sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Qual o sentido da vida?

Dizem que o sentido da vida é dar um propósito para ela, mas devido às distrações que temos em nossa rotina, ignoramos sua abrangência. Deixamos de prestar atenção nos detalhes e nas consequências de nossos atos, fazendo escolhas inconscientes sobre os rumos que tomamos. Restringimos o escopo de nossa percepção, iludidos por pedaços ínfimos de um quadro magnífico, capaz de nos libertar de qualquer prisão.
Focamos em carreiras e ostentações, esquecendo que somos parte de famílias e comunidades, onde desempenhamos um papel vital. Nos perdemos com futilidades sobre a vida dos outros, ignorando a melhoria de nossa própria, procurando as informações relevantes para tal. Permitimos que superstições sem importância guiem nossas vidas, abdicando dos avanços descobertos ao longo do tempo.
A relevância de uma vida está além dos bens que ela adquiriu em sua jornada, mas no bem que ela criou para outros em sua caminhada. Seja para aqueles mais próximos, para os que ainda desprezamos ou para toda a humanidade, os mais felizes são aqueles que mais contribuiram para a evolução do ser humano. Encontraremos a coragem para fazer de nossas ações exemplos a serem seguidos, dando as costas para as ilusões criadas, e vivendo com os pés no chão?
:-)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Que noção temos da existência?

Sem saber a noção que temos da existência, ficamos com dificuldades em descobrir um objetivo de vida, ou até mesmo o que é relevante para nós. Vivemos em uma sociedade segregadora e excludente, onde o diferente é afastado, e até mesmo eliminado de nosso convívio. Com isto, restringimos a visão sobre o universo, focando em pedaços específicos e perdendo a compreensão do todo.
Desprezamos os mais necessitados da sociedade, ignorando suas experiências de vida, com as lições de dor e superação que podem nos ensinar muito sobre o ser humano. Desconsideramos a origem dos próprios alimentos que comemos, que ilustram o que fazemos com o planeta, e com nossos corpos. Damos preferência à competição do que a cooperação, evitando o aprendizado que outros tiveram, assim como suas perspectivas, que podem ser somadas às nossas.
Mantemos a separação por classes para satisfazer o Ego, nos mantendo andando em círculos, descendo em uma espiral cada vez mais esmagadora. Temos a opção de fazer o caminho contrário, nos livrando de uma pressão artificial, criada para nos manter aprisionados em nossos próprios medos. Conheceremos o verdadeiro poder do ser humano, sendo capazes de ir além das barreiras impostas por uma estrutura arcaica, construida para nos manter ignorantes sobre quem realmente somos?
:-)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O que nos é relevante?

Temos dificuldade para descobrir o que nos é relevante, principalmente por confundirmos coisas básicas, como sonhos e desejos. Deixamos ser guiados pelo Ego, servindo de alvo para campanhas publicitárias que apelam para os instintos, mais do que a lógica. Perdemos a visão de longo prazo, nos submetendo à satisfação dos prazeres imediatos, sendo controlados por eles a cada respiração que damos.
Almejamos por uma carreira a ser seguida, desconsiderando o conhecimento que poderíamos usufruir e distribuir para a comunidade. Vendemos o ócio como um estilo de vida a ser desejado, desprezando os benefícios do trabalho para a criação de um caráter. Abrimos mão do tempo, nosso bem mais precioso, em troca de futilidades, esquecendo de perseguir aquilo que acrescenta em nossa vida.
Recebemos um mundo criado sob condições diferentes do que temos hoje, solidificado sob uma estrutura que nos impede de ver a realidade do universo. Vivemos em uma dualidade, podendo escolher entre manter o antigo ou criar o novo, dependendo de nossas motivações e experiências. Teremos a sabedoria de encontrar as perguntas a serem feitas, escondidas à plena vista, e cujas respostas podem nos mostrar a luz das estrelas?
:-)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Procuramos por um propósito?

Nos satisfazemos com a ideia do acúmulo monetário, como se este propósito fosse, em si, a resposta para as mazelas da vida. Deixamos de questionar sua utilidade, principalmente em um mundo onde a diferença social está cada vez maior e mais evidente. Tampouco procuramos pela realidade, escondida por detrás das ilusões criada por ele, descobrindo a nós mesmos, e as necessidades que tentamos suprir.
Pagamos valores absurdos por veículos, quando o que realmente queremos é um transporte de qualidade, disponível e abundante. Consumimos produtos de marca, ignorando que clamamos pelo coletivo, para sermos reconhecidos como membros de comunidades. Nos submetemos à empregos que nada adicionam à sociedade, na busca por trabalhos dignos, capazes de desafiar o intelecto, nos mantendo interessados.
Nossos antepassados construíram uma estrutura baseada no lucro, quando viviam da escassez, principalmente de informações. Mas, através da tecnologia, conseguimos criar o excesso, primeiro de recursos, e agora também de dados, que nos inundam a cada dia com novidades. Conseguiremos utilizar este conhecimento para gerar uma nova realidade, mudando o propósito pessoal, e de toda uma espécie, para o benefício de todos?
:-)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Temos um objetivo?

Talvez ainda mais importante do que saber se temos um objetivo em nossas vidas é compreender qual ele é e suas consequências. Vivemos em um mundo onde vendemos o tempo que temos nele para satisfazer vontades do Ego, nos isolando em grupos cada vez menores. Facilmente confundimos desejos com sonhos, desorientando o consciente para que perceba a ilusão como realidade.
Trabalhamos como escravos para comprar o carro do ano, sem identificar que realmente queremos aceitação social. Enchemos a cara com o intuito de esconder características que consideramos falhas, e intensificar o que percebemos como interessante. Damos audiência a programas sobre a vida dos outros na esperança de esquecermos os problemas que existem em nossas próprias residências.
Aceitamos um sistema imposto por ditadores do passado para controlar as massas, pois temos medo de aprender qual será o destino. Mas podemos mudar este cenário, fazendo alterações na rotina, para que nos leve para onde queremos ir, ao contrário de sermos levados. Seremos capazes de fazer as perguntas relevantes para nossa existência, desfazendo as fantasias criadas para nos enganar, e encontrando nosso caminho?
:-)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Opção eleita

Apesar de ignorarmos, nossas escolhas mostram quem somos e quais são as intenções que queremos passar para o mundo. Justificar os atos usando a cultura ou a propaganda de instituições apenas ilustram a incapacidade de um raciocínio lógico. Se é o Ego ou a Consciência que irá ditar as normas de conduta de nossa vida, é uma opção que cada pessoa faz, a cada momento do dia.
Podemos reagir de maneira pacífica ou violenta para cada atividade que experimentamos, influenciando aqueles que estão ao nosso redor. Consumimos alimentos saudáveis ou destrutivos, de acordo com as preferências que temos para a saúde de nosso próprio corpo. Damos audiência à futilidade e a ignorância, ou para sabedoria e a relevância, procurando nos especializar em tais temas.
Nos tornamos inativos na sociedade por escolha própria, seja por distração do entretenimento, seja por desprezo das responsabilidades. Mas podemos fazer o caminho contrário facilmente, nos tornando exemplos de trabalho a serem seguidos por gerações, dependendo do esforço. Teremos a sapiência de optar pelo que realmente queremos, ou preferimos nos tornar gado de abate, sendo conduzidos para o abatedouro por puro pasto?
:-)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Alternativa viável

Deixamos de perceber o poder que nossas escolhas tem por imaginarmos que elas precisam ser todas feitas de uma única vez. Mas esquecemos que o crescimento é gradual, e que elas podem, e até devem, ser feitas aos poucos, para termos condições de nos adaptarmos. E é nos detalhes de nossas vidas que elas podem acontecer, para que o impacto seja mínimo, e a transformação, contínua.
Ao darmos preferência para produtos locais, incentivamos a comunidade, além de diminuir o desperdício com transporte do mesmo material. Podemos escolher alimentos mais saudáveis, abdicando de transgênicos, açúcares e sais em demasia, além de comida processada. Diminuindo o consumo da cultura fútil e ignorante, ganhamos tempo para descobrir nossos verdadeiros sonhos, e irmos atrás deles.
Cada passo pode ser dado conforme a pessoa, podendo ser mais rápido ou devagar conforme a habilidade de adaptação de cada um. A existência de possibilidades também depende do indivíduo, estando restrito aos limites de sua imaginação e consciência. Conseguiremos, como espécie, encontrar os meios para sairmos do paradigma atual, construindo uma realidade capaz de ser dinâmica?
:-)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Preferência pessoal

Deixamos que a cultura nos influencie mais do que nós a ela, nos mantendo estagnados socialmente, presos à desejos passados. Somos manipulados pela ilusão do consumo, que tenta saciar uma ansiedade intensificada por ela mesma, ignorando a resposta dentro de nós. Esquecemos de fazer as perguntas básicas, acomodados por respostas superficiais e atraídos por chamarizes criados para desviar nossa atenção.
Abdicamos da nossa posição na sociedade para nos tornamos o que instituições desejam, passando de cidadãos para consumidores. Ignoramos informações relevantes para a vida em troca de um entretenimento fútil e ignorante, onde somos doutrinados a nos sentar no sofá em casa, longe de uma cadeira de biblioteca. Abandonamos objetivos sociais, procurando por aqueles egoístas, vendidos em anúncios de esquina, com o intuito de dividir e conquistar.
Mal temos ideia do que é ser humano, e queremos viver em uma sociedade arrogante o suficiente para imaginar que consegue controlar o planeta. Perdemos nossa identidade ao nos isolarmos da natureza, focados em um Ego descontrolado, incapaz de ver o mal que causa a si próprio. Teremos a sabedoria de nos encontrarmos novamente, aliando os novos conhecimentos à Vontade que existe dentro de nós?
:-)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Seleção consciente

Deixamos que hábitos antigos atuem sobre nós, abdicando do direito de mudá-los conscientemente, passando grande parte da vida desacordados. Realizamos ações diárias automaticamente, sem refletir sobre elas, deixando de questionar a validade de sua existência. Nos menores detalhes, nos transformamos em robôs, guiados por uma propaganda que tem apenas um objetivo, que está longe de ser a nossa melhoria de vida.
Sofremos cada vez mais com doenças intensificadas pelo estilo de vida indústrial que levamos, mas ainda compramos alimentos cheios de açúcar e sal, sem falar em transgênicos. Damos audiência para programas que incentivam a futilidade e a ignorância, e reclamamos do comportamento das pessoas. Queremos manter o planeta habitável, porém enchemos as casas com bens descartáveis, criados com obsolescência programada e sem programa de reciclagem.
Deixamos que os instintos e as emoções guiem nossos passos, eliminando o pensamento crítico das decisões que fazemos a cada minuto. Nos entregamos à ilusão de campanhas publicitárias, incapazes de mostrar a verdade da produção de produtos, e do tratamento à seus empregados. Viveremos sempre em um mundo de fantasias, criados em agências de publicidade, ou seremos capazes de acordar e entender como funciona a sociedade, e nosso papel nela?
:-)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Escolhas diárias

Dizem que a vida é feita de escolhas, mas raramente percebemos sua extensão, nos menores detalhes e consequências. Ignoramos ações de rotina, desprezando o poder que elas tem de moldar como interagimos com a realidade à nossa volta. Mecanicamente, repetimos tarefas diárias incessantemente, desprezando alternativas que poderiam beneficiar nossa qualidade de vida.
Reclamamos do sistema economico atual, mas desconsideramos mudanças no comércio de bens e serviços, que promovam a cooperação e o compartilhamento. Demandamos uma postura diferente dos representantes do povo, entretanto evitamos alterações na maneira como estruturamos a sociedade. Reivindicamos leis mais coerentes, porém rejeitamos a diversidade da natureza, incentivando padrões e meios de controle (sem educação) de massas.
Ainda mantemos a mesma mentalidade da época medieval, onde o acúmulo e a conquista eram as normas a serem seguidas, apenas atualizamos as ferramentas. Modificar os pensamentos é o primeiro passo para sermos capazes de criarmos um suporte novo para os relacionamentos, e assim, para uma nova humanidade. Até quando ficaremos condicionados à um raciocínio ultrapassado, que tem se mostrado cada vez mais nocivo a cada dia que passa?
:-)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Temos caráter?

Deixamos de perceber o quanto nossas ações influenciam as pessoas ao nosso redor, e por consequência, a cultura de toda sociedade. Permitimos que a economia do acúmulo e da segregação guie nossas vidas sem questionamento, impedindo alternativas de surgirem e tomarem seu lugar na escala evolutiva. Incentivamos o egoísmo e a competição ao premiarmos aqueles que mais danificam o planeta e seus habitantes, dando um lugar de destaque em nosso meio.
Criamos a figura das celebridades para prestigiar os funcionários do entretenimento, independente se estimulam o intelecto ou os instintos. Idolatramos executivos com grandes concentrações de renda, ignorando as milhões de pessoas exploradas por corporações coordenadas por eles. Usamos de modelo políticos corruptos, financiados por empresas individualistas, interessadas apenas nos benefícios para elas, ignorando o povo.
Nossa audiência tem o mesmo poder de uma compra, indicando para instituições onde gastamos o tempo que temos, transformando na maior prioridade de nossas vidas. Ao mudarmos a mentalidade, iremos notar que existem outros aspectos do universo com mais relevância, e de onde podemos tirar maior proveito, do que o próprio umbigo. Seremos capazes de deixar de ser apenas consumidores, e voltarmos a assumir um papel de cidadãos, retomando a soberania sobre nossas próprias vidas?
:-)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Existe ética na sociedade?

Incentivamos uma cultura de irresponsabilidade e ignorância, mas cobramos de outros justamente o contrário, clamando por deveres vendidos. Proibimos todo tipo de direito a soberania pessoal de terceiros, exigindo que sejamos capazes de manter as nossas, cheias de preconceitos. Muito falamos sobre a moral e os bons costumes, criando a impressão de praticar uma ética unificadora, quando o contrário é o visto na prática.
Brandamos sobre a liberdade que temos, esquecendo que abdicamos da soberania sobre o próprio corpo, ao censurar outros. Nos orgulhamos de uma lógica que se mostra cada vez mais falha, enquanto nos tornamos escravos de instintos e emoções primordiais, que podem ser controladas. Estimulamos a competição, nos segregando em grupos cada vez menores, desprezando os benefícios do compartilhamento uma vez que somos todos da mesma espécie e vivemos no mesmo planeta.
Recursos naturais, que deveriam ser divididos por todos, são transformados em propriedade privada, para o lucro de poucos. Aqueles que deveriam defender os cidadãos se tornam empregados de instituições abusivas e corruptas, financiadas por corporações egoístas. Seremos incapazes de perceber que as ações do dia a dia são as responsáveis pela influência na cultura, e que a única maneira de modificarmos a sociedade é com a transformação pessoal?
:-)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Qual os princípios que seguimos?

Somos doutrinados a aceitar um conjunto de princípios desde que nascemos, e passamos a vida tentando ajustar a realidade que percebemos a eles. Talvez, no meio do caminho, tenhamos a sorte de notá-los e, ainda mais improvável, questionar a necessidade de sua existência em nossa rotina. Ao modificarmos a mentalidade, vemos mais claramente as discrepâncias da sociedade em que vivemos, destacando sua falta de coerência.
Observamos um sistema de educação que falha em ensinar o básico, como declarar imposto de renda, para sobrevivência no mundo. Notamos uma estrutura de saúde que transforma o temporário em permanente, deixando de lado as duradouras mudanças de hábito. Constatamos que a base da economia está no acúmulo, e que incentivamos a separação de classes a cada transação que realizamos.
Vivemos uma ambivalência cultural, onde pregamos certas ações que são realizadas ao contrário na prática do dia a dia. Ensinamos cedo para as novas gerações sobre a mentira e hipocrisia, mas cobramos uma honestidade e sinceridade que tentamos esquecer na competição por trabalho. Deixaremos as virtudes cada vez mais de lado para atingirmos nossos objetivos, ou conseguiremos abandonar os vícios que consomem nossos recursos?
:-)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Que bons costumes?

Ao estudarmos história, notamos que a conduta moral foi se modificando com o tempo, e alguns costumes foram ficando para trás. Ainda existem certas culturas que perpetuam atos do passado, como o apedrejamento, mas que já são vistos como ultrapassados pelo resto do mundo. No entanto, existem hábitos que são mais difíceis de notarmos, ainda mais por os vivenciarmos em nossa própria rotina.
Darmos audiência a programas criados para nos entreter, desde o tempo dos romanos, com o intuito de distanciar a mente do que é relevante. Termos uma existência baseada no medo, seja da escassez de recursos ou de segurança, para sermos fáceis de comandar, em busca de sobrevivência. Justificarmos a futilidade e a ignorância com a satisfação de instintos primordiais, que nos aproximam mais de animais do que da civilidade.
Mal conseguimos cuidar de nossas próprias vidas, e tentamos impor o mesmo tipo de mentalidade para outros que, talvez, tenham respostas que vamos demorar para entender. Fechamos a cabeça para as novidades, querendo manter a realidade a mesma de quando eramos crianças e sem responsabilidades. Será tão difícil de aceitar que o universo está em constante mudança, ou passaremos a eternidade lutando contra a própria natureza?
:-)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O que é moral?

Entre acertos e erros, tentamos, ao longo da história, procurar o conjunto de regras que possam guiar a sociedade para uma era de paz e harmonia. Leis que nos ensinem ser civilizados, ao mesmo tempo em que incentivem o progresso, mantendo uma evolução constante. Mas ao observarmos a estrutura social que mantemos, constatamos discrepâncias que vão ao contrário do que queremos, e que mesmo assim preservamos.
Alimentamos uma economia de acúmulo, criadora de desigualdade social e corrompedora de recursos e normas. Sustentamos a hierarquia pirâmidal, onde poucos tem mais privilégios e poder de decisão do que a larga base que comandam. Voluntariamente, nos entregamos à futilidade e ao consumo, transformando a realidade de maneira imperceptível, mas drástica.
Vemos muitas pessoas pregando sobre os bons costumes, apenas para virarem as costas de maneira preconceituosa para aquilo que consideram diferente. Falam, de boca cheia, sobre o quanto são intolerantes contra abusos, quando o incentivam por serem ignorantes ao que acontece ao seu redor. Somos tão hipócritas a ponto de deixar de estender a mão apenas por alguém ter uma vida alternativa ao nosso restrito entendimento do que deveria ser normal?
:-)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A capacidade do público

A propaganda sobre as falhas do caráter humano são constantemente bombardeadas para nossa atenção, com o intuito de vivermos com medo do vizinho. Esquecemos que por sermos da mesma espécie, temos muito mais em comum do que as diferenças impostas por culturas diversas. Ao nos unirmos pela mesma causa, somos capazes de transformar a realidade, forçando governos e corporações a se adaptarem à nossa vontade.
Mudando os hábitos alimentares, podemos causar impacto na indústria agrícola e pecuária, impondo atitudes benéficas ao planeta. Alterando os costumes de compra, modificamos até mesmo a relação entre empregadores e empregados, dando preferência àqueles que tem políticas mais justas. A própria estrutura social pode ser reorganizada, se prestarmos mais atenção às pessoas, ao contrário de incentivar um estilo de vida descartável e temporário.
Nossas habilidades vão além do que nos levam a acreditar, ainda mais quando nos unimos, pois nossa força está nos números. Mas para chegarmos neste patamar, devemos, primeiro, derrubar as barreiras do preconceito, observando as segregações como as artificialidades que são. Alcançaremos a sabedoria de nos unificarmos como habitantes do mesmo universo, deixando de lado as diferenças que tentam destacar?
:-)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O controle da comunidade

Abdicamos do controle da sociedade nomeando representantes que, cada vez mais, demonstram o abuso do poder, se tornando governantes. Além de perder a autoridade sobre como reger as comunidades, vamos nos privando da soberania sobre nossas vidas particulares. Alvos de instituições e corporações, esquecemos que somos o combustível que as mantém, e que temos a capacidade de dirigí-las como quisermos.
Temos como exigir que os mandatários administrativos demonstrem mais transparência em suas escolhas, se nos propusermos a investigar seus atos. Possuímos a opção de fazer empresas predatórias desaparecerem do mapa, boicotando produtos nocivos que servem apenas para alimentar o Ego. Usufruímos do direito de encontrar alternativas, colocando nosso intelecto e criatividade para a construção de possibilidades diferentes àquelas que nos oferecem.
Com a Internet, gozamos de um meio de comunicação que nos permite ver o que acontece do outro lado do globo, e adaptar para nossas necessidades. Dispomos de todas as ferramentas fundamentais para realizarmos uma nova revolução, desta vez encabeçada pela própria população. Saberemos moldar a vontade que temos dentro de nós para algo construtivo, ou ficaremos presos ao paradigma da frivolidade e destruição?
:-)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A competência do grupo

Observando como trabalhamos como um grupo, é inegável que conseguimos alcançar os mais altos patamares, sobrepujando quaisquer obstáculos. O problema é que ainda estamos à mercê das grandes corporações, pois elas conseguem se organizar enquanto ficamos perdidos em contradições irrelevantes. Nos deixamos influenciar por aspectos desnecessários para a evolução da sociedade, pois ainda consideramos que somos o Ego, ao contrário dele ser parte de nós.
Nos dividimos por questões esportivas, políticas e religiosas, para citar algumas, esquecendo que todos temos necessidades primárias, como alimentação, moradia e um propósito de vida. Existimos para acumular, mas ao invés de fazê-lo com informações e experiências, somos dominados pelo lado material, ilusório e temporário. Nos corrompemos procurando por remendos de um sistema que já é falho em sua teoria, pois seu único objetivo é a concentração dos recursos na mão de poucos.
Sabemos, em nosso íntimo, que temos mais capacidade do que realizar trabalhos repetitivos e manuais, pois temos criatividade e imaginação ilimitadas. Disputarmos recursos deveria ser algo nunca mais visto, de antes da Revolução Industrial, quando aprendemos a utilizar máquinas para satisfazer as necessidades. Até quando iremos manter este padrão, que já se tornou artificial e serve apenas para atender à desejos mesquinhos, de egoísmo irrestrito?
:-)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O domínio da sociedade

Mantemos a cultura de cuidar mais da vida pessoal das pessoas do que da sociedade em si, e ainda mais da dos outros do que a nossa própria. Deixamos de fazer a nossa parte esperando pelo próximo, ignorando a reação em cadeia que os atos individuais geram para o público. Mas pior que isto, é a mania que criamos de tentar estender os limites do domínio social no que se refere à privacidade de cada um.
Aceitamos que empresas usem e abusem de dados para seguir cada passo que damos, criando propagandas que são verdadeiras armas psicológicas. Admitimos que instituições gravem conversas íntimas e sigilosas, com a possibilidade de serem usadas em corte para nos incriminar. Incentivamos tudo isto quando colocamos em pauta as preferências particulares de cada um, julgando como se fossem os assuntos mais relevantes que temos para debater.
Temos uma civilização baseada em frivolidades por perdermos o respeito por nossos semelhantes, por mais diferentes que eles sejam. Sarcasticamente, esquecemos de olhar o nosso próprio umbigo apenas quando apontamos dedos para os demais, omitindo da atenção que vivemos no Ego da mesma maneira. Teremos, algum dia, a sapiência de observar o nosso meio para notar o que precisa ser feito, ou esperaremos eternamente por um ser místico que o faça?
:-)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O poder do coletivo

Como consumidores, somos desmotivados de nos unirmos em torno de uma mesma causa, salvo quando serve de interesse para alguma corporação. Basta observarmos as propagandas com que somos constantemente bombardeados para notar a solidão dos destaques feitos para chamar nossa atenção. A ideia de separar para conquistar é antiga, mas ainda é muito utilizada nos dias atuais, ainda mais com uma população que desconhece seus efeitos.
Na Copa e Olimpíadas somos convocados a torcer cada um para seu país, para nos lembrarmos de que existem fronteiras, e de que elas devem ser temidas. Nas eleições, somos segregados em diferentes partidos, de acordo com as convicções que temos, para facilitar o trabalho dos financiadores de campanha. Na jornada de doações, novamente pedem pela união, para que esta possa encher os cofres de empresas, enquanto os necessitados recebem as migalhas que porventura sobram.
Ao nos desmembrarmos, nos perdemos em meio ao caos gerado, deixando que aproveitadores circulem livremente pelas brechas criadas. Mas, ao nos aglomerarmos, criamos uma força extraordinária, que sem consciência, fica à mercê de qualquer sugestão externa, mesmo sendo mesquinha. Quando iremos compreender que existem questões muito mais relevantes do que aquelas que vemos na grande mídia, sendo reprisadas para nos prender eternamente?
:-)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Responsabilidade Pessoal

Esquecemos que ter responsabilidade significa ter um propósito na vida, um objetivo para nos guiar, que nos integra com o planeta em que vivemos. Mas preferimos satisfazer o Ego, vivendo no ócio, consumindo o mundo como uma praga que merece ser exterminada para o resto prosperar. Damos maior ênfase ao lado profissional do que o pessoal, incentivando lucros e acúmulos, ao contrário de cooperar para a evolução mútua.
Mantemos uma economia segregadora, pois vivemos na ilusão de que, talvez, seremos a bola da vez para desfrutar de prazeres momentâneos. Participamos de uma democracia fantasiosa, onde aqueles que financiam campanhas políticas são os verdadeiros beneficiados, enquanto o resto da população apenas trabalha para pagar a conta. Como gado de abate, baixamos a cabeça e ficamos pastando onde nos mandam, com medo de levantá-la para observar para onde estamos sendo guiados.
Nos classificamos conforme nos indicam, incentivando as separações que facilitarão a nossa própria derrota, esquecendo que somos todos humanos. Abdicamos dos deveres inerentes da espécie, esquecendo que junto com eles, se vão os direitos que tanto perseguimos e lutamos para conquistar. Quando seremos capazes de abrir os olhos e enxergar além da visão que criaram com fumaças para nos enganar, e vermos o mundo como ele realmente é?
:-)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Compromisso Escolhido

Temos habilidades que desprezamos para sermos capazes de satisfazer o Ego, vivendo em constante estado de ansiedade. Agarramos com as duas mãos as respostas de outros, ignorando que temos nosso próprio ponto de vista, e até mesmo outras questões. Perdidos em um mundo de ilusões, acreditamos escolher os compromissos que nos envolvemos, quando somos levados a eles como gado para o abate.
Renunciamos os avanços tecnológicos nos sujeitando a empregos manuais, que consomem cada vez mais tempo, dando menores retornos. Passamos anos acumulando recursos para conseguir o que deveria ser público e de fácil acesso, como transporte e ferramentas de trabalho. Aceitamos condições de subisistência, em um planeta onde parte da comida produzida é jogada fora, e onde os lixões estão cada vez mais cheios de produtos em sua meia-vida.
Tiramos nossa vida do contexto universal quando apenas analisamos o que vemos em nosso umbigo, guiados por ganaciosos. Esquecemos da imensidão que nos cerca, com uma simplicidade que deveria nos servir de exemplo maior do que as complicações de uma economia destrutiva. Quantas vezes fomos capazes de sentar no chão e contemplar as estrelas, questionando quem somos e de onde viemos, sem ter que sair correndo para cumprir uma agenda que nem nossa é?
:-)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Seriedade Social

Ignorantes a quem somos, procuramos meios de saciar uma ansiedade que, por desconhecimento, satisfazemos momentâneamente com o consumo. Desprezamos o fato de que a responsabilidade serve para nos dar um propósito, desacreditado pelas ilusões criadas pelo Ego. Sem este destino, ficamos perdidos quanto as habilidades que temos, ou o rumo que deveríamos dar a nossas vidas.
Seguimos a moda com o intuito de sermos aceitos pela sociedade, desmerecendo qualquer benefício que ela pudesse nos dar. Reclamamos que os representantes do povo nada fazem para a melhoria da nação, mas evitamos as mesmas responsabilidades em nossas próprias comunidades. Demandamos meios de sobrevivência para atender à desejos egoístas, abdicando de procurar alternativas sustentáveis e sociais.
Esquecemos que temos uma finalidade social, focando em nosso próprio umbigo na esperança de encontrarmos respostas que estão em outro lugar. Vivemos em uma realidade de ilusões, criadas para nos distanciar de nosso objetivo, nos deixando perdidos em um campo, a pastar. Desperdiçaremos mais um ano de nossas vidas desnorteados, sendo alvos de propagandas de consumo, ou encontraremos o caminho, capaz de nos levar a novos patamares?
:-)