Desde cedo somos doutrinados a observar o universo sob um único aspecto, sendo forçados a escolher entre os infinitos pontos de vista que o compõe. Esta escolha nos torna incompletos, pois perdemos contato com todo o espectro que temos ao alcance dos sentidos, restringindo-os. Ficamos eternamente procurando pela plenitude, iludidos à procurá-la por toda realidade, menos dentro de nós, onde ela se encontra.
Somos levados a acreditar que as soluções de nossas angústias estão na materialidade, ignorando completamente a espiritualidade. Nos adestramos para trocar o tempo que temos por recursos que, se cooperássemos uns com os outros, teríamos de graça. Abdicamos de respostas ao mantermos as segregações artificiais que criamos, abandonando a diversidade que nos rodeia por um padrão que impomos a nós mesmos.
As leis que criamos são tão caótica, tão contra a natureza, que nos admiramos quando aqueles que procuram sobreviver vão contra elas. Temos regras seletivas, feitas para manter a situação da maneira que está, e não para servir de guias para o relacionamento social. Ao mudarmos a mentalidade, abrimos as portas para que nossas ações sigam o exemplo, transformando a cultura e deixando que ela transforme a realidade.
:-)
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
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