quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A malícia que compartilhamos

Na terra do jeitinho, chega a ser irônico de ver a população se revoltar contra as tramóias daqueles que elegeu para representantes. Parece que esquecem de que a cultura é feita por todos, não apenas por aquele seleto grupo que foi escolhido por seus conterrâneos. Estes apenas refletem o que existe na base da sociedade, perpetuando um ciclo de ganância que atinge cada vez mais pessoas à medida que sobe na hierarquia.
A propina paga para o guarda de trânsito para esquecer uma multa se torna o benefício à uma empreiteira, que irá ganhar milhões com o dinheiro do povo. O produto pego a mais no supermercado que não foi contabilizado se torna uma lei criada para proveito de poucos. Até mesmo o lixo jogado na rua se torna os problemas de infra-estrutura que nunca são resolvidos, e apenas consomem cada vez mais a natureza.
Enquanto ainda dermos mais valor para festas populares do que para a fiscalização de serviços públicos, não veremos mudanças em nossas vidas. Pelo contrário, a tendência é que os problemas se acumulem, aumentando exponencialmente a carga tributária que somos obrigados a pagar. E o atendimento a quem precisa se deteriora na mesma velocidade, juntando todos os ingredientes para uma necessária revolução.
:-)

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