quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A atrocidade que invejamos

A doutrina pela qual passamos nos faz evitar a política, criando uma sensação de raiva, ódio e desprezo quando tocamos no assunto. Rapidamente pensamos no extermínio dos políticos profissionais, sendo raros os momentos em que notamos o quanto somos manipulados. Nos deixamos ser influenciados por apelos aos instintos e emoções, nos abstendo de pensar criticamente sobre nossas próprias vidas.
Optamos por deixar as decisões relevantes de como a sociedade deve ser conduzida, enquanto nos preocupamos com qual venenos iremos nos alimentar. Escolhemos a violência e a escravidão quando ignoramos os acontecimentos em nossas próprias ruas e comunidades. Esquecemos até mesmo de como uma família funciona, terceirizando a educação social dos filhos, nos tornando parceiros, ao invés de companheiros.
Fomos disciplinados a invejar o poder da força bruta, onde liberamos sentimentos primordiais, usados para a defesa pessoal em tempos passados. Em uma realidade mais domesticada, tais sensações nublam a consciência, retirando a lógica e a razão de nossas mãos, nos impedindo de argumentar. E sem fundamentos, nos tornamos feras bestiais, passíveis de ser sacrificadas para a melhoria da sociedade como um todo.
:-)

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