destes.
Somos divididos em público-alvo, onde cada tipo de perfil é abordado, e colocados para apontar diferenças, sem procurar semelhanças. Com tantas distrações, deixamos de notar o que é importante em nossas vidas, e passamos a agir como autômatos programados. E quando o planejado não é cumprido, somos passivos de extermínio, pois ainda não aprendemos que nossa força está em nossa união.
:-)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vida intercambiavel

Nossa economia afeta muito mais do que os produtos que compramos em supermercados, e a forma como são feitos. Apesar de ser negado por muitos, ela claramente influencia os outros pilares que formam a base de nossa sociedade. Podemos ver como a democracia pode ser vendida para aqueles que tem tem interesse e condições de comprá-la, mesmo que seja com promessas.
Podemos observar a soberania de qualquer país ser desafiada e derrubada por corporações como a FIFA, em nome do entretenimento. Vemos empresas de construção destruindo florestas e exterminando pessoas e animais, para o avanço do chamado progresso. Temos cidadãos sendo tratados como lixo, sendo despejados e jogados em qualquer canto, na criação de mais ilusões para o resto da massa.
Tudo isto para garantir lucros para poucos, que modelam nosso planeta de acordo com o que encher mais suas carteiras. E a maioria, que apenas quer paz e sossego, é arrastada para uma guerra que não deseja, para lutar por uma causa que não é sua. Votar a cada dois anos, enquanto não somos ouvidos em pontos que afetam nossas vidas, não é democracia, é um circo.
:-)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Fator de troca

Quando nossos antepassados iniciaram uma economia de troca, possivelmente eles não tinham em mente o extremo que estamos chegando. Naqueles tempos, com recursos naturalmente escassos, ela se tornou a única saída que, em seu ponto de vista, parecia justa para todos. Mas eles não contavam com os avanços tecnológicos da humanidade, e, principalmente, de sermos capazes de produzir mais do que consumimos.
Somos aptos, hoje, a produzir alimento para mais do que a população do planeta, mas deixamos que alguns morram por não terem condições para comprar. Temos a habilidade de realizar praticamente qualquer feito, mas o lobby de empresas nos impede de evoluir ainda mais. Esbanjamos recursos de tal maneira que estamos transformando nossa casa em um lixão a céu aberto, e nos admiramos quando sofremos consequências como alagamentos.
Quanto mais eficiente um produto é, menor o potencial de venda dele a longo prazo, fazendo com que corporações optem por projetos defeituosos. Além disto, quanto mais barato forem para produzir, maior o lucro que pode ser obtido, mesmo que signifique uma qualidade inferior. Enquanto não acordarmos para os reais fatos de nossa economia, continuaremos a viver na mediocridade, impossibilitados de nos tornarmos mais do que consumidores.
:-)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Realizando utopias

Quanto mais conscientes estamos de nossas ações, mais facilmente podemos moldar o mundo da maneira que queremos. Deixamos de ser marionetes influenciáveis e passamos a ser deuses, capazes de transformar vidas e modificar a realidade. Perdemos os limites impostos por nosso ambiente, e descobrimos o que significa ser realmente livre, e as consequências disto.
Nos sentimos cada vez mais completos, ao ajudar aqueles que precisam sem esperar nada em troca, exercitando o sentimento de união. Somos capazes de resolver mais problemas da sociedade, uma vez que o acesso à diversidade possibilita mais opções de solução. Nos libertamos das amarras burocráticas impostas, voltando a fazer parte do universo, e não sendo à parte dele.
Ao alterarmos nossa mentalidade, e modificarmos nosso comportamento, somos capazes de realizar mais do que sonhamos. Nossa imaginação é limitada pelo nosso conhecimento, e quanto menos padrões temos em nosso mundo, menos habilidades praticamos. Ao passarmos além dos limites que nos impomos ao longo do tempo, conheceremos uma nova humanidade, esquecida a milênios, e cheia de competência.
:-)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Criando ideais

Não conseguimos imaginar o que estamos perdendo pois nunca tivemos acesso à tal liberdade, uma vez que já nascemos aprisionados. Crescemos acostumados com grilhões e limitações artificiais, imposições de um sistema que somos adestrados para ver como natural. Somos treinados, inclusive, a abandonar nossa humanidade, e nos transformarmos em meros consumidores, sem compaixão ou raciocínio.
Nos emocionamos quando vemos necessitados através de uma tela, mas quando os vemos por perto, ignoramos para que desapareçam. Doamos dinheiro para as causas mais apelativas, mas não conseguimos estender a mão para aqueles que estão ao nosso redor, precisando de ajuda. Ficamos comovidos com as injustiças cometidas pelas corporações, mas continuamos a comprar seus produtos, e frequentar seus estádios.
Achamos que temos opções de escolha por termos diversas marcas de produtos a nossa disposição, mas nos mantemos no mesmo comportamento padronizado. Não exercitamos nosso pensamento crítico, e por isto, acabamos ajudando a construir as paredes que irão nos aprisionar. Quando espalhamos qualquer tipo de segregação nos tornamos este agente, mesmo que inconscientemente.
:-)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vivendo pesadelos

Por não notarmos os defeitos de nosso sistema econômico, criamos o termo natureza humana, e nos acostumamos a culpá-la. Esquecemos a facilidade com a qual nos adaptamos em qualquer ambiente, subestimando nossas influências, e superestimando nossa consciência. Apesar de nos considerarmos civilizados, agimos de formas questionáveis, algumas que desafiam a própria lógica de que nos orgulhamos tanto.
Mantemos uma estrutura piramidal, cuja essência é uma base maior e mais miserável que o topo, e nos admiramos com os níveis de pobreza que existem. Vivemos na esperança de ser uma exceção à regra e subir de posição, e não nos passa pela cabeça uma única vez em mudar a norma. Os que estão no pico tem os recursos necessários para se manter lá, e nos decepcionamos quando o fazem, apesar de lutarmos para chegar lá.
Assim como na loteria, investimos nosso sonho em uma chance de conseguir uma utópia, mas acabamos perdendo-o, nos sobrando o pesadelo. Aqueles que ganharam não estão interessados em compartilhar o prêmio, pois assim como o resto da população, foram doutrinados para o egoísmo. E quanto antes acordarmos para a realidade do que temos em nossas mãos, mais cedo seremos capazes de reconstruir o que perdemos.
:-)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Descobrindo fantasias

Não notamos os problemas que nossa economia gera pois já nascemos nela, e consideramos que é parte da natureza. Ao aceitarmos seu funcionamento sem questionar os diversos aspectos que a compõe, nos adaptamos e a tornamos um pedaço de nós. Mas ao observarmos seus detalhes, descobrimos que somos moldados por ela inconscientemente, ao contrário de manipulá-la com consciência.
Desde a revolução industrial, temos capacidade de produzir mais do que consumimos, e ainda assim existem aqueles que morrem de fome por não ter poder de compra. Consideramos classes baixas como sendo os restos da humanidade, sem notar que são produtos de um sistema de pirâmide, criminoso se não for feito pelo estado. Pensamos que o governo está ai para ajudar os mais necessitados, mas seus atos demonstram que ele apenas existe para adestrar as massas, e proteger os privilegiados.
A reação em cadeia se prolonga a cada novo elo que analisamos, dando uma volta completa para justificar a obsolescência programada. Enquanto nos mantemos entretidos com o pão e circo apresentados, temos nossas vidas manipuladas de maneiras que nem concebemos. Somos, ao mesmo tempo, agentes e vítimas desta situação, podendo nos tornar nossos próprios salvadores, ao percebemos o que nos prende.
:-)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sonhando alto

Um dos motivos de nos apegarmos em nossa economia, é por considerarmos que ela serve como base de medida para o mundo. Nos referimos a ela quando queremos quantificar um valor, criando um preço que, no final das contas, é mais abstrato do que real. Justificamos sua existência ao impor para toda a população esta noção, como uma forma de padronização, de uma norma a ser seguida.
Acabamos nos acostumando a pagar pelo que antes era livre, como comida, espaço e água, mas ainda achamos absurdo quando cogitamos pagar pelo ar. Consideramos natural pagarmos impostos, com a desculpa dos serviços que deveriam ser prestados, nos conformando com a força do exército. Suar a camisa virou sinônimo de escravidão, enquanto que não gerar nenhum bem palpável para a sociedade é exemplo a ser admirado, desde que os números cresçam.
Um dos mal entendidos de nossa sociedade é confundir valor com preço, achando que eles representam a mesma coisa. Enquanto não aprendermos a separar cada um deles, corremos o risco de vender nossa alma à troco de banana, ou mais barato, algum salgadinho sem nutrientes. Estamos literalmente vendendo nossa mãe para ganhar papel pintado e números em um computador, sem ao menos considerar o porque fazemos isto.
:-)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Reputação retaliada

Apesar dos avanços tecnológicos do passado, sofremos muito com a falta de informações que estão aparecendo somente agora. Com estúdios de gravação cabendo em bolsos, e com a possibilidade de enviar tais vídeos e sons através do globo em segundos, estamos vivenciando uma evolução. Não apenas uma revolução, pois estamos modificando nossa maneira de lidar com os dados, expandindo nossa mente.
Policiais eram tidos com profissionais honrados, e sua palavra em um tribunal era a que mais valia, até a chegada dos celulares com câmera, usados em protestos. A memória do eleitor aumentou, existindo a possibilidade de consultar sobre a vida de seu candidato em uma biblioteca em casa. Produtos estão sendo alvos de pesquisa, com estudos sobre seus componentes aparecendo e ficando com livre acesso a todos.
Como até agora confiamos em corporações para dizer o que é o melhor para nós, estamos sendo obrigados a aprender a pensar por nós mesmos. Estamos descobrindo que o objetivo delas, em uma economia monetária, não é nosso bem estar nem de seus funcionários, mas o lucro. E que ele pode entrar em conflito com o nosso, colocando toda a sociedade em uma guerra sem fim, apenas para sustentá-lo.
:-)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Caráter consumido

Podemos observar a deteriorização de nosso sistema quando observamos com mais atenção a ideia que mantém a sociedade unida. A democracia é vendida como sendo a resposta para todo e qualquer problema civil, apesar de estar longe de ser empregada em sua utópica teoria. Mas mesmo que fosse usada como em um sonho, suas limitações apresentam falhas que criam sub-produtos indesejados por muitos, mas úteis para alguns.
A ilusão da participação coletiva é sustentada pelo raro ato do voto, onde se escolhe uma pessoa, que pode mudar a mentalidade ou ser corrompida. A regras são impostas graças ao monopólio da força bruta, onde polícia e exército garantem que minorias permaneçam na mesma situação. Decisões relevantes à vida de todos são decididas politicamente, ficando em segundo plano estudos técnicos sobre o assunto.
A ideologia nos foi passada como uma utopia a ser perseguida, ironicamente descartando outras ao usar o mesmo conceito, mas de forma pejorativa. O sonho está se tornando um pesadelo, ao descobrirmos, cada vez mais, que somos diversas minorias, lutando entre si. Enquanto nos voltamos uns contra os outros, existem aqueles que se aproveitam da distração, e fazem o que bem entendem com o planeta.
:-)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dignidade destruída

Quando estamos passivos, na neutralidade, damos espaço para que o mais forte, com mais recursos, se aproveite do mais fraco, tomando o pouco que tem. E quando estamos indo com a maré, cometemos a calúnia de nos tornarmos os opressores, agredindo aqueles que precisam de ajuda. Ao aplaudirmos atos que ferem nossa dignidade e nos menosprezam, nos tornamos cúmplices de nosso próprio aprisionamento.
Ao lotarmos estádios enquanto não temos uma infra-estrutura básica, demonstramos o quanto não precisamos dela. Por não deixarmos de comprar as últimas novidades que aparecem nas prateleiras, incentivamos seus abusivos preços. Sem parar de dar audiência para aqueles que apenas querem o fruto de nosso trabalho, eles não desaparecerão sozinhos.
Ao culparmos a sociedade pelos seus problemas, precisamos primeiro nos lembrar que fazemos parte dela, que a compomos. O que vemos é uma ampliação do que nós mesmos fazemos, da energia que enviamos para o universo, e que retorna para nós. Ao mudarmos nossa mentalidade, entramos em um caminho diferente, que pode nos levar para lugares além de nossos sonhos.
:-)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Esperança estragada

Dizem que uma maçã podre pode estragar todo o cesto, assim como falam que se os bons nada fizerem, os maus vencerão. Podemos observar este comportamento em nossa sociedade, onde a população fica passiva diante do que é feito em seu nome. Acaba-se criando a cultura do jeitinho, onde a corrupção é louvada, mas apenas quando é para o benefício próprio.
Ficamos indignados com as leis que parlamentares passam, mas não saimos de nossa rotina para nos fazer ouvir, incentivando a impunidade. Deixamos que empresários usem seu dinheiro para passar por cima de pessoas, assim como usamos para nos livrar de autuações e problemas. Consideramos que a sociedade está em decadência, mas continuamos a dar audiência para produtos de alienação.
Quando é em nosso favor, aceitamos e não vemos problema em desvios de conduta, esquecendo que o mesmo se aplica contra nós. Temos uma falta de controle por não observarmos o horizonte, por estarmos preocupados demais com o próximo passo. Enquanto isto, somos vítimas de nossas próprias ações, que incentivam aqueles que podem nos escravizar e prejudicar.
:-)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Validade vencida

Desde que nascemos, somos ensinados de que nossa estrutura social é a única existente, pois qualquer outra levaria ao caos. Aprendemos as vias da hierarquia, onde aqueles em uma posição mais baixa devem respeitar os que estão acima, e que estes são exemplos a serem seguidos. Pregam que sem esta ordem, viveríamos em uma terra de ninguém, sem mencionar os atuais donos que perderiam sua posição.
Temos governantes que fazem leis para todos, com excessões para eles e seus amigos, usando o monopólio da força bruta do estado para validar seu ponto de vista. Temos empresários que vendem comunidades inteiras, na tentativa de se manter à frente de um jogo que apenas acabará quando nossa espécie tiver este fim. Temos pessoas que se consideram cidadãos, mas que não enxergam que são apenas um escudo humano, usado para separar a classe dominante do resto da população.
E também temos aquele espectador alienado, que observa as atrocidades que acontecem com seu vizinho, e acha que nunca chegará nele. Aquele que procura cuidar do seu próprio umbigo, sem saber que a verdadeira força está na união, e que ele é parte fundamental disto. Em contrapartida, também existem aqueles que percebem tudo isto, e assumem seu papel na sociedade, seja ele qual for.
:-)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Direito a diversidade

Nossa economia procura padronizar comportamentos, induzindo as pessoas a comprarem ou venderem, buscando sempre o lucro. Esta redução das funções humanas tem seu preço, principalmente no que diz respeito à criatividade das pessoas. Os padrões são seguidos sem questionamento, criando ideais artificiais, sem sustentabilidade em um planeta finito.
Vivemos para o acúmulo material, correndo contra o tempo como se estivêssemos em uma espêcie de jogo sadista e cruel. Perdemos o contato com o resto do globo, não sabemos mais o que é empatia, e desprezamos nossos próprios irmãos. Abaixamos a cabeça para qualquer terno e gravata que apareçam, julgando as pessoas por suas vestimentas e bens, mais do que pelo seu carater e ações.
Aprendemos a ter as prioridades invertidas, sendo capazes de colocar preço na vida de outros seres ou da nossa própria. Vendemos nosso precioso tempo a troco de grilhões e correntes, felizes por ficarmos aprisionados, mesmo que seja na fantasia de outros. Mas alguns escapam destes pesadelos, e descobrem como olhar para a aquarela que nos compõe, enxergando as possibilidades que ela tem.
:-)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Direito a informação

Apesar de estarmos vivendo na era da informação, ainda não desenvolvemos a habilidade de classificar propriamente o que recebemos. Poucos são os que conseguem distinguir o entretenimento de uma notícia, sem causar confusões em suas vidas ou na de outros. O resto da população, no entanto, ainda não sabe o que é uma fonte de dados, e o que é uma arma de manipulações.
Esquecemos que a grande mídia brasileira é controlada por um punhado de famílias, e que elas tem seus representantes em governos e corporações. Deixamos de lado o fato de que empresas privadas e públicas são a fonte de renda destes meios de comunicação, através da propaganda. Também é raro notarmos a colocação de produtos e marcas em destaque, seja em noticiários, seja nos programas de lazer.
Somos inconscientemente influenciados por nosso ambiente, artificialmente ou não, e nosso livre arbítrio se resume a notar estas induções. Nossas ações em relação ao que vemos é o que nos define, e quanto mais atento estamos a elas, melhor podemos modificar nosso mundo. Ser civilizado tem menos a ver com a tecnologia e conhecimento que temos, e mais com a forma como interagimos com o resto do universo.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Direito a dignidade

Ainda não percebemos o quanto o ambiente influencia nossa vida, e por isto ainda vivemos de maneira egocêntrica. Ignoramos a relação entre nossas ações e os males que vemos na sociedade, desconsiderando que somos parte dela. Observamos os problemas como meros espectadores, esperando eternamente pelos atores principais, sem notar que somos os próprios.
Tentamos proibir drogas e armas, quando deveríamos aprender a conviver com elas, e parar de desperdiçar recursos em guerras inúteis. Procuramos marginalizar aqueles que não tem dinheiro, sem considerar que quem tem fome tentará saciá-la de um jeito ou de outro. Expulsamos estilos de vida diferentes de nosso convívio, fechando nossa cabeça e restringindo nossa mentalidade para alternativas.
Ao ignorarmos a existência de outros, principalmente daqueles que tem mais dificuldade, estamos tornando a nossa própria mais árdua. Todos atos geram reações, algumas que estamos apenas começando a perceber agora, ao encararmos finalmente os problemas sociais. Para superar tais aflições é preciso abrir nossa mentalidade, procurando a união onde a competição fracassou.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Direito a mudança

Sonhos são perfeitos quando estão em nossas cabeças, mas é preciso cuidado quando são transformados em realidade. Por sermos diversos, os limites serão testados em aspectos que nem imaginávamos existir, e serão criadas distorções deles. Deveríamos aprender com a história, pois o que nossos antepassados planejavam se concretizou para alguns, enquanto para outros se tornou um pesadelo.
A tão esperada democracia se reduziu à um voto a cada dois anos, onde as pessoas são obrigadas a apoiar um sistema corrupto. O mercado, que deveria ser livre, se restringe à uma dúzia de corporações, que controlam praticamente todos aspectos de nossa rotina. Não sabemos mais a diferença entre notícias e entretenimento, uma vez que elas acabam se mesclando nos grandes meios de comunicação.
Ao tentarmos realizar um sonho, precisamos deixar espaço para modificá-lo à medida que é colocado para testes. Sem termos esta maleabilidade, estaremos condenando nosso futuro a sofrer as consequências, travando uma luta que pode ser evitada. Todos temos o direito de estarmos errados e de termos a possibilidade de mudar de ideia, pois vivemos para aprender enquanto aprendemos a viver.
:-)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Direito a cultura

Apesar de fazermos parte da cultura, deixamos que elas nos influencie muito mais do que o contrário, perdendo o controle. Ainda agimos como animais, primeiramente com instintos, para depois racionalizar o que fizemos, numa tentativa de justificar nossos atos. Nossa força de vontade tem servido para eternamente seguirmos a cenoura pendurada, sem planejar para onde estamos indo.
Nos iludimos a cada eleição, quando promessas são renovadas e trabalhos são retomados, mesmo sabendo que a duração disto é menor que os mandatos. Deixamos nossa consciência na porta de lojas e mercados, nos tornando meros consumidores, perdendo nossas habilidades de cidadãos. Caimos nas armadilhas da separação, nos distanciando dos próprios vizinhos, nos tornando presas mais fáceis de serem capturadas.
Ao observarmos injustiças sendo cometidas, e não fazermos nada, estamos sendo cúmplices e coniventes com tais atos. Deixamos que fossem criadas estruturas para restringir o povo, para que não sejamos capazes de levantar nossa voz quando necessário. Agora é preciso levantarmos das cadeiras e sofás para podermos mudar alguma coisa, antes que as restrições nos impeçam de fazer até isto.
:-)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Usando a capacidade

A maior ilusão que compramos foi a de achar que temos algum tipo de poder enquanto vivermos em um sistema monetário. Por não termos o controle sobre a base da sobrevivência, o dinheiro, não temos condições de fazer nada que quisermos, usando tal artifício. E quando tivermos tal capacidade, iremos nos tornar tiranos para outros, incapazes de fazer o que fizemos.
Por mais que o preço de recursos básicos como a água e a comida caiam, ainda é necessário dar algo em troca da moeda, como nosso precioso tempo. Quanto mais disparidade temos entre as classes, maiores os atos de violência que toda a população sofre, assim como os de corrupção. Deixamos de ver as pessoas e as situações com olhos humanos, colocando cifrões em tudo que existe, criando um mundo financeiro.
Por estarmos distraidos demais com as novidades do mercado, somos incapazes de observar para onde estamos indo, e as consequências disto. Talvez existam aqueles que estão nos dirigindo para este caminho, talvez seja simplesmente a estupidez humana tomando conta de nossas vidas. Independente do que nos leva ao abismo, é preciso notá-lo, e entender que, sem um esforço coletivo como alguns já estão fazendo, existirão os que irão sofrer.
:-)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Aumentando a potência

Ao unirmos nossas forças, somos capazes de criar qualquer realidade que quisermos, estando consciente disto ou não. O que certas corporações tem se aproveitado é justamente disto: elas criam tendências para o resto da população seguir, mesmo sem saber o que fazem. As pessoas acabam servindo de escravos, uma vez que seguem os comandos de seus donos sem questionamento algum.
Ingerimos certos alimentos (http://super.abril.com.br/alimentacao/lado-escuro-comida-614494.shtml) sem saber de onde vieram ou do que são constituidos, deixando que a embalagem nos seduza. Aprovamos os comportamentos de nossos governantes quando não deixamos claro que não aceitaremos mais aumento de salário e de impostos. Auxiliamos a indústria armamentista quando permitimos que combates e guerras sejam travados em nosso nome.
Ao deixarmos de ser cidadãos, e tomarmos o caminho egoísta de se importar apenas com o benefício próprio, damos passagem para aqueles que querem dominar. Autorizamos o uso de força bruta, de mentiras e enganações, quando vemos tais atos acontecendo e nada fazemos. Ao levantarmos de nossos sofás e cadeiras, sairmos para as ruas e nos darmos as mãos, nos tornamos uma barreira intransponível, capaz de alterar o universo.
:-)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Juntando a energia

União significa uma padronização de consciência, onde os participantes entendem a importância de seu papel no todo. Mas em nossa estrutura social, os que mais tem condições são os que menos contribuem, pois são eles que ditam as regras. Com o peso caindo sobre os demais, o equilíbrio é desfeito, e os problemas se multiplicam de forma exponencial.
Com o aumento de impostos para pagar governantes cada vez mais caros, alguns recorrem à ilegalidade para sobreviver. Recursos cada vez mais escassos para a educação prejudicam as próximas gerações, assim como nosso próprio futuro. Um crescente desperdício de alimentos e outros bens significa o proporcional aumento da marginalização de uma parcela da população.
Sem a harmonia de direitos e deveres para todas as classes, a fenda que separa as pessoas apenas cresce, isolando a todos. Temos nossas diferenças, mas elas podem ser colocadas de lado para alcançar um objetivo comum, que beneficie a todos. E quando todos tem a oportunidade de tirar proveito, nossa própria vida fica mais fácil, sem os impecilhos que nos aprisionam.
:-)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Exteriorizando o poder

Criamos um ambiente artificial para vivermos, onde egos comandam sem questionamento, ignorando o resto de nossa pessoa. Para eles, estamos em um paraíso, onde somos mimados por produtos que supostamente servem para nos aperfeiçoar, nos atualizando constantemente. Mas para o resto do corpo é um pesadelo, pois recebe cada vez menos nutrientes, sendo mais e mais exigido.
Com a desigualdade social sendo uma das causas dos problemas, o crescimento da lacuna entre as classes não apresenta melhorias. O entretenimento se tornou o foco de nossas vidas, com a popularidade elegendo aqueles que representam o povo. Até mesmo nossas decisões sobre alimentos são feitas de acordo com o desenho da embalagem, e não com os componentes do produto.
Esquecemos o que é realmente viver em uma sociedade, pois criamos um mundo para nosso individualismo, nos separando. Nos tornamos prisioneiros de corporações que cresceram com nosso egoísmo, mas que podem diminuir com nossa união. Podemos satisfazer nosso ego e nos manter no centro das atenções, mas deixando de ser os destruidores do planeta, e sermos os criadores dele.
:-)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Força interior

Quando analisamos nossa estrutura social, raramente lembramos de compará-la com nosso próprio corpo, e como funcionam os órgãos. Desconsideramos a harmonia com que eles trabalham quando são bem alimentados, e dos problemas que ocorrem quando inserimos toxinas no meio. E ao contrário do que nosso organismo faz, criamos uma hierarquia, onde consideramos certas partes mais importantes do que outras.
Consideramos funções que necessitem de mais estudo sejam mais valorizadas do que as braçais, mas não teríamos uma sociedade sem elas. Aqueles que vivem na mira de lentes ganham mais mérito do que os que estão nos bastidores, criando ilusões que nos aprisionam. Deixamos que os mais populares governem nações, mesmo que não tenham conhecimento técnico algum, seja sobre o que for.
Temos uma ferramenta capaz dos atos mais incríveis, inclusive de nos dar lições de e para a vida, se prestarmos atenção. Não precisamos procurar exemplos melhores fora de nós, pois temos, e somos, a perfeição que tanto procuramos no universo. Aprender a usar o que temos em nossas mãos deveria ser nosso objetivo primário, pois assim seríamos capazes de construir a realidade que tanto queremos.
:-)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Física natural

Apesar do ser humano ter criado suas próprias leis, ele ainda não aprendeu que elas nada significam para o resto do mundo. A natureza tem sua própria legislação, que deveria ser conhecida de cabo a rabo por nós, pois vivemos dentro dela, por mais que tentamos nos isolar. Ela se chama de física, e apesar de a tornarmos complicada com cálculos, ela é tão simples que qualquer animal consegue entendê-la.
Ação e reação sempre andam juntas, e criam efeitos que ainda não conseguimos conceber, apesar de, arrogantemente, tentarmos domá-las. A lei da atração nos mostra que tudo no universo está em movimento e em uma direção específica, e que precisamos cuidar com o que desejamos. A física quântica nos ensina que os limites que pensávamos existir estão apenas em nossa cabeça, e que ao expandirmos nossa mentalidade, encontramos uma indepêndencia inimaginável.
Vivemos em uma realidade de fantasias, onde vendemos nossa liberdade por uma garantia de segurança que não existe. Somos iludidos por promessas e alimentados por esperanças que apenas nos mantêm inertes, incapazes de ver o que está além de barreiras impostas por nós mesmos. Nos tornamos escravos de nossos pertences e, enquanto não acordarmos, nossa vida não valerá mais do que eles.
:-)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Logro de valores

Em nosso atual sistema eleitoral, não somos consultados quando os assuntos relevantes são tratados, ficando em segundo plano. Em primeiro lugar, ficam os interesses daqueles que investiram em campanhas eleitorais e projetos faraônicos, para obter mais lucros. E em seu caminho, a vida não é o principal a ser respeitado, nem tampouco a ser mantido, se tornando obstáculos a serem vencidos.
Não somos solicitados quando se trata da criação de mega-construções, capazes de mudar uma região diretamente, e mais milhares de vidas indiretamente. Não somos requisitados quando investimentos são feitos em nosso nome, apenas quando devemos pagar a dívida por ele. Não somos indagados quando se trata do que podemos ou não fazer, sendo impostos limites sem evidência científica, apenas política.
Para se fazer uma lei, dizem que é preciso vontade política, quando na verdade, é necessário montantes financeiros. A burocracia impede apenas aqueles que tentam se enquadrar nas regras, que não usam de influência ou de dinheiro para passar por cima dos outros. E depois existem aqueles que se questionam o que está errado com as pessoas, sem notar o ambiente criado ao seu redor, e para onde ele leva.
:-)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Leis humanas

Com a desculpa de ter uma sociedade mais justa, criamos regras que seguem nossa percepção do que deveria ser a igualdade. Tentamos, com base em nosso individualismo, criar as leis que irão gerenciar nosso comportamento em grupo, e nos manter juntos. O resultado, por mais romantismo e desculpa que se coloque, é que estamos com índices cada vez maiores de desigualdade.
A classe alta está se distanciando das mais baixas, mesmo com o governo manipulando como vemos os dados. Os grandes lucros criados por megaprojetos acabam na mão de poucos, enquanto os custos da realização vão para o resto da população. E ainda insatisfeitos, aqueles que mais tem promovem despejos e remoções, tudo em nome de um progresso que não chega para os que mais necessitam.
O que temos hoje em dia, apesar de ser taxado como democracia, está longe de ser praticado como tal, desde o início do processo eleitoral. Apesar de nos iludirmos nas urnas, votar em alguém não garante promessas cumpridas, ainda mais quando a permanência no cargo é assegurada. Deveríamos estar procurando por ideias, que possam unir as pessoas para trabalharem juntas, e resolverem seus problemas de forma consensual.
:-)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Modo trapaça

Mesmo quando aprendemos as regras do jogo, aparecem situações na vida onde ficamos sabendo de trapaças feitas por alguém. No Brasil, chamamos de jeitinho quando é feita pela população, mas ficamos indignados quando alguém com recursos repete a cena. Caímos na hipocrisia de olhar apenas o nosso lado, ainda que ele perpetue um tipo de comportamento que deveria ser repugnado.
Furamos filas, aceitamos troco errado, usamos influência para benefício próprio, e reclamamos quando parlamentares aumentam o próprio salário. Damos mais valor aos esportes e a novela do que a educação de nossos filhos, e ficamos pasmos quando não sabem lidar com as consequências de seus atos. Glorificamos bebidas alcoolicas e tabagismo por causa de propagandas, e descartamos evidências científicas sobre os benefícios de outras drogas, que podem ser criadas em nosso jardim.
Vivemos tentando fazer o que falamos, inventado desculpas para o que realmente produzimos, celebrando as falhas humanas. Errar é necessário para o aprendizado, mas ir além do erro é o que nos faz evoluir, nos leva acima da mediocridade que nos encontramos. Ficarmos parados não é uma opção saudável, uma vez que, ao prestarmos atenção, entendemos que a vida está em constante movimento.
:-)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Regras do jogo

Crescemos aprendendo sobre duas sociedades: aquela que vemos funcionar, e aquela idealizada pela teoria das leis. O confronto é claro, pois uma segue a ideologia da democracia, enquanto a outra encontra as regras do capitalismo. Apesar de serem vendidas como uma coisa só, são medidas diferentes que tentam reger nosso estilo de vida, causando conflitos evidentes.
Por mais votos que um candidato tenha, ele se sente obrigado a servir os que o financiaram, do que aqueles que acreditaram nele. Existindo recursos financeiros suficientes, concessões e excessões são feitas, mesmo violando a constituição vigente. Ainda que existam os meios humanos e naturais, comunidades são rendidas inertes, quando suas moedas entram em declínio.
A própria democracia, como a vemos atualmente, é um abuso de força bruta, se aproveitando dos mais fracos, enquanto celebra a padronização do pensamento. Isto ilustra o quanto nossa mentalidade precisa expandir, pois votamos em pessoas, influenciáveis e corruptas, e não em ideias. E para ir um passo além, poderíamos deixar eleições de lado completamente, e procurar o meio termo entre todas, ou aquela mais condizente com nossos avanços científicos.
:-)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Conscientização

Nossa estrutura social celebra nosso lado animal, enquanto menospreza nossa inteligência, deixando o raciocínio em segundo plano. Nos iludimos ao considerar o contrário, pois ao analisarmos a sociedade, ainda observamos uma hierarquia baseada na força bruta em andamento. Deixamos evidências científicas de lado, dando prioridade à alianças políticas, que suprem sentimentos, e não a lógica.
Criamos leis baseadas em emoções, tentando mensurar a impressão de perda ou dano, sem se preocupar com as causas do ocorrido. Não usamos a tecnologia para melhorar nossa condição, mas para demonstrar uma posição social, enquanto continuamos a depender de empregos. Aplaudimos os esportes que utilizam os músculos, e renegamos os que usam o intelecto, marginalizando-os de nossa rotina.
Enquanto não colocarmos a lógica como primeiro plano de nossa sociedade, iremos continuar nos tratando como meros animais. A racionalidade irá ficar de lado enquanto bajulamos nossos egos, nos separando cada vez mais, nos individualizando. Mas ao percebermos que somos criaturas sociais, e que nossa força está na união e compartilhamento, somos capazes de fazer muito mais, nos libertando de prisões que nem sonhamos.
:-)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Superação

Quando entendemos o que nossos instintos procuram, começamos a entender melhor como nossa sociedade funciona, e porque ainda sofremos com ela. Podemos observar que, apesar de desenvolvermos uma lógica ao longo da evolução, ainda são nossos sentimentos que mandam. E apenas aqueles primordiais, aguçados para nossa sobrevivência, longe de ser algum para nossa evolução.
Notamos que a violência é aplaudida e incentivada, enquanto o amor se torna proibido e é marginalizado de nosso meio, principalmente na televisão. Apesar de chamarmos de democracia ainda usamos o sistema da força bruta, onde queremos que a maioria governe a minoria. Forçamos a individualização do ser humano, destacando as diferenças entre as pessoas, ao invéz de celebrar as igualdades.
A estrutura social que montamos está preparada para responder à animais enfurecidos, soltos de suas jaulas, aterrorizando as ruas. Ela não sabe lidar com uma mentalidade mais aberta, daqueles capazes de controlar seus impulsos, e pensar em suas ações. E por isto ela será reformada, pois o números destas novas pessoas cresce a cada dia, encontrando força em sua voz, e paz em seu espírito.
:-)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Magnificiência

Deixamos de nos maravilhar com as coisas simples da vida, procurando doses cada vez mais fantasiosas para nos admirarmos. Mas estas ilusões, apesar de nos surpreenderem, não nos atingem por completo pois não fazem parte de nossas vidas. São conceitos artificiais, experiências de outros forçadas em nossa rotina por forças externas, e que são rejeitadas por nosso sistema.
Tentam nos prender em frente à televisão, com sentimentos calculados para manter a audiência sofrendo lavagem cerebral, apelando para nossos instintos. Nos lembram de que somos parte da sociedade ao precisarem de nosso voto, tornando-o obrigatório para validar atos de escravização. Criam festivais com as causas mais nobres, apenas para utilizar os fundos arrecadados de maneira que estas se mantenham, dando lucro aos financiadores.
São tantos artifícios criados para tirar nossa atenção do que acontece em nosso próprio dia a dia, que tornamos nossa vivência nesse planeta um ato banal, sem sentido. Nos sentimos inferiores quando comparados com tamanhas criações, esquecendo que elas foram possíveis apenas por existirmos. Ao erguermos nossa cabeça e olharmos para o céu, descobrimos que todo o universo é mágico e incrível, e que dentro de nós também reside parte de estrelas das mais brilhantes.
:-)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Milagres

Ao observarmos nossa história, descobrimos fatos que são, no mínimo, irônicos, pois destacam o quanto vemos apenas o que queremos. Em um passado não tão distante, por exemplo, pessoas vendendo o elixir milagroso, capaz de curar todo mal com apenas um gole, eram questionadas. Hoje, no entanto, não apenas aceitamos tal lenda como a procuramos incansavelmente, dedicando boa parte de nosso curto tempo no planeta.
Queremos que o mundo mude, mas não queremos mudar nossos hábitos no processo, esquecendo que fazemos parte dele. Exigimos governantes mais responsáveis, que leiam nossos pensamentos e nos representem, sem precisarmos nos informar para darmos nossa opinião. Esperamos ver os problemas de todo o globo resolvidos, mas sem a necessidade de nossa ajuda, ou da alteração de nossa rotina.
Já foi dito que os problemas não podem ser solucionados pelo mesmo tipo de mentalidade que os gerou, e isto inclui as ações consequentes deste tipo de pensamento. Se uma dificuldade foi colocada em nossa frente por causa de nossa mania de praticidade, teremos que suar a camisa para passar por ela. Outras saídas práticas nos deixaram rodando ao redor do problema indefinidamente, até aprendermos a colocar a mão na massa, e tomar as rédeas de nosso destino.
:-)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Filtragem

Com o advento do rádio e da televisão, nos acostumamos a consumir informações como glutões, dando ênfase para a quantidade, e não qualidade. Nos fixamos na realidade apresentada por certas corporações, financiadas por empresas cuju único objetivo é o lucro. Esquecemos como pensar criticamente, e de procurar por outros lados da mesma notícia, de ter os detalhes que compõe o cenário.
Aceitamos quando os meios de comunicação se referem às pessoas como bandidos, sem descobrir as causas que levaram a determinado comportamento. Deixamos que chamem de justiça quando alguém com dinheiro atropela um pedestre e sai livre, pagando uma fiança risória. Permitimos que tribunais se enrolem por anos para julgar governantes que causaram danos a uma nação, mas levam segundos para condenar um simples ladrão.
Com a chegada da internet, voltamos a exercitar nosso cérebro, procurando mais detalhes sobre o mesmo fato, procurando entender o que acontece. Não somos mais enganados tão facilmente, sendo capazes de discernir o que nos é apresentado do que realmente ocorreu. Vemos além da cortina de fumaça, criada para nublar nossa visão, e compreender que, sem espectadores, não existe espetáculo.
:-)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Redescobrindo a sabedoria

Por causa das ilusões criadas para nos confundir, desenvolvemos uma dificuldade em entender o que é realidade e o que é ficção. Não notamos que as histórias de heróis do passado são metáforas para nossas habilidades, e que todos temos estes aspectos dentro de nós. Atualmente, vemos como se fossem pessoas diferentes e especiais, que temos que sentar e esperar que cheguem, ao invés de trabalhar para desenvolvê-las em nós.
A cada eleição depositamos nossas esperanças em uma urna, não notando o quão parecido com uma loteria este ato é, começando com as probabilidades. Viramos espectadores assíduos de novelas e noticiários, sem perceber que ambas são escritas para nos fazer aguardar pelos mocinhos. Continuamos consumindo como se a nossa salvação viesse de objetos criados por estilistas elevados ao grau de deuses.
Estes artifícios tem como propósito desviar nossa atenção de nosso verdadeiro potencial, do que podemos nos tornar. Quando nos desligamos desta realidade que nos consome, descobrimos que o mundo é muito mais simples do que somos levados a acreditar. Deixamos para trás um fardo que foi colocado sobre nós, nos deixando mais leves, capazes de voar mais alto do que qualquer super-herói de faz-de-conta.
:-)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Origens desconhecidas

Os heróis de fantasias, que nos são apresentados pela mídia, tem sua origem em um padrão que ela quer manter em nossas vidas. Este modelo é o antigo “dividir para consquistar”, de séculos atrás, mas que se mantém presente em nossas vidas até hoje. Quanto mais nos separamos de nosso mundo, e de nossa espécie, mais vulneráveis nos tornamos, mesmo tendo a ilusão da força.
Nos tornamos suspeitos de nossos vizinhos e familiares, criando equivocos desnecessários, que acabam desgastando as relações. Deixamos de entender como nossa casa funciona, e por isto acabamos destruindo ela, acabando com peças vitais por estética. Não mais vemos as pessoas como parte de nossa espécie, mas como seres diferentes, que tem uma etiqueta de preço pendurada no pescoço.
Damos mais atenção para objetos do que para nossos irmãos que passam necessidade, e nos perguntamos da causa dos problemas do mundo. Esquecemos de estender a mão para aqueles que precisam, sem considerar que um dia poderemos ser nós na outra ponta, na espera. Estamos, aos poucos, deixando esta omissão de lado, libertando os heróis dentro de nós, para que não se escondam mais do público.
:-)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Confronto com o mal

A mídia tende a nos fazer acreditar que, para ser herói, é preciso necessariamente combater o mal, seja ele qual for. Ela nos induz a ver o mundo de uma forma dual, criando uma distância cada vez maior entre as pessoas, ao separá-las. E nos ilude ao mostrar apenas um ponto de vista da história, nos fazendo acreditar que a violência é justificada em certos casos.
Somos levados a acreditar que existem marginais, esquecendo que as pessoas são marginalizadas pelo resto da sociedade. Destacam os avanços do progresso e as modificações necessárias, sem falar sobre a invasão e desapropriação consequentes destas ações. Mostram qualquer resistência ao poder estabelecido como criminosos, ignorando que o estado possui o monopólio da força bruta, e faz uso dele constantemente.
Nos é apresentado apenas uma perspectiva sobre os fatos, convenientemente realçando o padrão que querem manter. Ao enxergarmos além do que querem nos mostrar, somos capazes de descobrir aqueles que, heroicamente, salvam o dia constantemente. Sem precisar de poderes especiais ou quantias absurdas de dinheiro, eles normalmente multiplicam os escassos recursos que possuem magicamente.
:-)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Novos velhos heróis

Em uma realidade tomada pela mídia, onde perdemos cada vez mais o contato com o planeta, esquecemos dos verdadeiros exemplos. Nos espelhamos em personagens criados em salas de redação, quando deveríamos procurá-los pelo mundo, no meio do povo. Ao iniciarmos esta busca, notaremos facilmente que ainda existem diversos modelos a serem seguidos, mesmo que eles não cheguem no noticiário local.
Temos diversos tipos de professores, capazes de passar pelas mais difíceis provações para conseguir disponibilizar o conhecimento. Muitos agricultores pequenos são ainda os que sustentam nossa sociedade de maneira natural e nutritiva, sem se render às armadilhas do sistema. Não damos a devida atenção aos idosos, cheios de experiência e vontade de compartilhar com os mais jovens.
Iludidos, procuramos nossos heróis nos céus, vestindo uniformes colantes, resolvendo problemas mais com os punhos que com a cabeça. Ignoramos que eles podem estar ao nosso lado, nos ajudando diariamente a resolver problemas que não teríamos como superar sem eles. E eles também podem estar dentro de nós, apenas esperando uma oportunidade para se mostrar, se tornando a diferença.
:-)